ESTREIA “CINDERELLA, O MUSICAL”

E o relógio até que enfim deu as 12 badaladas. Nesta sexta feira, 11 de fevereiro, às 21h30, teve início a temporada de “Cinderella, o Musical” no Teatro Alfa. O espetáculo tem a direção de Charles Möeller e Claudio Botelho e é uma montagem original da obra de Rodgers & Hammerstein (1957). A produção é da Fabula Entretenimento.

Mas esqueça a história da Disney que você conhece. Nesta peça, Cinderella, ou mais conhecida por Ella, não é apenas uma moça indefesa a espera de um príncipe que a venha salvar de sua Madrasta e suas meio-irmãs. Em muitas vezes nesta nova versão do conto de fadas, será Ella que ajudará o Príncipe Topher a encontrar o seu papel no reino. A atriz Bianca Tadini, que vive a Cinderella, falou sobre o assunto:

Esta é uma característica das obras de Rodgers & Hammerstein. Suas criações desafiam o racismo, o sexismo e a separação das classes sociais. Em Cinderella, o Musical, encontramos até um revolucionário – Jean Michel – que quer unir a população do reino para lutar contra as ordens do rei e da nobreza de tomarem suas terras e os explorarem economicamente.

A produção sofreu alguns contratempos no início do processo com a troca de diretores e  de alguns atores. Mas para os produtores Renata Borges, Raphaela Carvalho eDouglas Carvalho Jr, o que interessa é o momento presente. Ao invés de ficarem “batendo boca” na imprensa sobre os acontecidos, procuraram seguir as suas crenças e fazer um trabalho nos padrões de qualidade que desejavam. Também afirmaram que desde o começo os diretores que queriam para o musical era a dupla Charles MöellerClaudio Botelho.

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Claudio ficou responsável pela versão das canções do musical. E Charles, pela direção do espetáculo. Perguntado na coletiva de imprensa como foi trabalhar em uma produção em andamento, Charles respondeu que

“(…) é a primeira vez que trabalho com uma produtora na qual não tenha escolhido a peça, ou que não tenha estado desde o começo. (…)  Mas para mim, Cinderella começou a partir do dia 29 quando entrei, então não existe processo em andamento. Zerou. No momento que entrei aqui, a gente focou no presente (…) Começou quando eu pus os pés aqui.”

Com isso, o diretor teve apenas cinco semanas para preparar a montagem. Mas para que o resultado desse certo, foi preciso confiança da produtora e também trabalho em equipe. Para fazer parte desta nova produção, convidaram a atriz, e amiga, Totia Meireles para viver a Madrasta de Cinderella (já que Cássia Kiss, que interpretaria a personagem, saiu junto com Ulysses Cruz, o outro diretor).

O pouco tempo para ensaio não assustou Totia. Durante a coletiva, ela falou sobre como foi a construção da personagem, ainda mais que ela vinha de outro trabalho.

 

A nova “Cinderella”

A montagem que está em cartaz no Brasil apresenta algumas inovações que não foram vistas na Broadway. “Cinderella, o Musical” é um espetáculo, que além do texto e das músicas criadas por Rodgers&Hammerstein, com efeitos especiais. Há projeções de hologramas em 3D de um gigante e de um dragão, que são enfrentados pelo príncipe Topher. As laterais do palco são utilizadas para projeções de cenas de fogo.

A própria transformação dos dois vestidos de Ella (sim, Cinderella vai a dois bailes no palácio real) é de uma magia. Não pisque o olho nessa cena. A fada madrinha transforma os trapos que Ella usa em um vestido azul de baile como se fosse mágica.

Mas quem disse que a mágica não existe? Ela está nos nossos sonhos e na nossa força de vontade em fazê-los acontecer. Por isso que “Cinderella, o Musical” é algo mágico. Sonhado e acreditado por uma equipe (produção, atores e técnicos), a partir de ontem transformou-se em realidade, e pode ser vivido por crianças de todas as idades.

Galeria de fotos

(crédito fotos: capa – Marcus Leoni/Folhapres, cenas – JF Diorio/Estadão, personagens – Beto Carramanhos e divulgação oficial)

DONA BETE

Escrita por Fauzi Arap (1938/2013) em 2007, a peça conta a historia da secretária de um Deputado Federal que participa de uma entrevista coletiva para esclarecer sua participação na morte de um traficante. Ela chega acompanhada de seu advogado, Dr. Olavo, e enquanto aguarda o Deputado, deixa escapar dados sobre o que aconteceu. O episódio envolve o sogro do acusado, um poderoso Senador, e logo fica-se sabendo que Bete é amante do chefe. A demora do parceiro acaba fazendo com que ela se decida a falar sozinha e as provocações dos jornalistas presentes fazem com que relate fragmentos da história que vai se formando como um quebra-cabeça delirante.

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Comemorando 45 anos de carreira, Elias Andreato diz: “pensei em realizar um trabalho poético para comemorar minha história no teatro…Mas vivemos tempos sombrios. Nosso país não contribui para grandes arroubos criativos e nem de empenho para grandes produções. Peguei minha indignação e impotência diante de tanto descaso e resolvi usar minha arma preferida: a ironia. Quero rir de mim e de todos para tornar a vida mais leve diante de tantas tragédias.” 

Elias começou a fazer teatro com Fauzi. Nilton começou a fazer teatro com Elias. Juntos já montaram dois textos de Fauzi (Coisa de Louco e A Graça do FimOs três se tornaram grandes amigos e é assim que o teatro sobrevive da bondade e do amor de todos!

 Dona Bete

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Dona Bete
Com Elias Andreato e Nilton Bicudo
Teatro Eva Herz (Livraria Cultura – Conjunto Nacional – Avenida Paulista, 2073 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 55 minutos
12/03 até 28/05
Sábado – 18h
Recomendação 14 anos
$60
 
Texto: Fauzi Arap
Direção: Andre Acioli e Elias Andreato
Trilha Sonora: Jonatan Harold e Músicas de Tom Zé
Figurino: Fabio Namatame
Fotos: João Caldas
Logo: Elifas Andreato
Programação Visual: Vicka Suarez
Assessoria de Imprensa: Morente Forte Comunicações
Redes Sociais: Cardamomo (Dani Angelotti e Carol Mendes)
Produção Executiva: Francine Storino
Produtoras: Selma Morente e Célia Forte
Realização: Morente Forte Produções Teatrais