GUERRILHEIRO NÃO TEM NOME

“guerrilheiro não tem nome” é um espetáculo do Grupo Teatral Mata! que atualmente está em temporada no Espaço Pyndorama, Sede da Companhia Antropofágica, com apresentações aos sábados (20h00) e domingos (19h00) com entrada gratuita. O projeto “guerrilheiro não tem nome”, contemplado na 3ª edição do Prêmio Zé Renato, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, ainda prevê apresentações no Teatro Leopoldo Fróes, Teatro Zanoni Ferrite, e encerra suas ações com duas apresentações no Centro Cultural São Paulo.

O Grupo Teatral MATA!, provavelmente o primeiro coletivo a abordar no campo do teatro a temática da Guerrilha do Araguaia, é formado por artistas que se uniram em prol do trabalho colaborativo de criação, tendo se iniciado como um grupo de estudos de temas relativos à formação cultural do Brasil, o teatro épico-dialético e o fazer teatral. Depois de dois anos de pesquisa e experimentos cênicos, o grupo foi contemplado com o edital PROAC – Primeiras obras, através do qual o espetáculo “guerrilheiro não tem nome” foi concebido.

Agora, com o Prêmio Zé Renato, o grupo realiza apresentações gratuitas e convida o público para conhecer este trabalho que trata de um assunto tão obscuro da história do país e que jamais deve ser esquecido. O diretor Anderson Zanetti comenta: “Dar continuidade as apresentações deste espetáculo, é contribuir para a consolidação da memória histórica de uma democracia a ser continuamente aprimorada, tomando como lição o passado que ainda vive no presente”.

O nome do grupo e o interesse pelo assunto surgiram do contato com o livro MATA! – O Major Curió e as guerrilhas no Araguaia, do jornalista Leonêncio Nossa, que teve acesso exclusivo ao lendário arquivo pessoal do major Sebastião Rodrigues de Moura, o Curió, um dos protagonistas da repressão da ditadura militar. O livro revela detalhes das torturas e assassinatos que vitimaram dezenas de pessoas na década de 1970 na região do Araguaia, além de expor um arrebatador panorama histórico do Bico do Papagaio e do sudeste do Pará. Mata! percorre quase duzentos anos na história da região, incluindo tragédias recentes como a exploração de ouro em Serra Pelada e os massacres de sem-terra, para compor um verdadeiro épico da desordenada ocupação do território amazônico a partir do século XX.

A história da guerrilha chamou a atenção do Grupo Teatral Mata! pela sua força ideológica e a paixão dos jovens combatentes que morreram em nome de um país mais justo, livre da opressão contra o povo e da violência do Estado de Exceção promovido pelo golpe civil-militar de 1964.

A saga dos jovens guerrilheiros do Araguaia, pouco conhecida e explorada no Brasil, perpassa os tempos e desemboca na história contemporânea do país. E os elementos de injustiça social, coronelismo, luta armada, corrupção, militarismo e tortura compõem a trama documentária do livro de Leonêncio, de uma maneira fragmentada, na qual um fio condutor linear dá lugar à totalidade histórica dos fatos.

Por tudo o que a pesquisa acerca dessa luta nos mostrou, essa é uma história que não deve ser silenciada jamais, e nossa contribuição aparece por meio do nosso trabalho teatral, complementa Anderson.

 

Mais informações na página da grupo no facebook> www.facebook.com/grupoteatralMATA

– site: http://grupoteatralmata.wix.com/grupoteatralmata

– blog: http://grupoteatralmata.blogspot.com.br/

guerrilheiro não tem nome
Com Gabriela Felipe, Leonardo Oliveira e Vanessa Biffon
Duração 80 minutos
Recomendação 16 anos
Entrada gratuita
 
Sede da Companhia Antropofágica – Espaço Pyndorama (Rua Turiaçu, 481 – Perdizes, São Paulo)
09/04 até 01/05
Sábado – 20h; Domingo – 19h
 
Teatro Leopoldo Fróes (R. Antônio Bandeira, 114 – Vila Cruzeiro, São Paulo)
06 a 08/05
Sexta e Sábado – 20h; Domingo – 19h
 
Teatro Zanoni Ferrite (Av. Renata, 163 – Vila Formosa, São Paulo)
13 a 15/05
Sexta e Sábado – 20h; Domingo – 19h
 
