CANTOS DE COXIA E RIBALTA

O espetáculo musical original “Cantos de Coxia e Ribalta“, da Cia. de Teatro Lusco-Fusco, está de volta a São Paulo a partir de outubro de 2018, aos sábados às 20h e domingos às 19h, na Sala Carlos Miranda, dentro do Complexo Cultural Funarte SP. Os preços variam de R$ 25 a R$ 50, e os ingressos antecipados já podem ser adquiridos pelo site do espetáculo e da própria Cia.

Musical 100% autoral e brasileiro, “Cantos de Coxia e Ribalta” foi criado por Alef Barros e Gustavo Dittrichi, a partir do estudo de três vertentes artísticas: os personagens-tipos da commedia dell’arte, os ritmos musicais brasileiros e o teatro narrativo brasileiro; combinando esta nova abordagem com a bagagem de pesquisa cênica que a Cia. Lusco-Fusco já carrega; teatro e música (ou teatro musical).

Tanto o texto quanto as músicas são originais. O argumento (escrito por Gustavo Dittrichi) buscou livre inspiração na obra de Luis Alberto de Abreu; em especial no texto “O Auto da Paixão e da Alegria”. A linguagem cênica tem inspiração no musical “Godspell“, de Stephen Schwartz e John-Michael Tebelak. Já a música (escrita por Alef Barros) buscou referências na obra musical de Chico Buarque; nas composições de Baden Powell com Toquinho, em especial nos seus estudos e releituras dos cantos de terreiro e umbanda; e na bossa-nova em geral. Os arranjos musicais e composições gerais são de Dario Ricco, Hiago Guirra e Marco De Laet; e os arranjos vocais são de Joyce Roldan. A concepção cênica e estética é de Gustavo Dittrichi.

O espetáculo estreou em janeiro de 2018, e cumpriu sua primeira temporada até 4 de fevereiro. Em abril, foi convidado para participar do Festival de Teatro de Mauá 2018, encerrando a programação cultural do evento.

Para esta nova temporada, os arranjos vocais da peça foram revistos, números musicais foram alterados e pequenos detalhes foram incluídos para tornar a narrativa ainda mais poderosa – sem perder a característica que agradou ao público em sua temporada de estreia. Também foram selecionados novos artistas: Igor Patrocínio, que assume o papel do Jovem Ator; Yasmim Ribeiro, que alternará o papel de Dona da Cia. com Rodolfo Mozer, criando um novo jogo cênico para o espetáculo; Lucas Sansi (Ensemble e Swing) e Marcelo Fagundes (Ensemble). Eles se juntam aos artistas da primeira temporada: Gustavo Dittrichi (o Poeta), Marco De Laet (o Músico), Carolina Silveira (Jovem Atriz), Joyce Roldan (a Primadonna), Rodolfo Mozer (o Dono da Cia.), Beatriz Belintani (elenco de apoio), Isabella Costa (elenco de apoio) e Lais Helena (Ensemble e Swing). A volta do espetáculo prevê ainda participação de artistas convidados, que serão divulgados oportunamente.

O espetáculo cumpre temporada na Funarte até 28 de outubro; uma nova temporada em novembro também está prevista, a ser divulgada em breve.

O espetáculo tem patrocínio da Só Dança; apoio da ACENBI (Associação Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira do Imirim), da Poiesis, das Fábricas de Cultura, doGoverno do Estado de São Paulo, da Funarte e do Ministério da Cultura. A produção e realização é da Lusco-Fusco Produções Artísticas.

