“GLORIOSA” NO CINEMA

O mais novo filme de Stephen Frears é sobre a vida de Florence Foster Jenkins, uma cantora soprano conhecida como a pior vocalista de todos os tempos.
O filme homônimo é estrelado pelos atores Meryl Streep e Hugh Grant, com estreia prevista para 6 de maio nos Estados Unidos.
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Florence (1868-1944) foi uma pianista até quando machucou o braço, o que a deixou incapaz de tocar novamente o instrumento. Vivendo com sua mãe, ela começou a sonhar em se tornar uma cantora de ópera, mesmo não tendo nenhuma aptidão para o tal.
A cantora teve uma notoriedade por causa de suas performances lamentáveis que lhe renderam o apelido pela qual ficou conhecida.
No Brasil, a dupla Möeller & Botelho trouxe para os palcos a vida de Florence na comédia musical “Gloriosa – A Vida de Florence Foster” (2009), do inglês Peter Quilter, com tradução de Marisa Murray e adaptação de Claudio Botelho. O papel principal foi interpretado pela atriz Marília Pera. Veja trecho da peça, registrado por Deny Naka.

EDUARDO LANDIM VAI PARA ITÁLIA

O ator Eduardo Landim foi convidado para trabalhar na sede do Workcenter of Jerzy Grotowski and Richards, na Itália, pelo diretor Mario Biagini, reconhecido mundialmente como um discípulo de Jerzy Grotowski, assim que o Carnaval acabou.
Grotowski é um pesquisador nas artes cênicas reconhecido internacionalmente. Ele desenvolveu uma linha de pesquisa sobre a atuação conhecido como A arte como Veículo”
Eduardo é conhecido pelos seus trabalhos na televisão “Clandestinos: o Sonho Começou” e “Batendo Ponto“, pelo filme “High School Musical: O Desafio“, e nos palcos com a  “Ópera do Malandro“, onde viveu o personagem Geni/Genivaldo.
O ator só tem previsão de retornar ao país a partir de 2017.
Temos que desejar muito sucesso e que tenha um lindo crescimento profissional.
Veja abaixo um trecho do musical “Ópera do Malandro“, quando Eduardo interpreta a canção tema do seu personagem “Geni e o Zepelim“.

Vídeo

UMA LUZ COR DE LUAR no ENCONTRO COM FÁTIMA BERNARDES

Os alunos Sara Milca, Maria Tereza Prezoto e Marcelo Campos, foram com a companheira de cena, Simone Gutierrez no programa Encontro com Fátima Bernardes no dia de hoje para apresentar um trecho do espetáculo Uma Luz Cor de Luar O Musical. O espetáculo é uma produção da Fundação Lia Maria Aguiar e está em cartaz no Teatro das Artes até o domingo, 28 de fevereiro. Veja as outras matérias no nosso site que fizemos sobre o espetáculo. E não percam! Recomendamos!
(P.S. linda a emoção da atriz Simone Gutierrez ao ver os seus colegas se apresentando no programa.)
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4xBIBI

No dia 28 de fevereiro de 1941, no Teatro Serrador, no Rio de Janeiro, o grande ator Procópio Ferreira apresenta ao público e à cena teatral carioca sua filha, Bibi Ferreira. O espetáculo era La Locandiera, de Goldoni, que no Brasil teve o título de Mirandolina.

Para Procópio, com a visão de produtor do espetáculo, lançar Bibi era um golpe comercial. Apresentar uma novidade para o público. Queria ganhar dinheiro. Talvez tenha pensado “… se fizer direitinho, já serve!!!” Artisticamente falando, ele sabia de algumas coisas que Bibi havia feito, mas não esperava que como resultado Bibi receberia críticas extraordinárias, unânimes e, desde aquele momento, definitivas. Críticas essas que provocaram  Procópio a mandar fazer um pequeno caderno com todos os comentários, que fazia questão de distribuir, orgulhosamente, para os amigos e admiradores.

E é ali, profissionalmente falando, que nasce uma das maiores estrelas que este País já viu. Se passaram 75 anos, muitos sucessos, sejam espetáculos de teatro, direções, programas de tv e discos, e Bibi continua no seu pedestal de grande artista, sendo, sem dúvida, a artista mais importante dos palcos brasileiros. E Bibi, nesses 3/4 de século, só coleciona sucessos.

