BICHA OCA

O espetáculo Bicha Oca traz à cena Seu Alceu, um homossexual envelhecido que ao revisitar seu passado e suas histórias, permite que o público mergulhe em uma crítica sobre os hábitos dos homossexuais, expondo sem concessões o mundo solitário, cruel e assustador da velhice gay e seu diálogo com as questões amorosas e sexuais. A peça, que teve sua estreia em 2009 na capital paulista, volta aos palcos para comemorar 10 anos em cartaz em uma temporada no Alvenaria Espaço Colaborativo com reestreia dia 4 de março, quarta-feira, às 21h.

Com atuação de Rodolfo Lima, responsável pela direção e adaptação, Bicha Oca tem sua dramaturgia construída a partir das histórias retratadas nos contos A Volta da Carmen MirandaCoraçãoMeus Amigos Coloridos e Os Atores, presente em livros como Balé Ralé e Contos Negreiros, além do micro conto inédito Seu Alceu, todos do autor pernambucano Marcelino Freire.

Bicha Oca celebra 10 anos somando 172 apresentações em 24 cidades de 11 estados brasileiros. Nesse tempo, Rodolfo Lima já dividiu o palco com oito atores diferentes, que dão vida ao antagonista da montagem, e para essas apresentações especiais, os atores Samy Dias, Otávio Crepaldi e Leonardo Vinícius Fabiano, voltam à cena em dias diferentes. Outra novidade é a realização de uma exposição de fotos da peça, que já foi clicada por 26 fotógrafos (somando mais de cinco mil imagens) e estará aberta a visitação no Alvenaria Espaço Colaborativo.

Celebração da trajetória

Responsável pelo núcleo artístico Teatro do Indivíduo, que trabalha a conexão entre teatro e literatura, Rodolfo Lima em Bicha Oca potencializa a crítica do autor Marcelino Freire, que reverbera nos costumes dos homossexuais, alternando passado e presente. Para ele, comemorar 10 anos da peça nos palcos é uma forma de celebrar a trajetória do espetáculo em uma época de retrocessos na sociedade.

A peça já esteve envolvida num episódio de censura, quando sua temporada no Castelinho do Flamengo, no Rio de Janeiro, sob o governo de Crivella, foi cancelada junto com toda a programação LGBT que aconteceria no local. Por isso acredito ser de extrema relevância voltar aos palcos nos dias atuais com esse espetáculo, que fala sobre os idosos homossexuais e alguns temas tabus como desamparo, solidão e velhice”, afirma Rodolfo Lima.

O elenco das apresentações se dará da seguinte forma:

5, 11 e 12 de março e 1º de abril – Otávio Crepaldi

4, 18 e 19 de março e 2 de abril – Samy Dias

25 e 26 de março – Leonardo Vinicius Fabiano

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Bicha Oca

Com Rodolfo Lima, Samy Dias, Otávio Crepaldi e Leonardo Vinícius Fabiano

Alvenaria Espaço Colaborativo (Rua Turiassú, 799 – Perdizes, São Paulo)

Duração 60 minutos

04/03 a 02/04

Quarta e Quinta – 21h

$30

Classificação 18 anos

ALTO-BIOGRAFIA NÃO AUTORIZADA

Oscar Filho, um dos precursores do movimento stand-up no Brasil, estreia seu novo show  “Alto – Biografia Não Autorizada”, dia 7 de março, sábado, 23h, no Teatro Itália.  A curta temporada terá só 4 apresentações, até o dia 28 de março.

O show, que já na abertura conta com a narração marcante e hilária de Cid Moreira, revela as desventuras vivida pelo  humorista desde seu nascimento, em Atibaia, até o dia em que descobriu o intrigante significado da palavra “Aserehe ra de re de hebe tu de hebere seibiunouba mahabi an de bugui an de buididipi”, imortalizado na música Ragatanga do grupo Rouge.

Os textos são baseados no livro, quase homônimo, escrito e lançado pelo humorista em 2014: Autobiografia não Autorizada. Assim como o leitor, o espectador não deve esperar nenhum ensinamento sobre a vida, e nem tentar aprender alguma lição com o caminho percorrido por Oscar Filho, desde o seu nascimento até receber o convite para apresentar o “Programa da Maisa” ao lado da apresentadora de mesmo nome. “Não leve o show à sério. Você não irá se emocionar, apenas rir… Se bem que felicidade é uma emoção também, né?

