MANIFESTO GRÁFICO: PALESTRAS E VISITAS

Em Manifesto Gráfico, Rico Lins traz ao Espaço Cultural Porto Seguro um amplo panorama do design gráfico nacional e internacional. São cerca de 120 cartazes, entre obras impressas, digitais e instalação com lambe-lambes, com curadoria do próprio artista.

Rico Lins propõe um cuidadoso olhar para a produção brasileira e internacional de cartazes, e discute diferentes correntes e expressões no campo do design gráfico. Obras de autoria própria estão articuladas às de artistas como Leonilson, Antonio Maluf, Rodolfo Vanni, Alexandre Wollner, Kiko Farkas, Andre Stolarski e Guilherme Cunha Lima e também cartazes dos designers do prestigiado grupo russo Ostengruppe. A mostra apresenta ainda um conjunto de livros e outras obras de referência, fundamentais para seu repertório.

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A importância do cartaz junto aos espetáculos

O cartaz surgiu como um grito das ruas, uma forma de intervenção nas cidades, com o objetivo de comunicar algo à população. Tem a temporalidade do presente, o seu discurso é para o hoje.

Referente ao espetáculo, o cartaz funciona como o início do show. Apesar de estar posto na parte exterior do teatro, o cartaz serve para informar o espectador sobre qual é o tema da peça. Sua informação serve como chamariz inicial para o que será apresentado pelos atores, fazendo com que o público já entre com uma informação prévia.

Visitas e Palestras

Manifesto gráfico: uma visita guiada com o curador Rico Lins

Dias 19 e 20 de agosto.

Visita guiada pela exposição com o curador Rico Lins, que aborda em trajeto pelo espaço expositivo o projeto da mostra, os destaques apresentados e a trajetória do cartaz ao longo do século 20.

Datas e horários: 19 e 20 de agosto – Sábado e domingo, das 11h às 13h.

Vagas: 20 vagas.

Ingressos: Grátis (com distribuição de senhas com 30 minutos antes)

Classificação indicativa: Livre.

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Visitas temáticas – De 22 a 31 de agosto.

Visitas guiadas pelos educadores do Espaço Cultural Porto Seguro pelas exposições por meio de recortes temáticos que dialogam com os trabalhos apresentados.

Datas e horários: De 22 a 31 de agosto – Terças e quintas, das 14h às 15h30.

Vagas: 20 vagas.

Ingressos: Grátis (com distribuição de senhas com 30 minutos antes)

Classificação indicativa: Livre.

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Palestras

O Cartaz na Linha de Frente com Rico Lins – Dia 22 de agosto.

O designer e curador Rico Lins traça um panorama comentado da coleção de cartazes apresentada na exposição Manifesto Gráfico e fala a história do cartaz impresso como peça fundamental da manifestação pública nas grandes cidades, e atualmente em meios digitais.

Quais características fazem do cartaz um veículo privilegiado para a comunicação rápida através de avisos postados em lugares públicos? Como chamar a atenção do público a um espetáculo, explicitar uma mensagem política ou publicitária? Entre essas e outras questões, Rico Lins aborda também os desdobramentos da impressão mecanizada no século 20, a diferença de contextos no Brasil e em outros países, e transformação do cartaz frente às mudanças tecnológicas.

Rico Lins é designer e curador da exposição Manifesto Gráfico. Formado pela ESDI, em 1979, e com Master pelo Royal College of Art de Londres, é membro da AGI (Alliance Graphique Internationalle), com longa carreira internacional que combina atividades profissionais e didáticas. Atuou nas últimas três décadas entre Paris, Londres, New York, Rio e São Paulo. Foi professor da NY School of Visual Arts, coordenou o Master em Graphic Design no Istituto Europeo de Design SP e atualmente coordena a área de ilustração na EBAC- Escola Britânica de Artes Criativas.

Datas e horários: Dia 22 de agosto – Terça-feira, das 19h30 às 21h.

Ingressos: Grátis (com inscrição antecipada pelo site).

Classificação indicativa: Livre.

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Design Artístico em Cartaz com Guto Lacaz – Dia 29 de agosto.

Entre o design e as artes visuais, Guto Lacaz desenvolve extensa carreira na produção de cartazes, ilustrações e outros trabalhos artísticos. Ele apresenta sua trajetória profissional e a relação entre design e artes gráficas a partir de seus projetos.

