OS ESTRANHOS QUE NOS HABITAM

A peça Os Estranhos que nos Habitam mobiliza a narrativa tensional do suspense e promove uma pertinente discussão sobre o comportamento humano.
O texto de Wagner D’Avilla foi inspirado no “Estudo Comportamental da Obediência” do psicólogo Stanley Milgram que avaliou e revelou o comportamento que demonstra como cidadãos comuns, pessoas aparentemente equilibradas, podiam cruzar os tênues limites da maldade.
Na obra, o autor manipula as informações dadas ao público de forma que tudo se encaixe aos poucos, sem jamais perder a sensação de estranhamento diante do exibido, como um grande jogo de xadrez formado por diálogos e ações estrategicamente pensadas.
Os personagens são inseridos em um jogo psicológico dentro de um espaço claustrofóbico e com encenação intimista. Indiretamente o público é convidado a entrar em uma história sobre solidão e carência. Trata-se de um tempo delicado, mexendo com as expectativas e jogando com os estereótipos. A dinâmica com o público propõe o jogo de adivinhar quem é a vítima e quem é o vilão da história.
A cenografia realista auxilia na apresentação das cenas como um trilher de cinema. O público acompanha detalhes das experiências físicas e mentais exploradas pelos protagonistas. A iluminação propõe um jogo sombrio e revela minimamente o que é necessário para construção do suspense. A trilha sonora é executada em parte pelo ator Diego Antunes que se delicia expressivamente em clássicos de Nina Simone, Nancy Sinatra e Doris Day.
Santiago é famoso escritor de romances que tem dificuldades em socializar, vive em posição de desconfiança e uma tendência para antipatizar com outras pessoas. Ele sofre do transtorno de agorafobia, e o medo de sair de casa o mantém enclausurado em seu apartamento há dois anos. Sua única companhia é a imagem de um Homem Branco que ora se confunde como um dos personagens de seu livro, ora com alguém que ele se envolveu no passado. Entre crises de síndrome do pânico e alucinações, ele divide sua atenção para tentar finalizar seu novo livro e na paixão platônica que mantém pelo vizinho do apartamento da frente.
Seu cotidiano passa a se tornar menos solitário, ao receber a visita constante de sua nova vizinha, a tímida e prestativa, Cecília que insiste em manter um vinculo de amizade com ele. Duas pessoas que escondem um caráter frágil, uma personalidade ambígua e que têm muita dificuldade em lidar com os seus sentimentos.
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Os Estranhos que nos Habitam
Com Bruno Narchi, Carina Gregório e Diego Antunes.
Participação em OFF: Elias Andreato
Espaço Parlapatões (Praça Roosevelt, 158 – Centro, São Paulo)
Duração 70 minutos
16/01 até 27/02
Sábado – 20h
Recomendação: 15 anos
$40
 
Texto: Wagner D´Avilla
Direção: Antônio Ranieri
Assistente de Direção: Alan Cecatto
Cenário: Antônio Ranieri
Iluminação: Débora Dubois e Cesar Pivetti
Figurino: André Von Schimonsky
Produção de Cenário/Montagem: Morena carvalho
Direção de Movimentos: Bruno Gregório
Comunicação Visual e Fotos de Divulgação: Luciano Alves
Vídeo Promo: Vinícius Costa
Produção Executiva: Antônio Ranieri e Wagner D´Avilla
Realização: Estapafúrdia e A.R Produções Artísticas

