DADESORDEMQUENÃOANDASÓ

A peça tem direção de Carlos Baldim e propõe o encontro entre a Companhia ARTERA de Teatro e a Cia. Provisório-Definitivo para a idealização, realização e produção do espetáculo. A peça foi contemplada pelo edital do Prêmio Zé Renato.
No palco, o elenco composto por Andrea Tedesco, Anna Cecilia Junqueira, Paula Arruda, Pedro Guilherme e Ricardo Corrêa dão vida aos narradores e personagens que contam a história de uma família de classe média.
Por causa da ausência do marido, Maureen trabalha em diversos lugares e não tem tempo para cuidar dos filhos. Stevie, portador da síndrome de asperger, é deixado sozinho no seu quarto ao seu próprio cuidado, enquanto sua irmã, a adolescente Julie, faz tentativas desastradas de entrar no mundo adulto. Julie resolve sair escondida descumprindo o combinado com sua mãe.
Preocupado com o paradeiro da irmã, Stevie resolve procurá-la e acaba indo parar no Parque de Diversões e sem intenção acaba causando um grande acidente: ele acredita ter se tornado um assassino. A partir daí, inicia-se uma história permeada de encontros e desencontros que mistura ficção, realidade e poesia, na qual Stevie procura compreender, solitário, as consequências dessa intensa e inesquecível aventura.
Davey Anderson oferece uma dramaturgia contemporânea, que instigou uma encenação que a acompanhasse nessa experimentação de linguagem, propondo a mistura de elementos épicos e dramáticos, e utilizando o espaço cênico com uma mescla de teatro e cinema.
A temática é, sobretudo, universal. A partir do mundo particular desse garoto, o espectador pode enxergar o seu próprio mundo. Superar traumas e medos, separações e ausências e a morte. Tudo isso com a inerente individualidade que cada um carrega em si.
Os desafios propostos para Stevie são no fundo também os desafios de todas as personagens. As desordens que acontecem pela ausência do pai, pela falta de dinheiro da mãe, pelo despertar da sexualidade de Julie e pelas dificuldades de comunicação de Stevie oriundas da Síndrome, não são só de um, mas de todos os envolvidos. “Como se um ato imprevisto desencadeasse uma série de desordenamentos, desconcertos, como na vida uma ação resulta em reação, uma rede de utopias e mazelas humanas que nunca estão sozinhas. Ruas entupidas de pessoas ensimesmadas em seus fones de ouvidos, anunciando a trilha sonora daquilo que se pode escutar, apenas pressentir. As dificuldades de expressar o que sente não diz respeito apenas da Síndrome, mas diz a todos nós. Acredito que a peça seja uma saga a respeito das diferenças e um apelo a alteridade.” comenta Ricardo Corrêa da Cia ARTERA de Teatro.
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DADESORDEMQUENÃOANDASÓ
Com Andrea Tedesco, Anna Cecilia Junqueira, Paula Arruda, Pedro Guilherme, Ricardo Corrêa.
Viga Espaço Cênico (Rua Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 80 minutos
27/01 até 11/02
Quarta e Quinta – 21h
20/02 até 28/03
Sábado – 21h; Domingo – 19h; Segunda – 21h
$20
Texto: Davey Anderson.
Tradução: Caio Badner.
Direção: Carlos Baldim.
Vídeo design: Zeca Rodrigues.
Figurino: Maitê Chasseraux.
Iluminação: Fran Barros.
Música original: Dan Maia.
Cenário: Cesar Resende de Santana (Basquiat) e Carlos Baldim.
Assistência de direção: Mariana Leme.
Assistência de vídeo: Nanda Cipola.
Fotos: Renato Peixoto.
Programação visual: Ana Leo.
Produção: Paula Arruda e Pedro Guilherme.
Realização: Cia. Artera e Cia. Provisório Definitivo
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

