O TESTAMENTO DE MARIA

O Teatro Aliança Francesa recebe a primeira montagem brasileira de “O Testamento de Maria”, de Colm Tóibín a partir de 12 de maio, quinta-feira, às 20h30. Com direção e adaptação de Ron Daniels e interpretação da atriz Denise Weinberg, a peça segue em cartaz até 12 de junho, sempre de quinta a domingo (Quinta, sexta e sábado, às 20h30 e 20h30 e Domingo, às 19h).

O espetáculo estreou no Sesc Pinheiros em 7 de janeiro e permaneceu em cartaz até 13 de fevereiro deste ano, viajou para o Rio de Janeiro, São José dos Campos, Catanduva e Jundiaí  e retorna ao cartaz em São Paulo, na Aliança Francesa.

Em O Testamento de Maria, o escritor e jornalista irlandês Colm Tóibín dá voz a Maria, uma mulher pobre e perseguida que busca desvendar os mistérios que cercam a crucificação de seu filho. Ela encara não só a imensa crueldade dos romanos e dos anciãos judaicos, a estranha e inexplicável exaltação dos discípulos a seu filho, como também suas próprias angústias e hesitações.

Enquanto a trajetória e o sofrimento de Maria são narrados em primeira pessoa com uma voz que alterna ternura, raiva e ironia, ela faz questão de falar somente a verdade. Assim, a obra transcende o entendimento de Maria como ícone católico, ao revelá-la como uma figura humana complexa, de enorme estatura moral, mas sujeita às fraquezas terrenas.

Maria é uma mulher perseguida, pobre, quase uma prisioneira. Seu filho, ao se tornar uma espécie de líder revolucionário, sacrifica a sua vida por uma causa que Maria não entende e cuja morte lhe é insuportável, de tão horrível e absurda”, declara o diretor Ron Daniels.

Segundo Daniels, o texto original do Testamento de Maria estabelece a ação em um tempo-espaço acrônico, como se a personagem Virgem Maria pertencesse a todos os tempos e a todos os lugares.

O diretor recorre também a uma declaração de Colm Tóibín para contextualizar sua direção. Segundo o escritor, eu quis dar a Maria sua própria voz, sem reduzir sua estatura. Queria criar uma mulher que viveu no mundo: o seu sofrimento teria que ser verdadeiro, sua memória teria que ser exata e urgente. E ela teria que ter grandeza e, ao mesmo tempo, ser vulnerável. Eu me pus a imaginar como, em uma época turbulenta revolucionária, teria sido a vida de uma mulher que sofrera tanto e que fora tão frágil, antes de se tornar um mito.

O diretor parte, portanto, da profundidade e complexidade dessa personagem, apoiadas pela atuação de Denise Weinberg, para a construção do espetáculo.

Montado pela primeira vez em 2011, no Festival de Teatro de Dublin, na Irlanda, O Testamento de Maria contou com a atriz Marie Mullen na encenação original. Do script, o livro homônimo foi lançado em 2012, e, no ano seguinte, a montagem estreou na Broadway, com Fiona Shaw interpretando Maria. Ainda em 2013, o texto concorreu à premiação literária britânica Man Booker Prize e sua versão em audiobook foi lançada, narrada pela atriz Meryl Streep.

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PALAVRA DE COLM TÓIBÍN

A peça O Testamento de Maria tem três origens. A primeira, na minha infância católica na Irlanda (…). A segunda origem é visual. Uma das grandes pinturas em Veneza, que se encontra na Basílica de Santa Maria Gloriosa dei Frari, é a da Assunção de Maria, de Ticiano, um quadro cheio de riqueza e de glória. Contudo, não longe dali, na Scuola Grande di San Rocco, há um outro quadro, A Crucificação, de Tintoretto, que mostra o terrível acontecimento em toda a sua confusão. (…).

A terceira origem é literária. No teatro grego, a voz, especialmente a voz feminina, é usada para dar força àqueles que não têm força – Antígona, Electra.