Embora Bibi tenha começado seu contato com a arte muito antes disso, somente ali, ao lado do seu pai, ela considera o início da sua carreira profissional.

Para abrir as comemorações dos seus 75 anos de carreira, Bibi apresenta no dia 4 de março, no Tom Brasil, um show especial – 4XBIBI – que reúne o melhor do repertório dos seus quatro últimos espetáculos dramático-musicais: Amália Rodrigues, Carlos Gardel, Frank Sinatra e Edith Piaf.

É para matar a saudade, dela e do público,que esse espetáculo está sendo feito.

Costurando esse repertório, histórias dos bastidores dessas produções, histórias inusitadas, diferentes, que o publico não conhece e que não imagina que possam ter acontecido. As histórias do lado de trás do palco, do backstage. Porque essas produções foram feitas, de onde surgiram as idéias, o que fez Bibi aceitar fazer, e “causos” da trajetória de cada uma dessas produções.

Como o fato da maior fadista de todos os tempos, Amália Rodrigues, ter assistido Bibi cantando Piaf 14 vezes em Lisboa e depois ter declarado que se alguém fosse fazer sua vida, ela queria que fosse a atriz brasileira Bibi Ferreira; em Piaf, depois de recusar fazer muitas vezes o papel, e as vésperas do projeto ser cancelado,  Bibi muda de ideia ao ouvir a música Millord, e o espetáculo se torna um dos maiores sucessos de sua carreira; que a idéia de cantar Sinatra surgiu de uma brincadeira de Bibi, antes de entrar em cena; e assim as histórias vão sendo contadas.

Esse show foi preparado para abrir as comemorações do Jubileu de Diamantes de Bibi, com apresentações no Rio de Janeiro (Vivo Rio, dias 27 e 28 de fevereiro) e em São Paulo (Tom Brasil, dia 4 de março).

Completando as comemorações teremos o lançamento de uma nova fotobiografia, uma caixa box com seis CDs, um novo site – super atualizado e moderno – disponibilizando o mais completo material sobre a vida e a carreira de Bibi, além da segunda etapa da turnê nacional do espetáculo Bibi canta repertório Sinatra, de março a agosto, apresentações especiais em Nova York  e  Lisboa (em outubro)  e a estréia de um novo espetáculo, no mês de novembro, onde Bibi volta a cantar o repertório brasileiro,

Acompanhada por dez músicos, sob a regência do maestro Flavio Mendes, também responsável pelos arranjos e direção musical, e a narração de Nilson Raman, que assina o texto e a direção do espetáculo, Bibi encantará a platéia cantando os grandes sucessos dos seus musicais. O roteiro musical é assinado pelos três.

Repertório do show:

Amália
Fadinho Serrano
Povo que Lavas no rio

Gardel
Esta noche me emborracho
Cuesta Abajo

Sinatra
Thats life
Baladas românticas
All the way
The lady is a tramp

Piaf
Millord
L’accordeniste
A quoi ça sert l’amour
Je ne regrette rien
Hymne a l’amour

New York New York

4xBIBI
com Bibi Ferreira e orquestra
Tom Brasil (R. Bragança Paulista, 1281 – Santo Amaro, São Paulo)
Duração (não informada)
04/03
6a feira – 22h
Recomendação livre
$110 / $240

 

 

 

 

ENTREVISTA COM MYRA RUIZ

Após mais de 10 anos em cartaz na Broadway, este ano o Brasil poderá assistir a sua versão nacional de Wicked – A História Não Contada das Bruxas de Oz”. O espetáculo – produção da T4F Musicais – estreia no Teatro Renault no dia 04 de março.

A escolhida para representar a bruxa má de Oz foi a paulistana Myra Ruiz. A atriz, 12195869_10153725279806948_8778673955844701605_nde 23 anos, é uma das mais jovens a interpretar Elphaba. No meio da correria que está vivendo nos últimos dois meses – ensaios, testes de maquiagem e figurinos, sessões de fotos, Myra conseguiu arrumar um tempo para conversar com o Opinião de Peso sobre a sua carreira.

Estranho saber que a decisão pelas artes cênicas não a cativou desde menina. Sem influência dos pais, que são jornalistas, Myra era mais atleta na infância. Até quando conheceu o ballet na Companhia de Dança Cisne Negro. Após sua primeira apresentação em um palco, percebeu que ali era o seu lugar.