Centro Cultural São Paulo – Sala Adoniran Barbosa (Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, São Paulo)
28 e 29/05
Sábado – 19h; Domingo – 18h
 
Direção e concepção dramatúrgica: Anderson Zanetti
Criação dramatúrgica: Grupo Teatral Mata
Cenografia, figurino e arte gráfica: Luiz Felipe Macalé
Iluminação: Leonardo Oliveira
Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini
Técnico de Iluminação: João Alves
Direção musical e preparação vocal: Bruno Cordeiro
Coordenação de produção: Vanessa Biffon
Produção: Grupo Teatral Mata

 

GALINHA PINTADINHA EM OVO DE NOVO

Sejam os ensaios de cacarejos de um filhotinho de galinha, seja o choro frágil de um neném: nem sempre a novidade é bem recebida para quem teve a atenção dos familiares só pra si durante muito tempo. Para ajudar os pequenos a lidarem com novos irmãos a caminho, a penosinha azul mais adorada do Brasil apresenta Galinha Pintadinha em Ovo de Novo entre os dias 21 de abril e 31 de julho no Theatro NET São Paulo, com sessões aos sábados, às 15h e 17h, e domingos, às 11h e 15h.

 Prêmio do Centro Brasileiro de Teatro para a Infância e Juventude do Rio de Janeiro na categoria Melhor Videografismo (Juliano Prado), o novo musical da Galinha Pintadinha também recebeu indicação pelas criações circenses de Claudio Baltar. No palco, a turma da Galinha Pintadinha, Carlos Henrique e seus pais compartilham de um momento muito especial em qualquer família: a chegada de um novo integrante.

 Por ciúme, o imaginativo menino que adora contar histórias e usar palavras difíceis fica chateado ao saber que vai ganhar uma irmãzinha. Ele passa, então, a fazer uma retrospectiva da própria vida a fim de entender esse sentimento. Para isso, conta com a ajuda do Galo Carijó, Pintinho Amarelinho, a Baratinha, os Naftalinas (Baratazul e Baratotal), Borboletinha, o Sr. Gavião, Dr. Peru, a Enfermeira Ururubu, o Galinho Quiriquiqui e boneco Pimpom. Os flashbacks na cabeça de Carlos Henrique são embalados por 15 canções na belíssima voz da Baratinha.

 Ao mesmo tempo, numa divertida brincadeira, o público assiste à história da família da Galinha Pintadinha, com Galo Carijó e o Pintinho Amarelinho, que também está triste com os mimos para o Ovo Novo. A dramaturga Keli Freitas, que assina também o texto final do espetáculo, conta que a intenção foi contar ambas as histórias a partir de músicas: “Pensei em entreter os adultos com a dramaturgia porque as crianças não se atentam muito à narrativa”.

Com roteiro de Marcos Luporini e Juliano Prado (os criadores da azulzinha galinácea), direção de Ernesto Piccolo, coreografias deMarcia Rubin, números circenses especialmente criados por Claudio Baltar, cenários, figurinos e bonecos de Clívia Cohen, preparação de canto de Adriana Piccolo e iluminação de Maneco Quinderé, o musical A Galinha Pintadinha em Ovo de Novo reúne circo, teatro, dança, música e conta com vídeos de desenhos em estilo cartoon num telão de LED de 24m². Posicionado no fundo do palco, cria ambientes variados que enchem a cena de cor e magia, em um espetáculo lúdico para crianças de 0 a 5 anos.

 Com experiência ampla em teatro infantil e adulto, televisão e cinema, Ernesto Piccolo encarou um grande desafio ao dirigir a primeira adaptação de Galinha Pintadinha para os palcos, há dois anos. “Em 42 anos de carreira, nunca fiz uma peça para crianças a partir de seis meses”, conta.

 A personagem está prestes a completar dez anos em 2016 e A Galinha Pintadinha em Ovo de Novo é a terceira produção para os palcos. A Galinha Pintadinha, o Musical, foi a primeira, em 2012, seguida por A Galinha Pintadinha em Cadê Popó, dirigido por Alessandra Brantes, em 2013/2014.

Neste segundo trabalho para teatro, Ernesto vê surgirem novos minifãs da mais carismática das galinhas do Brasil. “Não sabia que era possível entreter esses toquinhos de gente, mas é. Eles dançam, ficam atentos, batem palmas e até choram quando acaba”, diz. Os pais – muitos deles levando os filhos a espetáculos pela primeira vez – também se emocionam pela experiência de vê-los tão ligados a uma peça.

 Para o diretor, a história, que fala da relação entre irmãos mais velhos e caçulas, é de fácil assimilação desde os bebês até as crianças mais crescidas. Ele complementa que é fascinante ver o efeito da personagem sobre os pequenos. “Não tem explicação, o apego deles à Galinha é uma mágica”, brinca Ernesto Piccolo.

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A Galinha Pintadinha em Ovo de Novo
Com Cássia Raquel, Giovana Vitorino, Helena Heyzer, Laura Faleiros, Leonardo Freitas, Nando Moretzsohn, Mariana Jascalevich, Raíra Yuma, Samuel Rottas, Ton Carvalho, Wagner Cavalcante e o menino Nicolas Cruz.
Theatro NET São Paulo – Shopping Vila Olímpia (Rua Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo)
Duração 90 minutos
21/04 até 31/07
Sábado – 15h e 17h; Domingo – 11h e 15h
Recomendação livre
$50 / $70
 
Roteiro: Marcos Luporini e Juliano Prado.
Dramaturgia e texto final: Keli Freitas
Direção: Ernesto Piccolo.
Coreografias: Marcia Rubin.
Criações Circenses: Claudio Baltar.
Cenários, Bonecos, Figurinos: Clívia Cohen.
Iluminação: Maneco Quinderé.
Preparação Vocal e Canto: Adriana Piccolo.
Assistente de direção: João Maia.
Assistente de coreografia:Maíra Maneschy.
Produção São Paulo: Radar Cultural – Selene Marinho.
Realização São Paulo Brainstorming Entretenimento.
Captação de Patrocínios: Renata Borges Pimenta / Leila Garcia e Jorge Abreu (ON TIME).
Patrocínio Grupo Bradesco Seguros eBaby Dove através da Lei Rouanet; Baby SEC através do PROAC São Paulo.
Direção de Produção: Dadá Maia.
Uma coprodução de Bromelia Produções e Expressão Piccolo Produções
Assessoria de Imprensa Theatro NET SP Arteplural Comunicação

TEMPO SUSPENSO

Partir, sem olhar pra trás, sem nada levar. No olhar as últimas imagens da destruição. Será que nos veremos de novo? Dando continuidade ao projeto de elaborar espetáculos, intervenções e performances que provoquem a sensibilidade e a consciência do espectador para temas de interesse no mundo contemporâneo, a Cia Artesãos do Corpo se debruça sobre o tema imigração e estreia TEMPO SUSPENSO no dia 28 de abril, quinta-feira, às 20 horas, na Sala Paissandu, da Galeria Olido.

Contemplado pelo 18o edital do Programa de Fomento à Dança para cidade de São Paulo, a montagem nasceu a partir de inquietações e questionamentos acerca dos efeitos no corpo da perda e da busca de um lugar e sobre a capacidade humana de redesenhar mapas próprios.  TEMPO SUSPENSO dá continuidade à pesquisa da Cia. Artesãos do Corpo sobre estados físicos e situações em suspensão e tem como ponto de partida a situação dos refugiados que chegam à cidade de São Paulo e os espaços que os acolhem.

Mirtes Calheiros, diretora do espetáculo, conta que a Cia já olhava para as questões da imigração no mundo e que durante uma apresentação em Portugal, na cidade de Lisboa, houve a certeza do tema para os próximos trabalhos do grupo. “O Mar Mediterrâneo começava a virar um cemitério e aquilo me tocou de uma forma diferente. A questão do refúgio é um desafio mundial e enquanto as nações repetem velhas estratégias de exclusão do diferente, o tempo permanece suspenso”, conta ela.

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Escadarias da Pastoral do Migrante

Espaço de residência e pesquisa da Cia Artesãos do Corpo durante o projeto, a Pastoral Migrante em São Paulo, no bairro do Glicério na capital paulista, recebe dezenas de pessoas todos os dias. “Foi nas escadarias, ouvindo a melodia de tantos idiomas, vendo as imagens de seus celulares, e a magnífica capacidade de superar o horror que acabaram de viver, que iniciamos a criação de TEMPO SUSPENSO. Logo descobrimos que suas necessidades prementes de trabalho, moradia e afeto se igualam a de milhares que aqui vivem”, explica a diretora.

