O PROIBIDÃO DA PRAÇA

O Proibidão da Praça leva aos palcos uma versão adulta do humorístico A Praça é Nossa, há 50 anos no ar e hoje exibido pelo SBT.

A ideia do espetáculo surgiu quando o elenco se perguntou como seriam os textos se não fizessem parte de um  programa que vai ao ar em uma TV Aberta e em horário nobre”, conta Matheus Ceará, que interpreta um dos personagens mais queridos do elenco atual.

O Proibidão da Praça estreou em Campinas em março de 2015, e retorna agora para  apresentações em São Paulo, todas as quintas-feiras dos meses de maio e junho.

Nesta temporada estarão no elenco Marcelo de Nóbrega assumindo o banco da Praça, que será dividido com os atores Matheus Ceará, Eros Prado, Marlei Cevada e Giovani Braz.

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O Proibidão da Praça
Com: Marcelo de Nóbrega,  Matheus Ceará, Eros Prado, Marlei Cevada e Giovani Braz.
Teatro Gazeta (Avenida Paulista, 900 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 80 minutos
05/05 até 30/06
Quinta – 21h
Recomendação 16 anos
$60
Assessoria de Imprensa Flávia Fusco Comunicação

 

LOS LOBOS BOBOS

LOS LOBOS BOBOS é uma comédia formada por esquetes que retratam o cotidiano da cidade de São Paulo e por canções de Adoniran Barbosa. As musicas do poeta, que é a cara da cidade, ganharam uma releitura assinada por Pedro Paulo Bogossian, que transformou  “Saudosa Maloca” em rock e “Santa Ifigênia” em funk, além de várias outras surpresas.

O espetáculo é estrelado por Guilherme Uzeda, que integrou o elenco do Terça Insana,  Marcelo Augusto, da Turma do Didi e Ricardo Arantes que cantava na Banda do Domingão do Faustão.  Os três atores interpretam 25 personagens, entre homens e mulheres, num total de 11 cenas que podem acontecer tanto no palco como na plateia.

Marcos da cidade, como o Parque Ibirapuera, a ponte Estaiada, a região do baixo Augusta  ou Theatro Municipal são pano de fundo para as rápidas esquetes que não perdoam o  jeito paulista de ser.

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Deliberadamente LOS LOBOS BOBOS não é uma dramaturgia fechada, não tem um roteiro que narra uma sequência lógica com a intenção de atingir um clímax, não se obriga a um desfecho, mensagem, um ponto de vista. No entanto, essa (des) narrativa intencional é para mim, “não vazia” e deliciosamente aventurosa”, fala  GpeteanH, que assina a dramaturgia do espetáculo, inspirado no Teatro Besteirol. 

Sucesso nos anos 80, o movimento apresentava no palco  uma caricatura anárquica do cotidiano, rompendo com o erudito e com os preconceitos. O movimento lançou vários artistas hoje consagrados, como o ator Miguel Falabella. LOS LOBOS BOBOS faz referência também ao espetáculo de sucesso na época “Quem Tem Medo de Itália Fausta”, dos saudosos  Miguel Magno e Ricardo Almeida,  e ao “Teatro do Terror”,  de Vic Militello, sucesso cult apresentado na Praça Roosevelt nos anos 90. 

O objetivo é transformar a apresentação em uma grande festa, em uma celebração que irá nos permitir exercitar o carinho pelo nosso oficio, além de  viver, rir e cantar o afeto que temos pela cidade de São Paulo”, conta GpeteanH.

Los Lobos Bobos
Com Guilherme Uzeda, Marcelo Augusto e Ricardo Arantes
Teatro da União Cultural (Rua Mário Amaral, 209 – Paraíso, São Paulo)
Duração 60 minutos
07/04 até 09/06
Quinta – 21h
Recomendação 14 anos
$40
 
Dramaturgia: GpeteanH
Direção Musical: Pedro Paulo Bogossian
Estilista Marcelu Ferraz
Visagismo Cabral
Fotos Rodolfo Ribeiro
Direção Técnica Solange Mendes
Direção de Palco Arnaldo D’Ávila
Direção de Arte André Lifschitz
Direção de Produção Beti Antunes
Direção Geral GpeteanH
Assessoria de Imprensa Flávia Fusco Comunicação

DESENHOS DE CENA #1

Aby Cohen, cenógrafa, figurinista e pesquisadora, é autora e curadora da exposição Desenhos de Cena #1, que o Sesc Pinheiros recebe entre os dias 15 de abril e 10 de julho. Com 16 artistas da África do Sul, Brasil, China, Finlândia, Holanda, Itália, Nova Zelândia e Reino Unido, a mostra se propõe a levar o público a entrar em contato com o resultado do encontro entre o teatro e as artes visuais, terreno esse bem conhecido pela curadora, que conquistou a Triga de Ouro pela seu trabalho como cocuradora e designer na Mostra Nacional Brasileira na Quadrienal de Praga 2011.