OTELO

Otelo é uma peça de paixões. Fala sobre ciúme, amor, ódio, honra, traição e sobre como as aparências podem nos enganar e nos fazer chegar a consequências extremas.
Os personagens são retratados como se estivessem mortos, como se a humanidade estivesse renascendo várias vezes e se repetindo num ciclo infinito. Os personagens saem de suas tumbas, onde possam sobre elas travar o embate filosófico que William Shakespeare nos propõe. A iluminação é unilateral, propondo um jogo de sombras e indicando apenas uma saída para esses personagens.
A trilha sonora é inspirada nos trovadores, nos repentistas, e na obra de Caetano Veloso. A poesia regionalista brasileira e o eletrônico. Um músico/ator em cena cria um universo lírico, que vai conduzindo a história, propondo climas e ambientações acústicas.
O espetáculo traz um clássico da dramaturgia mundial para a linguagem atual sem perder a sua essência e sua poética.
Com direção de Debora Dubois, a montagem apresenta um Shakespeare atemporal. Através da nossa cultural, faz uma viagem no tempo e mostra como ela seria contada atualmente, apesar de todos esses séculos que nos separam. Ou nos aproximam.
Um espetáculo que pode ser visto por todos, instigante, e que nos faz refletir. Fala do indivíduo diretamente com o indivíduo. Repensa a nossa sociedade e nossos valores através dos séculos, por meio da encenação de uma das maiores peças da história da humanidade.
Otelo, um estrangeiro que com sua bravura alcança o posto de general respeitado, é conhecido por todos por suas façanhas militares – um mouro em Veneza. Tal posto desperta a inveja de Iago que, ao ser preterido para o cargo de tenente por Miguel Cassio, decide insuflar ideias de ciúmes na cabeça do General, sugerindo que sua esposa esteja o traindo com o novo tenente.
Otelo, soldado de honra inabalável, mas inseguro sobre suas virtudes para manter uma mulher jovem e bonita como Desdêmona, se deixa levar pelo discurso envenenado de Iago, e assim tomado pelos ciúmes, mata a esposa e suicida-se.
 
Otelo
Com Mel Lisboa, Samuel de Assis, Rafael Maia, Antonio Ranieri, Yael Pecarovich, Marcio Guimarães, Cesar Figueiredo, Glaucia Fonseca, Ricardo Monastero e Fabiano Augusto
Teatro FAAP (Rua Alagoas, 903 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 120 minutos
20/01 até 25/02
Quarta e Quinta – 20h
Recomendação: 12 anos
$40
 
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Texto: Willian Shakespeare
Tradução: Maria Silvia Betti
Direção e Concepção: Debora Dubois
Direção Musical: Marcio Guimaraes
Assistente de Direção: Glaucia Fonseca
Cenário: Debora Dubois e Marcio Vinicius (Mais Cenografia)
Iluminação: Debora Dubois e Cesar Pivetti
Figurino: Marcio Macena
Visagismo: Leopoldo Pacheco
Direção de Movimento: Glaucia Fonseca
Comunicação Visual: Pietro Leal
Fotos de Divulgação: Luciano Alves
Vídeo (catarse): Tiago Ciccarino
Edição vídeo (catarse): Junae Andreazza
Making Off Catarse: Rafael Pucca
Consultoria Literária: Prof. Gilberto Martins
Consultoria Histórica: Ricardo Cardoso
Consultoria Jurídica: Hermes da Fonseca
Produção Executiva: Dani D’agostino
Direção de Produção: Antonio Ranieri
Realização: A.R Produções Artísticas

UM BONDE CHAMADO DESEJO

Maria Luisa Mendonça é Blanche DuBois, a sonhadora e atormentada personagem criada por Tennessee Williams, no clássico da dramaturgia, que entra em violento embate com a brutalidade de seu cunhado, Stanley, interpretado por Du Moscovis.
Um dos maiores sucessos da cena teatral de 2015 de volta ao TUCARENA para curta temporada.
A encenação de uma peça como Um Bonde Chamado Desejo, em uma metrópole culturalmente pulsante como São Paulo, mais de doze anos após a última montagem, é fato que por si só justifica sua importância cultural.
A história criada por Tennessee Williams narra a decadência de Blanche Dubois, que se abriga na casa da irmã Stella para fugir do passado e se depara com seu vulgar cunhado Stanley. Marlon Brando e Jessica Tandy interpretaram, em 1947, na Broadway, dirigidos por Elia Kazan, os protagonistas que aqui serão representados por Maria Luisa Mendonça e Eduardo Moscovis.
O texto ganharia notoriedade mundial no cinema, quatro anos depois, quando o mesmo Kazan dirigiu a adaptação cinematográfica com Brando e Vivian Leigh nos papéis principais.
Na trama, a sonhadora e atormentada Blanche DuBois muda-se para a casa da irmã, Stella, no estado norte americano de New Orleans, para logo entrar em violento embate com a brutalidade de seu cunhado, Stanley. Na tensão entre a carnalidade bestial de Stanley e o espírito etéreo de Blanche, ergue-se a mais pungente e bela metáfora do duelo entre o sonho e a realidade, entre a alma e o corpo, que o teatro já produziu.
Através do enredo doméstico de Tennessee Williams, criam-se complexos universos éticos e estéticos, com refinadas teias simbólicas, maestria de linguagem e, principalmente, enorme envergadura moral.
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Um Bonde Chamado Desejo
Com Maria Luisa Mendonça, Eduardo Moscovis, Virgínia Buckowski, Donizeti Mazonas, Fabrício Licursi, Fernanda Castello Branco e Matheus Martins
Teatro Tucarena (Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes, São Paulo)
Duração 110 minutos
23/01 até 27/03
Sexta – 21h30; Sábado – 21h; Domingo – 18h
Recomendação 14 anos
$50 / $70
 