Quando comecei a imaginar Maria como um ser humano, (…) estava alerta à linguagem das orações à medida que escrevia suas falas (…) e ao fato de vermos Maria como ícone, como mãe, mas nunca como uma mulher que sabe se colocar e que precisa ser ouvida. (…)

As palavras de Maria, na minha peça, nascem do silêncio. Eu queria criar a ilusão de que eram palavras que nunca foram ditas e que jamais serão ditas de novo. 

O Testamento de Maria
Com Denise Weinberg
Teatro Aliança Francesa (Rua General Jardim, 182 – Vila Buarque, São Paulo)
Duração 80 minutos
12/05 até 12/06
Quinta, Sexta e Sábado – 20h30; Domingo – 19h
Recomendação 16 anos
$50
 
Texto: Colm Tóibín
Concepção, Adaptação e Direção: Ron Daniels
Tradução: Marcos Daud e Ron Daniels
Curadoria artística: Ruy Cortez
Cenografia: Ulisses Cohn
Figurino: Anne Cerruti
Música original e execução ao vivo: Gregory Slivar
Iluminação: Fábio Retti
Diretor assistente: Pedro Granato
Assessoria de imprensa: Adriana Monteiro (Ofício das Letras)
 Fotografia: João Caldas
Relações Institucionais: Guilherme Marques e Rafael Steinhauser
Operação de luz: Claudio Cabral
Assistente de produção: Nélio Teodoro
Direção de produção: Érica Teodoro
Produção: CIT Ecum, Denise Weinberg e Érica Teodoro
Realização: CIT Ecum e Pentâmetro

CARTA RASGADA

Desde os tempos mais antigos, de Caim e Abel, irmãos brigam e se amam, tem uma relação de amor e ódio. No espetáculo Carta Rasgada, que estreia dia 07 de maio no Teatro Jaraguá, essa relação de irmãos é levada às últimas consequências.

No espetáculo escrito por Alex Giostri, com direção de Gerardo Franco e Beto Nasci, o ator Gustavo Haddad, da vida ao personagem Mário. Ele descobre, dentro da máquina de costura, uns papeis com um segredo de seus pais a respeito do irmão mais novo Carlos, interpretado pelo ator Pedro Bosnich.

A partir disso, desenrola-se a história desta peça, que mistura a tragédia e humor negro. Carlos aparentemente enlouquece e é internado em uma clínica, enquanto Mário vai para a cadeia cumprir pena. A história trata do acerto de contas desses dois irmãos, através de três movimentos, três ambientações, uma única história e um final surpreendente.

A trama relata o acerto de contas entre dois irmãos, que tiveram uma infância feliz, mas agora adultos precisam passar suas histórias a limpo. A peça tem como pano de fundo a questão da identidade, da omissão e do que ela pode causar ao ser humano.

Durante o espetáculo são interpretados  poemas de Baudelaire, Arthur Rimbaud, Shakespeare que tem como cenário um ambiente com vários livros.

O texto Carta Rasgada de Alex Giostri foi selecionado para participar do SGAE, em Madri, a melhor dramaturgia, em concurso voltado para associados da entidade.

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Carta Rasgada
Com Gustavo Haddad, Pedro Bosnich e Lucas Lentili (stand in)
Teatro Jaraguá – Novotel Jaraguá (Rua Martins Fontes, 71 – Centro, São Paulo)
Duração 60 minutos
07 a 29/05
Sábado – 21h; Domingo – 19h
Recomendação 16 anos
$50 ($25 – cliente Porto Seguro)

Texto: Alex Giostri

Direção: Gerardo Franco e Beto Nasci

Light Designer: Cesar Pivete

Produção Executiva: Splendore Produções e Marketing

Realização:  4US Produções

Assessoria de Imprensa: Fabio Camara

RAINHAS DO ORINOCO

Mina (Walderez de Barros) e Fifi (Luciana Carnieli) são duas atrizes de teatro musical que ganham a vida com shows pela América Latina. Viajando em um barco pelo rio Orinoco, cantam e representam seus amores e seus sonhos em uma aventura repleta de lirismo, canções, drama e bom humor. A estreia acontece em São Paulo pelo projeto Vivo EnCena no dia 13 de maio, sexta-feira, às 21h30, no Teatro Vivo. 

