CANTO PARA RINOCERONTES E HOMENS

Será que nós, seres humanos, gostaríamos de virar rinocerontes? Foi a partir desse e de outros questionamentos que o os atores da EAD, sob a direção de Rogério Tarifa (Cia do Tijolo e Cia São Jorge de Variedades), iniciaram o processo do espetáculo CANTO PARA RINOCERONTES E HOMENS, que estreia dia 19 de março, sábado, às 20 horas, no CCC – Centro Compartilhado de Criação.

Partindo da obra O Rinoceronte, de Eugene Ionesco, o ato-espetáculo musical traz para o palco temas como a brutalização do ser humano, a falta de sonhos e a extinção do homem. A montagem, que teve nove meses de ensaio, marca a parceria de Rogério Tarifa, William Guedes e Jonathan Silva, ambos da Cia do Tijolo e vencedores do Prêmio Shell de Teatro.

Na versão de Rogério Tarifa a história é cantada pelos atores, que são acompanhados por um pianista e um percussionista. Para o diretor, o espetáculo é um grande musical com forte diálogo com as artes plásticas e a dança. “Os sete atores formam um grande coro para contar e cantar a história de transformação dos homens em rinocerontes”, explica Tarifa.

Rinocerontes urbanos

O conceito de rinocerontes urbanos marca a montagem de CANTO PARA RINOCERONTES E HOMENS. “Além do texto de Ionesco, outras dramaturgias se incorporaram ao espetáculo e com isso chegamos a esse conceito, onde atualmente as pessoas estão sempre ao ponto de explodir como uma verdadeira bomba”, conta o diretor.

Para isso, Rogério pediu para cada ator criar um solo, onde a transformação de homem em rinoceronte fosse mostrada, sendo que a transformação teria que ter um tema. Crimes de ódio, violência, ensino, trabalho e culto a beleza são alguns temas utilizados pelos atores para virarem, durante o espetáculo, em rinocerontes.

A montagem também abre novas faces em relação ao texto de Ionesco. “O espetáculo é uma livre adaptação da obra e por isso trazemos outros questionamentos, como a própria extinção dos rinocerontes, que acontece atualmente. No nosso final, além de um único homem também sobra um único rinoceronte”, adianta Tarifa.

Canto Para Rinocerontes e Homens
Com Gabriela Gonçalves, Guilherme Carrasco, Luísa Valente, Murillo Basso, Renan Ferreira, Rubens Alexandre e Viviane Almeida. Músicos – Bruno Pfefferkorn e Filipe Astolfi.
Centro Compartilhado de Criação (Rua James Holland, 57 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 180 minutos
19/03 até 01/05
Sábado – 20h; Domingo – 19h; Segunda – 20h
Recomendação 14 anos
$20
Direção – Rogério Tarifa.
Dramaturgia – Jonathan Silva, Rogério Tarifa e Elenco.
Texto Original – O Rinoceronte, de Eugene Ionesco.
Direção Musical e Preparação Vocal – William Guedes.
Composição Musicas Inéditas – Jonathan Silva.
Cenário – Rogério Tarifa.
Assistência de Cenário – Elenco.
Cenotécnico – Zito Rodrígues.
Figurino – Silvana Carvalho, Rogério Tarifa e Elenco.
Colaboração – Artur Abe.
Consciência Corporal e Direção de Movimento – Érika Moura.
Desenho de Luz – Rafael Souza Lopes.
Operação de Luz – Nara Zocher.
Vídeo – Flávio Barollo.
Supervisão em Teatro de Animação – Luiz André Cherubini.
Fotos – Cacá Bernardes.

