VAMP, O MUSICAL

Cerca de exatamente 25 anos foi o tempo que separou uma das novelas de maiores sucessos da rede Globo de sair da telinha para chegar aos palcos do Teatro Musical Brasileiro.

Em março deste ano, “Vamp, o Musical” estreou no Teatro Riachuelo (Rio de Janeiro), trazendo uma nova aventura dos vampiros Vlad (Ney Latorraca) e Natasha (Claudia Ohana) na cidade de Armação dos Anjos. E com eles, vieram todos os personagens que fazem parte da nossa memória televisiva – a Família Rocha, a Família Matoso, a caçadora de vampiros Penn Taylor, além de novos personagens criados especialmente para o espetáculo, como Madrácula, a vampira mãe de Vlad, interpretada por Claudia Netto.

A trama

A trama conta a história de Natasha, uma cantora que vende a alma para Conde Vlad em troca do sucesso na carreira. Ele, apaixonado por sua presa, faz de tudo para conquistá-la, mas com o passar do tempo Natasha só tenta se livrar dele e da maldição de ser vampira para sempre.

Para isso, parte em busca do Medalhão do Poder, escondido na cidadezinha litorânea Baía dos Anjos, onde encontra a família do capitão Jonas.  Natasha vai até lá com a desculpa de gravar o clipe de uma música, causando comoção na cidade.

Vlad descobre seu plano e, para se vingar, transforma o paraíso em uma cidade tomada por vampiros. O final será surpreendente e muito diferente do da novela.

Estreia em São Paulo

Agora, a partir de 15 de setembro, o público paulistano poderá ver essa história de amor. Sim, pois apesar de ser uma história com vampiros, o diretor geral Jorge Fernando procurou enfocar essa nova trama neste sentimento, “é uma história de amor, e com muita comédia, para a família inteira se divertir no teatro. Um espetáculo para todas as idades: para quem foi criança naquela época e para as crianças de hoje”.

A música tema da novela também está presente no musical. “Noite Preta” é de novo interpretada por Claudia Ohana, mas com novos arranjos. O tema de Natasha – “Sympathy to the Devil“, “Gita“, “Puro Êxtase“, “Doce Vampiro” e “Thriller“, de Michael Jackson, são outros destaques da trilha sonora.

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Vamp, o Musical
Com Ney Latorraca, Claudia Ohana, Claudia Netto, Helga Nemeczyk, Luciano Andrey, Erika Riba, Pedro Henrique Lopes, Kevin Vechiatto, Livia Dabarian, Franco Kuster, Osvaldo Mil, Gabriella Di Grecco, Oscar Fabião, Isa Pagnota, Thais Morello, Kaleb Figueiredo, Gabriel Cordeiro, Talitha Pereira, Mari Amaral, Nathalia Serra, Giselle Lima, Vanessa Costa, Raquel Higa, Carol Botelho, Natacha Travassos, Renan Mattos, Lucas Nunes, Gabriel Querino, Fabio Cador, Daniel Cabral, Murilo Armacollo e Gustavo Della Serra.
Teatro Sérgio Cardoso (Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista – São Paulo)
Duração 140 minutos
15/09 até 29/10
Sexta – 20h30; Sábado – 17h e 21h; Domingo – 16h30
$40/$150
Classificação Livre

 

A HORA DA NOTÍCIA #004

Na edição desta semana, 14 a 20 de agosto, falamos sobre a lista de indicados ao Prêmio Reverência 2017, a inauguração do SESC 24 de maio, Zeca Pagodinho é tema de um musical, Playlist Musical.

E felicidades também aos aniversariantes desta semana: Cadu Witter, Eduardo Moreno e Ivanna Domenyco.

Sua Opinião sobre o Opinião de Peso – https://goo.gl/oi3PCA

Saiba mais sobre as matérias citadas
Sesc 24 de Maiohttps://goo.gl/7LpcET
Prêmio Reverência 2017https://goo.gl/s17nar
Zeca Pagodinhohttps://goo.gl/Vg7XdN
Mito Ou Verdadehttps://goo.gl/2shD7s

ZECA PAGODINHO – UMA HISTÓRIA DE AMOR AO SAMBA

Gustavo Gasparani, diretor do musical “Zeca Pagodinho – Uma história de amor ao samba“, musical sobre a vida do compositor, encontrou o ator que viverá o homenageado.

Um ator não. Dois! E um deles, será o próprio diretor.