Os trabalhos de Guto Lacaz destacam-se pela liberdade de pensamento através do desenho e o bom humor à beira do absurdo. Com formação em arquitetura e a vocação para o design, o artista apresenta sua forma de trabalho em estúdio, ainda remanescente da precisão das técnicas gráficas manuais. O cuidado com a tipografia, a construção geométrica e o uso da cor são colocados lado a lado na invenção de soluções entre homem e objeto. Ele retoma os pontos de destaque de sua carreira e as mudanças com a implementação do uso do computador, sem perder o olhar de artista inventor. Uma elaboração de linguagem a partir do traço geométrico que transborda poeticamente na criação de ilustrações, máquinas artísticas e objetos cotidianos.

Guto Lacaz é arquiteto e artista. Formado em arquitetura pela FAU São José dos Campos em 1975. Em 1978, iniciou sua carreira como artista visual, e desde então ganhou vários prêmios. É membro da AGI (Alliance Graphique Internationalle) e tem trajetória muito atuante tanto no design como nas artes. Já expôs nas mais respeitadas instituições culturais do país. Entre os seus livros publicados estão Desculpe a Letra (Ateliê Editorial), Gráfica – Arte Moderna, omemhobjeto – Decor Books e 80 desenhos – Dash Editora.

Datas e horários: Dia 29 de agosto – Terça-feira, das 19h30 às 21h.

Ingressos: Grátis (com inscrição antecipada pelo site).

Classificação indicativa: Livre.

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Espaço Cultural Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 610. Campos Elíseos. São Paulo)

ÀTMA – DE QUE TAMANHO É O TEU DESERTO

Os homens acreditam que satisfazer os sentidos é a necessidade primordial da civilização humana, assim optam pela ignorância de sua origem espiritual. Com isto, até o fim de sua vida sua ansiedade é imensurável dado ao fato de não se conhecerem internamente.

Àtma é um espetáculo sobre a Alma que tem como concepção cênica o palco vazio, sem cenários, mantendo caixa preta e contando apenas com o desenho de luz. Os figurinos remetem às tribos nômades e conta com uma trilha sonora incidental e músicos percussionistas ao vivo. Corpo e voz são os instrumentos que dão vida a encenação. O texto escrito e organizado por Ciro Barcelos, conta também com citações de poetas como Erasmo De Rotterdam (1469-1536) Dante Alighieri (1265- 1321) e do Bhagavad Gita (Bhaktivedanta Swami Prabhupada) além de trechos extraídos de pesquisas feitas pelos atores.

Para conceber o espetáculo, Ciro Barcelos (que também assina a direção) baseou-se em seu processo pessoal em busca do autoconhecimento através das inúmeras experiências que teve ao longo de quarenta anos peregrinando pela Índia, Assis (Itália), onde chegou a ser noviço franciscano e Turquia junto aos Sulfis e Dervixes giratórios. Na área do xamanismo indígena vivenciou durante 10 anos experiências com as plantas psicoativas como a Ayauascha.

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Àtma – De Que Tamanho É O Teu Deserto
Com Daniel Falcão, Diogenes Gonçalves, Gustavo Galliziano, Jhonatan Hoz, Ju Messias, Milton Aguiar, Patrícia Barbosa e Renata Toledo. Programação Visual de Rubens Macedo.
Teatro de Arena Eugênio Kusnet (Rua Dr. Teodoro Baima, 94 – Vila Buarque, São Paulo)
Duração 60 minutos
06 a 27/08
Domingo – 19h30
$40
Classificação 14 anos

SUASSUNA – O AUTO DO REINO DO SOL

‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’ traz na essência uma série de características de seu homenageado. Ariano Suassuna (1927- 2014) – que teria completado 90 anos em junho – defendeu incansavelmente a brasilidade e a valorização da cultura nacional, ao mesclar a arte popular e o universo erudito em todas as suas obras.
 
Idealizadora deste tributo ao escritor paraibano, a produtora Andrea Alves, da Sarau Agência, lançou o desafio para a Cia. Barca dos Corações Partidos e convidou três ilustres conterrâneos de Ariano para criar algo totalmente inédito, inspirado em seu legado e desenvolvido em um processo coletivo. Desta forma, nasceu o musical, que chega a São Paulo no dia 24 de agosto, no Teatro do Sesc Vila Mariana, com canções de Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho, encenação de Luís Carlos Vasconcelos e texto de Braulio Tavares.
 