AUT 3

Em mais uma iniciativa ousada de trabalhar a arte do teatro musical com elenco não convencional e integrando os seus projetos sociais, a Oficina dos Menestréis apresenta um espetáculo com elenco formado por atores do espectro autista. Trata-se da terceira edição do projeto AUT, resultado do trabalho do diretor Deto Montenegro, que adaptou o método de treinamento artístico de teatro musical, a jovens do espectro autista, com o intuito de experimentar e desenvolver nestes alunos de características e necessidades especiais os encantos que a atividade artística possibilita, potencializando ainda mais o caráter de inclusão por meio da arte.Serão quatro apresentações, nos dias 19 (sábado, às 21h) e 20 (domingo, às 20h) de março e 02 (sábado, às 17h) e 03 (domingo, às 14h30) de abril, no Teatro Dias Gomes, sede da Oficina dos Menestréis. Vale ressaltar que a sessão do dia 02 de abril terá um caráter ainda maior de celebração e inclusão, já que a data marca também o Dia do Autismo.
Em AUT 3 o elenco interpretará cenas de diversas peças do repertório da Oficina dos Menestréis apresentadas como se fossem uma programação de rádio para ser assistida no teatro. O enredo traz dois locutores que narram de maneira irreverente a programação da “Rádio ZY Bem Bom” com uma saudação divertida e inclusiva. Com muita música, coreografias e humor, os 27 menestréis do Projeto AUT, com idades entre 12 e 28 anos, apresentarão as habilidades sociais e artísticas desenvolvidas no método da oficina com Deto Montenegro e sua equipe. Todas as músicas que compõem o espetáculo são interpretadas ao vivo pela Banda dos Menestréis.
AUT 3
Com alunos da Oficina dos Menestréis
Teatro Dias Gomes (Rua Domingos de Morais, 348 – Vila Mariana, São Paulo)
Duração 60 minutos
19 e 20/03
Sábado – 21h; Domingo – 20h
02 e 03/04
Sábado – 17h; Domingo – 14h30
Recomendação 10 anos
$60 ($25 – carteirinha da Oficina dos Menestreis)

NA SELVA DAS CIDADES – EM OBRAS

A sétima encenação da mundana companhia chega ao Sesc Pompeia em 19 de março para temporada de nove semanas, permanecendo em cartaz até 15 de maio. As apresentações de “Na Selva das Cidades – Em Obras” marcam o terceiro movimento da companhia em compartilhar com o público seu mais recente trabalho, fruto do processo de investigação de treze meses, realizado entre outubro de 2014 e outubro de 2015, em torno dos temas propostos no texto ‘Na Selva das Cidades’, do dramaturgo alemão Bertolt Brecht. A Ocupação #1 foi em São José do Rio Preto, em outubro de 2015 e a Ocupação #2, no mesmo mês, no Instituto Cultural Capobianco.

A Ocupação #3 será a mais extensa temporada da encenação em São Paulo. Diferentemente das Ocupações #1 e #2 em que os onze quadros que compõem o texto de Brecht foram apresentados uma única vez e em dias distintos, a Ocupação #3 trará, a cada sessão, a sequência completa dos quadros. Desta vez, interferências sonoras e visuais entrarão em cena por meio de um canal de comunicação de ”intranet”, idealizado pelo artista plástico e videomaker Éder Santos Júnior, permitindo a interação do público por meio de seus próprios celulares, que receberão conteúdos desenvolvidos especialmente para a ocasião.

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Seguindo o princípio adotado pela mundana companhia de realizar um trabalho teatral declaradamente móvel e inacabado – em contínuo processo de revisão em todos os seus aspectos artísticos – cada Ocupação é singular e leva em conta o espaço onde será apresentada, a fluidez e os riscos inerentes a este trabalho em permanente construção-destruição-construção-destruição. 

Embora siga uma linha estética que nos foi apontada pela pesquisa que fizemos na cidade de São Paulo entre outubro de 2014 e junho de 2015 e os ensaios realizados entre julho e outubro de 2015, durante o processo entendemos que não podemos dar uma única resposta às questões levantadas no texto. Estamos realizando um trabalho ‘aberto’ para que o tempo, os artistas envolvidos nele, o público e a própria dinâmica do trabalho possam nos dar respostas que, inclusive, podem ser negadas no decorrer da sua existência. Este é o caráter do EM OBRAS”, explica Aury Porto, ator, produtor e um dos fundadores da Mundana Companhia.

O texto foi traduzido por Christine Rohrig e cotejado com a tradução usada peloTeatro Oficina em sua montagem de 1969. Porém, ele traz atualizações da história, cortes em algumas cenas e alterações de outras cenas dentro dos quadros originais.