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Gustavo Gasparani e Peter Brandão

Peter Brandão e Gasparani interpretarão Jessé Gomes da Silva Filho (nome de  batismo do sambista) no musical que estreia neste próximo mês, em Copacabana.

Além de ver a trajetória profissional do compositor mais famoso de Xerém (distrito do Rio de Janeiro), o público também verá no palco Beth Carvalho, Arlindo Cruz, Dudu Nobre e Almir Guineto, entre outros sambistas conhecidos.

Agora é só aguardar e “deixa a vida me levar, vida leva eu…

MANIFESTO GRÁFICO: PALESTRAS E VISITAS

Em Manifesto Gráfico, Rico Lins traz ao Espaço Cultural Porto Seguro um amplo panorama do design gráfico nacional e internacional. São cerca de 120 cartazes, entre obras impressas, digitais e instalação com lambe-lambes, com curadoria do próprio artista.

Rico Lins propõe um cuidadoso olhar para a produção brasileira e internacional de cartazes, e discute diferentes correntes e expressões no campo do design gráfico. Obras de autoria própria estão articuladas às de artistas como Leonilson, Antonio Maluf, Rodolfo Vanni, Alexandre Wollner, Kiko Farkas, Andre Stolarski e Guilherme Cunha Lima e também cartazes dos designers do prestigiado grupo russo Ostengruppe. A mostra apresenta ainda um conjunto de livros e outras obras de referência, fundamentais para seu repertório.

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A importância do cartaz junto aos espetáculos

O cartaz surgiu como um grito das ruas, uma forma de intervenção nas cidades, com o objetivo de comunicar algo à população. Tem a temporalidade do presente, o seu discurso é para o hoje.

Referente ao espetáculo, o cartaz funciona como o início do show. Apesar de estar posto na parte exterior do teatro, o cartaz serve para informar o espectador sobre qual é o tema da peça. Sua informação serve como chamariz inicial para o que será apresentado pelos atores, fazendo com que o público já entre com uma informação prévia.

Visitas e Palestras

Manifesto gráfico: uma visita guiada com o curador Rico Lins

Dias 19 e 20 de agosto.

Visita guiada pela exposição com o curador Rico Lins, que aborda em trajeto pelo espaço expositivo o projeto da mostra, os destaques apresentados e a trajetória do cartaz ao longo do século 20.

Datas e horários: 19 e 20 de agosto – Sábado e domingo, das 11h às 13h.

Vagas: 20 vagas.

Ingressos: Grátis (com distribuição de senhas com 30 minutos antes)

Classificação indicativa: Livre.

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Visitas temáticas – De 22 a 31 de agosto.

Visitas guiadas pelos educadores do Espaço Cultural Porto Seguro pelas exposições por meio de recortes temáticos que dialogam com os trabalhos apresentados.

Datas e horários: De 22 a 31 de agosto – Terças e quintas, das 14h às 15h30.

Vagas: 20 vagas.

Ingressos: Grátis (com distribuição de senhas com 30 minutos antes)

Classificação indicativa: Livre.

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Palestras

O Cartaz na Linha de Frente com Rico Lins – Dia 22 de agosto.

O designer e curador Rico Lins traça um panorama comentado da coleção de cartazes apresentada na exposição Manifesto Gráfico e fala a história do cartaz impresso como peça fundamental da manifestação pública nas grandes cidades, e atualmente em meios digitais.

Quais características fazem do cartaz um veículo privilegiado para a comunicação rápida através de avisos postados em lugares públicos? Como chamar a atenção do público a um espetáculo, explicitar uma mensagem política ou publicitária? Entre essas e outras questões, Rico Lins aborda também os desdobramentos da impressão mecanizada no século 20, a diferença de contextos no Brasil e em outros países, e transformação do cartaz frente às mudanças tecnológicas.

Rico Lins é designer e curador da exposição Manifesto Gráfico. Formado pela ESDI, em 1979, e com Master pelo Royal College of Art de Londres, é membro da AGI (Alliance Graphique Internationalle), com longa carreira internacional que combina atividades profissionais e didáticas. Atuou nas últimas três décadas entre Paris, Londres, New York, Rio e São Paulo. Foi professor da NY School of Visual Arts, coordenou o Master em Graphic Design no Istituto Europeo de Design SP e atualmente coordena a área de ilustração na EBAC- Escola Britânica de Artes Criativas.

Datas e horários: Dia 22 de agosto – Terça-feira, das 19h30 às 21h.

Ingressos: Grátis (com inscrição antecipada pelo site).

Classificação indicativa: Livre.