Com certeza, será o melhor show de stand-up que você já viu na sua vida. Melhor do que muitos gringos inclusive.

(Sim, foi o humorista que escreveu esse último parágrafo. Inclusive isso entre parênteses).

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Alto – Biografia não Autorizada

Com Oscar Filho

Teatro Itália (Av. Ipiranga, 344 – República, São Paulo)

Duração 60 minutos

07 a 28/03

Sábado – 23h

$50

Classificação 14 anos

JOÃO E MARIA – O MUSICAL

Clássico dos livros infantis, a história de João e Maria ganhou uma adaptação que vai surpreender toda família, em especial os pequenos. O musical que estará em cartaz no Teatro Lauro Gomes, SBC, 29/02, sábado, 16h30, conta com efeitos especiais, 25 figurinos, bailarinos e cantores, sensações em 4D onde a plateia poderá sentir o cheiro da casa de doces da bruxa, cenários grandiosos e, claro, todo cantado ao vivo com banda.

Na montagem baseada na literatura infantil, João e Maria saem pela floresta a mando da mãe em busca de mantimentos para a família, que passa por uma situação de extrema de pobreza. Perdidos na floresta, eles encontram uma casa feita de doces, que na verdade é a morada de uma bruxa. Presos na armadilha, os irmãos precisam encontrar uma forma de fugir antes de serem devorados. Para isso, vão contar com a ajuda de novos amigos.

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João e Maria – O Musical

Com Marcos Antonelli, Manu Littiéry, Lili Colononnese, Maria Gerjoy, Rodrigo Monteiro, Rosimary Luz, Cassio Colares, Bruno de Paiva, Caio de Paiva e Julia Walther

Teatro Lauro Gomes (Rua Helena Jacquey, 171 – Rudge Ramos, São Bernardo do Campo)

Duração 80 minutos

29/02

Sábado – 16h30

$60

Classificação Livre

O JARDIM SUSPENSO OU A LUCIDEZ DO AMOR IRRACIONAL

É possível fazer mais um espetáculo teatral que fale sobre amor? Não seria um tema esgotado e banalizado no campo das artes? Por que o amor é um tema tão constante e tão atrativo do grande público? Falar sobre relações afetivas parece urgente, pois nunca foi tão plural a maneira de se relacionar com o outro.

Em 2009, o Núcleo O Ator Maestro estreou seu primeiro espetáculo, Dias de Setembro, a partir da obra Amor Líquido – Sobre a Fragilidade dos Laços Humanos, de Zygmunt Bauman. A peça apresentava uma análise delicada e sensível sobre o amor contemporâneo.

Passados dez anos, O Jardim Suspenso ou A Lucidez do Amor Irracional retoma o tema do amor em antítese à montagem de 2009. Apresenta um retrato pessimista sobre o tema e satiriza o patético do relacionamento amoroso. O projeto foi selecionado para o Núcleo de Orientação de Processos da Escola Livre de Teatro (ELT) e tem como orientador o diretor Luiz Fernando Marques (Grupo XIX/Teatro Kunyn).

Na peça, o personagem Márcio já não aguenta colecionar fracassos amorosos e busca uma verdade que possa seguir para mudar sua forma de se relacionar. Encontra na botânica uma fórmula de mudança da coloração da rosa para qualquer cor. Márcio acredita que pode aplicar esta mesma fórmula para mudar o seu comportamento humano e começa a realizar experimentos científicos na forma de depoimentos confessionais.

A dramaturgia composta pelo relato dos experimentos é escrita em fluxo de pensamento, entrecortada por canções do compositor Márcio Greyck, ídolo da música romântica dos anos 70 e 80. O tom sarcástico do texto casa com o romantismo exacerbado das músicas cantadas ao vivo pelo ator e gera no público identificação e distanciamento de forma híbrida. O texto é escrito de forma a criar paralelos entre os universos botânico e amoroso, em uma crescente que caminha para a loucura do personagem central, desenvolvida cena a cena pela contradição evidente entre razão e emoção.

Inspirado nas obras do pintor argentino Guillermo Kuitca, em especial o quadro Siete ultimas canciones, a montagem estrutura-se em três espaços principais. O primeiro é formado por uma lousa branca, uma mesa com utensílios científicos e uma luz fria, fazendo com que o público foque sua atenção na racionalidade da experiência, como se estivesse assistindo a uma aula. Já o segundo é composto por uma cadeira coberta de galhos secos, que simulam uma estufa, e luzes na cor azul e vermelha, semelhantes aos botecos boêmios de calçada. Essa atmosfera convida o público a receber de forma emocional o que é dito. O terceiro ambiente é o corredor que liga o primeiro ao segundo espaço, e é onde o personagem vai interagir com o público e solicitar que ele se envolva e ajude no entendimento do que é apresentado.

O Jardim Suspenso ou A Lucidez do Amor Irracional aborda a passionalidade abusiva nas relações amorosas e revela o quão frágil é o ser humano perante o seu ego.

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O Jardim Suspenso ou A Lucidez do Amor Irracional

Com Lucas Sancho

Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)

Duração 60 minutos

02 a 30/03

Segunda – 20h

Gratuito (Ingressos distribuídos 1h antes no local)

Classificação 14 anos

PARA OS DOIS LADOS

“Para os dois lados”, com dramaturgia de Vinícius Garcia Pires e direção de Mario Spatizziani é o novo trabalho do Núcleo Descerimonioso de Teatro, que tem como ponto de partida a crise da empatia no ser humano contemporâneo. O espetáculo estreia em 14 de março, às 21h, no Viga Espaço Cênico. A curta temporada segue até 29 de março, com sessões aos sábados, às 21h e domingos, às 19h. Os ingressos custam R$40.

A partir do atropelamento de um homem, quatro figuras dedicam-se a tarefa de reconstruir sua história partindo de sua aparência, suas roupas, a posição do corpo, uma marca na sola de seu tênis… O que teria vivido esse homem? Por que isso aconteceu? Quem era ele? Quais os possíveis motivos que o levaram à aquela situação? Qual a última imagem captada pela sua retina? A tentativa de responder questões como essas revela mecanismos narrativos dessas quatro figuras que fantasiam, irresponsavelmente, a partir do fato de um homem ter sido atropelado, criando assim uma falsa empatia desconectada da história real deste homem que permanece desconhecida.

Em uma encenação não realista, o homem atropelado e inconsciente também fala, seguindo o que restou de sua memória, com a finalidade de encontrar suas próprias respostas.

“Para os dois lados” contrai a relação da verdade dos fatos e suas possíveis interpretações motivadas por anseios e crenças individuais daquele que toma conhecimento de um acontecimento, mas o recria através de sua narrativa tendenciosa, oportunista, ignorante e/ou irresponsável.

A peça pode ser compreendida como um convite para a reflexão sobre nossos próprios mecanismos narrativos e o perigo da ressignificação de fatos para atender aos nossos interesses e nossa sede por pertencimento, legitimidade ou puro entretenimento.

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Para os Dois Lados

Com Beatriz Belloti, Caio Freire, Elle Henriques, Paulo Maeda e Thiago Marques

Viga Espaço Cênico (Rua Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)

Duração 55 minutos

14 a 29/03

Sábado – 21h, Domingo – 19h

$40

Classificação 12 anos

MALDITOS

O espetáculo MALDITOS, composto por peças curtas de Aramyz, Daniela Pereira de Carvalho, Lucas Mayor e Marcos Gomes, estreia no dia 4 de março no Teatro Cemitério de Automóveis, onde segue em cartaz até o dia 26 desse mês. As apresentações acontecem às quartas e quintas-feiras, às 21h. O elenco conta com a participação de Ester Laccava, João Bourbounnais, Marcos Gomes, Mário Bortolotto e Pablo Perosa.

Dirigida por Mário Bortolotto, Lucas Mayor e Marcos Gomes, a peça reúne quatro situações independentes unidas apenas pela relação com discursos de ódio e atitudes moralmente reprováveis.

 “Temos investigado na oficina que conduzimos no Cemitério de Automóveis há algum tempo a questão das formas breves nas narrativas. E nossos trabalhos nesse tempo, por vezes, tem sido convidar outros dramaturgos para escrever conosco cenas ligadas por algum tipo de temática. Pensamos a estrutura do conto para a concepção de uma peça”, esclarece o codiretor Lucas Mayor sobre a linguagem do espetáculo.

Em “Vida Game Over”, de Daniela Pereira de Carvalho, um homem solitário –interpretado por Bortolotto – cheira cocaína, joga videogames violentos e se transforma em uma máquina de matar para fugir da própria vida. “Malditos”, de Marcos Gomes, discute como o “outro” é sempre o inimigo e como as amizades são utilitárias a partir de duas figuras que se encontram em diferentes situações.

