A GAIOLA DAS LOUCAS

A Cia Instável de Teatro traz aos palcos do Teatro Ruth Escobar a sua mais nova produção: “A Gaiola das Loucas“.

A Gaiola das Loucas é uma boate com apresentações de Drag Queen administrada por um casal homossexual, a vedete Zazá e seu marido George. O filho legítimo de George resolve apresentar sua noiva aos seus pais, mas por ela fazer parte de uma familia tradicional, o casal tenta esconder seu estilo de vida, porém a situação complica quando a moça leva o pai, um deputado conservador, para jantar com os novos parentes.

Tente adivinhar quem é mulher e quem é “boneca”.Passe um pouco mais de maquiagem e venha curtir essa loucura musical.

13220826_1069816866419555_5728610152069342030_n

A Gaiola das Loucas
Com Alessandro Fritzen, Allan Christos, André Lino, Charles Souza, Faniy Alexsandra, Felipe Ramos, Frankie Roncon Médici, Ismael Resende, Jaqueline Denova, Júlia Rodrigues, Laís de Almeida, Luhara Machado, Natã Queiroz, Pedro Augusto, Pedro Melo, Régis Schazzitt, Roberta Tubandt, Rodrigo Freitas, Sabrina Lee, Talita Hunter, Thiago de Caux, Wilton Leal, Yasmin Lambert
Direção Geral: André Latorre
Teatro Ruth Escobar (Rua dos Ingleses, 209 – Bela Vista, São Paulo)
20/06 até 13/07
Segunda, Terça e Quarta – 20 horas
Entrada gratuita (retirar ingresso com uma hora de antecedência)

REFÚGIO, O MUSICAL

Em Refúgio – O Musical, Lucas é um rapaz obrigado a abandonar seus sonhos de estudar numa escola de artes para poder ajudar sua mãe Joice a sustentar a casa e cuidar da sua irmã, Mariana. Trabalhando num emprego sem perspectiva alguma Lucas em horas livres sai com seu melhor amigo, Júnior, que mora com seus pais, em uma parte nobre da cidade. Quando Max, irmão mais velho de Júnior, volta pra casa por uma temporada, ele logo se interessa pelos talentos de Lucas. Este se apaixona perdidamente por Max, mas não entende os próprios sentimentos e entra em confronto com suas convicções e suas emoções.

A montagem de Refúgio – O musical é autoral e inédita, com direção geral de Alexandre Biondi, texto original de Biondi e adaptação de Bruno Bossio e músicas de Kaio Nobre e Vitor Moutte.
Refúgio – O musical é uma adaptação do premiado curta metragem Refúgio, dirigido por Pedro Diniz e roteirizado por Biondi. O musical manterá a história central de Max e Lucas, e as nuances para se manter um relacionamento amoroso.
O texto é refinado e sofisticado, mas a clareza dos diálogos dará ao público a percepção de que a trama pode pertencer ao cotidiano de qualquer sociedade. Momentos de sensualidade estarão presentes e serão tão sofisticados quanto o texto que os acompanhará. As músicas darão leveza e até uma pitada de humor. As 14 composições exclusivas têm arranjos contemporâneos e carregam a criatividade brasileira. O musical será interpretado ao vivo pelos oito atores e terá dois músicos em cena.
Muitos foram os festivais dos quais o curta Refúgio, direção de Pedro Diniz e roteiro de Alexandre Biondi, participou nos últimos 3 anos. Recebeu do público do Festival de Cinema Art Déco, em São Paulo, o prémio de melhor filme. Já no festival Farilux, na França, recebeu o prêmio de melhor Curta Estrangeiro. No 3º Festival de Cinema da Escola de Santa Catarina, o de melhor roteiro. Na 2º Edição Yellowdelic, o curta foi convidado para abertura.
13177231_529374967263697_2418936727775850645_n.jpg
Refúgio, o Musical
Com André Sakajiri, Bia Malagueta, Carolina Guimarães, Chico Neto, Denise Machado, Lilian Borges, Thiago Schreiter, Waldírio Castro
Teatro União Cultural (Rua Mário Amaral, 209 – Paraíso, São Paulo)
Duração 90 minutos
03/06 até 26/08
Sexta – 21h30
Recomendação 16 anos
$50
Texto – Alexandre Biondi
Adaptação – Alexandre Biondi e Bruno Bossio
Direção – Alexandre Biondi
Direção Musical – Kaio Nobre e Vítor Moutte
Músicos – Fábio Petru e Vítor Moutte
Produção Executiva – Denise France
Design de Som – Sérgio Luiz
Fotos – Nil Fernandes
Design Gráfico – Actuare Produções
Assessoria de Imprensa – Marcelo Cabral
Realização – Actuare Produções
Coprodução – Espaço 73

