O AMANTE DO MEU MARIDO

Miriam Lins adaptou e dirige a comédia de Carvalhinho. Um aposentado sonha em ser ator. O convite para interpretar um homossexual em uma peça, no entanto, o envolve em vários mal-entendidos.
Calcada em piadas politicamente incorretas, a peça traz todas as fórmulas para uma ampla comunicação e tem no elenco os atores Mateus Carrieri, Miriam Lins e Adelita Del Sent. Mas o destaque é Milton Levy, com inúmeros improvisos.
Mais de 800 mil espectadores já assistiram. A peça também foi
tema de defesa de tese de doutorado na UNINOVE.
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O Amanto do meu Marido
Com Milton Levy, Mateus Carrieri, Miriam Lins e Adelita Del Sent
Teatro Bibi Ferreira (Avenida Brigadeiro Luis Antônio, 931 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 80 minutos
09/01 até 27/02
Sábado – 23h
$50

SALAMALEQUE

Ao revelar aspectos significativos da cultura árabe a partir da troca de correspondências entre um casal de imigrantes sírios, a peça Salamaleque, da Cia Teatral Damasco, configura-se um programa obrigatório nesses tempos de guerra na Síria.
Com texto de Alejandra Sampaio (do Núcleo de Leitura do Capobianco) e Kiko Marques (Prêmios Shell, APCA, Aplauso Brasil e Qualidade Brasil pela encenação de 2013); direção de Denise Weinberg e Kiko Marques e direção de produção de Fernanda Capobianco (gestora do Instituto Cultural), Salamaleque é fruto de cinco anos de pesquisa. Resgata as cartas de amor trocadas entre dois imigrantes, os avós da atriz Valéria Arbex – Nicolau Antônio Arbex e Nadime Neif Name – durante o período do noivado, na década de 1930 (que tiveram suas vidas cruzadas após a chegada ao Brasil).
A contemporaneidade do espetáculo fica mais evidente ainda depois dos atentados terroristas ocorridos em Paris em 13 de novembro deste ano, quando aumentou no mundo inteiro a intolerância contra os refugiados árabes. “A história se repete, é cíclica. Desde a primavera árabe, o Oriente Médio vive um momento delicado e preocupante com as guerras civis, sobretudo a Síria. Muito se fala, ainda equivocadamente, e pouco se sabe, e acreditamos ser de extrema responsabilidade dirigir o olhar também para o que acontece agora lá e aqui no Brasil, diante de tantos refugiados que chegam na tentativa de refazer a vida. Pretendemos provocar a reflexão, por meio de um relato franco e poético sobre uma família síria”, afirma Valéria Arbex, que não pôde realizar o sonho de conhecer a Síria este ano e precisou fazer sutis adaptações no texto por conta da situação de conflito na região.
“Meu bisavô dizia que todo retirante árabe, se for obrigado a deixar a sua pátria, deve levar na sua mala livros, pão com azeite e zátar (tempero característico da culinária árabe) e todas as lembranças que couberem na sua memória.” As palavras de Valéria, proferidas por seu bisavô em 1910, foram inseridas no texto como parte da memória familiar desde a sua estreia.
Salamaleque. Foto - Lenise Pinheiro - baixa 13
O texto parte da memória da atriz, que ganhou, juntamente com sua irmã Claudia, de presente de sua mãe as cartas trocadas por seus avós. O casamento entre eles, que não se conheciam pessoalmente, foi arranjado pelas famílias, o chamado “acordo de bigodes”. A atriz Valéria Arbex não queria que as 68 cartas trocadas entre Nadine e Nicolau amarelassem na gaveta. Assim, depois da morte da avó, ela começou a pesquisa que a levaria a conhecer, ainda, imigrantes sírios, libaneses e palestinos. “Salamaleque é uma colcha de retalhos de histórias que ouvi, da memória de minha família, da pesquisa gastronômica e histórica que fiz”, conta. “É uma reverência aos imigrantes, é um caminho de volta à minha origem, um reencontro.”
A ambientação da peça reproduz a cozinha de um galpão abandonado na rua Florêncio de Abreu, na região da rua 25 de Março, em São Paulo. Nesse cenário, a atriz prepara os pratos durante a encenação. Entre pastas de grão-de-bico, água aromatizada e pão com zátar, Elizete recebe o público na cozinha da sua infância. Por meio da memória da personagem, o espectador é convidado a sentar-se à mesa e compartilhar das muitas histórias de vida trazidas junto com aromas, cores e temperos das especiarias da culinária árabe. No final do espetáculo, os quitutes são servidos para a plateia.
O nome da peça vem da expressão árabe “as-salaamu aleikum” (“que a paz esteja contigo”); pronuncia-se “assalaamu aleik”, saudação verbal feita enquanto curva-se o tronco e toca-se a testa com a mão direita.
O Instituto Cultural Capobianco receberá doações em prol dos refugiados no Brasil nos dias de espetáculo. Os donativos serão encaminhados às seguintes instituições:
1. ADUS – Instituto de Reintegração do Refugiado no Brasil – Recebe material escolar – caneta, lápis, caderno, livros infantis;
2. Oasis Solidário – Alimentos, fraldas, trigo, farinha de trigo, lentilha, grão-de-bico;
3. Centro de Acolhida ao Imigrante – Todos os tipos de doações.
Salamaleque
Com Valéria Arbex
Instituto Cultural Capobianco (Rua Álvaro de Carvalho, 97 – Centro, São Paulo)
Duração 60 minutos
23/01 até 12/03 (exceto Carnaval – 06 e 07/02)
Sábado – 16h e 20h; Domingo – 16h
Recomendação: 12 anos
Entrada gratuita. Distribuição de ingressos uma hora antes da apresentação.
Idealização do projeto: Valéria Arbex.
Realização e Coordenação Artística: Cia.Teatral Damasco.
Direção: Denise Weinberg e Kiko Marques.
Dramaturgia: Alejandra Sampaio e Kiko Marques.
Cenografia e figurinos: Chris Aizner.
Trilha sonora original: Sami Bordokan.
Iluminação: Guilherme Bonfanti.
Consultoria gastronômica: Graziela Scorvo Tavares.
Cenotécnico: Mateus Fiorentino.
Produção: Carol Vidotti, Rosana Maris e Melissa Rudalov.
Assessoria de imprensa: Fernanda Teixeira / Arteplural.
Projeto gráfico e ilustrações: Aida Cassiano.
Glossário árabe / português: Mamede Jarouche.
Operação de som e luz: Fernanda Guedella, Adriana Dham e Ricardo Barbosa (stand-in).

