VOLPONE

Apresentado pela primeira vez no fim de 1605 e início de 1606, o texto é uma das principais obras da era elisabetana, permanecendo com vigor até nossos tempos.
Volpone, um milionário falido de Veneza, arquiteta uma plano, junto com seu fiel empregado Mosca, para recuperar sua fortuna. Espalhando a falsa notícia de que está nos estertores da morte e que sua ¨fortuna¨ será deixada em testamento a um só herdeiro, os abutres da cidade começam a oferecer toda espécie de favores para se tornarem herdeiros. Um jogo que envolve corrupção e sedução vai revelando os mais profundos instintos de ganância, avareza, falta de moral e ética frente ao dinheiro.
Mosca, junto com Volpone, traça as estratégias para tirar dinheiro e bens de todos, que por sua vez oferecem fortunas em troca de serem nomeados herdeiros únicos. Voltore dá uma bandeja de ouro, Corvino leva pedras preciosas e chega a oferecer sexualmente sua esposa para recuperar o moribundo e ficar com a fortuna. Corbaccio deserda seu único filho em troca da suposta herança. Urraca, percebendo que o moribundo já não reconhece ninguém, se apresenta como noiva e com isso que apressar o casamento para se tornar herdeira.
“Nossa montagem tenta manter-se leal ao formato original, preservando a palavra traduzida sem fazer concessões ao riso fácil de adaptações banais, embora atualize expressões e apresente cortes significativos no caudaloso texto de Ben Jonson.”, comenta a diretora Neyde Veneziano
A direção é toda orientada para preservar o gestual, a graça e as características da comédia original de Ben Jonson, recriando a atmosfera fiel da era elisabetana.
A composição dos atores se pauta por uma aprofundada pesquisa sobre os tipos da commedia dell’arte, buscando arquétipos que correspondam aos personagens da peça. Para isso, os atores foram submetidos a uma ampla preparação corporal.
A trilha sonora, composta especialmente para este espetáculo por Ricardo Severo, é executada ao vivo, trazendo um ritmo ágil e envolvente que faz a costura entre todas as cenas e os espaços retratados. O cenário e o figurino assinados por Cássio Brasil e a luz de Fran Barros trabalham para firmar esta proposta da direção.
Volpone
Com Chico Carvalho, Claudinei Brandão, Dirceu de Carvalho, Eliana Rocha, Fabio Espósito, Fabíola Moraes, Gabriel Miziara, e Guryva. Músico em cena: Fabio Martinelli
Teatro MuBE Nova Cultural (Rua Alemanha, 221 – Jardim Europa, São Paulo)
Duração 90 minutos
22/01 até 13/03
Sexta e Sábado – 21h30; Domingo – 20h30
$50 / $60
 
Texto: Ben Jonson.
Tradução: Ronaldo Diaféria.
Adaptação: Neyde Veneziano e Ronaldo Diaféria.
Direção: Neyde Veneziano.
Assistência de direção: Fabíola Moraes e Kiko Rieser.
Preparação corporal, Máscaras e maquiagem: Guryva.
Coreografia de luta: Dirceu de Carvalho.
Cenário e figurinos: Cássio Brasil.
Música original e direção musical: Ricardo Severo.
Iluminação: Fran Barros.
Operador de luz: Rodrigo Caetano.
Contrarregra: Ighor Walace.
Fotografia: Heloísa Bortz.
Arte gráfica: David Schumaker.
Produção: Kiko Rieser e Ronaldo Diaféria.
Assistência de produção: Isabela Tortato.
Secretária de produção: Valéria Pucci.
Realização: Diaféria Produções e Rieser Produções Artísticas.
Patrocínio: Algar Comunicações.
Apoio: Programa de Ação Cultural
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio