DEZ ENCONTROS

Dois atores –Tania Khalill e André Garolli– representam cinco personagens cada um, que interagem entre si, movimentando expectativas, sedução e desencontros entre homens e mulheres de classes, profissões e estilos diferentes. Essa é a trama do espetáculo “Dez Encontros”, que reestreiou no Teatro Folha, com temporada a preços populares.

A narrativa revela uma universal teia de relações. O enredo apresenta recortes de dez encontros, a partir do envolvimento de uma garota com um motorista de táxi. A cada cena um personagem permanece, enquanto o segundo ator volta com outro personagem, formando assim uma ciranda de encontros que fecha o ciclo, retornando à personagem inicial:

Primeiro Encontro – A Garota e o Taxista
Segundo Encontro – O Taxista e a Doméstica
Terceiro Encontro – A Doméstica e o Estudante
Quarto Encontro – O Estudante e a Mulher Casada
Quinto Encontro – A Mulher Casada e o Político
Sexto Encontro – O Político e a Modelo
Sétimo Encontro – A Modelo e o Autor
Oitavo Encontro – O Autor e a Atriz
Nono encontro – A Atriz e o Magnata
Décimo Encontro – O Magnata e a Garota

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O texto “Reigen” foi escrito pelo austríaco Arthur Schnitzler (1862–1931) no final do século 19 e, mesmo considerado pelo próprio autor como “completamente impublicável”, foi distribuído para ser lido entre amigos em 1900. A estreia do espetáculo foi proibida pela polícia de Viena, em 1921, e os atores da primeira produção berlinense, no mesmo ano, tiveram de enfrentar um julgamento sob acusação de obscenidade.

Em 1950 Max Ophuls (1902–1957) realizou o filme “La Ronde”, adaptado desse texto, estrelado por Gerard Philipe, Danielle Darrieux, Jean-Louis Barrault e Simone Signoret, entre outros, com grande sucesso.

The Blue Room” é uma adaptação escrita pelo inglês David Hare feita para ser encenada por apenas dois atores representando todos os papéis. A tradução e a direção dessa montagem no Brasil é de Isser Korik.

“O texto traz uma infinidade de emoções ligadas às possibilidades sentimentais entre homens e mulheres. David Hare fez um trabalho exemplar ao trazer os personagens de Schnitzler para o universo urbano contemporâneo, tratando os encontros de uma forma mais sintética e profunda que o texto original”, explica Isser. “Para os atores é uma riquíssima oportunidade de trabalhar a composição de cinco personagens diferentes, sem cair em caricaturas ou estereótipos”.

Esta é a terceira temporada do espetáculo, que teve estreia nacional em Campinas, no Teatro Amil, e cumpriu temporada no Teatro Folha em janeiro de 2015.

HISTÓRIA

Em 1998 a atriz Nicole Kidman causou enorme sensação na Broadway. Ela se apresentou toda nua por alguns meros segundos, em uma breve cena da peça “The Blue Room”.

Extremamente elogiada pela crítica, os ingressos da peça se esgotaram rapidamente e as filas dobravam a esquina. Desde então, Nicole Kidman se firmou como excelente atriz, bem-sucedida em papéis exigentes do cinema.

Há dez anos a peça teve sua primeira montagem no Brasil, com Christiane Torloni e Murilo Rosa.

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“Dez Encontros”
Com Tania Khalill e André Garolli
Teatro da Folha (Shopping Pátio Higienópolis – Av. Higienópolis, 618 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 90 minutos
17/02 até 31/03
Quarta e Quinta – 21h
Recomendação 16 anos
$20
Autoria: David Hare
Tradução e direção: Isser Korik
Cenários e adereços: Gilberto Gawronski
Figurinos: Fábio Namatame

O ALVO

A primeira peça da Cia do Bigode estreou no ano passado e foi sucesso de público e crítica, ganhando os prêmios “Melhor Texto Original” e “Melhor Espetáculo Jovem” no Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem 2015 (antigo Prêmio FEMSA). Foi indicado ao Prêmio Arte e Qualidade 2015 na categoria “Melhor Espetáculo Jovem” e também aos Melhores de 2015, pelo Guia da Folha.