CINDERELLA, O MUSICAL

A partir de hoje, estão abertas as vendas para o espetáculo “Cinderella, o Musical“, baseado na obra de Rodger’s & Hammerstein. A produção brasileira, com direção de Möeller e Botelho, é da Fábula Entretenimento.

A divulgação do elenco do musical já foi feita. O casal real – Ella e Príncipe Topher – será vivido pelos atores Bianca Tadini e Bruno NarchiTotia Meirelles viverá a madrasta da Gata Borralheira.

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Para saber mais sobre o espetáculo, leia a matéria que fizemos falando sobre a história, os personagens e a dupla de autores – Cinderella de Rodgers & Hammerstein

Cinderella, o Musical
Com Bianca Tadini, Bruno Narchi, Totia Meirelles, Sabrina Korgut, Carlos Capeletti, Tiago Barbosa, Bruno Sigrist, Giulia Nadruz, Raquel Antunes, Danilo de Moura, Diego Luri, Fernando Palazza, Laura Visconti, Letícia Mamede, Lia Canineu, Luana Bichiqui, Naomy Schölling, Nick Vila Maior, Philipe Azevedo, Talitha Pereira, Thati Abra e Willian Sancar
Teatro Alfa (Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)
Estreia dia 11/03
Duração 150 minutos
Quinta – 21h; Sexta – 21h30; Sábado – 16h e 20h; Domingo – 17h
$50 / $180

 