A mostra permite ao público interagir e explorar as criações, descobrindo as múltiplas possibilidades do desenho cênico resultantes da reunião de elementos como luz, som, figurino, tridimensional e tecnologia. A exposição busca, em última instância, lançar luz a artistas e trabalhos que têm borrado, ou rompido, as fronteiras entre as artes cênicas e as artes visuais, “revelando-se uma inspiração no combate à estagnação e à repetição”, como explica Aby Cohen.

Desenhos de Cena #1 conta com obras dos artistas Antony Gormley (Reino Unido), Antti Mäkelä (Finlândia), Bia Lessa (Brasil), Cris Bierrenbach (Brasil), Dries Verhoeven (Holanda),  Emma Ransley (Nova Zelândia), Gavin Krastin (África do Sul), Giulia Pecorari (Itália),  Ian Evans (Reino Unido), Laura Vinci (Brasil), Liu Xinglin (China), Marina Reis (Brasil), Peter Mumford (Reino Unido),  Richard Downing (Reino Unido),  Theo Jansen (Holanda) e Valéria Martins (Brasil).

Dois eixos narrativos

Com obras instaladas no piso térreo e no segundo andar do Sesc Pinheiros, Desenhos de Cena #1 apresenta dois eixos narrativos: os Arquivos e as Instalações. O primeiro deles, dedicado ao repertório de parte dos artistas integrantes da mostra, compõe-se por registros de memórias, artefatos e objetos diversos que marcaram suas trajetórias. Tais itens são organizados no espaço expositivo em mobiliários, que se tornam verdadeiros gabinetes de curiosidades da produção desses artistas. Já o segundo eixo da exposição é formado por um conjunto de instalações constantemente ativadas ou autoativadas frente aos visitantes, que por vezes evoluem para a apresentação de performances – assemelhando-se a atos de uma peça teatral, elas colocam a exposição em ação.

Aby Cohen explica que a exposição desperta o debate sobre a efemeridade de algumas obras e como podemos apresentá-las. “A mostra reúne imagens efêmeras que constroem narrativas que ficam guardadas em nossa memória. Como podemos arquivar uma performance? Como podemos documentar isso e como essa escolha pode afetar a percepção das pessoas em relação à obra?”, questiona.

A curadora de Desenhos de Cena #1 acrescenta ainda que, mais do que um encontro único desses artistas, a mostra apresenta uma série de possibilidades de interpretações e experiências. Do seu repertório pessoal ao percurso escolhido para andar pelo espaço da exposição, tudo pode interferir na percepção dos visitantes. Cada pessoa saíra de lá com uma história muito diferente e poderá voltar muitas vezes, sempre com uma nova percepção”, explica Aby.

Um dos destaques da mostra é a instalação The Water Banquet (O Banquete D’Água), do britânico Richard Downing. Uma mesa de água de nove metros de comprimento e dois de largura serve como palco para que o artista ofereça ao público um encontro com as mais diversas imagens e sons ligados à sua memória. O artista também está buscando que a obra apresente narrativas mais locais, aproximando-a do Brasil e tem feito, junto com a equipe curatorial, uma pesquisa por elementos e referências à cultura nacional.

Desenhos de Cena #1
Obras de Antony Gormley (GBR), Antti Makela (FIN), Bia Lessa (BRA), Cris Bierrenbach (BRA), Dries Verhoeven (NLD), Emma Ransley (GBR), Gavin Krastin (ZAF), Giulia Percorari (ITA), Ian Evans (GBR), Laura Vinci (BRA), Liu Xinglin (CHN), Marina Reis (BRA), Peter Mumford (GBR), Richard Downing (GBR), Theo Jansen (NLD) e Valéria Martins (BRA).
SESC Pinheiros (Rua Paes Leme, 195, Pinheiros, São Paulo)
15/04 até 10/07
Terça a Sexta – 10h30 às 21h30; Sábado – 10h30 às 21h; Domingo e Feriado – 10h30 às 18h30
Pisotérreo e espaço expositivo (2º andar)
Classificação Livre
Entrada gratuita
Assessoria de Imprensa Nossa Senhora da Pauta