ERA UMA VEZ UMA HISTÓRIA DE PRÍNCIPES E PRINCESAS

A Turma da Mônica retorna aos palcos com a produção musical baseada em clássicos da literatura. Era uma Vez uma História de Príncipes e Princesas, fica em cartaz no Teatro Porto Segurode 7 de setembro a 27 de outubro, com sessões aos sábados e domingos, às 15h. A direção geral do espetáculo é de Mauro Sousa, diretor da Mauricio de Sousa AO VIVO, com supervisão do criador da Turma da Mônica, Mauricio de Sousa.

O cenário parece saído de um livro de contos de fadas, com palácio e florestas, a fábula acontece em ambiente incrivelmente lúdico e inspirador para um público de todas as idades. Os figurinos e as canções foram criados nos estúdios Mauricio de Sousa e dão  o clima para que a Turminha mais amada do Brasil traga em cena referências a inesquecíveis personagens clássicos da literatura mundial, como Chaupezinho Vermelho e o Lobo Mau, Cinderela e seu Príncipe Encantado, Branca de Neve, seu Príncipe Florian e a Bruxa Má, Bela Adormecida e Phillip, Capitão Gancho e até mesmo o Gigante do Pé de Feijão.

Era uma Vez uma História de Príncipes e Princesas é embalado por surpresas, suspenses e muita aventura, numa história encantadora, onde superar desafios pode fortalecer laços de amizade, união e respeito!

Tudo começa no Reino do Limoeiro…

Era uma vez um lindo lugar chamado Reino do Limoeiro, onde moravam uma princesa chamada Mônica e um príncipe chamado Cebolinha que, num belo dia, tiveram suas vidas transformadas por uma Bruxa Má! Então, para que tudo volte ao normal, eles terão que enfrentar muitos obstáculos com a ajuda de seus novos amiguinhos: Cascão Gancho, Chico Pé de Feijão e Magali com seu chapeuzinho vermelho.

A Princesa Mônica é sempre carinhosa, porém sua impulsividade rende boas coelhadas. O Príncipe Cebolinha, vaidoso e esperto, causa grandes transformações com seus planos infalíveis. Magali Vermelho só quer saber de comer os doces da vovozinha. Cascão Gancho é um capitão como nunca se viu, pois não tem medo de trovão, mas foge da água. Chico Pé de Feijão trocou o seu único bem, uma vaquinha, por alguns feijões, na esperança de salvar o planeta Terra sozinho. Ah! Sem falar da Bruxa! Uma trama surpreendente que sai da imaginação e ganha vida para ficar na história de cada um.

De acordo com o diretor do espetáculo, Mauro Sousa, Era uma Vez uma História de Príncipes e Princesas apresenta uma emocionante jornada de amizade. “O espetáculo traz a essência do que é o universo da Turma da Mônica e cumpre bem a missão de transformar as histórias em quadrinhos em experiência lúdica, educativa e cultural.

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Era Uma Vez Uma História de Príncipes e Princesas

Com Turma da Mônica

Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo)

Duração 60 minutos

07/07 até 27/10

Sábado e Domingo – 15h

$70/$120

Classificação Livre

A PAIXÃO DE BRUTUS

O clássico Júlio César, de William Shakespeare (1564-1616), escrito em 1599, ganha os palcos de uma maneira diferente.  A Paixão de Brutus traz o ator Pedro Sá Moraes se alternando em 15 personagens e um narrador, além de cantar e tocar músicas originais, para colocar em cena uma história que traduz questões perenes da política e da vida em sociedade. Com direção do argentino Norberto Presta, o solo de teatro-canção está no Teatro Pequeno Ato. A temporada tem sessões sábados e domingos, sempre às 20h, até 1º de setembro.