 

 

AS CEREJAS

Depois de uma curta temporada de sucesso no Club Noir, AS CEREJAS reestreia no recém inaugurado Teatro Jardim Sul, no próximo dia 3 de junho, sexta-feira, às 22 horas. O espetáculo inspirado na obra homônima do britânico Lawrence Durrell foi adaptada e dirigida por Roberto Alvim e tem no elenco os atores Alexandre Leal e Steffi Braucks, que integra o elenco da Cia Club Noir há quase dois anos.
Alvim, que costuma montar espetáculos onde as palavras ganham o foco central no palco, não foge à regra em AS CEREJAS. “É uma obra pela qual me apaixonei há muito tempo, um conto de Lawrence Durrell no qual percebi  imenso potencial para uma adaptação cênica. Costumo apontá-lo nas minhas oficinas de dramaturgia como paradigma da construção de uma estranha forma de vida através da criação de uma arquitetura linguística singular. Não se trata apenas do que a personagem diz, mas do modo como sua linguagem torta traduz um modo torto de habitar a existência. Por essa razão, AS CEREJAS foi considerado por alguns críticos como um dos textos mais estranhos escritos em língua inglesa”, comenta o diretor.
Lawrence Durrell foi um romancista, poeta e dramaturgo britânico, nascido na Índia em 1912 e morto em 1990. Sua obra, traduzida no mundo inteiro, permanece praticamente desconhecida no Brasil.
I2K9939
Esquizofrenia 
Apesar de ter dois atores em cena, essa montagem se aproxima muito da estrutura de um monólogo. “Há muito tinha vontade de levar AS CEREJAS para o palco. Quando conheci o Alexandre Leal, vi que ele tinha a sensibilidade específica que eu precisava para o papel e resolvi levar o projeto adiante. Durante a adaptação do texto, senti a necessidade da presença de uma atriz que encarnasse todas as mulheres que atravessam a narrativa. Essas mulheres surgem como fantasmagorias, alucinações, delírios”, diz Alvim.

AS CEREJAS conta a história de um homem com um distúrbio esquizofrênico, que conduz o público por sua estranha trajetória, mostrando o mundo por meio de sua percepção singular. Ele vive num hospital para doentes mentais e a peça mostra a sua rotina, que se transforma quando ele se apaixona por uma mulher desconhecida, evento que promove a imersão da personagem em torvelinhos psíquicos devastadores.

O que me interessa não é um promover um olhar voyeurístico sobre um doente mental, mas sim em ampliarmos nossa humanidade por meio da possibilidade aberta por esta obra de nos colocarmos no lugar da alteridade”, afirma Alvim.

As Cerejas
Com Alexandre Leal e Steffi Braucks.
Teatro Jardim Sul – Shopping Jardim Sul (Avenida Giovanni Gronchi, 5.819, Morumbi, São Paulo)
Duração 45 minutos
03/06 até 29/07
Sexta – 22 horas
Recomendação 16 anos
$30
 
Texto e Direção – Roberto Alvim, inspirado na obra de Lawrence Durrell.
Iluminação e Cenografia  –  Roberto Alvim.
Figurinos – Juliana Galdino.
Trilha Sonora Original – LP Daniel.
Assistente de Direção – Andrea Boller.
Programação Visual – Felipe Uchoa.
Fotos – Ulisses Pereira.
Produção – Club Noir.
Produção executiva – Impacto R Cultura e Arte/ Renata Araújo.
Audiovisual – Central SP Produções.