Texto: Tennessee Williams
Tradução e Direção: Rafael Gomes
Cenário: André Cortez
Figurino: Fause Haten
Iluminação: Wagner Antonio
Seleção Musical: Rafael Gomes
Assessoria de Imprensa: Daniela Bustos e Beth Gallo – Morente Forte Comunicações
Projeto Gráfico: Laura Del Rey
Fotos de estúdio: Pedro Bonacina e Renata Terepins
Fotos de cena: João Caldas
Administração: Magali Morente Lopes
Produção Executiva: Katia Placiano
Coordenação de Projetos: Egberto Simões
Produtoras: Selma Morente e Célia Forte
Realização: Morente Forte Produções Teatrais, Substância Filmes, Empório de Teatro Sortido e Governo do Estado de São Paulo – Secretaria da Cultura
Patrocínio: Aché

CAIS OU DA INDIFERENÇA DAS EMBARCAÇÕES

A peça se passa durante as viradas de ano, momento em que os seres humanos suspendem o cotidiano para rever suas ações e refletir, projetando para o ano que virá a possibilidade de se tornarem melhores, querendo seguir sua consciência, mas influenciados pelo movimento das marés e das tempestades, num limite impossível de definir entre o externo e o interno.
Dividida em dois atos, cada qual com dois quadros, é ambientada no cais da Ilha de onde de acompanha a história de Waldeci, seu filho Walcimar e seu neto Walciano. Entre elas, várias outras se entrelaçam.
Vencedora dos prêmios Shell de melhor Autor, APCA de melhor Autor, Qualidade Brasil de Melhor Diretor e Aplauso Brasil de melhor autor a peça, que estreou em São Paulo em 29 de Outubro de 2012, dentro do projeto “Obra Inédita” de incentivo a dramaturgia nacional, do Instituto Cultural Capobianco, nesta nova temporada conta com o patrocínio da Mundial Calçados através do PROAC ICMS do Governo do Estado de São Paulo e é produzido pela companhia Os Compadres em parceria com a Velha Companhia.
O texto, escrito a partir de 2006, conta a história de três gerações de uma família moradora da Ilha Grande, pelo ponto de vista do velho barco do local.
São aproximadamente 25 artistas envolvidos, sendo 12 atores e 2 músicos em cena. A companhia convidou o veterano ator Walter Portela (falecido em setembro de 2015), referência do teatro nacional, parceiro de anos de Antunes Filho, com o qual participou da lendária montagem Macunaína, para representar o barco Sargento Evilázio. Convidou também Luiz André Querubini, do Grupo Sobrevento (referência internacional em teatro de bonecos) para coordenar o trabalho de manipulação e confecção de bonecos que são usados em algumas cenas.
O cais é um lugar de interseção entre o que é terrestre e o que é marítimo. De lá se parte para uma vida melhor, para escapar de uma realidade opressora. Por lá se chega para conquistar algo novo, para uma vida nova, boa ou má. Já a virada de ano é o momento em que a maioria dos seres humanos se toma da responsabilidade de rever suas ações e refletir sobre elas, projetando pra o ano que virá a possibilidade de serem seres humanos melhores. A junção desses dois fatores é que levou o autor a situar a peça nesse ambiente mítico.