Peça inglesa do fim do século XVI sobre acontecimentos da Roma do século I a.C., Júlio César é um ensaio sobre conspiração e amizade, inveja e política, superstição e poder. A atualidade dos questionamentos levantados na peça foi o que despertou no artista a necessidade de encená-la. “O texto me arrebata porque revela muito sobre o nosso mundo – o ódio político, o jogo de cena, a vaidade – mas não fecha as questões. Não há um grande vilão como em outras peças de Shakespeare, como um Ricardo III ou um Iago (de Othelo). O que existe é um grande espelho, um leque rico de personagens, equivocados, mas fundamentalmente humanos”, conta Pedro Sá Moraes.

Na adaptação, assinada pelo próprio ator, as ideias, diálogos e ritmos do dramaturgo inglês se desdobram em composições inéditas, inspiradas em fontes diversas, doscantastori italianos aos cordelistas do nordeste brasileiro, das composições para teatro de Chico Buarque, Vinícius e Guarnieri à épica de Bertold Brecht.

Em uma das canções, um samba-canção de inspiração buarqueana, o personagem Brutus, tenta convencer a si mesmo dos méritos da conspiração: “O homem precisa morrer / Ainda que pessoalmente eu não tenha motivo / O homem precisa morrer / São coisas que se há de fazer pelo bem coletivo.” O irreverente Caska explica a Brutus e Cássius num funk irônico o que acontecera no Coliseu para César ficar tão perturbado. “Não prestei tanta atenção / foi comédia surreal / não gasto saliva em vão / Meu nome é Caska / eu falo o essencial! // (…) o homem ficou sufocado, desnorteado com aquele fedor / e caiu no chão de cimento, com a boca espumando, perdeu a cor!

Em cena, com um violão, o ator e músico entrelaça em uma só partitura a musicalidade dos diálogos à intencionalidade das canções. Ao longo do processo de montagem, que atravessou 2017 e 2018, Pedro e o diretor Norberto Presta chegaram à conclusão de que havia algo de específico na linguagem que desenvolviam, e que não era exatamente um musical. Teatro-canção foi o nome que deram a esta forma de fazer teatro: “A música não está só nas canções, ela é o guia permanente. A voz dos personagens, o ritmo e a intensidade dos diálogos, são regidos por um sentido musical. Os movimentos também nascem da música, como uma dança,” conta o ator.

Ao se permitir liberdades na adaptação de um texto canônico, o artista lança um olhar contemporâneo para o universo Shakespeariano. Referências do cinema, comoCésar Deve Morrer (2012), longa com direção dos irmãos Paolo e Vittorio Taviani, ajudaram a encontrar o tom do diálogo com a obra – franco e irônico, sem perder a gravidade. Este tom se revela já na canção de abertura, composta na forma de um martelo agalopado, estilo utilizado por cordelistas e cantadores no nordeste do país:

…esse caso regressa à minha mente

pois a história não anda só pra frente

– Já dizia um alemão muito citado –

Acontece de modo duplicado:

uma vez é tragédia, a outra é farsa

O autor é figura controversa,

mas falava de um golpe de Estado…

O cenário de Doris Rollemberg, a iluminação de Bernardo Gondim e o figurino, criado coletivamente, são propositadamente minimalistas, indicam a fricção de poder e conspiração, fausto e decadência, que marcam a obra shakespeariana. Mas o fazem de modo sugestivo, sutil. Como tudo no espetáculo, “a intenção é deixar espaço para que o público crie suas imagens e seus entendimentos. Num momento que nos impele a simplificações e verdades absolutas, o teatro pode ser um convite à reflexão pessoal genuína – sobre o pessoal e o coletivo, sobre o ontem e o hoje. A Paixão de Brutus quer ser este convite,” conclui o ator.