Enquanto cuida desajeitadamente de um bebê, um casal troca palavras agressivas em uma discussão sobre como parecer sofisticado diante de uma família finlandesa na peça curta “Grandes Esperanças”, de Lucas Mayor.

Já no texto “Justiça”, de Aramyz, um homem vocifera contra criminosos e defensores dos direitos humanos. Ele defende que todas essas pessoas deveriam ser mortas e terem seus órgãos doados para “cidadãos de bem” que ficam doentes.

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Malditos

Com Ester Laccava, João Bourbounnais, Marcos Gomes, Mário Bortolotto, Pablo Perosa

Teatro Cemitério de Automóveis (Rua Frei Caneca, 384, Consolação – São Paulo)

Duração 60 minutos

04 a 26/03

Quarta e Quinta – 21h

$40

Classificação 16 anos

CHARLIE E A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE

Fundado em abril de 2019, o Instituto Artium de Cultura, presidido por Carlos A. Cavalcanti, sociedade sem fins lucrativos, traz aos palcos “Charlie e a Fantástica Fábrica de Chocolate” musical apresentado pelo Ministério da Cidadania e pela Brasilprev, baseado na obra de Roald Dahl, um dos mais importantes escritores do mundo.
O diretor canadense John Stefaniuk, que realiza sua terceira incursão no Brasil, após ter colaborado na montagem de O Rei Leão, da Disney e dirigido Billy Elliot, do Atelier de Cultura, conta com 38 atores em cena para levar aos palcos a história de Charlie Bucket, um garoto pobre, que acha um dos cobiçados bilhetes dourados que lhe dá o direito a visitar a misteriosa fábrica do chocolateiro Willy Wonka.
 
Willy Wonka está há anos isolado em seus pensamentos e fantasias. Sai ao mundo para buscar um sucessor de coração puro que possa tomar seu lugar. Ele lança o concurso de busca a um dos cinco bilhetes dourados colocados aleatoriamente em suas barras de chocolates. As estratégias de cada um dos premiados para encontrarem os bilhetes começará a revelar suas formas de lidarem com situações e revelará suas personalidades.
 
As crianças premiadas, acompanhadas por um familiar, entram na fábrica acolhidas por seu dono, e mergulham em um mundo da mais pura fantasia. Este passeio, por vários dos setores que fabricam e desenvolvem seus incríveis e mágicos produtos, permitirá a gradativa eliminação das crianças que não tem os atributos de valores e afeto que Willy Wonka enxerga em si mesmo, quando ele próprio era uma criança.
 
O público deve esperar as icônicas cenas dos dois filmes de A Fantástica Fábrica de Chocolate. É com grande encantamento que serão apresentadas a fonte de chocolate, o laboratório de miniaturização, a sala dos esquilos, o elevador de vidro que sobrevoa o palco e efeitos especiais como a menina que infla como uma amora gigante.
 
O diretor John Stefaniuk construiu um Willy Wonka engraçado, irônico e repleto de emoções. Sua direção imprime um ritmo muito dinâmico, que se mescla com as arrojadas coreografias de Floriano Nogueira.
 
Charlie para mim é um conto que tem a habilidade de encontrar aquilo que há de melhor em nós mesmos” diz o diretor John Stefaniuk – “Eu criei um mundo de imaginação criatividade e muito, mas muito, chocolate! Eu mal posso esperar para vocês desbravarem essa fábrica conosco!
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Charlie e a Fantástica Fábrica de Chocolate
Com Cleto Baccic, Felipe Costa, João Pedro Delfino, Pedro Sousa, Rodrigo Miallaret, Sara Sarres, Isidoro Gubnitsky, Rodrigo Espinosa, Vinícius Spada, Vânia Canto, Anna Luiza Cuba, Isabella Daneluz, Luisa Bresser, Thiago Perticarrari, Lorena Castro, Nina Medeiros, Lanna Moutinho, Guilherme Leal, Agyei Augusto, Leonardo Freire, Sam Sabbá, Talita Real, Arízio Magalhães, Lia Canineu, Aline Serra, Carla Vazquez, Carol Tanganini, Clarty Galvão, Danilo Martho, Della, Giovana Zotti, Guilherme Gonçalves, Jana Amorim, Leonam Moraes, Marco Azevedo, Rany Hilston, Rodrigo Garcia e Sandro Conte
Teatro Alfa (Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)
Duração 150 minutos
A partir 19/03
Quinta e Sexta – 20h30, Sábado e Domingo – 15h e 19h30
$50/$310
Classificação Livre