No começo da adolescência, fez vários cursos de teatro e dança. Foi aluna da Casa da Dança, da Casa do Teatro Célia Helena, além de ter feito também um curso voltado para musicais no TeenBroadway.

Aos 16 anos, resolveu morar com seu pai, que na época estava em Nova York, e foi estudar na Professional Performing Arts School (PPAS), uma das mais renomadas escolas de atuação norte-americana. Por lá, já passaram alunos como a também brasileira Morena Baccarin, e as cantoras Britney Spears e Alicia Keys, entre outros. A PPAS oferece na sua grade curricular um curso de Teatro Musical. Myra pôde estudar com a mesma coach (mentora) de Nicole Kidman, quando esta se preparou para fazer o papel em “Moulin Rouge”.

Segundo Myra, a oportunidade

“foi uma experiência incrível. (A PPAS) era uma escola dos sonhos para mim, não imaginava que pudesse estudar lá… é muito profissional, você tem aulas com os melhores professores do mundo e estuda com gente megatalentosa. É uma escola que aceita atores jovens que já trabalham. Eles têm uma tolerância com faltas por conta de ensaios, gravações, etc. Lembro de cruzar sempre no corredor com os meninos que faziam o (musical) “Billy Elliott” na Broadway”.

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“Sophie” em “Mamma Mia” (2010)

Voltou para o Brasil aos 17 anos e, através do convite de uma amiga, foi fazer o teste para o seu primeiro espetáculo musical “Mamma Mia!” (2010). Seu primeiro papel seria o da cover da protagonista Sophie. Foi a partir de então, que começou a vislumbrar o trabalho como sendo a profissão que queria ter para a vida.

Sobre o período, Myra se recorda que

“começar de cara com uma grande produção da T4F foi muito bom. Aprendi com as pessoas mais experientes e busquei absorver todo possível! De lá para cá, eu amadureci minha técnica, aprendi a controlar um pouco mais os nervos, mas, principalmente, aprendi o valor da nossa arte. Aprendi que o que fazemos pode ter um impacto enorme na plateia e, por isso, deve ser levado muito a sério. É divertido, é um sonho, mas é uma grande responsabilidade!”

A técnica vocal foi sendo amadurecida com aulas com grandes professores do ramo como Rafael Villar, Andréia Vitfer, Amélia Gumes, Justin Stoney e Mary Setrakian. Ela acredita na importância da escolha dos melhores profissionais, que como mentores a ajudaram na construção de sua carreira. “A Mary Setrakian me ensinou a usar meu corpo e a atuação para cantar. A conexão com a atuação já começa nos vocalizes dela”, diz Myra.

Logo após “Mamma Mia!’, vieram “Fame” (2012), “Shrek, o Musical” (2012/13) e “Nas Alturas – Um Musical da Broadway” (“In The Heights” – 2014). Mas nada foi planejado. Myra diz que sabe que, infelizmente, a profissão é incerta, não tendo como saber qual será o próximo trabalho. O que ela nunca esqueceu durante estes anos foi de estudar – estudar sempre para se aprimorar e conseguir atingir os seus objetivos.

Até que chegamos ao ano de 2015, quando Myra Ruiz apareceu para o grande público através do papel de Sarraghina do espetáculo “Nine – Um Musical Felliniano”, com direção da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho. Sua performance, e o musical, foi aclamada pela crítica especializada e pelo público.

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“Sarraghina” em “Nine – um Musical Felliniano”

Sua escolha para o papel foi aprovada inclusive pelo italiano Mario Fratti, autor da peça que inspirou o musical. Isso foi uma surpresa reconfortante para a atriz, afinal ela não achava que tinha o perfil que as pessoas imaginavam para a prostituta Sarraghina, que mexia com a cabeça de Guido Contini, vivido pelos colegas de elenco – os atores mirins Gabriel Ferrarini e Nicolas Cruz (SP) e Tiê Kuhl e Luiz Felipe Mello (RJ), além de Nicola Lama que dava vida ao personagem quando adulto.

Mas era um sonho trabalhar com Charles e com Claudio, então ela foi atrás. Agradece pela aposta que ambos fizeram em escolhê-la para o papel. Ela diz que

“agarrei com todas as minhas forças esse presente que me deram. Com certeza, viver a Sarraghina me fez crescer muito, me deu uma confiança e força que não tinha antes.”

