SONATA FANTASMA BANDEIRANTE

As ‘Entradas e Bandeiras’ (expedições do Brasil Colônia entre os séculos XVII e XVIII de desbravamento territorial em busca de indígenas para serem convertidos à condição de escravos e de possíveis localidades de minas de ouro) serviram de mote para “Sonata Fantasma Bandeirante“, experimentação dramatúrgica do amazonense Francisco Carlos, elogiado autor e diretor de mais de 40 peças (como “Jaguar Cibernético”, composto por quatro peças autônomas), que estreia em 11/03 no Sesc Ipiranga.

Sonata Fantasma Bandeirante” discute fatos da História do Brasil decorrentes das incursões custeadas pela Coroa Portuguesa, sob o ponto de vista dos dominados-colonizados-conquistados-escravizados (indígenas, no caso especifico os Guaranis) e coloca em debate as visões históricas tradicionais apontando novos entendimentos da história nacional e de seus personagens-oficiais-heroicizados.

Fundamentada na criação contem­porânea – híbrida, fragmentária, in­tertextual -, a dramaturgia de Francisco Carlos traz à tona o conflito (fricção inter-étnica) entre culturas das subjetividades indígenas e culturas das sociedades complexas.

Alessandra Negrini, que retorna aos palcos, depois de três anos, após participar de ‘A propósito de Senhorita Júlia’ no CCBB, em 2013, como a “mulher branca”, matriarca da família paulista que comanda a casa e os escravos enquanto os homens se ocupam das expedições; diz sobre sua personagem: “Eu represento todas essas mulheres, são arquétipos do feminino, contados a partir de um olhar crítico, contemporâneo, em tempos misturados.

E embora a Sonata retrate um lado da história paulista bastante controverso que vai na contramão da ideia de que os bandeirantes foram heróis, a peça não tem um olhar maniqueísta nem moral, mas mostra como o processo civilizatório é violento e que nenhuma nação é fundada sem opressão e violência. Vamos mostrar isso, falar do índio, da mulher, da família e do homem, como agentes e vítimas do processo histórico. É  fascinante ver retratada ali a origem da família tradicional paulista, sua força, suas dores e dilemas”, completa a atriz. 

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Sonata Fantasma Bandeirante
Com Alessandra Negrini, Daniel Faleiros, Daniel Morozetti e Begê Muniz
SESC Ipiranga (Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga, São Paulo)
Duração 90 minutos
11/03 até 24/04 (com exceção dia 25/03)
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 18h
Recomendação 16 anos
$9 (credencial plena SESC) / $30
 
Dramaturgia, Encenação e Direção Geral – Francisco Carlos.
Direção de Arte – Clíssia Morais.
Direção de Movimento – Cris Karnas.
Cenografia – Miguel Aflalo, Júlia Armentano e Maíra Benedetto.
Desenho de Luz – Aline Santini.
Desenho de Som – Kleber Nigro.
Direção de Produção – Carla Estefan – Metropolitana Gestão Cultural.
Assistentes de Produção – Erika Fortunato e Antônio Franco.
Treinamento de Técnica Buranku – Claudemir Santana.
Confecção de Boneco – Virgílio Zuco.
Camareira – Nazaré Brasil.
Design Gráfico – Sato – Casadalapa.
Fotos e vídeo – Cacá Bernardes e Bruna Lessa.
Assessoria de Imprensa – Adriana Monteiro – Ofício das Letras

 

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