A encenação foi construída a partir da estética do circo–teatro, tal qual ele existiu no Brasil até meados dos anos 60, que teve seu auge com Vicente Clestino, Gilda de Abreu, Tonico e Tinoco, José Fortuna, Circo Arethusa, Dercy Gonçalves, Grande Otelo, Oscarito, com os grandes circos e grandes melodramas. “Este espetáculo é o irmão ingênuo, formoso, brincalhão da minha montagem de Vem Buscar-me Que Ainda Sou Teu, de Soffredini, em 1990, e que foi um momento em que a arte popular acabou nos dando a matéria prima para a configuração de um teatro mais brasileiro, do interior do Brasil profundo. Carballido teve a sabedoria de fazer uma grande comédia. A peça é um depoimento humanista de alguém que enxerga através da comédia e do melodrama a existência de dois seres humanos desprotegidos na carne e nos grotões da America Latina. Colocamos em cena esse texto usando a linguagem estética do circo-teatro”, comenta o diretor Gabriel Villela.

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Para isso, Gabriel conta com parceiros especiais. Os diretores assistentes Ivan Andrade e Daniel Mazzarolo estão juntos com Gabriel desde o primeiro ensaio. A direção musical, preparação vocal, arranjos vocais e a partitura dos textos coube à mineira Babaya, que já fez 29 espetáculos com o diretor, enquanto os arranjos instrumentais foram elaborados pelo musicista, diretor e ator Dagoberto Feliz. Os figurinos com cores, texturas e caimentos inspirados em toda a América Latina são de Gabriel Villela. A cenografia de William Pereira remete a um pequeno picadeiro em formato de barco com telões naif reproduzindo a fauna e a flora de uma floresta equatorial. A iluminação é de Caetano Vilela e os adereços e objetos de cena foram confeccionados em sua maioria por Shicó do Mamulengo. A direção de produção é de Cláudio Fontana.

Meu trabalho como diretor é como uma pesquisa em laboratório cientifico: ela não é feita sozinha. Existe porque há 10, 15 criadores em volta. É uma grande oficina, um ateliê de criadores diversos”, completa Gabriel.  A música tocada e cantada ao vivo pelos atores é um elemento fundamental nesta montagem. A peça de Carballido foi escrita como teatro musicado. Nesta montagem, as esquetes, os entreatos trarão canções diferentes das sugeridas pelo autor no texto original. A base da pesquisa são canções da América Latina cantadas na voz de Cascatinha e Inhana.

As atrizes Walderez de Barros e Luciana Carnieli e o ator Dagoberto Feliz têm uma parceria antiga com o diretor Gabriel Villela. Para Gabriel, “Walderez e Luciana são duas atrizes de gerações diferentes, mas de muita importância para todas as gerações. Elas congregam inteligência com estudo, entendimento e devoção à arte.  Dagoberto é um grande clown-palhaço, um grande artista e esteve na montagem de Vem Buscar-me, ou seja, ele entende o que eu estou pensando para esta peça”.

A atriz Walderez de Barros comenta ainda se surpreender com a quantidade de estímulos visuais que o diretor oferece ao ator. “Desde a leitura de mesa, até o levantamento de cena, fico vendo, por exemplo, o Shicó do Mamulengo trabalhando no ateliê. Quando acaba o ensaio e vejo uma tela acabada por ele, tudo faz mais sentido. Tudo isso já apresenta um clima, o cheiro da cena. Coisas que normalmente a gente demora para adquirir já estão oferecidas na sala de ensaio, então você mergulha nesta criação”.

A atriz Luciana Carnieli trabalhou pela primeira vez com Gabriel na montagem de A Ópera do Malandro e Gota d´Água, de Chico Buarque. “Me formei na EAD e, alguns anos depois fui trabalhar com o Gabriel e nesta montagem eu aprendi tanto que posso dizer que ele me deu uma espécie de segunda formação, não só como maneira de trabalhar, mas como linguagem” comenta Luciana.

Rainhas do Orinoco
Com Walderez de Barros, Luciana Carnieli e Dagoberto Feliz.
Teatro VIVO (Av Dr Chucri Zaidan, 2460 – Morumbi, São Paulo)
Duração 90 minutos
13/05 até 03/07
Sexta – 21h30; Sábado – 21h; Domingo – 18h
Recomendação 14 anos
$50 / $80 (50% de desconto para Cliente Vivo Valoriza e um acompanhante.)
 
Texto: Emilio Carballido 
Tradução: Hugo de Villavicenzio.
Direção: Gabriel Villela.
Figurino: Gabriel Villela 
Cenografia: William Pereira.
Arranjos Instrumentais: Dagoberto Feliz.
Direção Musical: Babaya.
Iluminação: Caetano Vilela.
Assistentes de direção: Ivan Andrade e Daniel Mazzarolo.
Produção Executiva: Luiz Alex Tasso.
Direção de Produção: Claudio Fontana.
Patrocínio: Vivo e 2S Inovações Tecnológicas
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
 

 

 

 

 

DOZE HOMENS E UMA SENTENÇA

Em cartaz dede 18 de fevereiro, Doze Homens e Uma Sentença, do Grupo TAPA, tem feito sucesso, com sessões lotadas, no Teatro Aliança Francesa. Com mais de quatro mil espectadores nesta temporada, a peça mostra a história de um clássico do cinema com os doze jurados reunidos para decidir se condenam ou não à morte um jovem acusado de assassinar o pai. A narrativa articulada pelos personagens é um exercício de argumentação e conflito de paixões acirradas. Apenas um resultado unânime garante a execução, caso contrário, o jovem não poderá ser condenado.

Em cartaz até o dia 6 de maio, Doze Homens e Uma Sentença está entre as peças mais bem avaliadas em cartaz em São Paulo e traz um elenco renovado com nomes como Bruno Barchesi (Esplêndidos e A Mandrágora), e direção de Eduardo Tolentino de Araújo.

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O Tapa é uma companhia de repertório, como as companhias europeias, e nossas peças não são montadas para uma única temporada. Elas retornam para estabelecer um contato maior com o público, que vem nos rever e trazer os amigos que ainda não assistiram, além de um novo público que não teve oportunidade de assistir aos espetáculos. Vivemos em uma cidade de 20 milhões de habitantes e, com muito sucesso, uma peça alcança dez mil pessoas em uma temporada. Então é importante que as pessoas vejam, é um treinamento para os atores, além de retomarmos as apresentações de uma maneira mais amadurecida”, diz o diretor Eduardo Tolentino de Araújo.

“Doze Homens e Uma Sentença”
Com Adriano Bedin, Augusto Cesar, Brian Penido, Bruno Barchesi, Fernando Medeiros, Gustavo Trestini, Ivo Muller, Manolo Rodrigues, Norival Rizzo, Rafael Golombek, Ricardo Dantas, Rodolfo Freitas e Zé Carlos Machado
Teatro Aliança Francesa (Rua General Jardim 182 – Vila Buarque, São Paulo)
Duração 100 minutos
18/02 até 06/05
Quinta e Sexta – 20h30
Recomendação 12 anos
$50
 
Texto: Reginald Rose
Direção: Eduardo Tolentino de Araújo
Figurinos e Cenário: Lola Tolentino
Iluminação: Nelson Ferreira
Produção Geral: Ana Paz
Produção executiva: Cesar Baccan
Realização: Grupo TAPA

2a EDIÇÃO SARAU MULTICULTURAL DO ABRAÇO

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No dia 29 de abril, às 19h30, na Aldeia em Pinheiros, acontece segunda edição do Sarau Multicultural do Abraço. O evento que celebra a diversidade cultural vai reunir refugiados da Síria, da Palestina, de Cuba e migrantes da Bolívia e Colômbia além de brasileiros para mais uma noite multicultural com música, dança, artes cênicas, artes plásticas, audiovisual, além de comidas e drinks típicos.

