FÓRUM SHAKESPEARE

A partir de 20 de abril, o Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo irá respirar, discutir e viver William Shakespeare durante os cinco dias em que acontece o FÓRUM SHAKESPEARE, evento que celebra o dramaturgo inglês e acontece desde 1995. No ano em que se lembra os 400 anos da morte do Bardo, o evento ganha uma novidade: pela primeira vez, ele possibilita a montagem de três espetáculos de Shakespeare dirigidos por ingleses e com um elenco completamente brasileiro. No CCBB SP, o ator e diretor Greg Hicks – um dos maiores intérpretes shakespeariano de sua geração – dirige uma versão deMACBETH, que estreia no próprio dia 20, na abertura da edição 2016.
FÓRUM SHAKESPEARE é uma realização do Centro Cultural Banco do Brasil e do Ministério da Cultura com produção da People’s Palace Projects e People’s Palace Projects do Brasil e conta com o apoio do British Council, Arts Council England, Queen Mary University of London e Funarte. O evento integra a programação da campanha global do governo britânico, Shakespeare Lives, que vai apresentar o trabalho do dramaturgo britânico em um contexto contemporâneo e criativo no ano do aniversário de 400 anos de sua morte.
Com curadoria de Paul Heritage, o fórum também acontece em Belo Horizonte e Rio de Janeiro. A capital mineira terá uma versão de Mercador de Veneza, com direção de Catherine Paskell, e os cariocas verão Vik Sivalingam dirigir A Tempestade. “São 400 anos da morte de William Shakespeare. Apesar de seu tempo ser muito distante do nosso, ainda é extremamente atual. O intuito do evento é justamente esse: além de aproximar a cultura inglesa dos brasileiros, buscamos discutir e ver o quanto às questões levantadas por esse dramaturgo há centenas de anos ainda nos tocam e dialogam com os nossos dias”, explica Paul.
Além das peças, grande novidade dessa edição, o FÓRUM SHAKESPEARE também continua com a proposta de ser um amplo intercâmbio artístico e educativo internacional. Na programação de oficinas que acontecerão em São Paulo estão os seguintes nomes: Jerry Brotton, autor de Shakespeare e o Islã (recém publicado pela editora Penguim, no Reino Unido), um dos mais proeminentes pensadores e escritores do Reino Unido; Joad Raymond, pesquisador da Renascença, especialista no séculos 16 e 17, jornalismo e lobbying; e Catherine Silverstone, autora de Conversa sobre Shakespeare e trauma – um olhar dedicado a cultura queer na performance.
Romeo and Juliet RSC 2006
Um Macbeth inglês com sotaque brasileiro
Com foco em formação, troca de informações e reflexões desde o seu início, o FÓRUM SHAKESPEARE amplia sua programação em 2016 para apresentar um espetáculo. Em São Paulo, as pessoas irão ver um MACBETH assinado por Greg Hick, premiado ator inglês que já esteve no elenco de filmes como O Filho de Deus e também é um dos principais nomes da The Royal Shakespeare Company. Em 2003, Greg foi premiado como melhor ator em performance de Shakespeare pelo Critics’ Circle Theatre Awards por sua atuação como Coriolanus no Old Vic. O mesmo prêmio já foi vencido em outros anos por Judi Dench, Kevin Spacey, Jude Law e Eddie Redmayne.
O elenco será formado por nove atores brasileiros. Selecionados pelo próprio Hicks, esses atores passaram por um processo que recebeu cerca de 650 inscrições. Desse total, alguns foram selecionados pela SP Escola de Teatro e 36 profissionais passaram por um intenso treinamento sobre Shakespeare, ministrado por Bernadete dos Santos. No Rio de Janeiro, as audições foram realizadas em parceria com o Nós no Morro e, em Minas Gerais, o processo seletivo contou com a presença de diretores do Grupo Galpão.
Os ensaios com o elenco acontecem todos os dias por quatro intensas semanas no galpão da Funarte. Greg, que já tem um diálogo com o Brasil, convidou o mestre de capoeira Carlo Alexandre Teixeira para ser seu assistente de direção buscando criar uma versão inovadora e inusitada de MACBETH.
Outro brasileiro envolvido na montagem é o dramaturgo cearense Marcos Barbosa, que irá acompanhar o processo de criação da peça e, junto com Greg Hicks, foi o responsável por escolher as versões que serão utilizadas.
Conferência FÓRUM SHAKESPEARE
Uma grande conferência reunirá importantes nomes do teatro e da academia nacionais e internacionais em uma conferência no dia 23 de abril (aniversário de Shakespeare), sábado, das 10 às 17 horas (com uma hora de almoço), para discutir os mais diversos temas de relevância conceitual e temática presentes nas obras do Bardo sob uma ótica contemporânea.
Oficinas 
As oficinas do FÓRUM SHAKESPEARE contam com acadêmicos internacionais da Queen Mary University of London e acontecem paralelamente as apresentações do espetáculo. Catherine Silverstone abre a programação no dia 22 de abril, sexta-feira, das 16 às 19 horas. No domingo, dia 24 de abril, das 16 às 19 horas é a vez de Jerry Brotton e dia 25 de abril, segunda-feira, das 16 às 19 horas, Joad Raymond encerra o ciclo de oficinas. Assim como os demais eventos, as oficinas são gratuitas. As vagas são limitadas (25 participantes).
FÓRUM SHAKESPEARE – De 20 a 25 de abril, de quarta a segunda-feira, no Centro Cultural Banco do Brasil.
SEMINÁRIO FÓRUM SHAKESPEARE – 23 de abril, sábado, das 10 às 17 horas. Ingressos gratuitos e limitados – retirada com uma hora de antecedência na bilheteria do CCBB. A programação completa será divulgada em breve no sitewww.forumshakespeare.org.br
OFICINAS: Inscrições para as oficinas entre os dias 1º e 11 de abril através apenas do site do evento www.forumshakespeare.org.br
22 de abril, sexta-feira, das 16 às 19 horas: Flertando com Shakespeare, com Catherine Silverstone
24 de abril, domingo, das 16 às 19 horas: Os grandes Hits de Shakespeare, com Jerry Brotton
25 de abril, segunda-feira, das 16 às 19 horas: O palco e o sobrenatural, com Joad Raymond
MACBETH – 20, 22, 23, 24 e 25 de abril, quarta-feira, sábado e segunda-feira às 20 horas, sexta-feira às 16 e 20 horas e domingo às 16 e 19 horas, no Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil. Ingressos gratuitos – retirada com uma hora de antecedência na bilheteria do Teatro.
CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – SP
Próximo às estações Sé e São Bento do Metrô
Informações: (11) 3113-3651/3652
Peça e seminário: entrada franca mediante retirada de senha a partir de 01 horas antes do início do evento.
Oficinas: entrada franca, mediante inscrição prévia.
Teatro: 130 lugares
Auditório: 45 lugares
Acesso e facilidades para pessoas com deficiência física // Ar-condicionado // Loja // Café Cafezal.

