LEOPOLD E LOEB, O MUSICAL

A Néctar Cultural (“Meu Amigo, Charlie Brown”, “O Louco e a Camisa”) prepara sua versão musical sobre a história de dois amigos, Nathan Leopold e Richard Loeb, que assassinaram um jovem de 14 anos de idade, em 1924, pela simples vontade de cometer um crime perfeito.

O caso inspirou vários filmes e peças. Em 1929, Patrick Hamilton lançou sua peça “Rope” (“Corda” – 1929), que inspirou o filme homônimo (“Festim Diabólico“) de Alfred Hitchcock (1948). Depois vieram livro, filme, peças, seriados e até graphic novel (“Ice Haven” – 2005).

Os dois assassinos serão interpretados por Leandro Luna (“Chaplin – O Musical”) e André Loddi (“Cinderella, o Musical”).

(P.S. O título da matéria não é o título do musical)

A história dos dois assassinos

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Leopold e Loeb

Nathan Freudenthal Leopold, Jr. (1904-1971) e Richard Albert Loeb (1905 – 1936), mais conhecidos como “Leopold e Loeb“, eram dois jovens, namorados, estudantes da Universidade de Chicago. Ambos pertenciam as famílias mais ricas e prósperas da cidade, e eram extremamente inteligentes.

Baseados na obra de Friedrich Nietzsche, “Übermensch” (“Super-Homem”), resolveram cometer o crime perfeito. O escolhido foi Robert Franks, de 14 anos de idade, primo de Loeb.

Antes do assassinato, Leopold escreveu para Loeb: “Um super-homen (…) é, em virtude de certas qualidades superiores inerentes a ele, isento das leis comuns que regem os homens. Ele não é responsável por qualquer coisa que ele possa fazer.

O crime

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Robert Franks e seu pai (1924)

O crime aconteceu em 1924, quando ambos atraíram o garoto para dentro de um carro e o mataram com uma pancada em sua cabeça. Depois, jogaram ácido clorídrico no corpo para dificultar seu reconhecimento, e o abandonaram em um uma rodovia no estado vizinho de Indiana.

Ao retornarem para Chicago, ligaram para os pais de Frank, dizendo que o filho havia sido sequestrado. Só que antes do resgate ser pago, um trabalhador encontrou o corpo do garoto, e junto a ele, um par de óculos com uma armação rara e sofisticada. Em Chicago, apenas 3 pessoas tinham comprado o modelo. Uma delas era Nathan Leopold.

Com isso, os dois rapazes acabaram confessando e começou uma cobertura do ocorrido pela imprensa, de uma maneira jamais vista. O crime chocou o país quando se soube o motivo que os levaram a assassinar o garoto.

O julgamento

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Clarence Darrow

O julgamento de Leopold e Loeb foi um dos primeiros casos nos Estados Unidos a ser apelidado de “julgamento do século“. Para atuar como advogado de defesa, foi contratado Clarence Darrow, que veio a se tornar uma lenda no direito americano.

Enquanto todos esperavam que os assassinos alegassem insanidade mental, Darrow surpreendeu a todos quando ambos se declararam culpados. Com isso, o advogado conseguiu evitar o júri popular, o que poderia levar seus clientes à pena de morte; e assim pode montar seu caso frente a apenas ao juiz do caso, John R. Caverly.

Foram nas horas finais do julgamento, que Darrow fez uma declaração, que foi considerada a melhor de sua carreira. O discurso incluía: “Esse terrível crime era inerente a esses garotos, que se originou no passado … devemos culpar alguém que tomou os ensinamentos de Nietzsche em sua vida? … devemos realmente condenar um garoto de 19 anos pela filosofia que foi obrigado a absorver na faculdade?”

A sentença

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Leopold e Loeb

O juiz sentenciou Leopold e Loeb a prisão perpétua por assassinato, adicionados 99 anos pelo sequestro.