“Frequento a Ilha Grande desde meus nove anos. Sempre nas férias, que costumavam durar três meses ao ano. É curioso conhecer um lugar visitando-o sempre na mesma época. A distância nos dá a dimensão do tempo. Vi a Ilha se transformar completamente. Vi chegar a luz, a tevê, o presídio ser implodido, a fábrica de sardinha virar um centro comercial. Vi o barco mais querido do povoado se tornar obsoleto. Muitas histórias. Em 2006 comecei a juntá-las. Propus-me, não só a juntar os fragmentos de memória desses anos todos, como conhecer a história da Ilha. Descobri um lugar de uma riqueza cultural e histórica muito especiais. O texto que compus é uma mistura dessa pesquisa e das minhas memórias. Nenhuma das histórias é totalmente real, mas também nenhuma é totalmente fictícia. Todas acompanham, com alguma fidelidade a trajetória histórica do lugar e todas se compõe de coisas que aconteceram realmente, ouvidas ou vividas por mim, mas costuradas segundo as necessidades da trama que, por si só, foi se compondo na minha mente”, diz Kiko Marques, autor e diretor da peça.
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Cais ou Da Indiferença das Embarcações
Com Com a Velha Companhia: Alejandra Sampaio, Kiko Marques, Valmir Sant’anna, Marcelo Diaz, Marcelo Laham, Paulo Olyva, Marcelo Marothy, Marco Aurélio Campos, Maurício de Barros, Willians Mezzacapa, Patrícia Gordo, Roberto Borenstein, Rose de Oliveira, Tatiana de Marca, Lara Córdula, Virgínia Buckowski, Tatiana de Marca
Músicos – Bruno Menegatti e Tadeu Mallaman
VIGA Espaço Cênico (Rua Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 180 minutos (com intervalo de 15 minutos)
16/01 até 15/02
Sábado – 20h; Domingo – 19h; Segunda – 20h
Recomendação 14 anos
$20
Texto e Direção – Kiko Marques
Direção Musical e Trilha Original – UMANTO
Assistência Musical – Milena Gasparetti
Cenário e Figurino – Chris Aizner
Iluminação – Alessandra Domingues
Operação de Luz – Adriana Dham
Direção de Manipulação e Confecção de Bonecos – Grupo Sobrevento
Preparação Corporal – Gisele Reis
Assistência de Direção – Paula Ravache
Assistência de Cenário – Luisa Dias
Cenotécnico – Mateus Fiorentino Nanci
Documentarista – Nelson Rodrigues/Balangandã Filmes
Fotografia – Ligia Jardim
Design Gráfico – Alessandra Cabral
Transporte – Emerson Luiz – Transemerson
Direção de Produção – Ana Elisa Mattos e Maurício Inafre
Produção Velha Companhia – Alejandra Sampaio e Virgínia Buckowski
Produção do Coletivo Lótus – Patrícia Gordo
Elaboração de Projeto – Ana Elisa Mattos e Marco Aurélio Campos
Assessoria de Imprensa – Morente & Forte Comunicações
Realização – Velha Companhia e Os Compadres
Patrocínio: Mundial Calçados http://www.mundialcalcados.com.br
Serviço

