LOVE STORY, O MUSICAL

 

Kacau Gomes e Fábio Ventura viverão no palco o casal de protagonistas apaixonados do espetáculo “Love Story, o Musical“. A data para estreia – no Rio de Janeiro – não poderia ser mais propícia – 12 de junho, Dia dos Namorados.

Mas infelizmente, apesar de todo o romantismo, nem tudo será flores para o casal. A história é inspirada no filme homônimo de 1970. Narra a paixão de um casal de estudantes. Ela, uma estudante de música, sem posses. Ele, estudante de Direito em Harvard, e milionário. Quando decidem se casar, os pais dele o deserdam, por causa da escolha da mulher com quem se casará. Mesmo assim, ficam juntos, até descobrirem que ela tem uma doença grave, que a levará a morte no final.

O filme venceu o Oscar de melhor canção – que virou trilha sonora dos programas românticos das rádios nos horários de final de noite/madrugada a dentro. Além de tornar conhecido os atores Ali McGraw e Ryan O’Neill.

A Estamos Aqui Produções Artísticas decidiu montar no país a versão musical do filme. Logo após abrir as inscrições para as audições, percebeu que uma parte do elenco que eles queriam, era composto de atores negros. Então porque não fazer um musical exclusivamente com um elenco de atores negros? Foi o que fizeram e o resultado final foi divulgado nesta semana.

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A decisão recebeu elogios de várias pessoas. Afinal, é uma oportunidade de fazer com que os atores negros deixem de viver apenas papéis secundários, e passem a ser protagonistas. Ainda mais de histórias de amor. E com personagens que pertençam a todas as classes sociais.

Mas também não podemos esquecer que a ação da produtora possa ser de aproveitar o momento atual que está acontecendo no mercado. “Não me vejo, não compro“. Isto levou a Mattel a fazer Barbies de várias estaturas, sobrepeso e tons de melanina artificial variados. A Playmobil lançou bonecos que apresentam deficiência física. A Boticário fez ações de marketing no Dia dos Namorados de 2015 com casais de todas as orientações sexuais.

Para a escritora Cidinha da Silva, de livros “Racismo no Brasil” e “Afetos Correlatos”, ela vê que, apesar da ação afirmativa da escolha do elenco, “…é óbvio que há por trás da opção feita pela produtora do musical uma estratégia de ampliação de mercado. Pessoas negras brasileiras estão ávidas por consumir produtos, inclusive artísticos, nos quais se vejam representadas com dignidade e respeito. Os empreendedores que compreenderem essa mensagem lucrarão muito e contribuirão para o propalado mundo mais diverso”.

O que temos que fazer é parabenizar os atores escolhidos e a Estamos Aqui Produções Artísticas pela decisão; e desejar sucesso para esta primeira produção e que inspire a outras produtoras a fazer o mesmo ou semelhante. E isso já acontece. Não podemos deixar de registrar que Tiago Barbosa, que viveu Simba no musical “O Rei Leão”, viverá nas sessões de quinta feira, o príncipe Topher, no espetáculo “Cinderella, o Musical” (Fabula Entretenimento).

Veja abaixo as imagens de como foi o processo de audição para chegar ao elenco.

 

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