Em 2007, a Sarau Agência realizou uma grande programação para festejar os 80 anos de Ariano e, desde então, foi criado um vínculo do escritor com Andrea, responsável por todas as montagens da Barca dos Corações Partidos e por uma série de projetos que celebraram a arte brasileira nos últimos 25 anos. ‘Há algum tempo, Ariano me falou: ‘Não venha comemorar meus 85 anos, eu não vou morrer, quero que você festeje os meus 90!’. Naquele momento me senti condecorada e com uma grande missão pela frente’, conta a produtora.
 
A ideia inicial surgiu em conversas de Andrea com Ariano, que se confessava um palhaço frustrado e que elegeu o palhaço de ‘O Auto da Compadecida’ como um dos seus personagens prediletos. ‘Assim, surgiu a ideia de uma grande homenagem ao palhaço de Ariano e pensei na reunião da Barca dos Corações Partidos com o que eu chamo de “trio paraibano”. Assim foi sendo criada esta peça inédita, com músicas e texto originais, mas totalmente inspirada no legado de Ariano’, resume.
O texto e as canções do musical foram produzidos ao longo do processo de ensaios, que começou ainda no ano passado, quando o elenco fez uma série de oficinas circenses e também excursionou pelo Nordeste brasileiro no que foi chamado de Circuito Ariano Suassuna. Guiados por Dantas Suassuna, filho de homenageado, a trupe esteve em Casa Forte (Recife), conheceu a famosa Pedra do Ingá e visitou a fazenda de Taperoá (Paraíba). Entre muitas palestras e oficinas, o grupo se preparou para o intenso processo criativo, em que se reuniram por oito horas diárias e apenas uma folga semanal nos últimos quatro meses.
 
Neste período, Braulio Tavares idealizou a história central da montagem, centrada em uma trupe de circo-teatro e nos acontecimentos de uma noite de apresentação do grupo. O picadeiro de um circo é o cenário perfeito para aparecerem personagens de Ariano, como João Grilo e Chicó (‘O Auto da Compadecida’) e outros conhecidos tipos da Literatura Clássica, além de servir como pano de fundo para as histórias dos integrantes da companhia fictícia.
 
O projeto sempre quis falar de Ariano sem, no entanto, apresentar um espetáculo biográfico ou mesmo uma adaptação de suas obras. ‘Quando entrei na história, já estava decidido que não seria um espetáculo Armorial e que teríamos a liberdade de subverter, de trazer o Ariano de outras formas. A criação foi toda impregnada de Ariano, de seus personagens e de seu universo, relata Luís Carlos Vasconcelos, que trouxe toda a sua imensa bagagem como palhaço para o processo. ‘É uma homenagem ao Ariano palhaço. O público é guiado por uma espécie de Palhaço Mestre de Cerimônias, como era habitual em seu teatro’, diz.
 
A parte musical seguiu pelo mesmo caminho. Os textos poéticos e as letras das músicas usam as formas tradicionais de poesia popular que foram cultivadas por Ariano, como a sextilha, a décima, o martelo e o galope. Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho, mostravam as melodias e algumas letras surgiam de improviso, outras cabiam exatamente em alguns trechos do texto. A maioria das letras ficou a cargo de Braulio Tavares, mas também tem canções de outros integrantes da companhia, como Adrén Alves e Renato Luciano. ‘Contaminação foi a palavra que define todo este projeto. As melodias foram contaminadas pelas letras e vice-versa. Criamos algo novo, mas totalmente contaminado por Ariano’, analisa Chico, a quem o escritor chegou a dedicar um livro de poesias.
 

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Suassuna – o Auto do Reino do Sol
Com a Cia. Barca dos Corações Partidos: Adrén Alves, Alfredo Del Penho, Beto Lemos, Fábio Enriquez, Eduardo Rios, Renato Luciano e Ricca Barros. Atriz convidada: Rebeca Jamir. Artistas convidados: Chris Mourão e Pedro Aune
SESC Vila Mariana (R. Pelotas, 141 – Vila Mariana, São Paulo )
Duração 120 minutos
24/08 até 01/10
Sexta e Sábado – 21h; Domingo e Feriado – 18h
$40 ($12 trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesc e dependentes/Credencial Plena).
Classificação 12 anos

PRÊMIO REVERÊNCIA 2017

Chegando a sua terceira edição, foi divulgada hoje a lista dos indicados ao Prêmio Reverência 2017. A cerimônia acontecerá no dia 27 de setembro na Grande Sala, da Cidade das Artes (RJ).