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A Paixão de Brutus

Com Pedro Sá Moraes

Teatro Pequeno Ato (Rua Dr. Teodoro Baima, 78 – Vila Buarque, São Paulo)

Duração 70 minutos

13/07 até 01/09

Sábado e Domingo – 20h

$40

Classificação Livre

A MILIONÁRIA

Amigas há 30 anos, as atrizes Clara Carvalho e Chris Couto, tendo estreado juntas em São Paulo no palco do Teatro Aliança Francesa voltam a ele para homenagear os 70 anos de morte do dramaturgo irlandês George Bernard Shaw (1856-1950), vencedor do Prêmio Nobel de Literatura e do Oscar. Idealizado por Rosalie Rahal Haddad, pesquisadora e autora de livros e artigos publicados no Brasil e no exterior sobre a obra de Bernard Shawo projeto 2XSHAW tem início com novas temporadas de duas premiadas peças.

A Milionária conta com direção de Thiago Ledier e com Chris CoutoCy TeixeiraPriscilla OlyvaAlexandre MeirellesCaetano O’MaihlanGuilherme GorskiLuti Angelelli, Rodrigo Chueri e Sergio Mastropasqua no elenco. A montagem tem apresentações de 15 de agosto a 27 de setembro, sempre quintas e sextas, às 20h30.

 A Profissão da Sra. Warren é dirigida por Marco Antônio Pâmio, com Clara CarvalhoKaren CoelhoCaetano O’MaihlanCláudio CuriMário Borges e Sergio Mastropasqua no elenco. As sessões acontecem de 10 de agosto a 30 de setembro, sempre sábados e segundas, às 20:30h, e domingos às 19h.

O projeto conta ainda com a parceria entre a atriz Clara Carvalho e o Círculo de Atores, companhia formada por profissionais oriundos de diversos grupos de destaque na cena paulistana que, com o projeto 2XSHAW, inicia um ano de atividades em homenagem ao autor irlandês, com direito a traduções atualizadas de textos, uma temporada europeia em 2020 (Portugal), debates e ciclo de leituras, com a missão de difundir mais e mais a obra deste autor tão importante, mas pouco montado no Brasil. Além de fazerem parte da homenagem dos 70 anos de Bernard Shaw e de terem como protagonistas duas atrizes da mesma geração e que começaram a carreira juntas, as duas peças contam com os atores Sergio Mastropasqua e Caetano O’ Maihlan no elenco.

A Milionária

Com direção de Thiago Ledier, A Milionária começa com Epifânia, uma das mulheres mais ricas da Europa, reunindo-se com seu advogado para discutir seu provável suicídio. Pretende redigir seu testamento e deixar toda sua fortuna para seu marido, como punição por infidelidade. Seu casamento fora resultado de um desafio. Seu finado pai, por quem Epifânia tem fixação assumidamente edipiana, impôs uma condição: para se casar com ela o marido deveria receber uma quantia inicial razoável e, em seis meses, transformá-la em uma fortuna. O marido, boxeador e esportista, vence o desafio através de manobras financeiras e – ironia suprema – pela produção de uma peça teatral. Apesar disto, Epifânia perde o interesse por ele. Após jogar escada abaixo um amigo que ofendera a memória de seu pai, encontra um médico muçulmano, filho de uma lavadeira, por quem se apaixona. Para sua surpresa, ao propor casamento ao médico, é informada que sua humilde mãe, uma lavadeira, também impôs um desafio como condição à mulher que desejasse desposá-lo: a pretendente deveria receber uma quantia miserável e sobreviver, unicamente através do seu trabalho, durante seis meses. Só assim seria merecedora da mão do filho. Ao aceitar o desafio, Epifânia começa um movimento irresistível, desvendando o modo de agir e pensar de sua classe social, poucas vezes retratada em cena.

A peça pode ser definida como uma comédia didática sobre poder e dinheiro. Shaw já havia se ocupado de maneira aguda destes temas em Casa de Viúvos (1892), Major Bárbara (1905) e Pigmalião (1912). Num cruzamento histórico dramático – que com a Segunda Guerra viria a se tornar trágico – Shaw levou quatro anos para escrever o texto, finalizando o trabalho aos quase 80 anos de idade, em 1936.