A diretora conta que o espetáculo é dividido em duas partes, a primeira, mais sensível e lenta, mostra uma movimentação dos corpos dos bailarinos fazendo um panorama dos deslocamentos e a segunda joga foco na chegada dos imigrantes em São Paulo. Para Mirtes, “o palco é o local de refúgio e acolhimento dessa geografia em trânsito, um espaço onde memórias diversas se cruzam e entrecruzam. No corpo estão os registros dessa incessante procura de um lugar onde seja possível dançar suas histórias, lembranças e ausências”.

Tempo Suspenso
Com Ederson Lopes, Fany Froberville, Leandro Antonio, Margarita Ma. Milagros, Mirtes Calheiros e Rodrigo Caffer.
Galeria Olido – Sala Paissandu (Avenida São João, 473 – República, São Paulo)
Duração 75 minutos
28/04 até 01/05
Quinta, Sexta e Sábado – 20h; Domingo – 19h
Recomendação 14 anos
Entrada gratuita (retirada de ingressos com uma hora de antecedência na bilheteria.)
 
Com a Cia Artesãos do Corpo.
Direção e Coordenação Artística – Mirtes Calheiros.
Iluminação – Carlos Gaucho.
Pesquisa Musical e Sonoplastias – Marcelo Catelan.
Orientação “MA” – Michiko Okano.
Professores – José “Sensei” Bueno (aikido), Renee Lenard (chi kung), Toshi Tanaka (do-ho) e Ederson Lopes (yoga).
Objetos de Madeira – Fany Froberville.
Figurino – Núcleo Artístico Artesãos do Corpo com coordenação de Margarita Ma. Milagros.
Fotos – Fabio Pazzini e Carol Cury.
Projeto Gráfico – Bruno Pucci.
Estudos Teóricos – Marcelo Haydu (migração/sociologia).
Residência Artística – Pastoral do Migrante – Missão Paz.
Assessoria de Imprensa – Nossa Senhora da Pauta

 

 

A MERDA

Depois de duas temporadas de sucesso de público e crítica em 2015 (Sesc Pinheiros e Teatro Sérgio Cardoso), Christiane Tricerri, que dirigiu e protagoniza o espetáculo solo, volta aos palcos com A Merda (La Merda) de Cristian Ceresoli, uma obra arrebatadora e poética, do multipremiado autor, encenada pela primeira vez no Brasil.

Arrebatada por seu fluxo de consciência, uma mulher luta com obstinação, coragem e resistência, se manifestando em sua bulímica e revoltada confidência pública, para abrir seu próprio espaço como celebridade.

downloadSentada como um animal, em um pedestal circense, nua sob os holofotes, com sua voz amplificada por um microfone, a fêmea protagonista avança com ferocidade brutal e fúria assassina rumo ao “mundo que conta”, disposta a tudo para alcançar seu objetivo de chegar lá e acontecer.

É um texto feroz, impactante, cru, de humanidade e poesia à flor da carne“, conta Christiane Tricerri, que também assina a direção do solo.

La Merda de Cristian Ceresoli foi produzido pela primeira vez para os palcos, estrelado por Silvia Gallerano, por Frida Kahlo Productions, Richard Jordan Productions e Produzioni Fuorivia em associação com Summerhall. A produção posteriormente fez uma extensiva turnê em todo mundo, incluindo temporadas no Soho Theatre (Londres), Maxim Gorki Theater (Berlim), Adelaide Festival (Adelaide) e Festival de Otoño (Madrid). A original multipremiada produção continua a excursionar internacionalmente.

Desde a estreia, em 2012, a montagem conquistou casas lotadas por todo o mundo, sucesso estendido às temporadas pela Europa, sendo traduzida para o dinamarquês, inglês, espanhol, tcheco e português, com adaptações em processo para o francês, sérvio e alemão. A atriz original da obra, a italiana Silvia Gallerano, apresenta La Merda em italiano (em espanhol com legenda, também), francês e inglês.

La Merda de Cristian Ceresoli e estrelado por Silvia Gallerano é um fenômeno que rompeu os limites do teatro sendo assistido quase como um show de rock. Um fluxo de consciência poética atribuído desde suas estreias, no exterior mais do que na Itália, onde arrecada uma bilheteria extraordinária, colecionando avaliações incríveis dos principais meios de comunicação internacionais. Vencedor de seis prêmios importantes, incluindo o cobiçado Scotsman Fringe First Award por Writing Excellence e Stage Award por Best Performance, La Merda é um sucesso internacional desde 2012 em todos os lugares e também na Itália, onde uma censura sutil ainda é aplicada.

 

A MERDA
Com Christiane Tricerri
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Rooselvelt, 158 – Consolação, São Paulo)
Duração 60 minutos
30/04 até 19/06
Sexta – 21h; Sábado – 22h; Domingo – 20h
Recomenação 18 anos
$40
 
A Merda (La Merda) de Cristian Ceresoli 
Direção e Interpretação de Christiane Tricerri 
Baseado na criação original de Silvia Gallerano e Cristian Ceresoli 
Apresentado em acordo com Frida Kahlo Productions, Richard Jordan Productions e Produzioni Fuorivia em associação com Summerhall
Tradução Francisco Ancona
Codireção (Occhio Esterno) Maurízio Paroni
Assistência de Direção Lianna Matheus
Cenografia Alvaro Egas e Viviane Tricerri
Visagismo Raphael Cardoso
Desenho e Operação de Luz Gita Govinda
Desenho de Som Rafael Bresciani
Equalização e Operação de Som Selma Dammenhain
Desenho de Voz Maestro Marcello Amalfi
Desenho de Corpo Mônica Monteiro
Direção de Palco (Stage) Miló Martins
Preparação Corporal Nicolas Trevijano
Direção de produção Francine Storino
Produção Executiva Rita Ferradaes
Produção de Projeto Incentivado Alexandre Mroz
Projeto Gráfico Alonso Alvarez 
Fotos Gal Oppido
Desenvolvimento Foto Iago Ferrão
Assessoria Internacional Luciane André e Alexandre Mroz
Assessoria de Imprensa Morente Forte
Gestão de Mídia Social Cardamomo Digital
Realização Ficções
Idealização do projeto no Brasil Christiane Tricerri

DEZUÓ, BREVIÁRIO DAS ÁGUAS

Contemplado pelo Prêmio Myriam Muniz 2014 da Fundação Nacional das Artes (Funarte) para montagem teatral inédita, o Núcleo Macabéa apresenta o espetáculo “Dezuó”, com o ator Edgar Castro e direção de Patricia Gifford.

Tendo como mote a expulsão do menino Dezuó e de sua família da Vicinal do Vinte Um, comunidade ficcional ribeirinha, motivada pela construção de uma usina hidrelétrica no Rio Tapajós, oeste do Pará, na Amazônia brasileira, a peça reconstitui a trajetória do menino-homem-andarilho que após a dissolução de sua vila natal passa a perambular por becos da cidade grande.

A trajetória memorialista do andejo Dezuó adentra as facetas adversas da cultura e das realidades do Brasil para refletir sobre a negação do direito à terra e a consequente disfunção social, fruto direto de uma política desenvolvimentista operacionalizada à margem da legalidade.

Dezuó é aquele que narra aos demais cidadãos da pólis a ancestralidade da terra. Como dizia dos meninos o poeta Carlos Drummond de Andrade naquele livro de 1973, trata-se de um Menino Antigo, sujeito que desvela, no novelo da memória, o tempo arcaico. Assim, o homem-menino reinventa, por intermédio da palavra e da cena, as figuras familiares mais íntimas bem como as inquietações da infância: o medo, a dor, a perda, a presença alegre e dizimadora dos adultos em um contexto onde, imbuídas de força, estão as inquietações sociais da pobreza dos grotões, dos interiores onde ainda não há escola e o advento tecnológico das grandes cidades passa longe”, diz o ator Edgard Castro.

A trajetória de Dezuó traz poeticamente à tona a grafia de uma encruzilhada histórica escarificada nestes corpos”, acrescenta Rudinei Borges, dramaturgo da peça.

Além do espetáculo haverá o Ciclo de Dramaturgia e Memória “Ao rés do chão”, às terças-feiras, às 19h30, com realização de conversas com dramaturgos que inscrevem em suas obras cênicas a memória autobiográfica e coletiva como questão central.