(a saber – o Prêmio Reverência é a única premiação a reconhecer o trabalho das produções paulistas e cariocas simultaneamente, com isso, sua cerimônia de entrega se reveza entre as duas cidades.)

Foram avaliados no total 49 espetáculos (estiveram em cartaz entre janeiro de 2016 e julho de 2017), sendo que os jurados escolheram 19 musicais para concorrer em 15 categorias (Direção, Ator, Atriz, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante, Autor, Cenografia, Iluminação, Figurino, Coreografia, Direção Musical, Design de Som, Especial, Melhor Espetáculo  Melhor Espetáculo – Júri Popular – este último em votação online a partir de 22/08).

Quem saiu na frente no número de indicações foi o musical “My Fair Lady“, que foi reconhecida em 11 categorias, seguida por “Suassuna – O Auto do Reino do Sol“, com 10 indicações (estreia em São Paulo no dia 25 de agosto)

O Prêmio Reverência é uma criação da produtora Antonia Prado em parceria com Rodrigo Rivelino, da AktuellMix. ‘O desejo de fazer o prêmio é antigo. Percebi que temos importantes produtoras e artistas, mas ainda precisamos olhar para o mercado, com todo o potencial que ele possui. Somos o terceiro maior produtor de musicais do mundo e não reconhecemos, como deveríamos, nossos talentos. A ideia do Reverência é dar mais visibilidade ao gênero e garantir a sua perpetuação e crescimento. Precisamos unir forças e por isso é tão importante envolver as duas cidades, analisa Antonia Prado.

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Veja abaixo a lista dos indicados ao Prêmio Reverência 2017

Melhor Direção

Duda Maia por Auê’
João Falcão por Gabriela, Um Musical
Jorge Takla por ‘My Fair Lady
Luis Carlos Vasconcelos por Suassuna – O Auto do Reino do Sol
Susana Ribeiro por Rent

Melhor Ator

Gabriel Bellas por A Era do Rock
Jarbas Homem de Mello por A Paixão Segundo Nelson
Marcelo Medici por Rocky Horror Show
Marcos Tumura por Forever Young
Nando Pradho por Les Miserables
Paulo Szot por ‘My Fair Lady

Melhor Atriz

Fabi Bang por Wicked
Laila Garin por Gota d’água [a seco]
Myra Ruiz por Wicked
Paula Capovilla por Forever Young
Rebeca Jamir por Suassuna – O Auto do Reino do Sol

Melhor Ator Coadjuvante

Diego Montez por Rent
Fred Silveira por My Fair Lady
Ivan Parente por Les Miserables
Nicola Lama por Rocky Horror Show
Sandro Christopher por My Fair Lady

Melhor Atriz Coadjuvante

Andrezza Massei por Les Miserables
Bruna Guerin por Rocky Horror Show
Giulia Nadruz por ‘Cinderella
Laura Lobo por Les Miserables
Paula Capovilla por Meu Amigo Charlie Brown
Priscila Borges por Rent

Melhor Autor

Bráulio Tavares por Suassuna – O Auto do Reino do Sol
Diego Fortes por O Grande Sucesso
Duda Maia e Cia Barca dos Corações Partidos por Auê’
Fernanda Maia por Lembro Todo Dia de Você’
Gustavo Gasparani por ‘Gilberto Gil, Aquele Abraço – O Musical

Melhor Coreografia

Alonso Barros por Rocky Horror Show
Alonso Barros por Cinderella
Fabricio Licursi por Gota d’água [a seco]
Jarbas Homem de Mello e Fernando Neves por A Paixão Segundo Nelson
Tania Nardini por My Fair Lady

Melhor Figurino

Carol Lobato por Cinderella
Charles Möeller por Rocky Horror Show
Fabio Namatame por My Fair Lady
Kika Lopes e Heloisa Stockler por Suassuna – O Auto do Reino do Sol
Simone Mina por Gabriela, Um Musical

Melhor Iluminação

Cesar de Ramires por Gabriela, Um Musical
Maneco Quinderé por Cinderella
Renato Machado por Auê’
Renato Machado por Suassuna – O Auto do Reino do Sol
Robert Wilson e John Torres por Garrincha

Melhor Cenário

Duda Arruk por A Paixão Segundo Nelson
Kika Lopes por Auê’
Nicolás Boni por My Fair Lady
Rogério Falcão por Cinderella
Sérgio Marimba por Suassuna – O Auto do Reino do Sol