A iniciativa é aberta ao público e parte da programação do Abraço Cultural – curso de idioma e cultura com refugiados – que desde junho de 2015 promove a troca de experiências, a geração de renda, e a valorização pessoal e cultural de refugiados residentes no Brasil e, ao mesmo tempo, possibilita aos alunos do curso o aprendizado de idiomas, a quebra de barreiras e a vivência de aspectos culturais de outros países. http://abracocultural.com.br/

19h30 – Exibição do vídeo “Chimamanda Adichie: O perigo da história única” (Nigéria)

20h – Café com Cuba: Experiência interativa de aprendizado sobre a arte e cultura (Cuba)
21h30: Roda de Dança e Música Árabe (Síria)

Além de Exposição de desenhos do artista Leon Diab (Palestina),

Feira Gastronômica Latina (Bolívia e Colômbia) e Drinks Muiticulturais

Programação

Exibição do vídeo “Chimamanda Adichie: O perigo da história única” (Nigéria)

Neste TED Talk a escritora nigeriana Chimamanda Adichie conta a história de como encontrou sua voz cultural autêntica e adverte que quando se ouve uma história única sobre outra pessoa ou país, corremos o risco de ter uma ideia equivocada.

20h – Café com Cuba: Experiência interativa de aprendizado sobre a arte e cultura

A antropóloga Cubana María Ileana Faguaga (e professora de espanhol) abordará o tema das artes plásticas em seu país. Na sequência, o pesquisador e crítico teatral cubano Luvel García Leyva. (Também professor de espanhol no Abraço Cultural) apresenta aspectos de seu país por meio de um jogo teatral.

21h30: Roda de Dança e Música Árabe (Síria)

Os sírios Ali Jeratli e Ehab  Alhennawi conduzem uma roda de dança e música árabe convidando o público do sarau para vivenciar este tradicional aspecto da cultura árabe.

Exposição de desenhos do artista Leon Diab (Palestina)

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O desenhista, arquiteto e designer de interiores, com 17 anos de carreira,  exibirá durante todo o Sarau seus retratos realistas feitos à lápis. https://www.facebook.com/diableon/

Feira Gastronômica Latina (Bolívia e Colômbia) e Drinks Muiticulturais 

El pollo campeón (Bolivia) http://www.boliviacultural.com.br/classificados/products/RESTAURNTE-EL-CAMPE%D3N.html

Macondo – raízes colombianas (Colômbia)

https://www.facebook.com/Macondo-324864697701131/

Trajetória do Abraço Cultural

O projeto Abraço Cultural – Cursos com Refugiados foi desenhado em abril de 2015 pela plataforma social Atados – Juntando Gente Boa e tem hoje como parceiros a associação Adus – Instituto de Reintegração do Refugiado, o espaço coletivo Aldeia, a SP Escola de Teatro e a Escola da Cidade.

As primeiras turmas do curso aconteceram em julho de 2015. A expectativa inicial para o primeiro curso era atingir 40 alunos, no entanto, a procura foi bem maior – em torno de 500 pessoas procuraram o Abraço Cultural. O curso teve início com 123 alunos, distribuídos em 12 turmas.

Durante o segundo semestre de 2015 foram realizados cursos semi-intensivos, de 3 meses, e um curso regular que teve 4 meses de duração. Em 2016, foi realizado o curso intensivo de férias em janeiro.

 

O Abraço Cultural realizou duas festas e participou do carnaval de São Paulo 2016, desfilando com o bloco RefugiAmados que teve como destaque da folia refugiados da Síria e do Haiti.

Com menos de 1 ano de vida, o Abraço Cultural inseriu no mercado de trabalho 28 professores refugiados, teve 300 alunos e engajou 70 voluntários.