CONTRAÇÕES

Contrações volta para a cidade onde estreou, depois de passar por Brasília, Curitiba, BH, Vitória e Rio de Janeiro, onde foi considerada uma das 10 melhores do ano pelo Jornal O Globo. Em São Paulo, as atrizes abarcaram o APCA por suas interpretações, prêmio raro de ser dividido por duas atrizes do mesmo espetáculo. Elas também levaram o Prêmio APTR de melhor atriz no Rio de Janeiro, o Prêmio Aplauso Brasil também para as duas atrizes e o prêmio Questão de Crítica para Yara de Novaes.

Com texto do dramaturgo inglês Mike Bartlett, Contrações é uma obra cruelmente engraçada, que parte de uma situação totalmente plausível na realidade para demonstrar sua faceta mais absurda. A ação se passa em um único espaço: o escritório de uma grande corporação. A gerente (Yara de Novaes) convoca e solicita a Emma (Débora Falabella), sua funcionária, que leia em voz alta uma cláusula do contrato que proíbe aos funcionários qualquer relação sentimental ou sexual com outro empregado da empresa. Nos encontros seguintes, a gerente, amparada pelo poder que tem, libera suas diferentes facetas para manipular Emma. Para manter seu emprego, a funcionária acaba por se render e danifica sua vida privada.

Parceiros criativos constantes do coletivo Grupo 3 de Teatro, Silvia Gomez assina a tradução do texto,Morris Picciotto é o autor da trilha original e André Cortez criou cenário e figurino desta montagem. A companhia foi fundada pelos artistas mineiros radicados em São Paulo Débora Falabella, Yara de Novaes e Gabriel Fontes Paiva, que atualmente assinam a direção artística do Grupo.

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O processo de criação de Contrações

Durante o mês de abril de 2013, a equipe criativa de Contrações viajou por oito cidades do interior paulista e expôs seus ensaios para plateias de aproximadamente 400 pessoas por cidade. A peça foi construída e modificada com a presença do público, em um processo criativo exposto no qual, ao fim de cada apresentação, a plateia podia colocar suas impressões e opiniões sobre o texto e a montagem. Ao todo, os ensaios foram vistos por aproximadamente 3.000 pessoas. “Foi uma das experiências mais ricas que tivemos em nossa trajetória. Pude verificar o que já tinha percebido na primeira leitura, que o texto do Bartlett é preciso, objetivo e comunica de imediato com o espectador. Além disso, essa experiência influenciou diretamente a construção do espetáculo. O público direcionou o caminho que deveríamos seguir.“, comenta Gabriel Paiva.