4.000 MIL DIAS OU ABRA SEUS OLHOS

Para falar de forma tragicômica sobre a custosa e intolerante convivência entre três personagens que enfrentam, repentinamente, uma situação-limite, o premiado dramaturgo inglês Peter Quilter escolheu um cenário único e significativo para confinar suas personagens: um quarto de hospital.
Toda a ação do seu mais recente texto teatral, ainda inédito no Brasil e que acaba de estrear em Londres, a comédia dramática 4000 Dias ou Abra Seus Olhos se passa num espaço limitado e sem atrativos, onde um casal gay e a mãe de um deles defendem sua visão, conceito e opinião sobre o passado, o presente e o futuro de suas vidas. A peça mostra o conflito entre a mãe e o companheiro do artista plástico Michael, que se encontra numa situação-limite após sofrer um acidente vascular.
O ator Kiko Pissolato conta que se inspirou em uma experiência de “quase morte” para ajudar a compor seu personagem na peça. “Aos 27 anos, tive um câncer no testículo, que me fez reavaliar tudo e mudar minha maneira de ser e pensar. Para viver este artista plástico solar, busquei o meu lado mais sensível e revivi o sentimento daquela época. É um trabalho de ator de dentro para fora”, explica.
No hospital, os personagens tentam encontrar a melhor forma para convivência, entre afagos e agressões verbais. Na tentativa de se aproximar de Michael, que vivencia um período de superação, Paul e Carol se enfrentam, provocam um ao outro, em cenas tragicômicas.
“A encenação é uma reflexão sobre as escolhas que fazemos diante dos desafios com os quais, acidentalmente, nos deparamos”, fala o ator Sergio Lelys, que dá vida a Paul. Sua personagem, um publicitário bem-sucedido, tenta transformar seu namorado em uma pessoa ambiciosa.
A iniciativa de montar 4000 Dias ou Abra Seus Olhos no Brasil partiu de Sergio Lelys. “A Marisa Murray me apresentou o texto já traduzido e eu me identifiquei na hora com a obra que fala de superação, sobre fazer o que o coração manda e sobre os limites que nos são impostos diariamente, seja no campo político, sentimental ou profissional”, fala Lelys.
Para a diretora Annamaria Dias, responsável pela adaptação dramatúrgica da tradução, “a estrutura da peça é bem interessante. Cada uma das nove cenas que compõem o espetáculo tem começo, meio e fim e são interligadas por passagens de tempo. Quilter escreve com muito talento, e seus diálogos são criados com extrema habilidade, permitindo que o ator mergulhe profundamente em todas as situações propostas para seu personagem. Sua obra, intensa e vibrante, remete ao clima psicológico das peças do dramaturgo americano Tennessee Williams. De acordo com a atriz Cláudia Mello, “trata-se de um texto excelente, bem traduzido e bem adaptado. Um presente para o ator! Nesse jogo de predadores, os três personagens têm a mesma importância dramatúrgica, e transformam-se ora em coadjuvantes, ora em protagonistas da história. Este drama, com toques de comédia, retrata a classe média, seus julgamentos, preconceitos e sua dura convivência ante uma situação-limite.
 
4.000 Mil Dias ou Abra Seus Olhos
Com Cláudia Mello, Kiko Pissolato e Sergio Lelys
Teatro Alfa – Sala B (Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)
Duração 90 minutos
29/01 até 27/03
Sexta – 21h30; Sábado – 21h; Domingo – 20h
Recomendação: 12 anos
$70 / $80
 
Texto: Peter Quilter.
Tradução: Marisa Murray.
Direção: Annamaria Dias.
Cenário: Guilherme Catofaroni.
Figurinos: Nanni Zelazni.
Iluminação: Claudio Brandão.
Trilha Sonora: Annamaria Dias.
Direção de Produção: Gerardo Franco.
Produção Executiva: Flávia Primo.
Administração: Nilda D´Araújo.
Realização: Sergio Lelys e Nilda D’Araújo.
Coordenação: Splendore Produções e Eventos.
Assessoria de Imprensa: Arteplural.
Apoio Cultural: Blue Tree Premiu Morumbi e Antena 1.