Sinopse do espetáculo

Sob os sussurros da coxia e as luzes de ribalta, um grupo de atores se reúne para contar uma história. Entre o corre-vida e as chegadas e partidas dos trilhos de uma estação de trem, o público é apresentado a uma trupe de teatro em crise financeira, que corre o risco de ter seu teatro tomado por conta da especulação imobiliária. Um Poeta então é encarregado de criar uma grande obra teatral a fim de trazer de volta aos artistas os tempos áureos: é a última chance do Teatro sobreviver. Neste cenário, personagens tipificados, inspirados pelos tipos commedia dell’arte – o Dono da Cia., um Poeta, um Músico, uma Primadonna, um Jovem Ator sonhador e uma linda e ambiciosa Jovem Atriz – passam a viver seus próprios conflitos, que misturam-se com a própria história da peça que estão montando. Enquanto tentam contar a história, a realidade mistura-se com a ficção até que se tornem uma coisa só. A abordagem poética da paixão, da desilusão, da entrega, da inveja e competição, da morte e, sobretudo, da sensação de estar sempre tentando permanecer “de pé” e superar os obstáculos impostos pelo destino – sensação tão comum ao Teatro e também à vida cotidiana – são os ingredientes para mover o espetáculo.

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Cantos de Coxia e Ribalta

Com Igor Patrocínio, Yasmim Ribeiro, Rodolfo Mozer, Lucas Sansi, Marcelo Fagundes, Gustavo Dittrichi, Marco De Laet, Carolina Silveira, Joyce Roldan, Beatriz Belintani, Isabella Costa e Lais Helena

Funarte – Sala Carlos Miranda (Al. Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo)

Duração 135 minutos

06 a 28/10

Sábado – 20h, Domingo – 19h

$50

Classificação 12 anos

SEU SILÊNCIO É UM BARULHO DO INFERNO

Inspirado em uma história realo espetáculo SEU SILÊNCIO É UM BARULHO DO INFERNO estreia dia 6 de outubro, sábado, às 21h, no TEATRO HANGAR. Texto inédito de Alberto Guiraldelli, peça é inspirada no caso de dois rapazes de 20 e 16 anos que foram forçados a saltar de um trem em movimento por um grupo de três skinheads em Mogi das Cruzes, em 2003. Com direção de Mônica Granndo, montagem da Cia do Ator Careca aborda questões relacionadas ao universo jovem.

Eu acompanhei bastante o caso e especialmente os comentários de pessoas na internet sobre o ocorrido. O que me fez pensar muito sobre esse fato foi que era composto de jovens que viviam de certa forma em um mesmo mundo. Eram todos de periferia, viajando em um trem, e que se encontraram por puro acaso. E esse encontro mudou tudo de forma radical para ambos os lados”, afirma o autor Alberto Guiraldelli.

Escrita em 2004, SEU SILÊNCIO É UM BARULHO DO INFERNO se passa na virada dos anos 80/90 e mostra dois grupos de personagens. Um grupo de jovens estudantes de um colégio técnico que se encontram em um domingo como outro qualquer depois de um show de rock. Primeiro emprego, sexualidade, relações familiares, amizades, ideologias, são temas presentes na peça, tendo como recortes os medos, as dúvidas, os anseios, as esperanças e os arroubos típicos da juventude.

Fugindo de uma abordagem documental, a dramaturgia procura ir além da simplificação que insiste em congelar a essências desses jovens no papel de vítimas ou agressores. O que existe é uma exploração das relações sociais e familiares em cada um dos personagens através da linguagem e das inseguranças próprias do adolescente. O episódio do trem descarrilha o futuro na linha da vida de cada um desses jovens.

A linguagem da encenação é contemporânea, apesar da peça ser ambientada na década de 80, trazendo expressões linguísticas da época. A concepção cênica define-se com os figurinos, músicas e objetos do período em que se passa a encenação. A luz desempenha um papel fundamental na montagem, pois por meio do jogo de luzes observam-se os recortes de cena que remetem às linhas de ação temporal, que não é contínua e acontece em dois tempos”, declara a diretora Mônica Granndo.

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Seu Silêncio é um Barulho do Inferno

Com Geovanna Portante, Luiz Hirschmann, Luciana Brunelli, Marcela Arruda, Marcelo Bosco, Mario Cesar, Pedro Pó, Rebeca Desan e Rogério Pérez

Teatro Hangar (Rua Conselheiro Brotero, 305 – Barra Funda, São Paulo)

Duração 75 minutos

06/10 até 11/11

Sábado – 21h, Domingo – 19h30

$40

Classificação 14 anos

A MEGERA DOMADA – O MUSICAL

Após o sucesso das duas temporadas (2017 e 1º semestre de 2018), “A Megera Domada – O Musical” está de volta a São Paulo para uma apresentação especial em outubro, em comemoração ao “Mês das Crianças”, no Teatro Procópio Ferreira.