A EXPLOSÃO DA BEATLEMANIA

O espetáculo cênico musical “Beatles Abbey Road – A Explosão da Beatlemania” está em cartaz no Teatro Folha.
Apresentado pelo grupo Abbey Road, o show traz ao público a experiência de ver os “Fab Four” no início da carreira, tocando pelos inferninhos de Liverpool, de Hamburgo, ou de algum Ed Sullivan Show, no auge da beatlemania.
Rico em detalhes e efeitos multimidiáticos, o grupo descreve fielmente a trajetória da maior banda de todos os tempos –desde o seu início de carreira até a sua ascensão mundial, numa viagem aos anos 1960 que provoca a sensação de estar cara a cara com os reis do iê-iê-iê.
A atmosfera da época é evocada com apresentação impecável dos garotos do Abbey Road, que vestem terninhos de tecido inglês, botinhas confeccionadas por Mr. Green –o mesmo artesão que fabricava para os Beatles–, e adereços como pulseiras, anéis e relógios. Instrumentos musicais raros e fidelidade de trejeitos, tiques e manias dos garotos de Liverpool completam o quadro.
O show “Beatles Abbey Road – A Explosão da Beatlemania” foi visto por mais de 2 milhões de pessoas no Brasil e no exterior e vendeu mais de 1 milhão de cópias de discos. A banda Abbey Road foi considerada por três anos consecutivos na Inglaterra a melhor Beatles do mundo, sendo a “Beatles Official Brazil“, atestada pelo produtor George Martin, do quarteto de Liverpool, que afirmou: “não é cover, é Beatles!”.
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Sobre a banda
A banda Abbey Road foi montada no final dos anos 1980. Com mais de 20 anos de estrada, esteve sempre em jornais, revistas e TVs, passando por programas como o “Jovens Tardes”, o “SPTV”, o “Fantástico”, o “Programa Livre”, o “Altas Horas”, o “Programa do Jô”, o “Vitrine”, o “Todo Seu”, o “Amaury Jr” entre outros.
Na década de 1980, em Liverpool, o Abbey Road participou do maior festival Beatle do mundo: a International Beatles Week, que surgiu como um simples encontro de beatlemaníacos interessados em reviver a magia dos anos 1960 –quando os Beatles tocavam pelos pubs da cidade–, que tomou grandes proporções e virou um megafestival de covers dos Beatles.
Nesse festival o Abbey Road viveu seu melhor momento na carreira, quando foi convidado pela organização da Beatle Week para abrir oficialmente o festival internacional numa apresentação fechada para a imprensa, dentro dos estúdios EMI-Abbey Road, onde os próprios Beatles gravaram diversos discos. O show de abertura virou um CD ao vivo, cortesia da casa.
Após a abertura do festival, o grupo cumpriu a agenda oficial do evento, passando pelo Adelphi Hotel, sede da convenção, pelo Quarry Bank, ex-colégio de John Lennon, onde surgiu o embrião dos Beatles, pelo Chevasse Park, praça onde está o Yellow Submarine, pelo classudo Royal Court Theater, o maior teatro de Liverpool e pelo lendário Cavern Club, onde os “Fab Four” subiram ao palco mais de 200 vezes.
Ao todo o Abbey Road realizou 11 apresentações na Inglaterra. O último show dessa miniturnê inglesa parou o trânsito da Victoria Street e os rapazes de São Paulo tocaram para mais de 100 mil pessoas.
Com a experiência o grupo brasileiro conquistou o respeito das outras bandas que participaram do festival, o carinho do povo de Liverpool e também muitos fãs de todos os cantos do planeta. O Abbey Road também trouxe na bagagem a vivência de um “city tour” pelos pontos mais frequentados pelos Beatles, a bordo do ônibus original usado no “Magical Mystery Tour”, guiado pelo mesmo motorista que participou do filme homônimo ao álbum e lançado em 1967.
 
Beatles Abbey Road – A Explosão da Beatlemania
Com Ricardo Junior (Paul McCartney); Luis Fernando Gomes (John Lennon); Maury D’Ambrosio (George Harrison); Carlos Picchi (Ringo Starr)
Teatro Folha (Shopping Pátio Higienópolis – Av. Higienópolis, 618 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 100 minutos
13/01 até 11/02
Quarta e Quinta – 21h
Recomendação Livre
$40 / $60
 
Direção geral: Maury D’Ambrosio
Produção: ABR Produções
Engenheiro de som: Jerubal Liasch
Iluminação: Nils Grinstein
Projeções e multimídia: Sergio Golivek
Produção de palco: Brunno Moreira
Assistente de palco: Jackson Martins
Figurino: Maria Cristina Lopes