Em 1936, Loeb foi morto por outro prisioneiro. Leopold chegou a ser solto em 1958, após 33 anos preso. Escreveu um livro sobre o assunto (“Life Plus 99 Years“). Morreu em 1971.

O ‘crime perfeito’, o tórrido envolvimento amoroso dos assassinos, o julgamento, a atuação magistral do advogado e todas as suas consequências,  impactaram profundamente a sociedade ocidental e em especial o mundo cultural.

 

BOCA DO CÉU – ENCONTRO INTERNACIONAL DE CONTADORES DE HISTÓRIAS

Celebrando o encerramento da oitava edição do BOCA DO CÉU – ENCONTRO INTERNACIONAL DE CONTADORES DE HISTÓRIAS, o Auditório Ibirapuera recebe o espetáculo Todo Nó Cego Eu Desato, dia 25 de maio, sexta-feira, às 20h.
A noite de contos e música reúne artistas convidados, músicos e contadores de histórias. São eles: Ana Sofia Paiva (Portugal), Charlotte Blake Alston (EUA), Clara Morais (BA), Crianças da Oca Escola Cultural (SP), Gabi Guedes (BA), Gabriel Levy (SP), Paulo Freire (SP/BR)), Thomas Howard (SP), Valdeck de Garanhuns (PE/ SP), Vinicius Mazzon (PR) e Vitor Lopes (SP), sob a direção de Regina Machado.
As convidadas internacionais, representam respectivamente a narração oral em Portugal e a tradição narrativa afro americana dos EUA. As crianças da Oca Escola Cultural, de Carapicuíba, trazem seus tambores e a narração de um romance da cultura popular brasileira. A apresentação tem como objetivo apresentar diferentes manifestações da Arte da Palavra presentes na tradição popular brasileira e em outras culturas do mundo.
Criado em 2001, o Boca do Céu é considerado o maior encontro de contadores de histórias do Brasil. A última edição do evento bienal, que ocorreu em 2016, ofereceu atividades com mais de 80 artistas nacionais e 9 contadores estrangeiros, e recebeu 10,3 mil pessoas ao longo de oito dias de programação.
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Boca do Céu – Encontro Internacional de Contadores de Histórias
Com Todo Nó Cego Eu Desato
Auditório Ibirapuera (Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Parque do Ibirapuera)
25/05
Sexta – 20h.
Grátis (sujeito à lotação dos espaços)
Classificação Livre

PARA DUAS (ciclo de leituras dramáticas)

A Casa do Saber – São Paulo apresenta no seu Ciclo de Leituras Dramáticas, a peça “Para Duas“, texto de Ed Anderson, sob direção de Elias Andreato, com Chris Couto, Claudio Curi e Karin Rodrigues, no sábado, 26 de maio, a partir do meio dia.

Toda percepção é memória, escreveu Henri Bergson: “Nós só percebemos, praticamente, o passado; o presente puro sendo o inapreensível avanço do passado a roer o futuro”. Ainda que de maneira imperceptível, a vida de cada um é emoldurada por esses vestígios, e lidar com eles se torna uma tarefa ainda mais grave quando eles tomam forma e ressurgem.

Em “Para Duas”, um reencontro entre mãe e filha apresenta uma sensível reflexão sobre escolhas e (o lidar com as) consequências, amor e recusa, solidão e presença, mas também sobre a fragilidade da culpa e do perdão quando o que está em jogo, com a pressão do tempo (sempre escasso) são as verdades que emergem violentamente. Não menos importante, o texto demonstra como é preciso, para ir adiante, reconhecer e aceitar os vincos deixados no tecido da vida.

Casa do Saber apresenta um ciclo de leituras preparadas por grandes nomes do teatro nacional. Idealizado por Maria Fernanda Cândido, atriz e sócia da Casa do Saber, cada encontro apresenta a visão e o estilo de cada diretor, buscando, na diversidade de textos e abordagens de interpretação, novos olhares sobre o ofício do teatro e da vida. A cada encontro, o ciclo de leituras se apresenta também como uma demonstração não apenas da vivacidade e atualidade de cada texto, mas como um representante da força sempre presente da expressão teatral.