O espetáculo é resultado de um trabalho realizado com atores e atrizes na faixa dos sete aos dezoito anos, que contam a história cantando, dançando e sapateando, unindo o conhecimento artístico com o lúdico. A proposta é mostrar ao grande público como Shakespeare é atual, simples e principalmente cômico e musical.

O roteirista Leonardo Robbi adaptou a clássica obra de romance e comédia, a partir da história original, para os dias atuais. Todo o enredo se passa na Escola William Shakespeare (WS) que conta com aulas inusitadas de matemática, português e botânica. E nessa escola tudo pode acontecer.

Prepare-se para muita diversão, romance e confusão nesta encenação conduzida pelas renomadas diretoras Cininha de Paula e Fernanda Chamma. Com participações especiais de Andrezza Massei, Ivan Parente e Vânia Pajares.

Um espetáculo musical para todas as idades. Um excelente programa para a família toda. Cante, dance e se apaixone por uma das obras do grande mestre da Literatura Inglesa contada e cantada por crianças, adolescentes e jovens talentosos que passaram por criteriosa audição. O projeto é uma iniciativa das escolas CN Artes e Estúdio Broadway.

Sinopse
Catarina é uma garota bonita, mas possui uma personalidade forte. Seu jeito insensível assusta os garotos que a evitam por ser considerada muito durona, uma verdadeira megera. Já Bianca, sua irmã, é o oposto. Meiga e sensível, ela é a garota mais desejada da Escola WS. Mas o pai das meninas orientou Batista, o irmão mais velho, a não permitir que Bianca namorasse antes de Catarina. E é aí que está o dilema, pois nesse conflito, surge Petrúquio, um garoto do interior que acabou de chegar na escola e aceita a difícil missão de conquistar a megera. Será que ele vai conseguir?

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A Megera Domada – o Musical

Teatro Procópio Ferreira (R. Augusta, 2823 – Cerqueira César, São Paulo)

Duração 60 minutos

06 a 27/10

Sábado – 15h

$70

Classificação Livre

RÉQUIEM PARA O DESEJO

Companhia da Memória cria uma leitura contemporânea para o clássico Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams (1911-1983), emRéquiem Para o Desejo, com dramaturgia de Alexandre Dal Farra e direção de Ruy Cortez. A peça estreia no dia 5 de outubro, no Sesc Ipiranga, onde segue em cartaz até 4 de novembro, com sessões às sextas e aos sábados às 21h, e aos domingos às 18h (uma apresentação extra acontece na quinta-feira, dia 1º de novembro, às 21h).

Essa releitura livre inverte completamente os papéis desempenhados pelos personagens no clássico norte-americano. Stella torna-se uma mulher extremamente dominadora que tortura constantemente sua irmã Blanche. Para isso, Stella conta com a ajuda de seu fracassado marido Stanley e do macho forte e dominador Mitch, pretendente da irmã.

A inversão é uma forma de repensar algumas dessas figuras, como o proletário másculo. Acho que há um declínio dessa figura, no entanto, a estrutura que dá sustentação para ela ainda não se desfez na sociedade, de maneira que ele simplesmente se vê incapacitado de encontrar outro caminho para encaminhar os seus desejos. Stella tampouco consegue lidar com tal situação. Blanche se introduz nesse ambiente menos estável do que o original. No entanto, as alterações e a instabilidade, longe de gerar possibilidade de mudança, tendem a tornar as relações ainda mais estagnadas”, conta o dramaturgo Alexandre Dal Farra.

Em um cenário de terra arrasada, essas figuras buscam maneiras de estruturar as suas relações, que quase sempre resultam em explosões e choques irracionais e sem explicação. A ideia é lançar um olhar negativo para as figuras e situações criadas por Williams para investigar onde e como se instauram as diversas relações de poder, controle e repressão em uma estrutura social contemporânea.