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Quanto a Wicked – A História Não Contada das Bruxas de Oz”(2016), Myra já tinha visto o musical na Broadway quando morou nos Estados Unidos. Na época, surgiu uma vontade em participar, mas ainda não estava na hora. Quando começaram as audições no Brasil, ela não sabia de nada. Ela tinha participado da seleção para a montagem de “Mary Poppins”, mas a produção não foi realizada. Até que chegou um email convidando-a para audicionar para Elphaba. Segundo ela, foi uma surpresa e tanto.

“O processo de audições foi longo, foram sete etapas e muitas vezes eu tinha que vir do Rio pra São Paulo correndo, num bate e volta só pra fazer a audição, direto do aeroporto. Não deu pra pensar muito. Estava audicionando pra Elphaba desde o início, mas mantive o pé no chão, pois tudo poderia acontecer. Ao mesmo tempo, chegou um ponto que quase não haviam mais candidatas pro papel! Cheguei para as últimas fases com muita vontade e garra e deu certo! Foi uma honra ter sido escolhida pela diretora Lisa (Leguillou)! 

O momento no qual soube que tinha sido aprovada, foi um dos quais jamais esquecerá. Ela estava em casa com seu marido, o maestro Paulo Nogueira, quando a diretora de casting (elenco), Marcela Altberg, ligou para lhe avisar do resultado. Foi uma explosão de emoções, com direito a muito choro de felicidade. Afinal, o processo todo de audição foi muito intenso, que teria sido muito dolorido caso não tivesse conseguido passar. “Elphaba é uma personagem que realmente sonhei muito em fazer!”

O duro foi esconder a notícia dos amigos e do público. Os únicos que souberam da novidade até o anúncio oficial pela T4F, foram o Paulo Nogueira e seus pais. Todo mundo do meio e os fãs do musical (inclusive nós do Opinião de Peso) estavam na maior expectativa de quem viveria a bruxa verde de Oz. A solução foi sumir das redes sociais por um tempo e ficar vendo pelos bastidores a empolgação e expectativa das pessoas.

O processo de resultado culminou com o período de festas de final de ano de 2015. Já havia uma viagem marcada para Nova York bem antes de começar o processo de Wicked – A História Não Contada das Bruxas de Oz”. Ela diz que a viagem tornou-se

“mais especial porque fui ver o espetáculo novamente, já sabendo que seria a Elphaba. Não fui no backstage (bastidores), mas já combinei aqui com os produtores norte americanos que na próxima vez que estiver em Nova York, eu vou!! Também aproveitei para comprar um estoque de produtos para tirar a maquiagem verde. (risos)” 

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Myra sabe da responsabilidade que tem pela frente. Afinal, depois da atriz da produção mexicana, ela será a mais jovem atriz que já interpretou este papel. O espetáculo tem uma legião de fãs que tem inúmeras referências sobre o musical e também sobre Elphaba. Para tanto, “só posso dizer que estou muito feliz e orgulhosa e dando todo meu amor e esforço para criar a minha Elphaba!”, afirma a atriz.

Isto ela comprova através da disciplina que está tendo depois que soube que tinha sido escolhida. Começou a se preparar fisicamente através da alimentação, dos cuidados com a voz e com a saúde. Basicamente a vida está regrada a ensaios e a vida em casa.

E é quando não está ensaiando, que ela encontra tempo para ouvir os conselhos do seu marido e mentor. Segundo ela,

O Paulo (Nogueira) é meu maior mestre! Tenho excelente professores, mas ele me preparou para todas as audições que fiz e tenho certeza que não teria conquistado metade sem ele. Além do apoio como marido, ele me preparou muito bem para os testes do Wicked, me deu tudo o que eu precisava para me sentir segura e levar o melhor de mim para o teste! Quem conhece sabe que ele é um cara exigente, mas comigo é mais ainda! E eu cresço muito com isso! 

Agora é esperarmos pelo dia 04 de março, quando na mesma casa na qual ela pôs os pés no palco profissionalmente pela primeira vez, abram-se as cortinas para que o público brasileiro possa assisti-la, maquiada de verde, desafiar a gravidade (referência a canção do espetáculo – “Defying Gravity”).

O Opinião de Peso agradece pela oportunidade que tivemos em conhecê-la um pouco mais, e que estaremos torcendo muito por mais este passo na sua carreira! Que seja um lindo 2016 verde para você e seus colegas de elenco!