Melhor Design de Som

Gabriel DAngelo por Gota d’água [a seco]
Gabriel DAngelo por Auê’
Gabriel DAngelo por Suassuna – O Auto do Reino do Sol
Mike Potter por Les Miserables
Tocko Michelazzo por My Fair Lady

Melhor Direção Musical

Alfredo Del-Penho e Beto Lemos por Auê’
Chico Cesar, Alfredo Del-Penho e Beto Lemos por Suassuna – O Auto do Reino do Sol
Luis Gustavo Petri por My Fair Lady
Nando Duarte por Gilberto Gil, Aquele Abraço – O Musical
Pedro Luís por Gota d’água [a seco]

Categoria Especial

Claudio Botelho pelas versões de Les Miserables
Elenco da Cia. Barca dos Corações Partidos por Suassuna – O Auto do Reino do Sol’ e ‘Auê’
Feliciano San Roman pelo design de perucas de My Fair Lady
Mariana Elisabetsky e Victor Muhlethaler pelas versões de Wicked
Rafa Miranda e Fernanda Maia pelas composições de Lembro Todo Dia de Você’
Tony Luchesi pelos arranjos de 60 Doc Musical

Melhor Espetáculo

Auê’ – Sarau Agência de Cultura Brasileira
Cinderella’ – Fábula Entretenimento
Forever Young’ – Benjamin Produções e Chaim XYZ Produções
Gabriela, Um Musical’ – Tempo Entertainment, Caradiboi Arte e Esporte, em associação com Opus Promoções e quinaMáquina ProduçõesArtísticas 
Gota D’água [a seco]’ – Sarau Agência de Cultura Brasileira
Les Miserables’ – T4F Entretenimento
My Fair Lady’ – Takla Produções Artísticas, EGG Entretenimento e IMM
‘Rocky Horror Show’ – M&B
Suassuna – O Auto do Reino do Sol’ – Sarau Agência de Cultura Brasileira
‘Wicked ‘– T4F Entretenimento

SENHOR DAS MOSCAS

Com direção de Zé Henrique de Paula, direção musical de Fernanda Maia e elenco de 13 atores, o texto de William Golding adaptado para o palco por Nigel Williams ganha tradução de Herbert Bianchi e Zé Henrique de Paula.

Senhor das Moscas reestreia no Teatro do SESI para temporada gratuita de 19 de agosto a 3 de dezembro. O elenco é composto por Arthur Berges, Bruno Fagundes, Davi Tápias, Felipe Hintze, Felipe Ramos, Gabriel Neumann, Ghilherme Lobo, Lucas Romano, Paulo Ocanha Jr., Pier Marchi, Rodrigo Caetano, Rodrigo Vellozo e Thalles Cabral.

Sinopse

Crianças inglesas de um colégio interno ficam presas em uma ilha deserta, sem a supervisão de adultos, após a queda do avião que as transportava para longe da guerra. Os meninos se vêm sob duas lideranças naturais: Jack está sempre preocupado em caçar, matar os porcos selvagens que existem na ilha, organizando sua equipe de caçadores; enquanto Ralph ocupa-se em deixar uma fogueira sempre acesa, para que possam ser, um dia, salvos. Ralph deseja voltar para o mundo moderno, para a civilização, enquanto Jack cada vez mais rompe seus laços com ela.

A situação se torna mais complexa quando aparece um “bicho” para aterrorizá-los. Então as crianças escolhem um símbolo sobrenatural: uma cabeça de porco espetada numa estaca, que eles batizaram como Senhor das Moscas e para quem pedem proteção contra os perigos da ilha.

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Sobre a encenação – por Zé Henrique de Paula

“Senhor das Moscas” é um clássico da literatura inglesa – escrito em 1954, em plena Guerra Fria, o romance se tornou um dos mais importantes do século XX e deu a William Golding um Prêmio Nobel de Literatura.  Mas o que existe nele que ainda possa nos interessar e, mais ainda, provocar interesse no jovem de hoje em dia?

Felizmente, a obra sobreviveu ao tempo e está mais atual do que nunca. Em tempos de grande agitação política, de ídolos instantâneos e de fluidez de identidade (especialmente entre os adolescentes), as aventuras de Jack, Ralph, Simon e Porquinho e seus dilemas éticos, morais e afetivos parecem ter sido escritos para o Brasil do século XXI. Como numa saga shakespereana em que há drama, comédia, luta, morte, natureza, aventura e religião – tudo junto numa só história – queremos dar combustível à peça através de uma de suas principais características: a velocidade e a ferocidade dos acontecimentos.