Com uma narrativa polifônica – que mostra o ponto de vista aprofundado dos personagens, a encenação toma como eixos temáticos principais as culturas do patriarcado (do machismo), do capitalismo (neoliberalismo), da misoginia, do racismo, do colonialismo (neocolonialismo), do sucesso (reconhecimento, espetáculo, celebridade, competição e meritocracia) e da violência.  “Creio que o espetáculo trate de um desejo que não encontra mais caminhos para ter vida, porque os caminhos de que se alimenta são autoritários e ele não consegue se estruturar de forma diversa com tanta facilidade”, revela Dal Farra.

Para fazer essa crítica à sociedade capitalista contemporânea, a encenação adota como referências os conceitos da graça e do destino trágico presentes nas obras do cineasta dinamarquês Lars von Tier (sobretudo em Ondas do Destino); e a manifestação da ideologia fascista e da violência contemporânea presentes nos filmes do diretor alemão Michael Haneke (em A Fita Branca e Violência Gratuita).

Assim como a obra original, a encenação parte de uma sobreposição de tempos-espaços narrativos: a casa branca – aristocrática, burguesa e latino-americana -, que é representada pela releitura de Alexandre Dal Farra; e a casa negra – presente na peça de Williams nas imagens do cabaré onde ecoa o piano blues e na residência da vizinha negra. Este segundo plano não ficcional é composto por uma intervenção poética e musical das cantoras/atrizes convidadas Roberta Estrela D’Alva (em vídeo) e Denise Assunção.

Pareceu-me fundamental abrir essa questão por meio do estudo das feministas negras e do filósofo camaronês Achille Mbembe, além da peça A Serpente, de Nelson Rodrigues, que fala da realidade brasileira. A Roberta fará uma intervenção poética em vídeo a partir do spoken word, sobre a presença do domínio da opressão dos corpos dentro da estrutura político-social humana. E a Denise vai cantar um repertório surpresa de canções piano blues, nas quais ressoam cantos negros de trabalho, de opressão, de dominação, de amor, de morte e de desejo”, revela o diretor Ruy Cortez.

O espetáculo é a terceira parte da Pentalogia do Feminino, um conjunto de peças concebidas por Ondina Clais e Ruy Cortez, sobre temas autônomos vistos sob a perspectiva do feminino.

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Réquiem Para o Desejo

Com Gilda Nomacce, Jorge Emil, Marcos Suchara, Ondina Clais e Denise Assunção

Sesc Ipiranga (R. Bom Pastor, 822 – Ipiranga, São Paulo

Duração 90 minutos

05/10 até 04/11

Sexta e Sábado – 21h, Domingo e Feriado – 18h

$30 ($8 – credencial plena)

Classificação 16 anos

CONFISSÕES DAS MULHERES DE 30

A comédia “Confissões das Mulheres de 30” é um dos maiores sucessos apresentados no Teatro Folha e que permaneceu mais tempo em cartaz. As atrizes Camila Raffanti e Juliana Araripe, que se apresentaram durante quase 5 anos, agora voltam com uma encenação atualizada dos textos de Domingos Oliveira que tratam dos amores, conflitos e descobertas das mulheres que vivem nesta faixa etária. A temporada acontecerá de 05 de outubro a 15 de dezembro, com sessões às sextas-feiras, 21h30, e aos sábados, 22h.

As atrizes, que também assinam a direção, comemoram um público superior a 300 mil pessoas, desde que estrearam em junho de 2008. O que mais cativa o público e conquista empatia, é que as cenas são realizadas em tom confessional, mas de forma muito bem-humorada. Este formato de dramaturgia já havia dado muito certo quando Domingos Oliveira escreveu em 1992 o sucesso “Confissões de Adolescente”. Ao utilizar o mesmo estilo de dramaturgia, “Confissões das Mulheres de 30” também propõe comunicação direta com o público.

