GUERRILHEIRO NÃO TEM NOME

“guerrilheiro não tem nome” é um espetáculo do Grupo Teatral Mata! que atualmente está em temporada no Espaço Pyndorama, Sede da Companhia Antropofágica, com apresentações aos sábados (20h00) e domingos (19h00) com entrada gratuita. O projeto “guerrilheiro não tem nome”, contemplado na 3ª edição do Prêmio Zé Renato, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, ainda prevê apresentações no Teatro Leopoldo Fróes, Teatro Zanoni Ferrite, e encerra suas ações com duas apresentações no Centro Cultural São Paulo.

O Grupo Teatral MATA!, provavelmente o primeiro coletivo a abordar no campo do teatro a temática da Guerrilha do Araguaia, é formado por artistas que se uniram em prol do trabalho colaborativo de criação, tendo se iniciado como um grupo de estudos de temas relativos à formação cultural do Brasil, o teatro épico-dialético e o fazer teatral. Depois de dois anos de pesquisa e experimentos cênicos, o grupo foi contemplado com o edital PROAC – Primeiras obras, através do qual o espetáculo “guerrilheiro não tem nome” foi concebido.

Agora, com o Prêmio Zé Renato, o grupo realiza apresentações gratuitas e convida o público para conhecer este trabalho que trata de um assunto tão obscuro da história do país e que jamais deve ser esquecido. O diretor Anderson Zanetti comenta: “Dar continuidade as apresentações deste espetáculo, é contribuir para a consolidação da memória histórica de uma democracia a ser continuamente aprimorada, tomando como lição o passado que ainda vive no presente”.

O nome do grupo e o interesse pelo assunto surgiram do contato com o livro MATA! – O Major Curió e as guerrilhas no Araguaia, do jornalista Leonêncio Nossa, que teve acesso exclusivo ao lendário arquivo pessoal do major Sebastião Rodrigues de Moura, o Curió, um dos protagonistas da repressão da ditadura militar. O livro revela detalhes das torturas e assassinatos que vitimaram dezenas de pessoas na década de 1970 na região do Araguaia, além de expor um arrebatador panorama histórico do Bico do Papagaio e do sudeste do Pará. Mata! percorre quase duzentos anos na história da região, incluindo tragédias recentes como a exploração de ouro em Serra Pelada e os massacres de sem-terra, para compor um verdadeiro épico da desordenada ocupação do território amazônico a partir do século XX.

A história da guerrilha chamou a atenção do Grupo Teatral Mata! pela sua força ideológica e a paixão dos jovens combatentes que morreram em nome de um país mais justo, livre da opressão contra o povo e da violência do Estado de Exceção promovido pelo golpe civil-militar de 1964.

A saga dos jovens guerrilheiros do Araguaia, pouco conhecida e explorada no Brasil, perpassa os tempos e desemboca na história contemporânea do país. E os elementos de injustiça social, coronelismo, luta armada, corrupção, militarismo e tortura compõem a trama documentária do livro de Leonêncio, de uma maneira fragmentada, na qual um fio condutor linear dá lugar à totalidade histórica dos fatos.

Por tudo o que a pesquisa acerca dessa luta nos mostrou, essa é uma história que não deve ser silenciada jamais, e nossa contribuição aparece por meio do nosso trabalho teatral, complementa Anderson.

 

Mais informações na página da grupo no facebook> www.facebook.com/grupoteatralMATA

– site: http://grupoteatralmata.wix.com/grupoteatralmata

– blog: http://grupoteatralmata.blogspot.com.br/

guerrilheiro não tem nome
Com Gabriela Felipe, Leonardo Oliveira e Vanessa Biffon
Duração 80 minutos
Recomendação 16 anos
Entrada gratuita
 
Sede da Companhia Antropofágica – Espaço Pyndorama (Rua Turiaçu, 481 – Perdizes, São Paulo)
09/04 até 01/05
Sábado – 20h; Domingo – 19h
 
Teatro Leopoldo Fróes (R. Antônio Bandeira, 114 – Vila Cruzeiro, São Paulo)
06 a 08/05
Sexta e Sábado – 20h; Domingo – 19h
 
Teatro Zanoni Ferrite (Av. Renata, 163 – Vila Formosa, São Paulo)
13 a 15/05
Sexta e Sábado – 20h; Domingo – 19h
 
Centro Cultural São Paulo – Sala Adoniran Barbosa (Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, São Paulo)
28 e 29/05
Sábado – 19h; Domingo – 18h
 
Direção e concepção dramatúrgica: Anderson Zanetti
Criação dramatúrgica: Grupo Teatral Mata
Cenografia, figurino e arte gráfica: Luiz Felipe Macalé
Iluminação: Leonardo Oliveira
Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini
Técnico de Iluminação: João Alves
Direção musical e preparação vocal: Bruno Cordeiro
Coordenação de produção: Vanessa Biffon
Produção: Grupo Teatral Mata

 

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