ESPERANDO GODOT

Dramaturgo e escritor irlandês, Samuel Beckett é considerado um dos principais escritores da história em todo o mundo. Como legado, deixou textos teatrais, novelas, poesias, romances e até mesmo dramatizações para o rádio.

Suas obras eram marcadas pela crítica bem humorada à sociedade e principalmente à modernidade, o que fez dele um dos criadores do Teatro do Absurdo. Em 1952 publicou a peça teatral que se tornaria sua obra prima: Esperando Godot.

Nessa encenação, o diretor Léo Stefanini mergulha no universo do absurdo utilizando modernos recursos multimídia combinados com as mais antigas técnicas do jogo cômico. Léo busca no consagrado e fantástico texto de Beckett a singeleza dos personagens, resultando num espetáculo lúdico. “O que esperar em um momento em que as ilusões parecem escassas, em que as utopias fenecem. Há uma luz no fim do túnel. Esperamos por Godot. E quando ele chegar estaremos salvos“, afirma o diretor.

Tradutor da montagem, o Doutor em Letras e Professor de literatura na USP, crítico literário e pesquisador da obra de Beckett, Fábio de Souza Andrade afirma que “desconcertante e plural, a obra de Samuel Beckett foi decisiva para a reinvenção da arte moderna”.

É impossível falar de Esperando Godot e não citar uma das maiores atrizes brasileiras de todos os tempos: Cacilda Becker. Considerada um mito, de valor inestimável à memória do teatro brasileiro, a atriz tem em sua trajetória montagens históricas.

Cacilda BeckerPortanto, em sua homenagem o figurino que a atriz usou na histórica montagem de Flávio Rangel estará em exposição no saguão do Teatro. Esperando Godot foi montado com Cacilda no papel de Estragon, ao lado de seu marido Walmor Chagas e de seu filho Luís Carlos Martins.  Em 6 de maio de 1969, durante uma apresentação da peça, sofreu um derrame cerebral em conseqüência do rompimento de um aneurisma e foi encaminhada ao hospital ainda com o figurino do personagem que representava. Faleceu aos 48 anos, depois de 38 dias em coma no Hospital São Luís, em São Paulo.

O primeiro diretor de Cacilda Becker foi Pascoal Carlos Magno que, coincidentemente, empresta seu nome à sala que acolherá nossa montagem.

Esperando Godot
Com Ary França, Fábio Espósito, Fernando Paz e Eugênio La Salvia, Gregório Musatti
Teatro Sergio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno (Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 90 minutos
05 até 28/04
Terça, Quarta e Quinta – 19h30
Recomendação 12 anos
$50
 
TEXTO: Samuel Beckett
TRADUÇÃO: Fábio de Souza Andrade
DIREÇÃO: Léo Stefanini
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO: Giovani Tozi
DIREÇÃO MUSICAL E TRILHA ORIGINALMENTE COMPOSTA: Rafael Faustino
MÚSICA AO VIVO: Rafael Faustino, Fernando Paz e Eugênio La Salvia
CENOGRAFIA: Ricardo Masseran
FIGURINO: Letícia Barbieri
DESENHO DE LUZ: Pedro Garrafa
ILUSIONISMO: Cláudio Grassi
ARTE GRÁFICA: Giovani Tozi
FOTOGRAFIA: Paulo Emílio Lisboa
ASSESSORIA DE IMPRENSA: Morente Forte Comunicações
ADMINISTRAÇÃO: Adriana Grzyb
PRODUÇÃO: Giovani Tozi, Adriana Grzyb e Léo Stefanini
REALIZAÇÃO: Cora Produções

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