“Confissões das Mulheres de 30” mostra de maneira divertida o que muitas mulheres pensam e como lidam com seus desejos, sonhos, realizações e frustrações típicas dessa fase da vida. Sexo, casamento e separação, trabalho, preocupação com a maturidade e o descontrole emocional estão entre os temas tratados na peça. O autor Domingos Oliveira diz que toda peça teatral deve ser um escândalo, deve conter um escândalo. “No mundo moderno, nada mais escandaliza.  E as mulheres de 30 são sinceras em suas confissões. Entre os 30 e 40 anos, perderam a inocência e ainda não atingiram a sabedoria, porém no amor são imbatíveis”, comenta Domingos.

A atriz Juliana Araripe, que para esta nova versão do espetáculo escreveu dois textos em parceria com Domingos Oliveira, conta que um dos segredos do sucesso da peça, é manter o conteúdo atualizado, de acordo como evolui o pensamento das mulheres. “Na primeira montagem havia depoimento de uma mulher que após passar por várias situações declarava o desejo de voltar à cozinha. Hoje este pensamento está fora de contexto”, avalia. O movimento feminista cresceu e as mulheres estão sintonizadas num desejo cada vez mais forte de independência e de espaço para se expressar na sociedade.

Para a atriz Camila Raffanti, roteirista da série “O Negócio”, da HBO e criadora da série ”Rio Heroes”, pela FOX Premium,  continuar apresentando a peça é um exercício que possibilita demonstrar maturidade como atriz e mulher. “A nossa experiência pessoal é a bagagem que acrescentamos na peça. A alma feminina convida à reflexão sobre o amor e tudo isso vem também influenciado pelo feminismo que ganhou novas nuances”, diz.

A encenação continua centrada nas atrizes. Palco quase vazio, iluminação e figurinos pretos compõem a estética da cena. Tudo para dar foco às confissões e ao tom cômico dos discursos das mulheres de 30.

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Confissões das Mulheres de 30

Com Camila Raffanti e Juliana Araripe

Teatro Folha – Shopping Higienópolis (R. Dr. Veiga Filho, 133 – Higienópolis, São Paulo)

Duração 70 minutos

05/10 até 15/12

Sexta – 21h30, Sábado – 22h

$50/$70

Classificação 14 anos

SOMOS TÃO JOVENS

O universo de alegrias, dúvidas, angústias, medos, acertos e erros de seis jovens amigos são retratados em Somos Tão Jovens, espetáculo de Vinícius de Oliveira com direção de Ricardo Grasson que volta para sua segunda temporada com nova produção no Teatro Augusta.

O elenco conta os com jovens atores Danillo Branco, Júlio Oliveira, Gabriel Moura, Bruno Damásio, Fernando Burack e Luis Fernando Delalibera acompanhados por uma banda formada por Kelly Martins, Léo Rosso e Rozera Nunes.

Questões sobre preconceitos, sonhos, uso de drogas, relacionamentos e sexualidade, são trazidos à cena em situações que se desdobram em gravidez indesejada, a primeira vez, sonhos frustrados e homossexualidade, entre outros assuntos sempre presentes na passagem para a idade adulta. A banda conduz o desdobramento da encenação impulsionando o trabalho dos atores, embalados por canções ligadas a juventude durante as décadas de 1980 a 2000.

Para a criação do texto, Vinícius de Oliveira teve como inspiração o espetáculo Garotos, de Leandro Goulart, o filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro e o livro As Meninas, de Lygia Fagundes Telles. A música Tempo Perdido, do Legião Urbana, que toca durante a peça é uma das cenas mais nostálgicas para o público.

Na criação da dramaturgia, essas obras funcionaram como impulsionamento e uma forma de costurar a trama que estava sendo criada. Histórias que aconteceram comigo e com pessoas próximas também serviram como propulsores. É um espetáculo que cativa jovens que vivem essas cenas no dia a dia, e até de pessoas mais velhas, que passaram por esses momentos em algum ponto da vida”, conta o autor.