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Design Artístico em Cartaz com Guto Lacaz – Dia 29 de agosto.

Entre o design e as artes visuais, Guto Lacaz desenvolve extensa carreira na produção de cartazes, ilustrações e outros trabalhos artísticos. Ele apresenta sua trajetória profissional e a relação entre design e artes gráficas a partir de seus projetos.

Os trabalhos de Guto Lacaz destacam-se pela liberdade de pensamento através do desenho e o bom humor à beira do absurdo. Com formação em arquitetura e a vocação para o design, o artista apresenta sua forma de trabalho em estúdio, ainda remanescente da precisão das técnicas gráficas manuais. O cuidado com a tipografia, a construção geométrica e o uso da cor são colocados lado a lado na invenção de soluções entre homem e objeto. Ele retoma os pontos de destaque de sua carreira e as mudanças com a implementação do uso do computador, sem perder o olhar de artista inventor. Uma elaboração de linguagem a partir do traço geométrico que transborda poeticamente na criação de ilustrações, máquinas artísticas e objetos cotidianos.

Guto Lacaz é arquiteto e artista. Formado em arquitetura pela FAU São José dos Campos em 1975. Em 1978, iniciou sua carreira como artista visual, e desde então ganhou vários prêmios. É membro da AGI (Alliance Graphique Internationalle) e tem trajetória muito atuante tanto no design como nas artes. Já expôs nas mais respeitadas instituições culturais do país. Entre os seus livros publicados estão Desculpe a Letra (Ateliê Editorial), Gráfica – Arte Moderna, omemhobjeto – Decor Books e 80 desenhos – Dash Editora.

Datas e horários: Dia 29 de agosto – Terça-feira, das 19h30 às 21h.

Ingressos: Grátis (com inscrição antecipada pelo site).

Classificação indicativa: Livre.

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Espaço Cultural Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 610. Campos Elíseos. São Paulo)

ÀTMA – DE QUE TAMANHO É O TEU DESERTO

Os homens acreditam que satisfazer os sentidos é a necessidade primordial da civilização humana, assim optam pela ignorância de sua origem espiritual. Com isto, até o fim de sua vida sua ansiedade é imensurável dado ao fato de não se conhecerem internamente.

Àtma é um espetáculo sobre a Alma que tem como concepção cênica o palco vazio, sem cenários, mantendo caixa preta e contando apenas com o desenho de luz. Os figurinos remetem às tribos nômades e conta com uma trilha sonora incidental e músicos percussionistas ao vivo. Corpo e voz são os instrumentos que dão vida a encenação. O texto escrito e organizado por Ciro Barcelos, conta também com citações de poetas como Erasmo De Rotterdam (1469-1536) Dante Alighieri (1265- 1321) e do Bhagavad Gita (Bhaktivedanta Swami Prabhupada) além de trechos extraídos de pesquisas feitas pelos atores.

Para conceber o espetáculo, Ciro Barcelos (que também assina a direção) baseou-se em seu processo pessoal em busca do autoconhecimento através das inúmeras experiências que teve ao longo de quarenta anos peregrinando pela Índia, Assis (Itália), onde chegou a ser noviço franciscano e Turquia junto aos Sulfis e Dervixes giratórios. Na área do xamanismo indígena vivenciou durante 10 anos experiências com as plantas psicoativas como a Ayauascha.

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Àtma – De Que Tamanho É O Teu Deserto
Com Daniel Falcão, Diogenes Gonçalves, Gustavo Galliziano, Jhonatan Hoz, Ju Messias, Milton Aguiar, Patrícia Barbosa e Renata Toledo. Programação Visual de Rubens Macedo.
Teatro de Arena Eugênio Kusnet (Rua Dr. Teodoro Baima, 94 – Vila Buarque, São Paulo)
Duração 60 minutos
06 a 27/08
Domingo – 19h30
$40
Classificação 14 anos

SUASSUNA – O AUTO DO REINO DO SOL

‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’ traz na essência uma série de características de seu homenageado. Ariano Suassuna (1927- 2014) – que teria completado 90 anos em junho – defendeu incansavelmente a brasilidade e a valorização da cultura nacional, ao mesclar a arte popular e o universo erudito em todas as suas obras.
 
Idealizadora deste tributo ao escritor paraibano, a produtora Andrea Alves, da Sarau Agência, lançou o desafio para a Cia. Barca dos Corações Partidos e convidou três ilustres conterrâneos de Ariano para criar algo totalmente inédito, inspirado em seu legado e desenvolvido em um processo coletivo. Desta forma, nasceu o musical, que chega a São Paulo no dia 24 de agosto, no Teatro do Sesc Vila Mariana, com canções de Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho, encenação de Luís Carlos Vasconcelos e texto de Braulio Tavares.
 