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Dezuó, Breviário das Águas
Com Edgar Castro
Casa Livre (Rua Pirineus, 107 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 75 minutos
26/03 até 16/05
Sábado – 21h; Domingo e Segunda – 20h
Recomendação 16 anos
Entrada gratuita (retirar na bilheteria com uma hora de antecedência)
 
Ao rés do chão – CICLO DE DRAMATURGIA E MEMÓRIA
Duração 3 horas
De 29 de março a 4 de maio
Terça – 19h30
Entrada gratuita (retirar na bilheteria com uma hora de antecedência)
Kiko Marques |3 de maio
Solange Dias|4 de maio
 
Dramaturgia – Rudinei Borges
Direção – Patricia Gifford
Direção musical/músico em cena- Juh Vieira
Instalação cenográfica e figurinos – Telumi Hellen
Assistente de cenografia – Andreas Guimarães
Adereços – Clau Carmo
Apoio técnico – Thales Alves
Iluminação – Felipe Boquimpani
Preparação corporal e vocal – Antonio Salvador
Projeto gráfico – Murilo Thaveira -casadalapa
Fotografia e vídeo- Cacá Bernardes e Bruna Lessa – bruta flor filmes
Assessoria de imprensa – Ofício das Letras
Direção de produção e assistente de figurinos – Isabel Soares
Parceria: Casa Livre
Realização -Núcleo Macabéa. Ministério da Cultura. Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2014.

4 FACES DO AMOR

Com direção de Tadeu Aguiar (diretor do premiadíssimo Quase Normal), direção musical de Liliane Secco (premiada e diversas vezes indicada ao Prêmio Shell, APTR…), a peça conta a história de vida e paixão entre os personagens Duda e Cacau (representados por quatro atores) através do texto teatral original de Eduardo Bakr (prêmio Revelação/autor do FITA 2011 Festival Internacional de Teatro de Angra dos Reis / indicado ao Prêmio Shell-RJ como melhor Autor em 2011) e das consagradas músicas de Ivan Lins.

4 Faces do Amor possui um elenco de primeira grandeza que reune quatro atores que participaram com destaque em grandes produções musicais no Brasil e que, acompanhados por piano, violino e violoncelo, se desdobram para viver e se apaixonar nas diversas possibilidades de uma relação a dois, resgatando a imagem do amor como eixo principal de uma relação.

O musical também conta com 3 músicos (piano, violino e violoncelo) e demonstra que existe a vocação de criar e produzir espetáculos teatrais musicais com dramaturgia ficcional original, inteiramente brasileira e de enorme qualidade.

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SINOPSE

4 Faces do Amor poderia ser apenas mais uma deliciosa comédia romântica musical, contando os encontros e desencontros, as venturas e desventuras de Duda e Cacau: golpes do destino, ciúmes desmedidos, impulsos, fetiches, briguinhas, alegrias, situações inusitadas e cenas de paixão que nos fazem ver o amor como um sonho a ser alcançado, e que nos fazem pensar (ou repensar) nossas relações como aventuras possíveis e reais.

Tudo isso seria muito simples se DUDA não fosse o apelido de Eduardo e, ao mesmo tempo, o apelido de Eduarda. E, ainda, se CACAU não fosse o nome pelo qual Cláudia é chamada, e, também, o nome pelo Cláudio é conhecido.

Nessa gostosa brincadeira que tem inicio no alto de um prédio (em seu heliporto), duas atrizes e dois atores se desdobram para viver os personagens Duda e Cacau, lançando luz sobre quatro das diversas possibilidades do amor, contando e cantando suas próprias histórias através da música e poesia de Ivan Lins e do texto ágil e brilhante de Eduardo Bakr.

4 Faces do Amor
Com Amanda Acosta, André Dias, Jarbas Homem de Mello e Sabrina Korgut
Teatro Nair Bello – Shopping Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569 – Consolação, São Paulo)
Duração 90 minutos
20/05 até 10/07
Sexta – 21h30; Sábado – 21h; Domingo – 18h
Recomendação 10 anos
$80
 
Texto de Eduardo Bakr
Músicas de Ivan Lins
Direção musical de Liliane Secco
Direção de Tadeu Aguiar
Assistência de Direção ­ Flavia Rinaldi
Cenário ­ Edward Monteiro
Figurino ­ Ney Madeira e Dani Vidal
Iluminação ­ Cizo de Souza
Designer de som ­ Bruno Pinho
Assessoria de Imprensa Morente Forte
Produção ­Executiva Cristina Sato, Marcella Castilho e Paulo Ferrer
Coordenação de Produção ­ Norma Thiré
Produtor associado Brain +
Produção ­ Estamos Aqui Produções Artísticas

HISTERIA

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Escrita em 1993, comédia teatral do autor britânico Terry Johnson ganhou direção de John Malkovich e sua montagem foi aclamada por diversos países da Europa, com grande sucesso de público e crítica. Depois de assistir e se encantar com a montagem em Paris, Jô Soares traduziu o texto e dirige a versão brasileira da comédia consagrada pelo mundo.