GUERRILHEIRAS OU PARA A TERRA NÃO HÁ DESAPARECIDOS

Com direção de Georgette Fadel e dramaturgia de Grace Passô, o espetáculo “Guerrilheiras ou para a Terra não há Desaparecidos” volta para sessões extras do dia 12 a 14/02, no Sesc Belenzinho.
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“Guerrilheiras ou para a Terra não há Desaparecidos” foi concebido pela atriz Gabriela Carneiro da Cunha a partir da história de 12 mulheres que lutaram e morreram em um dos mais importantes e violentos conflitos armados da ditadura militar brasileira, a Guerrilha do Araguaia, que aconteceu entre os estados do Pará e Tocantins na floresta amazônica e reuniu cerca de 70 pessoas –- sendo dezessete mulheres — que saíram de diversas cidades do país para participar do movimento guerrilheiro que pretendia derrubar a ditadura e tomar o poder cercando a cidade pelo campo. De abril de 1972 a janeiro de 1975, o regime militar mobilizou de três a dez mil homens que tinham ordem de não fazer prisioneiros…
Por meio de um diálogo entre a ficção e o documentário, “Guerrilheiras ou para a terra não há desaparecidos” é um poema cênico criado a partir da história dessas mulheres, de sua luta e das memórias do que elas viveram e deixaram naquela região. A peça também busca iluminar esse importante episódio da história do país ainda tão nebuloso. “Certas coisas devem ser feitas: manter a chama acesa, relembrar e iluminar a história das lutas e dos lutadores, com todas as contradições que cada luta carrega”, destaca a diretora Georgette Fadel.
Após uma profunda e detalhada pesquisa sobre o tema, equipe e elenco da peça realizaram uma viagem até o sul do Pará com a diretora, a autora e as atrizes Carolina Virguez, Daniela Carmona, Fernanda Haucke e Mafalda Pequenino. Sara Antunes, que também integra o elenco, não participou da viagem, pois na ocasião estava grávida de nove meses. Assim como as guerrilheiras eram de diferentes cidades, a equipe é formada por artistas do Rio, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e da Colômbia.
Foram 36 horas de viagem de ônibus saindo do Rio de Janeiro até chegarem às margens do Araguaia, onde ouviram os relatos de quem presenciou esta história, num lugar marcado pela tradição do massacre. Em uma terra de esquecidos e desaparecidos, onde existe uma guerra velada, há um povo que dá voz àqueles que foram mortos. O cineasta Eryk Rocha documentou todo o percurso da equipe durante os quinze dias de viagem. Os registros audiovisuais, entre rostos e paisagens, serão projetados no palco do teatro, criando um diálogo com as atrizes. Os sons captados do rio acompanham algumas cenas.
“O tema está completamente alinhado com o momento atual do país. No ano passado foram os 50 anos do Golpe Militar, tem o trabalho da Comissão da Verdade e vimos as manifestações de junho detonarem um fluxo de pensamento e questionamentos sobre os rumos do Brasil, do movimento de ocupação dos estudantes secundaristas das escolas da rede pública do estado de São Paulo, tudo isso em um cenário político árido em termos de invenção e identidade. Não é por acaso que os artistas estão trazendo fortemente em linguagem poética essas questões em suas obras, acredita a atriz.
Para criar os figurinos, Desirée Bastos garimpou cerca de 50 peças, entre calças, camisas, vestidos, chapéus, roupas íntimas em brechós no Rio e bazares no sul do Pará. As roupas foram enterradas às margens do rio Araguaia pelas próprias atrizes. Os trajes foram desenterrados e lavados. O resultado dessas peças deterioradas faz alusão aos corpos que nunca foram encontrados.
Guerrilheiras ou para a Terra não há Desaparecidos
Com Carolina Virguez, Sara Antunes, Daniela Carmona, Mafalda Pequenino, Fernanda Haucke, Gabriela Carneiro da Cunha.
Sesc Belenzinho – Sala de Espetáculos I (Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho, São Paulo)
Duração 90 minutos
12 a 14/02
Sexta e Sábado – 21h30; Domingo – 18h30.
Recomendação: acima de 18 anos
$20 / $6 (usuário credenciado no SESC)
Idealização: Gabriela Carneiro da Cunha
Direção: Georgette Fadel
Dramaturgia: Grace Passô
Direção áudio visual: Eryk Rocha
Direção musical: Felipe Storino
Cenografia: Aurora dos Campos
Iluminação: Tomas Ribas
Figurinista: Desirée Bastos
Assistente de direção: Julia Ariani
Assistente de dramaturgia: Gabriela Carneiro da Cunha
Operação de Som: Bruno Carneiro
Operação de Luz: Vitor Emanuel
Projeto e Operação de Vídeo: Julia Saldanha
Direção de Produção: Gabriela Gonçalves
Produção: Aline Mohamad
Assistente de Produção: Renato Bavier
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DESINVENTANDO A BOSSA