O CANAL

Texto inédito do dramaturgo americano Gary Richards, espetáculo O Canal está em cartaz no Teatro & Bar Cemitério de Automóveis. Com direção de Mário Bortolotto, a montagem é o mais novo trabalho da Cia após o sucesso de Killer Joe.
A peça “é sobre um loser, o que também aproxima a dramaturgia dele da minha. Um texto veloz, com um ritmo de diálogos muito bom. Ele trabalha com repetição, o que ajuda ainda mais em tornar a fala coloquial. Frases curtas e que permitem um ritmo intenso na interpretação. É quase um thriller policial”, afirma Mário Bortolotto.
Em O Canal, escrito em 1993, Vinny é um cara que trabalha numa oficina mecânica que é uma fachada para um desmanche de carros. Quem está por trás de tudo é um policial corrupto, Jerry, que dá as dicas dos carros. Vinny está querendo voltar a levar uma vida honesta e faz um acordo com a polícia para grampear e entregar o policial. A história então toma um rumo inesperado.
Os dois ainda contam com o ladrão de carros viciado em drogas Willie. Fora isso, Vinny ainda está sendo ameaçado de despejo pelo proprietário do imóvel, Chick, um playboy produtor de filmes pornôs.
“Achei o texto vasculhando algo que tivesse a temática do grupo. Quando vi que eram quatro caras durões numa garagem de desmanche já me interessei de cara”, afirma o ator e produtor Carcarah.
“É o tipo de encenação com que gosto de trabalhar, calcado em texto e atores. Assim como em Killer Joe, há também um cuidado maior com o cenário e ambientação, já que fazemos o possível para corresponder às indicações do texto”, finaliza o diretor.
O Canal - Carcarah e Dudu de Oliveira 40  - foto Gisela Schlögel
 
O Canal
Com Mário Bortolotto, Carcarah, Jiddu Pinheiro e Dudu de Oliveira
Teatro & Bar Cemitério de Automóveis (Rua Frei Caneca, 384 – Consolação, São Paulo)
Duração 80 minutos
15/01 até 28/02
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 20h
Recomendação 16 anos
$30
 
Texto: Gary Richards.
Tradução: Maurício Arruda Mendonça.
Direção e Sonoplastia: Mário Bortolotto.
Cenário: Mariko e Seijj Ogawa
Iluminação: Marcos Loureiro.
Figurinos: Letícia Madeira
Assessoria de Imprensa: Amália Pereira
Fotos: Gisela Schlögel

NO GOGÓ DO PAULINHO

O humorista Maurício Manfrini, que interpreta o personagem Paulinho Gogó nos programas A Praça é Nossa, do SBT, e Patrulha da Cidade, da Super Rádio Tupi, volta em cartaz no Teatro J. Safra
Paulinho Gogó é um contador de histórias. Com um jeito bastante peculiar de falar, cheio de gírias e troca de sílabas, o morador do bairro da Venda Velha, vive de contar as virtudes e derrotas do seu dia a dia, que ele mesmo chama de fatos venéreos.
No Gogó do Paulinho
Com Maurío Manfrini
Teatro J. Safra (Rua Josef Kryss, 318,
Duração 80 minutos
16/01 até 28/02
Sábado – 19h; Domingo – 18h
Recomendação 14 anos
$40 / $70

A LENDA DOS JOVENS DETENTOS

Estreia hoje, no Espaço Parlapatões, a peça “A Lenda dos Jovens Detentos“, o novo trabalho de Leo Lama. Leo se inspirou na obra do seu pai, o dramaturgo Plínio Marcos, para criar este texto que aborda os extremos sociais e suas semelhanças. A peça já cumpriu uma temporada na cidade de Santos.
O texto conta a história de dois jovens de realidades sociais bastante distintas. Xíli, um interno da FEBEM, que foge do cárcere e se esconde na casa de Daniela, uma garota de classe média, suburbana, que acaba refém do jovem fugitivo. O espetáculo se desenvolve a partir do argumento de que as extremidades sociais guardam mais semelhanças do que demonstram.
A Lenda dos Jovens Detentos” fica em cartaz até 23 de fevereiro, com apresentações sempre às terças-feiras, às 21h. O elenco é é formado por dois jovens atores, Bruno Galdino e Letícia Tavares, e conta com a direção de Diego Andrade, preparador de elenco dos filmes “O Menino da Porteira” e “Querô”.
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A Lenda dos Jovens Detentos
Com Bruno Galdino e Letícia Tavares
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)
Duração 50 minutos
19/01 até 23/02
Terça – 21h
Recomendação 15 anos
$30