Escrito em meados dos anos 1930, o texto de Shaw traz temas muito atuais como a concentração de renda e direitos dos trabalhadores. Reforçando seu estilo dialético, Bernard Shaw segue sem colocar “a verdade” na boca de nenhum personagem e provoca na plateia um quase desconforto ao se ver na posição de aceitar ou não os pontos de vista dispostos no palco.

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A Milionária

Com Chris Couto, Cy Teixeira, Priscilla Olyva, Alexandre Meirelles, Caetano O’Maihlan, Guilherme Gorski, Luti Angelelli, Rodrigo Chueri e Sergio Mastropasqua

Teatro Aliança Francesa (Rua General Jardim, 182, Vila Buarque – São Paulo)

Duração 100 minutos

15/08 até 27/09

Quinta e Sexta – 20h30

$30

Classificação 14 anos

Ingressos Combo “2x Shaw”

Só poderá ser adquirido na bilheteria do Teatro Aliança Francesa, durante os horários de funcionamento da mesma.

*Combo Inteira – Acesso aos 2 espetáculos do Projeto 2x Shaw, para qualquer data
Preço: R$60,00 (R$30,00 por espetáculo)

Condições de compra:
– Promoção não é válida para aquisição de ingressos para a mesma peça.
– O cliente deverá escolher a data para os dois espetáculos no momento da compra.
– Não será realizada troca de ingressos. Em caso de desistência, haverá estorno/devolução dos valores.

A PROFISSÃO DA SRA WARREN

Amigas há 30 anos, as atrizes Clara Carvalho e Chris Couto, tendo estreado juntas em São Paulo no palco do Teatro Aliança Francesa voltam a ele para homenagear os 70 anos de morte do dramaturgo irlandês George Bernard Shaw (1856-1950), vencedor do Prêmio Nobel de Literatura e do Oscar. Idealizado por Rosalie Rahal Haddad, pesquisadora e autora de livros e artigos publicados no Brasil e no exterior sobre a obra de Bernard Shawo projeto 2XSHAW tem início com novas temporadas de duas premiadas peças.

A Profissão da Sra. Warren é dirigida por Marco Antônio Pâmio, com Clara CarvalhoKaren CoelhoCaetano O’MaihlanCláudio CuriMário Borges e Sergio Mastropasqua no elenco. As sessões acontecem de 10 de agosto a 30 de setembro, sempre sábados e segundas, às 20:30h, e domingos às 19h.

A Milionária conta com direção de Thiago Ledier e com Chris CoutoCy TeixeiraPriscilla OlyvaAlexandre MeirellesCaetano O’MaihlanGuilherme GorskiLuti Angelelli, Rodrigo Chueri e Sergio Mastropasqua no elenco. A montagem tem apresentações de 15 de agosto a 27 de setembro, sempre quintas e sextas, às 20h30.

O projeto conta ainda com a parceria entre a atriz Clara Carvalho e o Círculo de Atores, companhia formada por profissionais oriundos de diversos grupos de destaque na cena paulistana que, com o projeto 2XSHAW, inicia um ano de atividades em homenagem ao autor irlandês, com direito a traduções atualizadas de textos, uma temporada europeia em 2020 (Portugal), debates e ciclo de leituras, com a missão de difundir mais e mais a obra deste autor tão importante, mas pouco montado no Brasil. Além de fazerem parte da homenagem dos 70 anos de Bernard Shaw e de terem como protagonistas duas atrizes da mesma geração e que começaram a carreira juntas, as duas peças contam com os atores Sergio Mastropasqua e Caetano O’ Maihlan no elenco.