A MACIEIRA

Depois de uma temporada de sucesso no Centro Cultural São Paulo, o coletivo 28 Patas Furiosas reestreia seu mais recente espetáculo A MACIEIRA no dia 4 de junho, sábado, às 21 horas, no Espaço 28, sede do grupo. Com uma pesquisa calcada no imaginário da obra de Herta Müller, escritora romena vencedora do Prêmio Nobel em 2009, a montagem conta com encenação de Wagner Antônio – diretor do grupo – e texto de Tadeu Renato.
A MACIEIRA é a segunda montagem do coletivo, que em 2014 levou aos palcos o espetáculo lenz, um outro, criado a partir da novela Lenz, de Georg Büchner. O coletivo originado em 2011 cria a partir da experimentação da linguagem teatral, baseada principalmente na presença do ator e a sua relação com o espaço cênico. Desde sua formação, o 28 Patas Furiosas trabalha regularmente no Espaço 28, sede do grupo localizada na zona sul de São Paulo. O grupo busca em obras literárias matrizes para a investigação de novos universos, voltados para a criação de uma dramaturgia autoral. Para o segundo espetáculo do grupo, foi o capítulo A Macieira presente no livro O Homem é um Grande Faisão no Mundo, de Herta Müller, que inspirou e deu nome à peça.
Neste capítulo é narrada a situação que deu origem ao argumento da peça: em um vilarejo, uma macieira que come os seus frutos é incendiada pelas autoridades locais. O mito inventado pelo 28 Patas Furiosas se desenvolve a partir daí: o fogo consumiu a árvore por 30 anos e desde que se apagou, toda a vila começou a se mover rumo ao oceano. Diante do deslocamento, os habitantes se encontram na urgência por uma ação: partir ou ficar. Nasce daí a pergunta chave do projeto: como criar novas possibilidades de existência em uma terra instável?
16105264
Espaço Cênico e Dramaturgia
A encenação de Wagner Antônio está apoiada na ação do ator no espaço. Ele explica que luz e cenário se confundem e podem ser vistas como uma escultura a ser manipulada pelos atores e atrizes. “No palco temos sete pessoas em ação contínua com uma diversidade de elementos materiais. A ideia é ver o espaço em deslocamento constante a partir do jogo teatral. Tudo está exposto do início ao fim, inclusive a operação de som e luz que é feita por um dos atores em cena.
O espaço cênico, que a principio também pode ser visto como uma instalação, se transforma radicalmente ao longo das cenas, o que vai ao encontro do principal eixo temático do projeto: o deslocamento. “Como iluminador, sempre busco nos meus trabalhos uma dramaturgia visual que se desenvolva no espaço. Isso nos aproxima muito das artes plásticas como suporte de pesquisa”, explica.
Ele também diz que cenário, luz, som e texto foram construídos a partir das demandas criativas dos atores e das atrizes no espaço. “Atacamos a dramaturgia por várias vias e aos poucos a peça foi sendo construída. O fato de termos uma sede permite com que nossas pesquisas aconteçam de forma continuada e em constante processo e em dialogo direto com todos os elementos que constituem uma cena. Está tudo ali para ser experimentado do início ao fim”, conta.
Para as novas apresentações no Espaço 28, o coletivo traz uma novidade. A bilheteria abre uma hora antes do início do espetáculo e o público já poderá entrar no espaço cênico, onde os atores estarão se preparando. A ideia é que o público já aproveite da atmosfera sensorial da instalação cênica do espetáculo.
Pesquisa continuada 
Wagner explica ainda que A MACIEIRA é uma continuidade da investigação iniciada no espetáculo anterior, lenz, um outro, que retratava a trajetória de um poeta esquizofrênico. “No primeiro trabalho, a instabilidade estava centrada na idéia de sujeito. Em A MACIEIRA, falamos sobre o deslocamento de toda uma comunidade em direção ao oceano. É o desequilíbrio da natureza que faz com que as pessoas se transformem e olhem para os acontecimentos históricos com mais inventividade, para perceber que algo está morrendo e que é preciso criar novas possibilidades de vida”, afirma Wagner.
Ainda como continuação de práticas realizadas pelo grupo – que sempre propõe atividades paralelas aos espetáculos como forma de trabalhar e refletir o material pesquisado de outras maneiras – o 28 Patas Furiosas realiza os Diálogos Instáveis. No dia 5 de junho, após a apresentação da peça, a psicanalista Maria Rita Kehl irá debater com o público as percepções sobre o trabalho; no dia 18 de junho haverá uma apresentação com interpretação em libras e no dia 26 de junho o tradutor brasileiro da obra de Herta Müller, Tercio Redondo, também irá conversar com o público e com o grupo após a apresentação.
O grupo afirma que os espectadores não devem ir ao teatro esperando ver uma peça com um texto de Herta Müller. A MACIEIRA é o resultado do encontro entre o universo da autora e o universo do 28 Patas Furiosas.
A Macieira
Com Isabel Wolfenson, Marcus Garcia, Murilo Thaveira, Sofia Botelho e Valéria Rocha. Atores Convidados – Fernando Melo e William Simplício.
Espaço 28 (Rua Dr. Bacelar, 1219 – Vila Clementino, São Paulo)
04/06 até 03/07
Sábado – 21h; Domingo – 20h
Recomendação 14 anos
$20
 