Em 1938, o pintor surrealista Salvador Dalí visita o pai da psicanálise Sigmund Freud, este já padecendo de uma doença incurável e às portas da morte. Freud havia recentemente escapado da Europa nazista e estabelecera-se em Londres.  Deste encontro histórico, e algo inusitado, surge a matéria prima para Histeria, comédia escrita pelo aclamado dramaturgo inglês Terry Johnson.

Numa das sequencias mais absurdas da trama, dilatada pelos efeitos da comédia física, Dali encontra Freud em seu consultório, onde ele, atrapalhado por uma série de situações cômicas anteriores, encontra-se segurando uma bicicleta coberta por caramujos, com uma das mãos presa dentro de uma galocha e com a cabeça enfaixada numa espécie de turbante. O mestre surrealista, fascinado pela visão, conclui: “O que Dalí vê apenas em sonhos, você vive na realidade!” Sem dúvida, um dos maiores encontros do século passado. A psicanálise e o surrealismo. A psiquê humana e o delírio imaginário.

O século XX presenciou, com rapidez quase assustadora, a evolução da aventura humana em suas mais diversas trilhas. Nas ciências, nas artes, nos esportes, nas guerras, nas conquistas sociais, nos seus caminhos e descaminhos. Não por acaso, também foi o século que assistiu a explosão da psicanálise, a revolução sexual, o nascimento do surrealismo e a expansão das drogas alucinógenas.

Durante o episódio retratado na peça, as certezas de Freud são questionadas por duas outras personagens, enquanto a obra de Dali é satirizada numa visão auto parodiada dele próprio. Entre diálogos inteligentes, situações farsescas, ritmo frenético e até alucinações, surge uma das “encruzilhadas” do texto: retirar a essência do mito é minar o fundamento da fé?

Utilizando a linguagem do humor, onde a comunicação é privilegiada para que o público possa mergulhar em temáticas complexas e não cotidianas, o autor coloca “respiros dramatúrgicos” para que reflexões mais profundas possam ser feitas. Artimanha usada para em seguida arremessar a plateia em mais uma vertiginosa sequencia de situações hilariantes e de apelo popular. Uma grande demonstração da elaborada carpintaria teatral de Terry Johnson.

São também de sua autoria, uma serie de outros textos teatrais onde a alma humana e a ótica de uma determinada sociedade são colocadas em cheque, com ironia inteligente e sofisticada elaboração cômica. Dentre eles, “The Graduate” (A Primeira Noite de Um Homem), “Memory of Water” (A Memória das Aguas) e “Hitchcock Blonde” além de trabalhos como diretor, que incluem “The Libertine” (O Libertino)” e “One Flew Over The Cukoo’s Nest” (Um Estranho no Ninho).

Histeria
Com Pedro Paulo Rangel, Cassio Scapin, Erica Montanheiro e Milton Levy
Teatro Frei Caneca – Shopping Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569 – Consolação, São Paulo)
Duração 115 minutos
13/01 até 26/02
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
Recomendação 14 anos
$80
Texto: Terry Johnson
Tradução e direção: Jô Soares
Produção: Rodrigo Velloni
Diretor assistente: Mauricio Guilherme
Iluminação: Maneco Quinderé
Cenografia: Chris Aizner e Nilton Aizner
Figurino: Fábio Namatame
Música Original: Ricardo Severo e Eduardo Queiroz
Videografismo e Mapping: André Grynwask e Pri Argoud
Fotografia: Priscila Prade
Direção de Arte Gráfica: Giovani Tozi
Produção Executiva: Adriana Souza e Barbara Dib
Assistente de produção: Daise Sena e Bruno Gonçalves
Administração financeira: Vanessa Velloni
Realização: Velloni Produções Artísticas
Assessoria de Imprensa: Morente Forte Comunicações