A Profissão da Sra. Warren

A tragicomédia A Profissão da Sra. Warren, dirigida por Marco Antônio Pâmio, começa numa casa de campo em Surrey onde Vivie Warren, recém-formada na Universidade de Cambridge, reencontra sua mãe, a quem pouco conhece. A Sra. Warren enriquecera administrando uma rede internacional de bordéis, ao lado de seu sócio, Sir George Crofts, mas Vivie não sabe disto. A Sra. Warren planeja para a filha uma vida convencional, através de um bom casamento.  Cercada por um mundo dominado por figuras masculinas, personificadas pelo aristocrata Crofts, pelo artístico Praed, pelo embusteiro Frank Gardner e por seu pai, o pastor Frank Gardner, Vivie descobre que sua educação privilegiada e seu estilo de vida foram possibilitados pela profissão da sua mãe. Inicia-se assim, através do brilho cintilante dos diálogos de Shaw, um dos mais memoráveis embates da dramaturgia inglesa.

O que torna a Profissão da Sra. Warren tão fascinante é que o conflito entre mãe e filha não é estritamente uma questão de moralidade. Shaw usa a peça como uma forma de criticar um mundo que condenou mulheres como a Sra. Warren a uma vida de pobreza, trabalhos insalubres e morte prematura, deixando-as com poucas possibilidades de sobrevivência. Shaw analisa o lugar das mulheres na sociedade de uma forma que antecipa o movimento feminista do século XX.

Escrita entre 1893 e 1894, “A Profissão da Sra. Warren” foi proibida de ser encenada na Inglaterra e nos Estados Unidos no começo do Século 20. “A peça tem um caráter transgressor, com discussões muito à frente de seu tempo, principalmente no que tange ao papel da mulher na sociedade. Shaw nos fala do hoje tão discutido ‘empoderamento feminino’ quando esse tipo de debate era impensável na época. Ele nos fala de ‘uma nova mulher’: independente, ‘dona do seu nariz’, com opinião e personalidade próprias. Na época da peça, as mulheres sequer podiam votar”, comenta Pâmio.

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A Profissão da Sra. Warren

Com Clara Carvalho, Karen Coelho, Caetano O’Maihlan, Cláudio Curi, Mário Borges e Sergio Mastropasqua

Teatro Aliança Francesa

Duração 100 minutos

10/08 até 30/09

Sábado – 20h30, Domingo – 19h, Segunda – 20h30

$30 (Segunda)/ $50 (Sábado e Domingo)

Classificação 12 anos

Ingressos Combo “2x Shaw”

Só poderá ser adquirido na bilheteria do Teatro Aliança Francesa, durante os horários de funcionamento da mesma.

*Combo Inteira – Acesso aos 2 espetáculos do Projeto 2x Shaw, para qualquer data
Preço: R$60,00 (R$30,00 por espetáculo)

Condições de compra:
– Promoção não é válida para aquisição de ingressos para a mesma peça.
– O cliente deverá escolher a data para os dois espetáculos no momento da compra.
– Não será realizada troca de ingressos. Em caso de desistência, haverá estorno/devolução dos valores

INFERNO – UM INTERLÚDIO EXPRESSIONISTA

Inspirada em Not About Nightingales, obra escrita por Tennessee Williams (1911 – 1983) quando tinha apenas 27 anos de idade e descoberta somente nos anos 90, a Cia Triptal encena Inferno – Um Interlúdio Expressionista, peça dedicada à memória de quatro homens que morreram de tortura em uma prisão americana, em agosto de 1938.

A direção é de André Garolli e o elenco conta com Camila dos Anjos, Fernando Vieira, Fabrício Pietro e mais 37 atores. A estreia acontece no dia 30 de agosto, sexta-feira, às 21h, no Teatro João Caetano. A temporada tem entrada gratuita e conta com sessões sempre sexta e sábado, às 21h, e domingo, às 19h, até 22 de setembro.

A montagem retrata a atrocidade que realmente ocorreu em uma prisão em Holmesburg, Pennsylvania, em 1938. Um grupo de 25 presos realizou uma greve de fome e como punição foi trancado em uma cela fechada com vapor aquecido. Quatro deles morreram assados, e quando a notícia da brutalidade foi disseminada por meio dos jornais, a opinião pública americana ficou indignada.