Repercussão e prêmios

O espetáculo recebeu ótimas críticas em sua temporada de estreia no CCBB São Paulo, em outubro de 2013, levando as atrizes Débora Falabella e Yara de Novaes à conquista do prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), na categoria melhor atriz. A divisão do prêmio, normalmente destinado a apenas uma pessoa, aconteceu também no Prêmio Aplauso Brasil. “Este reconhecimento é a celebração de uma parceria de oito anos e fecha com chave de ouro o ano de 2013, que foi um divisor de águas para o grupo, porque fizemos nossa mostra de repertório, dois longos trabalhos de formação de plateia e essa estreia, que só me deu alegria“, comemora Falabella.

Contrações
Com Débora Falabella e Yara de Novaes.
Teatro Frei Caneca – Shopping Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569 – Consolação, São Paulo)
Duração 80 minutos
22/04 até 26/06
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
Recomendação 14 anos
$60 / $80
 
Texto: Mike Bartlett.
Tradução: Silvia Gomez.
Direção: Grace Passô.
Cenário e Figurinos: André Cortez.
Luz: Alessandra Domingues.
Trilha Sonora: Morris Picciotto.
Direção de Produção: Gabriel Paiva.
Idealização: Grupo 3 de Teatro
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

 

SOBRE RATOS E HOMENS

Sessenta anos depois da montagem brasileira dirigida por Augusto Boal, Ricardo Monastero e Ando Camargo dão vida aos conhecidos personagens George e Lennie da obra de John Steinbeck, escrita em 1937 e que já ganhou versões internacionais em cinema e teatro. Completam o elenco os atores Luiz Amorim, Natallia Rodrigues, Gustavo Vaz, Luciano Schwab, Tom Nunes e Cássio Inácio.

Essa montagem começou a ser pensada há quatro anos, quando Ando Camargo apresentou o texto a Ricardo Monastero, que começou a produzir de imediato. Kiko Marques dirige esta versão que conta com cenário de Márcio Vinicius, figurino de Fábio Namatame, luz de Guilherme Bonfanti, trilha sonora de Martin Eikmeier e visagismo de Raphael Cardoso.

Sobre Ratos e Homens foi um dos primeiros romances que li em minha vida intelectual adulta. Não lembrava disso. Também não tinha ideia da influência que o romance havia exercido sobre mim até receber o convite para dirigir o espetáculo. Veio-me então à cabeça tudo o que senti, pensei e fiz a partir da história dos dois amigos e seu sonho e o quanto fui tocado por ela. Hoje, diante da tarefa de transpor esse encontro para o palco, entendo esses dois personagens e sua trajetória como parte do conteúdo arquetípico que nos forma. Assim como é impossível ler Dom Quixote sem ter a certeza, desde as primeiras páginas, de já conhecermos profundamente aquele senhor magro montado em seu cavalo e seu fiel escudeiro, também em Ratos e Homens é impossível não ter para com Lennie e George, uma afinidade onírica e um pacto de amizade eterna.”, comenta o diretor Kiko Marques.

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Sinopse

George e Lennie são dois amigos bem diferentes. George tem os olhos inquietos, é astuto e determinado, já Lennie é dotado de enorme força física, mas com algum atraso intelectual e tremenda ingenuidade. Forçados a lidar com a realidade, só a verdadeira amizade permitirá que continuem sonhando. No enredo repleto de tensão masculina, a única mulher em cena é Mae, a esposa de Curley, o filho do patrão. Ela joga com seu charme e persuasão para desestabilizar a ordem dos funcionários da fazenda. É sobre ela que se estabelece o conflito clímax da trama.

Sobre Ratos e Homens
Com Ricardo Monastero, Ando Camargo, Luiz Amorim, Natallia Rodrigues, Gustavo Vaz, Cássio Inácio, Luciano Schwab, Tom Nunes.
Teatro FAAP (Rua Alagoas. 903 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 100 minutos
04/05 até 28/07
Quarta e Quinta – 20h
Recomendação 14 anos
$40
Direção artística: Kiko Marques.
Produção de Elenco: Renata Medeiros.
Cenografia: Marcio Vinicius.
Figurinos: Fabio Namatame.
Iluminação: Guilherme Bonfanti.
Trilha sonora: Martin Eikmeier.
Visagismo: Raphael Cardoso.
Assistência de Direção: Kauê Telloli.
Assistência de produção: Mari Rocha.
Coord. Administrativa: Andreia Porto.
Gestão sustentável: Celso Monastero.
Assistente de marketing: Guto Garrote.
Social Mídia: Rafael Pucca.
Comunicação e Fotos de Divulgação: Luciano Alves.
Direção de Produção: Antonio Ranieri.
Produção: Dendileão Produções Artísticas.
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio.
Assessoria Jurídica: Francez e Alonso Advogados Associados.