Há muito esse binômio ritmo acelerado/violência tem frequentado o cinema, as graphic novels, o videoclipe. No teatro, o fenômeno é sazonal: visitou os palcos na era elisabetana, reapareceu pontualmente em alguns momentos do século XX. Pois é esse binômio que queremos explorar, acreditando ser a matéria prima que trará à tona os grandes eixos temáticos da obra de Golding – a essência verdadeiramente bestial do ser humano; a luta pela civilização; a formação dos partidos (em sentido mais amplo, não o meramente político); o sentido de amizade, lealdade e a criação dos vínculos afetivos; a natureza do misticismo, a necessidade dos deuses e da epifania espiritual na vida dos homens.

O Núcleo Experimental tem como base de seu trabalho o ator. Aliado à síntese de elementos cênicos e à busca de bons textos, o trabalho dos atores é o foco de nossa pesquisa cênica. Pesquisamos a expressividade da ação física, o sentido de coesão e união cênica e, paralelamente, experimentamos os possíveis usos para a música e o canto no acontecimento teatral. Todos esses elementos permeiam a encenação de “Senhor das Moscas”, já que buscamos uma encenação limpa, de poucos elementos, com iluminação e música com alta significação cenográfica e direcionada aos quatorze intérpretes das crianças criadas por William Golding. Ele que é o nosso protagonista, uma vez que acreditamos que não há bom teatro se não iluminarmos, antes de mais nada, as ideias do autor.

Senhor das Moscas
Com Arthur Berges, Bruno Fagundes, Davi Tápias, Felipe Hintze, Felipe Ramos, Gabriel Neumann, Ghilherme Lobo, Lucas Romano, Paulo Ocanha Jr., Pier Marchi, Rodrigo Caetano, Rodrigo Vellozo e Thalles Cabral
Teatro do SESI (Av. Paulista, 1313 – Jardins, São Paulo)
Duração 90 minutos
17/08 até 03/12
Quinta, Sexta e Sábado – 15h; Domingo – 14h30
Entrada Gratuita
Classificação 14 anos

A VISITA DA VELHA SENHORA

Os cidadãos de Güllen, uma cidade arruinada, esperam ansiosos a chegada da milionária que prometeu salvá-los da falência.

No jantar de boas-vindas, Claire Zahanassian, ex-moradora da cidade, impõe a condição: doará um bilhão à cidade se alguém matar Alfred Krank, o homem por quem foi apaixonada na juventude e a abandonou grávida.

Tendo a proposta rejeitada, Claire decide esperar hospedando-se com seu séquito no hotel da praça principal.

A partir dessa premissa, o suiço Friederich Dürrenmatt cria uma sequência tragicômica de cenas que expõe ao máximo a fragilidade moral do homem quando a palavra é dinheiro. Quem mata Krank? Cairá Güllen na tentação de satisfazer o desejo de vingança da milionária? Ou fará justiça? Até que ponto a linha ética enverga diante do poder do dinheiro?

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A Visita da Velha Senhora
Com Denise Fraga, Tuca Andrade, Ary França, Fábio Herford, Daniel Warren, Romis Ferreira, Maristela Chelala, Renato Caldas, Eduardo Estrela, Beto Matos, Luiz Ramalho e Rafael Faustino
Teatro do SESI (Av. Paulista, 1313 – Jardins, São Paulo)
Duração 120 minutos
18/08 a 26/11
Quinta, Sexta, Sábado e Domingo – 20h
Entrada grátis (reserva pelo site do SESI ou direto na bilheteria)
Classificação 14 anos

CIA LONDON EM AGOSTO

A Cia London está em cartaz neste mês de agosto com três espetáculos – um infantil “As Princesas e o Poeta“, todos os sábados no Teatro Jardim Sul; e dois adultos “A Casa de Bernarda Alba” e “O Manjar dos Deuses“, ambos no Espaço Parlapatões, no final de semana.

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As Princesas e o Poeta

A pequena sereia, o soldadinho de chumbo, o patinho feio. Personagens que fazem parte do imaginário de crianças do mundo inteiro. Ícones da literatura infantil criados pelo escritor norueguês Hans Christian Andersen. Em agosto, todos esses clássicos estarão reunidos no espetáculo AS PRINCESAS E O POETA, da Cia London, em cartaz aos sábados em São Paulo.