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Para Duas (Ciclo de Leituras Teatrais)
Com  Chris Couto, Claudio Curi e Karin Rodrigues
Casa do Saber (R. Dr. Mario Ferraz, 414 – Itaim Bibi, São Paulo)
26/05
Sábado – 12h
Grátis (Inscrições gratuitas pelo site – https://goo.gl/ubHggX , exclusivamente. Vagas limitadas e sujeitas à lotação do espaço)

PROBLEMA MEU

Clarice Falcão apresenta o show Problema Meu, dia 22 de maio, terça-feira, às 21h, no Teatro Porto SeguroAcompanhada por João Erbetta (guitarra), Bubu (baixo), Pedro Garcia (bateria) e Danilo Andrade (teclados), a cantora, compositora, escritora, atriz e roteirista pernambucana mostra as canções do seu segundo disco, Problema Meu, lançado em 2016.

Produzido por Kassin, o álbum tem quatorze faixas, onze delas autorais. O disco conta ainda com Banho de Piscina, assinada por João Falcão, pai de Clarice; A Volta do Mecenas, do jovem compositor Matheus Torreão; e uma versão balada do hit electropop L’Amour Toujours (I’ll Fly With You), sucesso do DJ italiano Gigi d’Agostino.

Clarice canta também novas canções como IrônicoEu Escolhi VocêComo É Que Eu Vou Dizer Que Acabou? e Eu Sou Problema Meu, que inspira o título do CD, além de músicas de seu primeiro álbum, Monomania (2013). A direção artística da turnê é realizada por um coletivo de mulheres formado pela designer Julia Liberati, pela figurinista Elisa Faulhaber, pela empresária Michelly Mury e pela própria Clarice Falcão.

 

Problema Meu
Com Clarice Falcão
Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 75 minutos
22/05
Terça – 21h
$70/$100
Classificação 12 anos

NOSSAS TRILHAS

Nossas Trilhas é um espetáculo em capítulos, uma revista de flashes e impressões de nossa História – entremeados com músicas e canções – que trazem a reflexão sobre as questões contemporâneas do Brasil.
A peça transita por momentos que vão desde a colonização, passando pelo cotidiano de ambulantes do transporte público e sua irreverência, pela peculiar conversa com um ET, por um filósofo morador de rua e seu amor pelos cachorros, pela mente afiada dos repentistas nordestinos, pelo doloroso “7×1” e pela indagação de onde de fato nos encontramos depois de quase dois séculos de independência.
E, é claro, sem esquecer o bom humor.
texto e direção geral é de Caio Salay, que em 2015 estrelou o sucesso “Urinal, o Musical”, no papel do protagonista Bonitão.
elenco conta ainda com Diego RoddaFlávio Rubens e Pedro Macedo, além da participação especial de Nábia Villela.
Nossas Trilhas
Com Caio Salay, Diego Rodda, Flávio Rubens, Pedro Macedo, Nábia Villela
Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387, Sumaré – São Paulo)
Duração 80 minutos
02/06 até 29/07
Sábado – 21h30, Domingo – 19h
$50
Classificação Livre

THE RATOS (OU O CAMARIM DA FAMA ENCARDIDA)

Esta é a história de dois ratos cheios de particularidades que, após serem maltratados pela sociedade, decidem mudar de vida. Bruck e Burguer querem realizar o sonho de se tornarem Ratos da Páscoa, para que quem sabe, possam ser aceitos e amados. Por isso, decidem roubar os ovos de chocolate do coelho Pimpão. Porém, o encontro com a menina Anjolinda não é bem como eles planejaram.
Um espetáculo cheio de cores, rock and roll, gagues de palhaço e um friozinho na barriga. Afinal, o que é certo e errado? O que é para rir ou para chorar? O que é uma amizade verdadeira e o que são sonhos impedidos de serem realizados? O espetáculo não traz respostas. Apenas nos mostra caminhos. E queremos descobrir a melhor forma de caminhar. Vamos?
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The Ratos (ou o camarim da fama encardida)
Com Danilo Mora, Kleber Ramos, Samantha Verrone, Tati Takiyama, Leandro Santoro, Rafael Puglia
Teatro Dr. Botica (Rua Domingos Agostim, 91 – Tatuapé, São Paulo)
Duração 50 minutos
26 e 27/05
Sábado e Domingo – 18h
$30
Classificação Livre

DAS RUAS, UM ORFEU DE MOCHILA

O dramático mito de Orfeu e Eurídice ganha vida nas periferias paulistanas. O herói grego entra em cena como o jovem mais desejado da região, enquanto a sua amada é uma visitante que atrairá olhares impiedosos na comunidade. Separados por um rio, eles lutarão pelo seu amor em um caminho cheio de pedras e obstáculos cruéis. É assim que a Tô Em Outra Cia. de Teatro apresenta o musical inédito “Das ruas, um Orfeu de mochila”.

Faz sua segunda temporada no Espaço INBOX Cultural em Pinheiros de 19 de maio à 09 de junho, todos os sábados às 16h. O ingresso custa R$30,00 que faz parte do projeto de formação de plateia da Cia. para descentralizar e tornar o espetáculo mais acessível para pessoas que não tem acesso ao teatro ou teatro musical.

O enredo original criado por Andreza Rodrigues e Thuane Campos aposta na mescla da fantasiosa mitologia grega com a dura realidade das periferias. As personagens da narrativa de Orfeu são representadas por moradores de uma comunidade carente de São Paulo. O musical é composto por 15 músicas com arranjos de Jorge Alves e Gabriel Hammer e tem uma hora e vinte de duração.

Mais do que uma trágica história de amor, a peça tem como fundo um importante diálogo sobre as relações e o estilo de vida dos jovens que vivem em regiões mais pobres da capital. A descoberta do amor, o início da vida profissional e as relações que eles estabelecem com o tráfico, com o poder público e com a imprensa são alguns dos pontos trabalhados no espetáculo.

O texto surgiu em 2012 e foi apresentado por dois anos em periferias e no interior do Estado com o apoio do projeto Vizinho Legal, ação social da Roche Brasil na comunidade do Jaguaré, e com o patrocínio do Programa Aprendiz Comgás (PAC), iniciativa da Comgás em parceria com a Associação Cidade Escola Aprendiz.

Em 2018 o espetáculo ganhou sete prêmios com voto popular nas categorias Melhor Ator e Atriz Codjuvante, Melhor Ensamble, Melhor Coreografia, Melhor Cenário e Figurino e Melhor Texto Adaptado no III Prêmio Márcia Papoti de Teatro Musical Independente.

Sinopse reduzida

Era um dia de festa. Dois amores se encontram. Orfeu e Eurídice, trazendo em suas mochilas seus encantos, músicas e alegrias. Ela com seus balões e ele com seu pandeiro encantado. Juntos encontram o amor, mas um acontecimento inesperado muda tudo. Orfeu terá que provar o quanto ama Eurídice, a “doidinha dos balões”. Texto baseado na mitologia grega (mito de Orfeu) e adaptado para os dias atuais.

Fotos de Andreza Floriano.1.jpg

Das ruas, um Orfeu de mochila
Com Gabriel Hammer, Uédia Alves, Andreza Rodrigues, Renan Marques, Bárbara Jardim, Carlos Castro, Filipe Caldeira, Gabriel Hammer, Jorge Alves, Peu Morais, Thayna Rodrigues, Thuane Campos
InBox Cultural (Rua Teodoro Sampaio, Pinheiros, São Paulo)
19/05 até 09/06
Sábado – 16h
$30