Durante a nossa pesquisa, investigamos o contexto de diferentes espaços e tempos históricos: Chicago 1912 (onde se passa a história) – Berlim 1923 (época da primeira encenação do texto) – Teatro Oficina 1969 (montagem histórica do Teatro Oficina dirigida por Zé Celso Martinez Corrêa com cenografia de Lina Bo Bardi) e a São Paulo de 2014/2015.Estamos no tempo das conexões e de uma possível visão abrangente da história da humanidade”, conclui Aury Porto.

O texto “Na Selva das Cidades” foi encenado pela primeira vez em 1923 na cidade de Munique e faz parte da primeira fase do dramaturgo alemão designada como “o Jovem Brecht”. Esta fase, que coincide com a última fase do movimento expressionista da Europa, tem por principal característica uma variedade de influências e de experiências de linguagem em suas criações.

Inspirada nas inquietações e nos conflitos geopolíticos de grande atualidade apresentadas pelo Jovem Brecht, a montagem da mundana companhia pretende ressignificar o texto original usando como referência a encenação realizada pelo Teatro Oficina, em 1969, numa relação direta com a cidade de São Paulo. 

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SINOPSE

Na Selva das Cidades – Em Obras narra a luta entre dois homens numa metrópole americana. No enredo, não ficam claros os motivos que levam os dois homens ao embate, porém, tudo e todos em torno deles vão sendo envolvidos ao longo da narrativa (família, amores, parceiros, amigos, justiça, polícia, negócios…) até englobar toda a cidade. Nas extremidades desta luta, encontramos dois tipos opostos: um rico comerciante de madeiras malaio versus um pobre balconista que migrou com sua família do campo para a cidade grande.

Conheça uma das imersões realizadas na cidade de São Paulo:

Na Selva das Cidades – Em Obras (ocupação #3)
Com Aury Porto, Carol Badra, Guilherme Calzavara, João Bresser, Lee Taylor, Luah Guimarãez, Luiza Lemmertz, Mariano Mattos Martins, Vinícius Meloni
Sesc Pompéia
Duração 180 minutos
19/03 a 15/05
Sexta e Sábado – 20h; Domingo – 18h
Recomendação 16 anos
$12 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 20,00 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$40,00 (inteira).
Observação: Recomendação do porte do celular durante o espetáculo e chegada com antecedência de quinze minutos ao local. O público deverá levar os aparelhos celulares individuais carregados para serem conectados ao sistema de “intranet” do espetáculo.
Texto Bertold Brecht
Tradução Christine Röhrig
Direção Cibele Forjaz
Assistente de Direção Gabriel Máximo
Treinamento Corporal Lu Favoreto
Treinamento Vocal Lucia Gayotto
Direção de Cena Renato Banti
Direção Musical Guilherme Calzavara
Músico em Cena Marcelo Castilha
Desenho de Som Ivan Garro
Direção de Arte/Cenografia Laura Vinci
Assistente de Direção de Arte/Cenografia Marília Teixeira, Flora Belotti e Tati Tatit
Figurinos Joana Porto e Diogo Costa
Assistente de Figurino/Camareiro Rogério Pinto
Iluminação Alessandra Domingues
Assistente de Iluminação/Operação de Luz Laiza Menegassi
Vídeos Éder Santos Júnior
Assistente de Vídeo Yghor Boy
Fotos Renato Mangolin e Yghor Boy
Programação Visual Mariano Mattos Martins
Assessoria de Imprensa Adriana Monteiro
Idealização e Direção de Produção Aury Porto
Produção Executiva Bia Fonseca
Assistente de Produção Mariana Oliveira
Concepção Artística e Realização do Projeto mundana companhia

ESPAÇOS INVISÍVEIS

Para abrigar os funcionários da sua tecelagem numa miniatura de cidade europeia, como se fosse um bairro à parte do Belenzinho, o industrial Jorge Street (diretor trabalhista no governo Vargas, em 1931) trouxe da França um arquiteto. Paul Pedraurrieux projetou a primeira vila operária do Brasil, pertinho da filial da Cia Nacional de Tecidos de Juta.