Essa dramaturgia tem uma grande dose de horror, violência, sangue e morte. Ele nos mostra os problemas e as consequências de usarmos ações disciplinares arcaicas e brutais, e que infelizmente, ao relermos setenta anos depois, percebemos que pouca coisa mudou. É uma história verídica que serviu para rever questões do sistema carcerário nos Estados Unidos e dos direitos humanos”, conta Garolli.

Cenograficamente, o espetáculo é dividido em duas características: realista com os móveis da diretoria e expressionista com a representação das celas. O enclausuramento foi um dos temas focados durante o processo, o que refletiu no cenário que evoca o sentido de aglomeração das pessoas por meio de um empilhamento de cadeiras. Os figurinos incorporam uma época que se passa em meio aos anos 30 e 40, pós crise de 1929. Preto e cinza marcam a palheta de cores predominantes em cena, a maquiagem contribui para causar o efeito padronizado do aprisionamento.

O reaparecimento desse trabalho engavetado de um autor como Tennessee Williams chocou e surpreendeu muitos críticos e estudiosos, quando foi realizada a montagem pela primeira vez em Londres no ano de 1998. Escrito no final de 1938, mas nunca produzido até sessenta anos depois, a obra oferece um retrato muito diferente de seu autor ícone, um dramaturgo que é mais conhecido por seu lirismo e comoventes retratos de personagens tão vulneráveis como Laura Wingfield (À Margem da Vida) e Blanche DuBois (Um Bonde Chamado Desejo).

O diretor ressaltou a importância desse texto do dramaturgo. “Tennessee defendia uma crítica aos padrões estabelecidos pelo “mainstream” e coloca em pauta o marginalizado, “os perdedores” e os fora do padrão normativo (à deriva). Lança um olhar crítico e distanciado sobre a sociedade, uma vez que se recusa a julgar os personagens e estabelecer morais de conduta”.

A peça surgiu a partir do projeto Homens À Deriva foi contemplado no 32º edital de Fomento ao Teatro, iniciativa que aborda as possibilidades de aprisionamento em que uma sociedade pode levar uma pessoa. Durante o processo, houve uma convocatória pública direcionada para atores e estudantes da área e atraiu 217 pessoas que participaram de diversas fases até fechar o elenco.

Na primeira etapa, a Cia Triptal realizou a apresentação de 4 espetáculos que abordam o tema do aprisionamento, três deles do seu próprio repertório, além de um ciclo de seminários. A segunda focou em oficinas de preparação para atores/atrizes. A terceira contou com estudos de texto, pesquisa de linguagem, improvisação de cenas até a consolidação dos ensaios. A fase final é a estreia da peça com um coletivo de 40 atores/atrizes, composto por um núcleo principal de 3 artistas e um coro com jovens atores.

O projeto Homens à Deriva faz parte de uma trilogia que iniciou com Homens Ao Mar (2004-2009) com peças de Eugene O’Neill, o segundo foi Homens à Margem (2011 – 2014) com trabalhos que focavam na marginalidade. “Homens à Deriva vem do sentindo que quando eles são retirados da sociedade para o cárcere, ao retornar, ficam a esmo, emprego e família ficam destruídas. Todos esses tipos de violência foram gatilhos que inspiram toda a montagem”, enfatiza o diretor.

André Garolli também foi convidado para participar do Provincetown Tennessee Williams Theater Festival, que será realizado em setembro de 2019 em Provincetown, cidade localizada no estado de Massachusetts, nos Estados Unidos. Uma forma de ficar ainda mais próximo com o universo do dramaturgo por meio de palestras e simpósios, uma valorização dos projetos realizados nos últimos anos.