Está em cartaz no Teatro Folha a performance teatral-musical “Desinventando a Bossa”, com Lúcio Mauro Filho e Celso Fonseca.
No palco Lucinho espera o guitarrista Celso, com quem vai ensaiar e criar um novo show. Mas para a surpresa do músico, a plateia está lotada –uma peça pregada pelo ator, que abre o processo de criação ao público, deixando o músico desavisado.
Com a desculpa de que só há amigos na plateia –e que todos estão de passagem, apenas para dar um abraço e sair–, o humorista provoca Celso como num típico ensaio de teatro.
Desafiado a expandir as fronteiras da Bossa, Celso apresenta alguns de seus standards, como “Sorte” e “Slow Motion Bossa Nova”, clássicos de Tom Jobim (1927-1994), como “Vivo Sonhando”, e também sucessos do Brasil pop, num cardápio que vai de Roberto Carlos e Gilberto Gil até Buchecha e Sandy & Junior.
Ao longo do ensaio Celsinho vai provando que tudo cabe na Bossa e responde às provocações do parceiro com a elegância que o estilo sugere, enquanto Lucinho, fascinado, cria a trama, as luzes e o roteiro do que ele imagina ser o show da temporada, transformando a plateia em assistentes da criação.
“Num clima de desconfiança e ironia, peço para Celso relaxar enquanto crio”, explica o roteirista, diretor e ator Lúcio Mauro Filho.
A dupla de artistas dá continuidade à parceria iniciada em 2014 com o Rio Bossa Club, agora num show mais intimista, em clima de ensaio, em “Desinventando a Bossa”, que faz sua segunda temporada no Teatro Folha.
Se no primeiro encontro artístico dos dois a Bossa era exaltada como a mais internacional das marcas registradas de um Brasil que dá certo, agora a dupla vem provar que tudo pode ser Bossa. Será que tudo pode, mesmo?
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Desinventando a Bossa
Com Celso Fonseca e Lucio Mauro Filho
Teatro Folha (Shopping Pátio Higienópolis – Av. Higienópolis, 618 – Higienópolis, São Paulo)
8/01 até 27/02
Sexta e Sábado – Meia Noite
Duração 100 minutos
Recomendação 12 anos
$50 / $60
 
Texto e direção: Lúcio Mauro Filho
Direção musical: Celso Fonseca
Direção de produção: Cintia Oliveira
Iluminação: Paulo Denizot
Desenho de som: Branco Ferreira

A VIDA SEXUAL DA MULHER FEIA

O ator Otávio Müller volta ao Teatro Folha com seu espetáculo A Vida Sexual Da Mulher Feia. A comédia é dirigida e protagonizada por Otávio, com supervisão de direção de Amir Hadad e texto do best-seller homônimo de Claudia Tajes.
Em cena, ele dá vida à personagem Maricleide, uma mulher feia em processo de aceitação da sua condição estética nada favorável, que envolve o público com seu drama diante da luta contra a ditadura da beleza.
Ninguém fica imune ao universo de Maricleide, imperfeita e por isso humanizada. “As pessoas sofrem e ao mesmo tempo dão gargalhadas com ela. Muitas se identificam com alguma das histórias contadas. Maricleide gera imediatamente empatia, e o público começa a torcer para que ela encontre um final feliz”, explica Otávio Müller.
No livro de Claudia Trajes a protagonista não tem rosto nem descrições físicas esmiuçadas. O recurso da autora facilita a identificação ampla e abrangente do leitor, absorto nos relatos hilários do diário amoroso da mulher, desde o primeiro beijo até a primeira transa.
Para dar vida a Maricleide, é necessário um conjunto de cinco elementos básicos, descritos por Otávio Müller. “Ela deve ter meu corpo, minha cara, meu nariz, meu olhar e meu humor”, brinca o ator.
O espetáculo é sucesso de público e está em cartaz há dois anos.
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A Vida Sexual da Mulher Feia
Com Otávio Müller
Teatro Folha (Shopping Pátio Higienópolis – Av. Higienópolis, 618 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 80 minutos
8/01 até 01/05
Sexta – 21h30, Sábado – 20h; Domingo – 19h
Recomendação: 14 anos
$40 / $70
Texto: Claudia Tajes
Adaptação: Julia Spadaccini
Direção: Otávio Müller
Supervisão: Amir Hadad
Cenário e figurino: Adriana Schmidt
Designer de vídeo: Batman Zavareze
Assistente de direção: Danilo Watanabe
Produtor geral: Sandro Chaim
Realização: Pathavidhatu Empreendimentos Culturais e Chaim XYZ Produções