“Hermanas Son las Tetas”

Quando foram convocadas pelo diretor, ator e dramaturgo argentino Juan Manuel Tellategui para protagonizarem a primeira peça que ele assina no Brasil, as atrizes brasileiras Lauanda Varone e Liza Caetano ainda não faziam ideia de que viveriam irmãs rivais no palco.
Foi durante o processo de quatro meses de criação do espetáculo Hermanas Son las Tetas, também foco de pesquisa acadêmica de Tellategui, que ambas viram nascer Angustias e Magdalena.
As personagens também são atrizes, mas são também duas irmãs que enxergam o mundo de forma distinta. Em comum, só guardam o fato de terem sido garotas prodígio no passado, enquanto que, no presente, precisam se suportar para sobreviver.
O enredo, que se propõe “não a ser a vida como ela é, mas como se apresenta nos sonhos” expõe um ano na vida das irmãs rivais, já sem fama nem para onde correr.
“Magdalena é altiva, onipotente e onipresente. Ou, como ela diria: poderosa e gloriosa — ao menos é como ela se vê”, revela Liza Caetano sobre sua personagem.
Ao que Lauanda Varone complementa: “Angustias é o lado racional das hermanas, é aquela que pensa nos termos práticos da arte, que escreve o edital, que conceitua as loucuras artísticas da irmã. Enquanto Magdalena experimenta com o corpo, Angustias deixa aflorar seu intelecto”, explica.
Além das protagonistas, Hermanas Son las Tetas conta com participações especiais. Nove artistas da cena paulistana gravaram suas vozes em off: Dione Leal, Gustavo Ferreira, Joaquim Gama e Rodolfo García Vázquez; André Latorre, Lucimar De Santana, Marina T. Francisco, Mauricio Mangini e Zécarlos De Andrade.
A peça ainda terá participação de 12 performers, um por sessão: Rodrigo Sampaio, Will Nygma, Natã Queiroz, André Lino e Anita Lino, Régis Schazzitt, Danilo Oliveira, Eloy Nunes, Sávio Andrade, Alphio Solar, Glau Gurgel, Andrew Persí e Zé Alberto Martins.
E a montagem ainda terá mensagem de boas-vindas ao público gravada pelo locutor argentino Diego Herrera, com quem Tellategui trabalhou no programa de rádio Mi Mate Personal. “Diego aceitou de pronto meu contive e gravou em português. Fez uma grande performance”, adianta o diretor.
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(crédito fotos – Eduardo Enomoto)

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“Hermanas Son las Tetas”
Com Lauanda Varone e Liza Caetano (e participações especiais)
SP Escola de Teatro (praça Franklin Roosevelt, 210 – Consolação, São Paulo)
Duração 50 minutos
02/10 até 25/10
Sexta e Sábado – 21h30; Domingo – 18h
$20

“Sobre Cartas & Desejos Infinitos” – ação social

O espetáculo “Sobre Cartas & Desejos Infinitos” fará uma ação social na próxima semana. Quem for assistir a peça nos dias 10 e 11 de outubro, e levar um livro ou um brinquedo em bom estado, não pagará o ingresso.
“Sobre Cartas & Desejos Infinitos” foi livremente adaptado por Ana Luiza Garcia, do romance de Stephen Chbosky, THE PERKS OF BEING A WALLFLOWER. Em português, As Vantagens de Ser Invisível.
A peça em quatro atos, conta a vida de um menino de 15 anos, Rafael, sobrevivendo as descobertas da adolescência e lidando com os traumas durante o ano de 1991. O protagonista narra sua história com o auxílio de cartas que ele envia a um amigo. Porém, suas histórias são narradas também pelas falas de outras personagens, deixando assim as relações mais complexas e dialogando diretamente com o mundo que o cerca.
A recriação do texto literário assina um traço autoral através do distanciamento: alterna momentos na primeira e na terceira pessoa, trazendo ao espetáculo teatral movimentos críticos e emocionais. Busca a identificação imediata de uma grande parcela de espectadores: os temas tratados e discutidos em cena são universais e independentes de idade; todos foram jovens e tiveram as mesmas dúvidas, incertezas e dificuldades.
Na concepção para a transposição cênica de Sobre Cartas & Desejos Infinitos, o diretor Kleber Montanheiro procura uma aproximação de uma história que se passa nos EUA, numa realidade muito específica, para o Brasil. Essa proposta cria uma identificação de jovens que vivem numa sociedade classe média e que poderiam estar nas mesmas situações das relações que se desenvolvem na obra original. Essa realidade pode ser equilibrada com a sociedade brasileira, pois se trata de relações e conflitos que são humanos. Dentro dessa perspectiva, procuramos uma “vestimenta” cênica que possa gerar esse equilíbrio através do caráter urbano.
A cenografia foi criada a partir de inspiração urbana: as linhas arquitetônicas de uma grande metrópole, com seus elementos verticais e sua mescla de cores. Grandes painéis brancos são pintados durante o espetáculo pelos próprios atores, terminando como uma grande graffiti urbano. Uma peça cenográfica única suspensa, sugerindo um aquário, traz uma sensação de isolamento, de solidão daquelas personagens durante o desenvolvimento do conflito. E por fim, três peças em desnível – que se movimentam durante o espetáculo -, formam os diversos ambientes que contam essa história.
Os figurinos partem da vestimenta urbana e real para uma desconstrução da moda cotidiana. Modelos vistos na rua de uma cidade foram desmontados para compor novas possibilidades de desenhos através do mix de modelagens e sobreposições, criando movimento crítico de acordo com cada personagem.
A iluminação foi criada pelo diálogo da luz cênica com a projeção de vídeo, compondo imagens que reforçam a luz da rua através de temperaturas diferentes e da sensação da velocidade: a luz manchada de faróis de carros e dos semáforos de uma grande cidade em movimento.
O espetáculo conta a história de Rafael, um adolescente de 15 anos que vive entre a felicidade e a tristeza. Ele acaba de entrar no colegial, enquanto se recupera de uma depressão, pela perda de seu único amigo. Tateando territórios inexplorados, preso entre o desejo de viver a própria vida, e ao mesmo tempo, assistí-la. Rafael, porém, conhece Theo e Ana, que o ajudam com as dificuldades do ambiente escolar, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir “infinito”. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo.
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“Sobre Cartas & Desejos Infinitos”
Com Ana Luiza Garcia, Cassio Prado, Eduardo Peixoto, Jully Frediani, Lino Colantoni, Lucas Lentini e Thais Boneville
Armazém Cultural (Rua dos Cariris, 48 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 75 minutos
04/07 até 06/12
Sábado e Domingo – 20h
$30