Direção e texto de Pedro Garrafa, espetáculo volta em cartaz dia 5 de março, sábado, às 17h30 no Teatro Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi. Andressa Andreato, Luiza Porto, Julia Freire, Natalia Viviani e Kuka Annunciato formam o elenco.

Sinopse

Amanda, Maria Anna, Rebecca e Nina são amigas inseparáveis desde o ensino fundamental. Agora, estão na sala de espera da diretoria do colégio. A amizade dessas quatro garotas está ameaçada, tudo por causa de um estranho encontro delas com a Maria Claudia, a ‘menina mais zoada do colégio’.

Esse encontro gerou uma pequena briga que tomou proporções graves, quando a menina rolou as escadas e acabou em um hospital, bastante machucada. Em meio a divertidas situações e discussões acaloradas, a trama faz com que elas revelem fatos e opiniões surpreendentes umas às outras, e mudem as suas vidas para sempre.

O Alvo 10 - Fábio Luiz Viviani

O bullying

O projeto O ALVO, nasceu da necessidade que o diretor da peça, e também professor de teatro, Pedro Garrafa sentiu ao dialogar com seus alunos adolescentes sobre essa questão. Em quase todos os casos, o autor pôde reparar que o bullying, mesmo muito presente, sempre aparece atribuído aos “outros”, mas nunca reconhecido neles mesmos.

Ao mesmo tempo, como o termo está em voga, tende-se a generalizar toda e qualquer brincadeira natural e corriqueira como bullying, tornando o uso do mesmo banal e vazio.

O espetáculo foi concebido especialmente para servir de ferramenta à discussão sobre bullying, dentro das instituições de ensino. Amparado por uma intensa pesquisa sobre o tema, o enredo da peça parte do ponto de vista do agressor e não do agredido, trabalhando aspectos até então poucos articulados: a vitimização, as relações de poder entre os pares e a estrutura social dentro da escola.

EQUIPE_ALVO_Créditos Lila Batista

O Alvo
Com Andressa Andreato, Julia Freire, Natalia Viviani, Kuka Annunciato e Luiza Porto
Teatro Livraria da Vila (Shopping JK Iguatemi – Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo)
Duração 60 minutos
05 a 27/03
Sábado e Domingo – 17h30
02 a 30/04
Sábado – 17h30
$50
Texto: Pedro Garrafa
Direção:Pedro Garrafa
Figurino: Flávia Garrafa
Assistente de Direção: Pauline Mingroni
Produção: Elemento Cultural
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

 

TRAPALHÕES DO BIXIGA

Trapalhões do Bixiga  é uma comédia policial que estreia domingo, dia 13 de março,19h30, no Teatro Ruth Escobar, sala Gil Vicente, em curta temporada, até 27 de março..

Com texto de Wilson Coca e direção de Sebastião Appolônio, Trapalhões do Bixiga conta a história de Leonora, uma jovem costureira que ouve no rádio a notícia de uma rebelião e fuga de presos na cadeia do Bixiga, pacato bairro onde mora. Dois dos fugitivos, bem atrapalhados e acusados de um roubo de R$15 milhões de reais, entram em sua casa pela janela e, aí é que começa a confusão!  Eles seriam mesmo ladrões¿ e Leonora, os denuncia ou entra para a quadrilha¿

Trapalhões do Bixiga
Com Márcio Marinelo, Evandro Ferrarezzo, Bianca Almeida e Felipe Pagé.
Teatro Ruth Escobar (Rua dos Ingleses, 209 – Bela Vista, São Paulo)
13 a 27 de março
Domingo – 19h30
Recomendação 12 anos
$60