CAIS OU DA INDIFERENÇA DAS EMBARCAÇÕES

A peça se passa durante as viradas de ano, momento em que os seres humanos suspendem o cotidiano para rever suas ações e refletir, projetando para o ano que virá a possibilidade de se tornarem melhores, querendo seguir sua consciência, mas influenciados pelo movimento das marés e das tempestades, num limite impossível de definir entre o externo e o interno.
Dividida em dois atos, cada qual com dois quadros, é ambientada no cais da Ilha de onde de acompanha a história de Waldeci, seu filho Walcimar e seu neto Walciano. Entre elas, várias outras se entrelaçam.
Vencedora dos prêmios Shell de melhor Autor, APCA de melhor Autor, Qualidade Brasil de Melhor Diretor e Aplauso Brasil de melhor autor a peça, que estreou em São Paulo em 29 de Outubro de 2012, dentro do projeto “Obra Inédita” de incentivo a dramaturgia nacional, do Instituto Cultural Capobianco, nesta nova temporada conta com o patrocínio da Mundial Calçados através do PROAC ICMS do Governo do Estado de São Paulo e é produzido pela companhia Os Compadres em parceria com a Velha Companhia.
O texto, escrito a partir de 2006, conta a história de três gerações de uma família moradora da Ilha Grande, pelo ponto de vista do velho barco do local.
São aproximadamente 25 artistas envolvidos, sendo 12 atores e 2 músicos em cena. A companhia convidou o veterano ator Walter Portela (falecido em setembro de 2015), referência do teatro nacional, parceiro de anos de Antunes Filho, com o qual participou da lendária montagem Macunaína, para representar o barco Sargento Evilázio. Convidou também Luiz André Querubini, do Grupo Sobrevento (referência internacional em teatro de bonecos) para coordenar o trabalho de manipulação e confecção de bonecos que são usados em algumas cenas.
O cais é um lugar de interseção entre o que é terrestre e o que é marítimo. De lá se parte para uma vida melhor, para escapar de uma realidade opressora. Por lá se chega para conquistar algo novo, para uma vida nova, boa ou má. Já a virada de ano é o momento em que a maioria dos seres humanos se toma da responsabilidade de rever suas ações e refletir sobre elas, projetando pra o ano que virá a possibilidade de serem seres humanos melhores. A junção desses dois fatores é que levou o autor a situar a peça nesse ambiente mítico.
“Frequento a Ilha Grande desde meus nove anos. Sempre nas férias, que costumavam durar três meses ao ano. É curioso conhecer um lugar visitando-o sempre na mesma época. A distância nos dá a dimensão do tempo. Vi a Ilha se transformar completamente. Vi chegar a luz, a tevê, o presídio ser implodido, a fábrica de sardinha virar um centro comercial. Vi o barco mais querido do povoado se tornar obsoleto. Muitas histórias. Em 2006 comecei a juntá-las. Propus-me, não só a juntar os fragmentos de memória desses anos todos, como conhecer a história da Ilha. Descobri um lugar de uma riqueza cultural e histórica muito especiais. O texto que compus é uma mistura dessa pesquisa e das minhas memórias. Nenhuma das histórias é totalmente real, mas também nenhuma é totalmente fictícia. Todas acompanham, com alguma fidelidade a trajetória histórica do lugar e todas se compõe de coisas que aconteceram realmente, ouvidas ou vividas por mim, mas costuradas segundo as necessidades da trama que, por si só, foi se compondo na minha mente”, diz Kiko Marques, autor e diretor da peça.
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Cais ou Da Indiferença das Embarcações
Com Com a Velha Companhia: Alejandra Sampaio, Kiko Marques, Valmir Sant’anna, Marcelo Diaz, Marcelo Laham, Paulo Olyva, Marcelo Marothy, Marco Aurélio Campos, Maurício de Barros, Willians Mezzacapa, Patrícia Gordo, Roberto Borenstein, Rose de Oliveira, Tatiana de Marca, Lara Córdula, Virgínia Buckowski, Tatiana de Marca
Músicos – Bruno Menegatti e Tadeu Mallaman
VIGA Espaço Cênico (Rua Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 180 minutos (com intervalo de 15 minutos)
16/01 até 15/02
Sábado – 20h; Domingo – 19h; Segunda – 20h
Recomendação 14 anos
$20
Texto e Direção – Kiko Marques
Direção Musical e Trilha Original – UMANTO
Assistência Musical – Milena Gasparetti
Cenário e Figurino – Chris Aizner
Iluminação – Alessandra Domingues
Operação de Luz – Adriana Dham
Direção de Manipulação e Confecção de Bonecos – Grupo Sobrevento
Preparação Corporal – Gisele Reis
Assistência de Direção – Paula Ravache
Assistência de Cenário – Luisa Dias
Cenotécnico – Mateus Fiorentino Nanci
Documentarista – Nelson Rodrigues/Balangandã Filmes
Fotografia – Ligia Jardim
Design Gráfico – Alessandra Cabral
Transporte – Emerson Luiz – Transemerson
Direção de Produção – Ana Elisa Mattos e Maurício Inafre
Produção Velha Companhia – Alejandra Sampaio e Virgínia Buckowski
Produção do Coletivo Lótus – Patrícia Gordo
Elaboração de Projeto – Ana Elisa Mattos e Marco Aurélio Campos
Assessoria de Imprensa – Morente & Forte Comunicações
Realização – Velha Companhia e Os Compadres
Patrocínio: Mundial Calçados http://www.mundialcalcados.com.br
Serviço

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