Inaugurada com capela, duas escolas, armazéns, ambulatórios médicos e praça, em 1917, e tombada em 1992, a Vila Maria Zélia não pode bem ser chamada de patrimônio histórico.  Boa parte das duas centenas de casas está desfigurada e construções preciosas em ruínas. Uma delas, a Escola de Meninas (propriedade do INSS) recebe a Cia. Damas em Trânsito e os Bucaneiros. O espetáculo de dança e música Espaços Invisíveis cumpre temporada gratuita aos sábados e domingos, às 14h, até 27 de março, com direção de Alex Ratton Sanchez. Compõem o corpo de bailarinos-criadores Carolina Callegaro, Clara Gouvêa, Ciro Godoy, Laila Padovan e Larissa Salgado, que tocam em cena acordeom, bateria, violino e percussão. A trilha é orquestrada ao vivo pelo pianista Gregory Slivar. Fause Haten bolou os figurinos.

Larissa Salgado. Foto de Clarissa Lambert.jpg

Integrando a mostra de repertório comemorativa dos dez anos do grupo paulistano, criado no Bexiga em janeiro de 2006, a performance é inspirada na cidade de São Paulo, em sua relação com os habitantes, ritmo e lugares. As possibilidades de viver e pensar o espaço habitado que os artistas propõem trocar com o público – não a metrópole real, mas a imaginária e sentida, remetem às cidades invisíveis, de Italo Calvino. O público ficará livre para percorrer o espaço. “Todo mundo estará no meio da cena. Queremos provocar a sensação de descoberta como a de quem chega a uma cidade nova com olhar curioso”, afirma o diretor Alex Ratton Sanchez.

Os figurinos de Fause Haten foram desenvolvidos com roupas já confeccionadas. “Uma saia é feita com uma camisa ou por várias saias, por exemplo; e camisetas viram tecido para outra peça. Inspirado pelas interferências artísticas dos bailarinos na cidade, peguei roupas de outras pessoas que andaram pelas ruas para grudar no corpo deles, em visuais híbridos, de feminino e masculino, de criança, punk, esportivo e glamouroso”, explica o estilista.

Sobre a performance

Espaços Invisíveis estreou no subsolo do Paço das Artes em agosto de 2013, sem divisórias entre plateia e palco. Diferentemente desta nova temporada na Vila Maria Zélia, o público podia escolher se acomodar em uma prancha móvel (com rodas e cadeiras fixadas, ser pedestre, usar a própria bicicleta ou pegar uma emprestada com a produção do espetáculo. A ideia era possibilitar ver a performance de formas variadas, fazendo um paralelo com as opções de locomoção urbana.

A encenação dá continuidade à mostra comemorativa de dez anos de atividades da trupe. Sua primeira obra, Ponto de Fuga, foi revisitada de forma intimista: na casa do pintor e escultor italiano Gaetano Miani (1920 – 2009), em dezembro último.
Damas em Trânsito e os Bucaneiros. Foto Clarissa Lambert

Espaços Invisíveis – Cia Damas em Trânsito e os Bucaneiros
Com Carolina Callegaro, Ciro Godoy, Clara Gouvêa, Laila Padovan, Larissa Salgado e Gregory Slivar. Direção musical: Gregory Slivar.
Vila Maria Zélia (Ponto de encontro: Armazém XIX (sede do grupo XIX), Rua Mário Costa, 13 – Belém, São Paulo)
Duração 60 minutos
05até 27/03
Sábado e Domingo – 14h
Recomendação livre
Entrada gratuiia
Reservas: espacosinvisiveis@yahoo.com.br (É necessário chegar 15 minutos antes da apresentação. Capacidade: 40 pessoas.)
Ficha técnica
Concepção: Cia Damas em Trânsito e os Bucaneiros.
Direção: Alex Ratton Sanchez.
Preparação corporal: Cristiano Karnas, Letícia Sekito e Silvia Leblon.
Grafite: Luciano Lucko.
Figurino: Fause Haten.
Cenário: Cia.
Damas em Trânsito e os Bucaneiros.
Participação especial: Maria Olinda.
Produção: Mariana Pessoa e Paula Sassi.

REFUGO URBANO

Após uma aclamada temporada no Centro Cultural São Paulo no ano de 2015, a Trupe Dunavô está de volta com o seu espetáculo Refugo Urbano! O grupo está em cartaz no Espaço Parlapatões, localizado na Praça Roosevelt, até o dia 27 de março.