O roteiro se passa em meados de 1800 e mostra Hans, um jovem garoto que tem uma vida difícil na cidade onde mora por ser mal entendido com sua criatividade e prazer pelos contos de fada. Certo dia, ao dormir em seu quarto, tudo muda quando ele acorda num lugar inesperado, o reino de “Era uma vez”, onde habitam todos os contos de fada.

O reino está em guerra, pois está sob a ditadura da Rainha má, que está acabando com a memória de todos os personagens que vivem no lugar e dominando todos os cantos junto às forças das trevas. Juntamente à amiga Rovena, Hans desbrava essa fantástica terra até se deparar cara a cara com a temida rainha, em um grande combate.

As Princesas e o Poeta
Com Rafael Mallagutti, Carla Leandro, Hellen Kazan, Victória Rocha, Maíra Natássia, Mônica Bonna, Natália Graziel, Luna Di Milano, Beatriz Sauer, Alex Lopes, Bárbara Trabasso, Bruna Izar, Thais Coelho e Luiza Arruda.
Teatro Jardim Sul – Shopping Jardim Sul (Av. Giovani Gronchi, 5819 – Piso 2 – Vila Andrade, São Paulo)
Duração 60 minutos
até 26/08
Sábado – 16h e 18h
$50
Classificação Livre
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A Casa de Bernarda Alba

A história se passa no pequeno povoado de Andaluzia, na Espanha pré-guerra civil, onde em uma sociedade machista as mulheres eram obrigadas a suprimir suas vontades e prazeres em nome da honra e reputação. Na peça, a austera Bernarda Alba fica viúva pela segunda vez, e, segundo suas ordens, suas filhas terão de viver um luto de oito anos em regime de clausura. Enquanto isso, a filha mais velha, Angustias, é prometida em casamento ao homem mais cobiçado do vilarejo, desejado por todas as outras irmãs. Numa trama de intrigas e amargura, as filhas são quase como soldados e se enfrentam numa disputa psicológica sempre longe dos olhos da mãe.

Especialmente nessa montagem, homens interpretam essas mulheres sem amantes, representando a força e brutalidade das personagens que são uma metáfora de Lorca aos soldados da guerra civil espanhola.

 

A Casa de Bernarda Alba
Com Rafael Mallagutti, Joaquim Araújo, Ivan Radecki, Vinícius Candoti, Alexandre Nunes, Rafael de Castro, Miguel Langone, Diego Chimenes, Bruno Akimoto, Thiago Marangoni.
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)
Duração 90 minutos
06/08 até 03/09
Domingo – 20h
$50
Classificação 12 anos
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O roteiro faz um recorte na vida dos deuses gregos nos dias de hoje. Os olimpianos, comandados por Zeus, estão reunidos no Monte Olimpo e enfrentam um grande problema: as chaves dos portões foram roubadas e agora todos estão presos ali, juntos. O problema é que o culpado está entre eles. A questão agora é investigar. Uma grande confusão está instalada. Todos têm suas opiniões e um grande julgamento é montado para descobrir quem pegou as chaves e qual foi motivo.

  Escrito por Rafael Mallagutti, o texto traz várias referências históricas e mitológicas à cena. Cada personagem mostra suas características e peculiaridades de acordo com a mitologia a que estão conectados. Tudo isso contado de forma divertida, com situações super engraçadas, na comédia onde uma família de imortais faz um jogo de perguntas e respostas expondo o íntimo de suas famosas vidas, de uma maneira que você nunca viu.

A criação do jogo cênico e da construção dos personagens é trabalhada na comédia física com um ar de desenho animado e o grupo desenvolveu a criação do Monte Olimpo de maneira conjunta, inspirado nas características de tipos humanos existentes nos dias de hoje e que se encaixariam aos deuses tão famosos, em uma proposta de comédia rasgada e cheia de caras e bocas.

Manjar dos Deuses
Com Rafael Mallagutti, Caio Baldin, Pedro Ruffo, Carla Leandro, Elisa Malta, Marcos Teixeira, Victória Rocha, Jefferson Mascarenhas, Denis Yoshio, Thiago Marangoni e Diego Chimenes.
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)
Duração 80 minutos
12/08 até 02/09
Sábado – 23h59
$50
Classificação 12 anos