Em 2007, a Sarau Agência realizou uma grande programação para festejar os 80 anos de Ariano e, desde então, foi criado um vínculo do escritor com Andrea, responsável por todas as montagens da Barca dos Corações Partidos e por uma série de projetos que celebraram a arte brasileira nos últimos 25 anos. ‘Há algum tempo, Ariano me falou: ‘Não venha comemorar meus 85 anos, eu não vou morrer, quero que você festeje os meus 90!’. Naquele momento me senti condecorada e com uma grande missão pela frente’, conta a produtora.
 
A ideia inicial surgiu em conversas de Andrea com Ariano, que se confessava um palhaço frustrado e que elegeu o palhaço de ‘O Auto da Compadecida’ como um dos seus personagens prediletos. ‘Assim, surgiu a ideia de uma grande homenagem ao palhaço de Ariano e pensei na reunião da Barca dos Corações Partidos com o que eu chamo de “trio paraibano”. Assim foi sendo criada esta peça inédita, com músicas e texto originais, mas totalmente inspirada no legado de Ariano’, resume.
O texto e as canções do musical foram produzidos ao longo do processo de ensaios, que começou ainda no ano passado, quando o elenco fez uma série de oficinas circenses e também excursionou pelo Nordeste brasileiro no que foi chamado de Circuito Ariano Suassuna. Guiados por Dantas Suassuna, filho de homenageado, a trupe esteve em Casa Forte (Recife), conheceu a famosa Pedra do Ingá e visitou a fazenda de Taperoá (Paraíba). Entre muitas palestras e oficinas, o grupo se preparou para o intenso processo criativo, em que se reuniram por oito horas diárias e apenas uma folga semanal nos últimos quatro meses.
 
Neste período, Braulio Tavares idealizou a história central da montagem, centrada em uma trupe de circo-teatro e nos acontecimentos de uma noite de apresentação do grupo. O picadeiro de um circo é o cenário perfeito para aparecerem personagens de Ariano, como João Grilo e Chicó (‘O Auto da Compadecida’) e outros conhecidos tipos da Literatura Clássica, além de servir como pano de fundo para as histórias dos integrantes da companhia fictícia.
 
O projeto sempre quis falar de Ariano sem, no entanto, apresentar um espetáculo biográfico ou mesmo uma adaptação de suas obras. ‘Quando entrei na história, já estava decidido que não seria um espetáculo Armorial e que teríamos a liberdade de subverter, de trazer o Ariano de outras formas. A criação foi toda impregnada de Ariano, de seus personagens e de seu universo, relata Luís Carlos Vasconcelos, que trouxe toda a sua imensa bagagem como palhaço para o processo. ‘É uma homenagem ao Ariano palhaço. O público é guiado por uma espécie de Palhaço Mestre de Cerimônias, como era habitual em seu teatro’, diz.
 
A parte musical seguiu pelo mesmo caminho. Os textos poéticos e as letras das músicas usam as formas tradicionais de poesia popular que foram cultivadas por Ariano, como a sextilha, a décima, o martelo e o galope. Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho, mostravam as melodias e algumas letras surgiam de improviso, outras cabiam exatamente em alguns trechos do texto. A maioria das letras ficou a cargo de Braulio Tavares, mas também tem canções de outros integrantes da companhia, como Adrén Alves e Renato Luciano. ‘Contaminação foi a palavra que define todo este projeto. As melodias foram contaminadas pelas letras e vice-versa. Criamos algo novo, mas totalmente contaminado por Ariano’, analisa Chico, a quem o escritor chegou a dedicar um livro de poesias.
 

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Suassuna – o Auto do Reino do Sol
Com a Cia. Barca dos Corações Partidos: Adrén Alves, Alfredo Del Penho, Beto Lemos, Fábio Enriquez, Eduardo Rios, Renato Luciano e Ricca Barros. Atriz convidada: Rebeca Jamir. Artistas convidados: Chris Mourão e Pedro Aune
SESC Vila Mariana (R. Pelotas, 141 – Vila Mariana, São Paulo )
Duração 120 minutos
24/08 até 01/10
Sexta e Sábado – 21h; Domingo e Feriado – 18h
$40 ($12 trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesc e dependentes/Credencial Plena).
Classificação 12 anos