O MUSICAL MAMONAS (OPINIÃO)

O arcanjo Gabriel vendo como está a situação do Brasil – chata e enfadonha e terra do nada pode – convoca os integrantes do grupo Mamonas Assassinas para trazerem de volta a alegria para o país. O jeito escolhido é que eles criem um musical autobiográfico para ser apresentado na Terra. Cabe a Dinho, Júlio, Bento, Samuel e Sérgio contarem suas histórias entremeadas de números musicais. E assim, começa o espetáculo “O Musical Mamonas“.

Fomos assistir nesta quinta, 10 de março, a primeira apresentação do espetáculo com plateia. Ou seja, os atores e a produção veriam como seria a reação que o público terá a partir de amanhã (sexta feira), a estreia oficial do musical.

O que nós e eles viram? Que o espetáculo funcionará perfeitamente. A plateia VIBROU desde o início com o número de abertura (evitaremos os spoilers). Quando os cinco meninos de Guarulhos entraram no palco, pela reação da plateia, perceberam que tinham conquistado a todos.

E a energia não caiu em nenhum momento, só cresceu. Foi assim durante todo o espetáculo até o ápice com o término da peça. Tudo bem que o público era formado de convidados da produção e dos atores, mas a alegria que o grupo trouxe nos seus quase 7 meses de sucesso para o público brasileiro, voltou a tona no Teatro Raul Cortez.

(Abrindo parênteses – um único senão é que hoje também estavam presentes os familiares dos integrantes do Mamonas. Alguns já tinham vistos os ensaios, mas como dissemos, hoje eles viram a reação do público perante as histórias de seus familiares. Quando terminou a peça, quase todos choravam de emoção.)

Lógico que durante a apresentação, a emoção vinha e apertava a garganta. Você olhava para o palco e já sabia como seria o trágico desfecho da vida daqueles rapazes. Mas a história de Walter Daguerre, com direção de José Possi Neto, impediu que o espetáculo se direcionasse para este lado. Foram mais de 120 minutos de pura emoção. Uma emoção para cima, positiva. Cantávamos juntos com os atores. As palmas vinham a toda hora.

No palco, foram mostrados o início do grupo Utopia; o encontro com Rick Bonadio; a mudança para o nome Mamonas Assassinas; o descobrimento pela gravadora EMI; a entrevista no Jô Soares; a briga pela audiência entre os programas televisivos onde se apresentavam; até o show histórico que fizeram no “Thomeuzão” (Guarulhos – SP)

Qual foi a solução encontrada por Walter Daguerre e José Possi Neto para encerrar o espetáculo? Para descobrir, você deverá ir até o teatro para assistir “O Musical Mamonas“.

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Precisa de mais motivos para ver, e rever, o espetáculo? Seguem abaixo mais cinco motivos do porque ir assisti-los.

  1. O Tema da peça – Foi pouco tempo, mas de uma alegria intensa, o período que os Mamonas Assassinas estiveram sob os holofotes. Então poder de novo ver as performances do grupo no palco, ouvir e cantar as músicas junto com eles, é uma catarse (se for insensível, fique em casa).
  2. O Elenco Principal – José Possi Neto tinha falado na coletiva de imprensa que procurou atores que sabiam cantar, dançar e atuar. Se fossem parecidos, melhor ainda. Ruy Brissac (Dinho), Adriano Tunes (Júlio), Yudi Tamashiro (Bento), Elcio Bonazzi (Samuel) e Arthur Ienzura (Sérgio) parece que incorporaram os Mamonas originais. Estão perfeitos nos papéis. Você percebe que, assim como o grupo, os atores também se divertem no palco. Vão melhorar (se é possível) a cada apresentação.
  3. O Ensemble – são 10 atores ( 4 mulheres e 6 homens) que se multiplicam no palco. Parece que são bem mais, mediante o número de papéis que fazem. A rapidez com que trocam de roupas é absurda. Além do principal – atuam, cantam e dançam muito, e também tem o timing da comédia. A produção foi extremamente feliz na escolha deste elenco.
  4. Patrick Amstalden – Falando em comédia, as cenas humorísticas são dominadas pelo ator Patrick Amstalden. Cada vez que entrava no palco com um novo personagem, a plateia vinha abaixo de tanto rir. Foi aplaudido inúmeras vezes em cena aberta. Já conhecíamos o seu trabalho de outros musicais, mas ficamos muito impressionado com este seu novo trabalho.
  5. As músicas – A produção não ficou apenas nas músicas do grupo Mamonas Assassinas. Foram escolhidas também músicas de bandas que fizeram a cabeça dos cinco rapazes. Então ouve-se Titãs, Legião Urbana, Engenheiros do Hawaii, Guns’n Roses. Se não bastasse, ainda foram compostas paródias e músicas originais para o espetáculo. Tudo sob a direção musical de Miguel Briamonte.

E se precisar de mais um motivo extra, tem este:

      6. A direção de José Possi Neto – conseguiu encontrar uma maneira de contar uma história com um final trágico, sem cair para um sensacionalismo barato. Contou a história de cinco rapazes felizes com a vida e que fizeram o público sorrir. Possi extraiu o melhor de cada ator e fez com que todos se divertissem no palco, atingindo o objetivo do espetáculo de também divertir a plateia.

Sabemos que uma peça de teatro é o resultado do conjunto do trabalho de todos. Então também parabenizamos o trabalho de toda a equipe de “O Musical Mamonas“.

Abaixo seguem três números do espetáculo que foram apresentados na coletiva de imprensa (saiba que ver ao vivo é muito melhor):

Pelados em Santos

Lá Vem o Alemão 

Medley “Comida”/”Geração Coca Cola” 

“O Musical Mamonas”

Com Ruy Brissac, Adriano Tunes, Yudi Tamashiro, Elcio Bonazzi, Arthur Ienzura, Patrick Amstalden, Rafael Aragão, Vanessa Mello, Nina Sato, Gabriela Germano, Maria Clara Manesco, Marco Azevedo, Reginaldo Sama, Bernardo Berro, Andre Luiz Odin
Teatro Raul Cortez (R. Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista, São Paulo)
10/03 até 25/06
Quinta e Sábado – 21h; Sexta – 21h30; Domingo – 19h
$120
(50% exclusivo para clientes Banco do Brasil Seguridade, detentores de seguro, previdência ou capitalização do Banco do Brasil )
Texto – Walter Daguerre
Direção Geral – José Possi Neto
Direção Musical – Miguel Briamonte
Coreografia – Vanessa Guillen
Cenário – Nello Marrese
Figurinos – Fabio Namatame
Designer de maquiagem e cabelos – Anderson Bueno
Designer de Luz – Wagner Freire
Designer de som – Gabriel D’Angelo
Produtores Associados – Rose Dalney, Márcio Sam e Túlio Rivadávia
Assessoria de Imprensa – Morente Forte

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