O Abraço Cultural abriu este ano uma sede também no Rio de Janeiro.

2º  Sarau Multicultural do Abraço
Rua Lisboa, 445 – Cerqueira César, São Paulo
29/04
Sexta – 19h30 às 23h
Recomendação Livre
$15 – público em geral
Alunos do Abraço Cultural não pagam
Capacidade do local: 150 pessoas 
Assessoria de Imprensa Locomotiva Cultural

 

A EMPATIA NA ESCRITA DRAMATÚRGICA (WORKSHOP)

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Dois anos depois de sua primeira passagem pelo Brasil, a dramaturga escocesa Jo Clifford, referência no teatro de seu país de origem, volta para workshop A Empatia na Escrita Dramatúrgica – Desenvolvendo a Escuta,nos dias 10, 11 e 12 de maio, na sede do SESI-SP, na Avenida Paulista. Para participar, os interessados devem realizar o cadastro e preencher o questionário de inscrição no site www.sesisp.org.br/dramaturgia, no período de 25 de abril a 1° de maio.

Durante os encontros, promovidos pelo Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council, em parceria com o Creative Scotland, os participantes serão desafiados a desenvolver sua escrita e lançar um olhar sobre a cidade e seus habitantes. A partir das provocações e instruções dadas por Jo Clifford, deverão buscar se colocar no lugar de uma outra pessoa e imaginar como seria estar na pele do tal desconhecido, para construir um novo personagem.

Com mais de 80 peças já montadas em diversos países, Jo Clifford é respeitada por seus textos e também pelas excelentes adaptações de clássicos. Sua peça The Gospel According to Jesus, Queen of Heaven (O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu) foi selecionada para uma Mostra Especial – Made in Scotland – do Festival Fringe de Edimburgo em 2015. Dramaturga, performer, jornalista, radialista e professora universitária, sua adaptação do livro de Charles Dickens, Great Expectations, fez dela a primeira dramaturga transgênero a ter uma peça encenada no West End de Londres.

Esta também é a segunda vez que Jo atende a um convite do Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council. Em 2014, a autora integrou uma mesa-redonda com o ator e diretor Kiko Marques (de Cais ou Da Indiferença das Embarcações), e o também ator e diretor César Baptista (de Roleta Russa). Em pauta estavam questões relacionadas à função da memória na construção de personagens ficcionais.

Sobre o Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council

Criado em 2007, o Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council, vencedor do 28º Prêmio Shell de Teatro na categoria Inovação, é voltado para descoberta e formação de novos autores teatrais através do incentivo a discussão e reflexão sobre o cenário contemporâneo. Sob a coordenação da dramaturga e jornalista Marici Salomão e assistência do diretor César Baptista, a parceria entre o SESI-SP e o British Council oferece exercício de técnicas, estudo de teorias, atendimento individual e coletivo, leituras comentadas de peças, atividades práticas de escrita e sistema narrativo.

 

A Empatia na Escrita Dramatúrgica – Desenvolvendo a Escuta (workshop)
Com Jo Clifford
Espaço Mezanino SESI-SP – Centro Cultural Fiesp Ruth-Cardoso (Av. Paulista, 1313 – Cerqueira César, São Paulo)
10 a 12/05
Terça, Quarta e Quinta – 19h às 22h
Vagas: 16 vagas
Inscrições: 25 de abril a 1º de maio pelo site www.sesisp.org.br/dramaturgia.
Gratuito
Tradução consecutiva de Paula Lopez.

MARAT – SADE

Drama musical do autor alemão Peter Weiss, o espetáculo MARAT – SADE (A Perseguição e Assassinato de Jean-Paul Marat), estreia dia 4 de maio, quarta-feira, às 21h, no TEATRO COMMUNE. A peça apresenta a encenação da perseguição e assassinato do revolucionário Jean Paul Marat, realizada pelos internos do hospício de Charenton, em 1808. Montagem do Teatro da Pequena Morte tem direção de Reginaldo Nascimento e reúne 23 atores no elenco.