PUTZ GRILL…

O Stand Up de Oscar Filho, que faz sucesso há 6 anos em São Paulo, prorroga temporada até o dia 17 de dezembro, no Teatro Gazeta, com espetáculos aos sábados, às 23h59.
Vida pessoal e fatos do cotidiano fazem parte do repertório do show, porém com o sarcástico ponto de vista de Oscar Filho, que acaba colocando em prática toda sua experiência de ator, complementando os textos com encenações mímicas e trabalho de corpo marcantes que garantem as gargalhadas da plateia.
Visto por mais de 1 milhão de espectadores, em mais de 115 cidades visitadas, “Putz Grill…” estreou em Florianópolis em 2008 e foi eleito o melhor show de stand-up no Brasil, em 2011.
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“Putz Grill…”
Com Oscar Filho
Teatro Gazeta (Avenida Paulista, 900 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 70 minutos
09/01 até 17/12
Sábado – 23h59
Recomendação: 14 anos
$60

LOS LOBOS BOBOS

A peça é uma comédia formada por esquetes que retratam o cotidiano da cidade de São Paulo e por canções de Adoniran Barbosa. As musicas do poeta, que é a cara da cidade, ganharam uma releitura assinada por Pedro Paulo Bogossian, que transformou “Saudosa Maloca” em rock e “Santa Ifigênia” em funk, além de várias outras surpresas.
O espetáculo é estrelado por Guilherme Uzeda, que integrou o elenco do Terça Insana, Marcelo Augusto, da Turma do Didi e Ricardo Arantes que cantava na Banda do Domingão do Faustão. Os três atores interpretam 25 personagens, entre homens e mulheres, num total de 11 cenas que podem acontecer tanto no palco como na plateia.
Marcos da cidade, como o Parque Ibirapuera, a ponte Estaiada, a região do baixo Augusta ou Theatro Municipal são pano de fundo para as rápidas esquetes que não perdoam o jeito paulista de ser.
“Deliberadamente LOS LOBOS BOBOS não é uma dramaturgia fechada, não tem um roteiro que narra uma sequência lógica com a intenção de atingir um clímax, não se obriga a um desfecho, mensagem, um ponto de vista. No entanto, essa (des) narrativa intencional é para mim, “não vazia” e deliciosamente aventurosa”, fala GpeteanH, que assina a dramaturgia do espetáculo, inspirado no Teatro Besteirol.
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Sucesso nos anos 80, o movimento apresentava no palco uma caricatura anárquica do cotidiano, rompendo com o erudito e com os preconceitos. O movimento lançou vários artistas hoje consagrados, como o ator Miguel Falabella. LOS LOBOS BOBOS faz referência também ao espetáculo de sucesso na época “Quem Tem Medo de Itália Fausta”, dos saudosos Miguel Magno e Ricardo Almeida, e ao “Teatro do Terror”, de Vic Militello, sucesso cult apresentado na Praça Roosevelt nos anos 90.
“O objetivo é transformar a apresentação em uma grande festa, em uma celebração que irá nos permitir exercitar o carinho pelo nosso oficio, além de viver, rir e cantar o afeto que temos pela cidade de São Paulo”, conta GpeteanH, que escolheu o dia 23 de janeiro, sábado anterior as comemoração ao aniversário da cidade de São Paulo, para estrear a peça no Teatro da Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi.
 
“Los Lobos Bobos”
Com Guilherme Uzeda, Marcelo Augusto e Ricardo Arantes
Teatro da Livraria da Vila (Shopping JK Iguatemi – Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 – Vila Nova Conceição, São Paulo)
Duração 60 minutos
23/01 até 28/02
Sábado – 20h; Domingo – 18h
Recomendação 14 anos
$60
Dramaturgia: GpeteanH
Direção Musical: Pedro Paulo Bogossian
Estilista – Marcelu Ferraz
Visagismo – Cabral
Fotos – Rodolfo Ribeiro
Direção Técnica – Solange Mendes
Direção de Palco – Arnaldo D’Avila
Direção de Arte – André Lifschitz
Direção de Produção – Beti Antunes
Direção Geral – GpeteanH
Assessoria de Imprensa – Flavia Fusco Comunicação