MAIS QUERO ASNO QUE ME CARREGUE, QUE CAVALO QUE ME DERRUBE

Mais Quero Asno Que Me Carregue, Que Cavalo Que Me Derrube conta a história de Inês, uma adolescente que vive com sua mãe para os afazeres domésticos. Sua única diversão é assistir ao seu ídolo, o cantor Jonh Braz, na TV. Pressionada pelas vizinhas, mãe e madrinha para que se case, é inscrita em um programa de TV que agencia casamentos. Casada, não se conforma com a dura rotina e decide libertar-se de maneira inusitada. A comédia de Carlos Alberto Soffredini se passa na década de 60 e discute de forma divertida as relações familiares, os costumes e a pressão social pela qual as mulheres eram e ainda são submetidas.

A peça é baseada na Farsa de Inês Pereira, de Gil Vicente. Soffredini buscou por um teatro nacional não só do ponto de vista da temática como das formas de interpretação brasileira, pesquisadas nos remanescentes circos teatros. Ao manter contato com o ator popular brasileiro, Soffredini pôde também observar uma maneira pré-Stanislaviskiana de interpretar, tão eloquente quanto aquelas apontadas por Brecht.

Todas as observações foram deixadas por ele antes de morrer precocemente, numa curta dissertação nada acadêmica (não publicada) intitulada: De um trabalhador sobre o seu trabalho. Ali estão detalhados conceitos e técnicas, quase uma poética popular sobre a interpretação cômica que o diretor Ednaldo Freire, convidado para essa montagem quando integrou o Grupo Mambembe (dirigido por Soffredini), também pôde vivenciar.

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A encenação

A ambientação proposta, embora farsesca, remete à estética de uma casa brasileira. A interpretação e caracterização dos tipos são trabalhados segundos os princípios que nortearam aquela investigação que remonta a um modo pré-Stanislaviskiano, observados no teatro de revista e circos teatros, tradição dos saltimbancos e comédia italiana, aclimatado pelos cômicos brasileiros do circo teatro e da chanchada nacional.

Por Ednaldo Freire 

1975, parece que foi ontem que um grupo de jovens atores liderados pelo dramaturgo Carlos Alberto Soffredini iniciava o Projeto Mambembe com a audaciosa montagem de As Aventuras do cavaleiro D. Quixote e seu criado Sancho Pança. Eu era um daqueles jovens quixotescos, muito interessado em toda aquela pesquisa sobre as formas de interpretação. O encontro com Soffredini só fez fortalecer minhas convicções sobre uma visão de teatro de caráter eminentemente popular. Visão essa que continua sendo aprimorada e revisada com os mais variados parceiros que durante esses anos dividi trabalhos. Hoje posso afirmar que o Grupo Mambembe e sua estética foi referência determinante para a estética de vários coletivos atuais como: Os Fofos encenam, Grupo Grafiti, Parlapatões, assim como para vários diretores como Gabriel Villela, Fernando Neves e claro, responsável pela minha carreira como diretor teatral, perpetuando-se na Fraternal Companhia de Artes e Malas Artes o qual sou fundador. Agora o destino me oferece mais uma oportunidade de compartilhar essa experiência com uma nova geração de atores e atrizes agrupados com a denominação QUINTAL DO AVENTINO COLETIVO DE TEATRO. Assim, a concepção de encenação segue os conceitos do conhecimento acumulado por todos esses anos de investigação da cultura popular brasileira e suas formas de expressão populares”.

Mais Quero Asno Que Me Carregue, Que Cavalo Que Me Derrube
Com Martha Almeida, Ana Carolina Capozzi, Ana Sampaio, Felipe Fonseca, Flora Rossi, Giovana Arruda, Hildit Nitsche, Ian Noppeney e Juliana Leite.
Teatro MuBE Nova Cultural (Rua Alemanha, 221- Jardim Europa, São Paulo)
Duração 80 minutos
07 até 29/05
Sábado – 18h; Domingo – 20h30
Recomendação 12 anos
$40
 
Autor: Carlos Alberto Soffredini.
Diretor: Ednaldo Freire.
Diretor Musical: Fábio Freire.
Produtora: Martha Almeida.
Cenógrafo e Figurinista Luiz Augusto dos Santos.
Assistentes de Produção Luan de Andrade e Ana Carolina Capozzi.
Fotografia: Leekyung Kim
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio