GALILEU GALILEI

Após grande sucesso na primeira temporada, com mais de 42 mil espectadores, e turnê por Campinas, Santo André, Itatiba, Jaguariúna, Cerquilho, Santa Fé do Sul, Votuporanga, Ourinhos, Garça, Botucatu e mais 5 unidades dos CEU´s, Galileu Galilei inaugura a temporada de 2016 de volta ao palco do Teatro Tuca a partir de 29 de janeiro.
Depois do sucesso absoluto de A Alma boa de Setsuan, Denise Fraga dá vida a outro personagem de Brecht, Galileu Galilei. A importância dessa revisita a Bertolt Brecht é justamente o seu caráter popular, já comprovado no grande êxito de Alma Boa de Setsuan, que ficou em cartaz por dois anos e meio, com mais de 220 mil espectadores. Foi durante esse período que surgiu a ideia de montar Galileu Galilei.
“Cada vez que eu lia o texto, um frisson invadia meu peito. A origem de um projeto de teatro para mim é quase como uma fofoca. Ao ler o texto é como se eu escutasse algo no ouvido que eu não pudesse deixar de passar adiante. A necessidade de me apoderar das palavras de um autor e dar comunicabilidade ao que parece encarcerado no papel é o que me move, me empurra pro palco. Quando vejo, já estou lá, tentando fazer voar tal ideia. Tomei coragem e resolvi ser Galileu”, diz Denise.
Denise Fraga convidou Cibele Forjaz para dirigir essa montagem, realizando um desejo que alimentava há anos. “Quando Denise me convidou, juntou a fome com a vontade de comer: o desejo de trabalhar com ela e a vontade de voltar ao texto de Brecht que já havia montado no final dos anos 90. Denise é uma atriz que sempre admirei de longe e que me ganhou totalmente quando trabalhamos juntas numa leitura de “Ponto de Partida”, de Gianfrancesco Guarnieri”, diz Cibele. “Ela tem um desejo obsessivo de ensaiar, assim como eu. Somos operárias do teatro e nos reconhecemos profissionalmente!”.
Na Itália do século XVII, Galileu consegue construir um telescópio melhor que os existentes e explorar os céus como nunca antes haviam conseguido. Com os satélites de Júpiter, ele finalmente comprovaria a doutrina de Copérnico de que o Sol é o centro do Universo e de que a Terra se move e gira em torno dele. Galileu passa a defender e a propagar esta ideia, apesar de saber que ela era contrária ao dogma da Igreja. Entretanto, este homem apaixonado, o cientista genial movido por uma nova verdade, vê os senhores do poder estabelecido se negarem à obviedade dos fatos.
A ideia da Terra não ser o centro do Universo ameaçava convenientes estruturas de poder. Estávamos em 1609, em pleno movimento da Contra Reforma. Galileu tinha muito prestígio e amizades dentro do próprio clero e acreditou que, com este escudo, poderia seguir em frente para instalar seu novo esquema de mundo. Ledo engano. Foi perseguido pela Santa Inquisição, processado duas vezes, e, ameaçado de tortura, foi obrigado a negar, abjurar, suas ideias publicamente. Somente em 1992, mais de três séculos após a sua morte, a Igreja reviu o processo da Inquisição e decidiu pela sua absolvição.
Mas não é só da biografia de Galileu que Brecht quer falar.
“Privilegiando a vida à história, o homem ao herói, seu Galileu Galilei nos faz acreditar que a história do mundo foi construída por homens que tinham suas fraquezas e suas dúvidas misturadas a seus atos de coragem e clareza. Homens que acordam, lavam o rosto, tomam seu café com leite e, mobilizados por suas ideias e projetos, muitas vezes, se enredam em terríveis jogos de poder”, completa Denise.
Brecht coloca em xeque o herói, seu significado social, a discutível necessidade de sua existência numa sociedade que compromete sua liberdade em seus inevitáveis jogos de poder. Com isso, chama toda a plateia para compartilhar de sua questão.
O espetáculo da diretora Cibele Forjaz desvenda o fazer teatral diante do público, com atores que manipulam o cenário e fazem a contrarregragem, totalmente disponíveis artisticamente para contar a história que Brecht reinventou, trazendo à cena uma profusão de formas, conceitos, parodias grotescas, cenas pungentes, emoção e muito riso, um estranhamento carnavalizado com a intenção de, talvez, criar um espetáculo genuinamente épico brasileiro.
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Galileu Galilei
Com Denise Fraga, Ary França, Daniel Warren, Lúcia Romano, Maristela Chelala, Vanderlei Bernardino, Jackie Obrigon, Luís Mármora, Silvio Restiffe e Théo Werneck– como ator e músico
Teatro Tuca (Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes, São Paulo)
Duração 140 minutos
29/01 até 10/04
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
Recomendação: 12 anos
$50 / $70
Direção Artística: Cibele Forjaz
Adaptação/Dramaturgia: Christine Röhrig, Cibele Forjaz, Maristela Chelala e Denise Fraga
Cenografia: Márcio Medina
Trilha Sonora: Lincoln Antônio e Théo Werneck
Iluminador: Wagner Antonio
Figurinista: Marina Reis
Visagista: Simone Batata
Preparação Corporal e Coreografia: Lu Favoretto
Preparação Vocal: Andrea Drigo
Assistente de Direção: Artur Abe e Ivan Andrade
Fotos: João Caldas
Programação Visual: Philippe Marks
Vídeos: Chico Gomes, Paulo Mosca, Bossa Nova Films
Produção Executiva: Lili Almeida
Direção de Produção: José Maria
Assessoria de Imprensa: Morente Forte
Realização: NIA Teatro
Este Projeto foi realizado através da Lei Federal de Incentivo à Cultura
Apoio: PUC – Teatro TUCA – 50 anos
Transportadora Oficial: AVIANCA
Patrocínio Exclusivo: Bradesco
Realização: Ministério da Cultura e Governo Federal do Brasil – Pátria Educadora
Serviço

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