Em sua primeira temporada, Refugo Urbano arrebatou o público e atraiu os olhares da crítica especializada em teatro infantil, recebendo duas indicações para o Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem, nas categorias Melhor Atriz (Gabi Zanola) e Prêmio Sustentabilidade, categoria na qual foi premiado. Em uma votação especial, organizada para eleger os melhores do ano, o espetáculo foi eleito pelos leitores do Guia Folha como Melhor Espetáculo Infantil do Ano de 2015.

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“Refugo Urbano” conta a história de dois palhaços vindos de universos particulares e completamente distintos, que a partir de um encontro improvável, passam a conviver e lidar com suas diferenças. Pamplona e Claudius se encontram em um beco esquecido da cidade, e a partir desse encontro, o inexplicável abre espaço para que essas duas personagens se reinventem pelo convívio e o atravessar dos afetos. O divertido convívio em meio ao improvável, é fio condutor da obra, construída sob a ótica dos seres “invisíveis” que habitam as grandes cidades.

“Chamamos ‘invisíveis’ tudo aquilo que está ao nosso redor, mas que preferimos ignorar a existência, por não ser agradável aos olhos ou porque nos habituamos a ficar em nossa bolha individual”, diz Gislaine Pereira, integrante da Trupe DuNavô. “O que ambicionamos foi criar uma obra capaz de dialogar com todos os cidadãos, propondo uma reflexão sobre o que há nas ruas e qual é a nossa capacidade de ressignificar o que nossos olhos já se habituaram a ignorar”, ela complementa.

Gabi Zanola (Pamplona), indicada como Melhor Atriz, conta um pouco sobre este trabalho: “O que aproxima Refugo Urbano do público é sua humanidade! O espetáculo é cheio das mais sinceras tolices humanas, que podem ser bem engraçadas ou muito dolorosas e cruéis! Refugo Urbano é uma permissão de dois mundos muito diferentes, que se deixam levar juntos para um mesmo propósito, o que os torna iguais. A partir da solidão e da individualidade de cada mundo, esses dois palhaços tão distintos, e ao mesmo tempo tão iguais, criam um universo único!

Refugo Urbano é uma fábula que traz para o palco o resultado dos experimentos anteriores da trupe, pesquisando a máscara do palhaço e realizando intervenções urbanas, onde entraram em contato com a realidade das ruas do centro de São Paulo e de algumas periferias. Com esse espetáculo, a Trupe aprofunda suas pesquisas em torno do tema do refugo urbano, colocando sobre essa realidade outra perspectiva, explorando o que há de mágico na fria e crua realidade de quem vive à margem na sociedade.

Com brincadeiras circenses, corpo cômico, malabarismo e o divertido jogo do palhaço, a Trupe DuNavô diverte e surpreende o público com uma possível história de amor.

Para a execução desse projeto, a trupe contou com um time de peso! Entre os parceiros, estão nomes como Ronaldo Aguiar, recentemente premiado por seu trabalho em Simbad – O Navegante, que atuou como preparador corporal, contribuindo para que o espetáculo buscasse com maior intensidade os movimentos e brincadeiras circenses. Outro convidado especial do projeto foi o ator Rani Guerra, do Grupo Esparrama, que atuou como responsável pela preparação de boneco.

O responsável pela dramaturgia é Nereu Afonso, que já atuou como professor de teatro, na conceituada escola de Philippe Gaulier e no Conservatório de Arte Dramática de Champigny-sur-Marne (França). E quem assina a direção é Suzana Aragão, que já trabalhou com nomes como Teatro da Vertigem, atuou no espetáculo Folias Galileu com direção de Dagoberto Feliz, no Galpão do Folias, dirigiu espetáculos da Cia. Orbital, Núcleo Dois Tempos de Teatro,  Grupo de Teatro da Universidade São Judas e, atualmente, é Formadora Residente da SP Escola de Teatro no curso de Humor.

A página da Trupe Dunavô no facebook> www.facebook.com/DuNavo

Refugo Urbano
Com Gabi Zanola, Renato Ribeiro e Gis Pereira
Teatro Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)
Duração 55 minutos
05 a 27/03
Sábado e Domingo – 17h
Recomendação livre
$30
 
(crédito foto – Sissy Eiko)