Para o diretor Ricardo Grasson, a montagem conversa muito bem com os dias atuais, aposta na simplicidade e na mensagem direta para o jovem. “A peça aborda temas que não são muito falados em casa; o teatro tem essa característica de mostrar a vida como ela é, ativa questionamentos sobre o mundo. Não importa se é um clássico ou contemporâneo, o bom do teatro é falar do ser humano e todas as camadas que o envolvem”.

Cenário e figurinos colocam os personagens inseridos no cotidiano como um apartamento, um bar, elementos de uma grande metrópole que poderia ser em qualquer lugar do mundo. “Todos esses recursos cênicos ajudam a exibir o cotidiano desses personagens e de todas as tramas dessa juventude. É uma forma de transportar o mundo para o palco e proporciona a empatia direta e rápida do público. Durante o processo, houve um diálogo com os atores em todos os aspectos, uma maneira de alimentar o trabalho da direção e atuação, os dois lados caminharam bem para trazer um novo frescor”, diz Grasson.

Somos Tão Jovens marca a volta, após mais de 20 anos, de Ricardo Grasson na direção, que se dedicou ultimamente na produção de espetáculos como Caesar – como construir um Império (Willian Shakespeare adaptado e dirigido por Roberto Alvim) com Caco Ciocler e Carmo Dalla Vecchia; Fantasmas (de Henrik Ibsen adaptado e dirigido por Roberto Alvim e Juliana Galdino) com Guilherme Weber, Pascoal da Conceição, Mário Bortolotto e Luisa Micheletti; 33 Variações (obra de Moisés Kaufman e direção de Wolf Maya) com Nathalia Timberg, Clara Sverner e grande elenco; entre outras.

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Somos Tão Jovens

Com Danillo Branco, Júlio Oliveira, Gabriel Moura, Bruno Damásio, Fernando Burack e Luis Fernando Delalibera

Teatro Augusta – Sala Paulo Goulart (Rua Augusta, 943. Consolação – São Paulo)

Duração 70 minutos

06/10 até 04/11

Sábado – 19h, Domingo – 18h

$40

Classificação 14 anos

SAMBA JAZZ, O MUSICAL

Uma obra inédita e 100% autoral, o espetáculo explora questões que confrontam muito hoje em dia e, podemos ver em matérias de jornal e até na TV: O preconceito (seja racial ou de gênero), identidade (Onde você vive realmente importa?), autoestima (Qual é o seu valor na sociedade?), sexualidade/abuso (70% dos casos de abuso e das vítimas são crianças e adolescentes).

O Musical conta a história de 4 famílias que vivem em uma ocupação que, apesar dos seus dramas e lutas diárias, nunca deixaram de sorrir. O musical traz uma reflexão bem contemporânea, um olhar musical diferente, nessa história que pode se passar em qualquer tempo, mas nesse cenário escolhido que é a PERIFERIA, com personagens que podemos ou não encontrar pelas ruelas dessa grande São Paulo.

Aqui temos toda a cadencia do samba e as notas tortas do jazz. Mesmo com todas as histórias que permeiam e que de um jeito ou outro se conectam, esse espetáculo é nada mais do que um “GRITO DE LIBERDADE”.

O musical será interpretado por 15 atores/cantores e com música ao vivo tocada por 9 músicos.

Nesse morro tem muita história. Como uma madeira bruta trabalhada a mão, nasce à vontade de viver dessa gente que depois de muitos calos revelam-se belas esculturas da vida. Isso resume o nosso “SAMBA JAZZ”.

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Samba Jazz, o Musical

Com Abel Juliano, Anamara Ribeiro, Ananza Macedo, Claus Xavier, Dani Mota, Diogo Lipoam, Érica Ribeiro, João Domeni, Mila Coimbra, Tarcísio Serasso, Wagner Lima e Yasmin Calbo.

Teatro Ruth Escobar – Sala Dina Sfat (Rua dos Ingleses, 209 – Bela Vista, São Paulo)

Duração 100 minutos

04 a 25/10

Quinta – 21h

$50

Classificação 14 anos