Escrito em 1963, MARAT – SADE é metalinguístico, apresenta a encenação da perseguição e assassinato do revolucionário Jean Paul Marat, realizada pelos internos do hospício de Charenton, em 1808, no apogeu do Império Napoleônico. Dirigida pelo ferino Marques de Sade, a peça apresenta embates fictícios entre o ex marquês e o revolucionário acerca da política, dos conflitos sociais e da própria condição humana.

A obra retrata um episódio da revolução francesa em um dos ambientes mais segregadores e violentos. Fala das conquistas das liberdades individuais, mas o que se vê escancaradamente são camisas de força e agressões físicas desmedidas. Sob o pretexto de contar um fato histórico, termina por trazer à tona questionamentos não só da realidade de 1808, mas de qualquer tempo, revelando a fragilidade de uma História cíclica que, repete as suas mazelas e opressões.

Marat – Sade é um grito pela liberdade de pensamento para que cada ser consiga reconhecer seu direito de pensar, questionar, exercer a cidadania e fazer suas escolhas. As opressões, os oprimidos e os opressores, o confronto político, social e ético estão ali em cada traço das ideias de Peter Weiss a la Brecht”, afirma o diretor Reginaldo Nascimento.

Marat-Sade - Dana Trevisan, Patricia Rocha e Ângela Calderazzo

A montagem transita com os expedientes do Pós-dramático e retoma o Épico de Bertold Brecht, permeando o espetáculo com músicas executadas pelos atores-personagens, incorporando elementos dramáticos característicos do Teatro da Crueldade, de Antonin Artaud. “É uma representação sangrenta e implacável da luta de classes e do sofrimento humano, que pergunta se a verdadeira revolução vem para mudar a sociedade ou mudar a si mesma”, conclui o diretor.

A direção musical é de Ângela Calderazzo, que também assina a trilha sonora junto com Mariva Lima e Reinaldo Rodriguez. “São dois pilares: Um histórico, que reexpõe temas musicais que fizeram parte do contexto revolucionário francês do século XVIII – com as melodias do filósofo compositor Jean-Jacques Rousseau – e outro que recria esses temas e os insere num movimento musical contemporâneo, voltado ao rock urbano e concreto”, afirma Ângela.

O cenário, de Reginaldo Nascimento, confeccionado por Fábio Jerônimo e Deris Allves, retrata a sala de banhos do hospício, utilizando-se de objetos que ornamentam o ambiente e ao mesmo tempo aprisionam os pacientes. Os figurinos, de Vanusa Costa, são desenvolvidos com base nas vestimentas utilizadas na época, acrescidas de elementos relacionados à estética do desgastado e sombrio. A iluminação, de Vanderlei Conte, cria um ambiente atemporal, que mistura signos e cores.

Marat-Sade
Com Alex Viana, Ãngela Calderazzo, Babi Summo, Bruno Vilaz, Dana Trevizan, Elvis Zemenoi, Fabiana Braun, Fernanda Tessitore, Francisco Cruz, Júlia Gama, Juliana Tahamtani, Mariva Lima, Patrícia Rocha, Paulo Ribeiro, Rafa Anastácio, Raquel Terribile, Reinaldo Rodriguez, Ricardo Maranhão, Rogério Pérez, Saulo Ciasca, Vanusa Costa, Vitor Colli e Wagner Ferraz.
Teatro Commune (Rua da Consolação, 1.218 – Consolação, São Paulo)
Duração 100 minutos
04/05 até 22/06
Quarta e Quinta – 21h
(apresentações extras, às terças – 21h, nos dias 07, 14 e 21 junho)
Recomendação 16 anos
$40
 
Texto: Peter Weiss.
Tradução: João Marschner.
Direção: Reginaldo Nascimento.
Direção Musical: Ângela Calderazzo.
Músicos: Mariva Lima (Violão e Guitarra), Reinaldo Rodriguez (Contrabaixo elétrico) e Ângela Calderazzo (Teclado e Flauta Transversal).