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Inferno – Um Interlúdio Expressionista

Com Camila dos Anjos, Fernando Vieira, Fabrício Pietro, e mais 37 atores

Teatro Municipal João Caetano (Rua Borges Lagoa, 650 – Vila Clementino, São Paulo)

Duração 110 minutos

30/08 até 22/09

Sexta e Sábado – 21h, Domingo – 19h

Grátis

Classificação 16 anos

ALMA DESPEJADA

Alma Despejada é espetáculo teatral solo que conta a história de Teresa, uma mulher de mais de 70 anos, que depois de morta faz sua última visita à casa onde morava porque a casa foi vendida e sua alma foi despejada. Teresa é uma professora de classe média, apaixonada por palavras, que construiu sua vida familiar ao lado de um marido trabalhador e bem-sucedido.

Com texto de Andréa Bassitt e direção de Elias Andreato, a peça foi escrita especialmente para Irene Ravache.

A teatralidade do texto de Andrea Bassitt (que também escreveu as peças As Turca e Operilda na Orquestra Amazônica), instiga o espectador a seguir uma história aparentemente trivial, mas que tem uma trajetória surpreendente, em sintonia com a nossa sociedade e os fatos atuais.

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Alma Despejada

Com Irene Ravache

Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo)

Duração 80 minutos

18/09 até 28/11

Quarta e Quinta – 21h

$60/$70

Classificação 14 anos

COMEDIOLOGIA

Em turnê há três anos, o espetáculo de humor Comediologia, do ator e comediante André Massa, faz curta temporada no Teatro Viradalata entre os dias 10 de agosto e 28 de setembro, sábados, às 21h30.  Com textos escritos pelo próprio ator sobre aspectos inusitados e engraçados da vida, o show tem humor inteligente e é adequado para toda a família.

Nesta temporada, haverá participação especial de artistas em uma série de seções: Ben Ludmer (17/8), Eduardo Martini  (24/8), Paulinho Serra (31/8). Em setembro as participações serão de Alessandra Verney (7/9), Rafael Cortez (14/9), Michel Mattos (21/9) e Alessandra Maestrini (28/9).

Comediologia tem a proposta de levar humor para todos os públicos sem ultrapassar limites sociais ou utilizar palavrões. No show, o artista imita cantores e celebridades, aborda situações hilárias do cotidiano e aproveita dos seus recursos hiperartísticos para se conectar com o público. “Quero levar para o palco interpretação, imitação, música, dança e um humor muito físico”, avisa o artista. Até agora, o espetáculo já passou por mais de 100 cidades de cinco estados brasileiros e foi visto por aproximadamente 50 mil espectadores.

Um dos maiores sucessos do show são suas imitações de cantores e figuras conhecidas, como a Aracy da Top Therm, Luan Santana, Maria Bethânia, Netinho de Paula, Tim Maia, Pabllo Vittar, Alcione, entre outros. Para escolher as personagens, o ator considera artistas de seu gosto, aqueles que não estão em sua playlist e os que têm grande apelo popular.

Uma das novidades da turnê de 2019 é o esquete Gospelzão 2000, em que o artista transforma letras de funk em música gospel, adequando-as a temas de diferentes religiões – uma maneira divertida de unificar qualquer crença, sem discriminações ou propagação de preconceitos. “Passo por temas delicados de uma maneira palatável e que agrada as pessoas que acreditam ou não nas crenças que estão sendo abordadas”, diz. Outro quadro de bastante sucesso e que viralizou na internet é o Tutorial de Dança, em que André ensina – de forma parecida com o Telecurso 2000 – passos básicos de dança em diferentes estilos musicais e com interação total da plateia.

Interativo, ágil e ácido, Massa procura levar questões polêmicas para o palco, como falas referentes a gêneros e preconceitos, e de qualquer situação momentânea que esteja ocorrendo no país e no mundo, como forma de propagar a reflexão da plateia. As pessoas saem das sessões animadas, satisfeitas e muitas vezes agradecidas pelos temas citados pelo ator – um dos motivos pelos quais grande parte do público de Massa é composto por mulheres, jovens e pessoas LGBT+.

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Comediologia

Com André Massa

Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387 – Perdizes, São Paulo)

Duração 70 minutos

10/08 a 28/09

Sábado – 21h30

$50

Classificação 12 anos