*05/06, domingo, haverá conversa com a psicanalista Maria Rita Kehl após o espetáculo.
**18/06, sábado, haverá apresentação com interpretação em libras.
***26/06, domingo, haverá conversa com Tércio Redondo, tradutor de Herta Müller no Brasil, após o espetáculo.
 
Encenação, Iluminação e Cenografia – Wagner Antônio. 
Texto – Tadeu Renato. 
Dramaturgia – Tadeu Renato e 28 Patas Furiosas. 
Composição Sonora – Júlia Teles. 
Figurino – 28 Patas Furiosas. 
Arte Gráfica – Murilo Thaveira. 
Assistência de Direção – Laura Salerno. 
Assistência de Iluminação e Cenografia – Marcus Garcia. 
Produção – Isabel Wolfenson e Sofia Botelho.
Produção Administrativa – Isabel Wolfenson. 
Direção de Produção – Laura Salerno.

GRUPO XIX COMEMORA 15 ANOS DE HYSTERIA

A partir de 28 de maio, sábado, o Grupo XIX de Teatro apresenta mostra de repertório com os espetáculo Teorema 21 (a mais recente montagem), Hygiene e Hysteria que completa 15 anos.

Aos sábados acontece sessão de Hygiene, às 16h. No domingo tem Hysteria, às 13h30 e Teorema 21, às 16h. Os ingressos custam R$40,00 e podem ser adquiridos pelo site http://www.sympla.com.br/grupoxixdeteatro.

Sobre os espetáculos

Hysteria_2698 - crédito Jonatas Marques

Hysteria foi a primeira peça montada pelo grupo e estreou em 2001. Ganhou 5 prêmios, incluindo o de revelação teatral pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), além de ter sido indicada para o Prêmio Shell de Teatro.

A história de passa no final do século 19, nas dependências de um hospício feminino. Cinco personagens internadas como histéricas revelam seus desvios e contradições – reflexos diretos de uma sociedade em transição, na qual os valores burgueses tentavam adequar a mulher a um novo pacto social. Cenicamente, abdica-se do palco e dos recursos de sonoplastia e iluminação, optando-se por um espaço não convencional, onde a plateia masculina é separada da feminina que é convidada a interagir com as atrizes. Esta interação, aliada a textos previamente elaborados, gera uma dramaturgia híbrida e única a cada apresentação.

O espetáculo soma mais de 350 apresentações em mais de 80 cidades brasileiras e 14 cidades no exterior. Em 2005, o grupo cumpriu uma temporada de dois meses em 8 cidades francesas por ocasião do Ano do Brasil na França. Mais tarde, em 2008, embarcou para a Inglaterra, apresentando-se em Londres e Manchester a convite do Barbican Center e do Contact Theatre. Em 2009, participou do projeto Palco Giratório do SESC, realizando apresentações em 58 cidades das 5 regiões do Brasil.

Direção: Luiz Fernando Marques.
Criação, pesquisa de texto e figurinos: Grupo XIX de Teatro.
Elenco: Evelyn Klein, Mara Helleno, Janaina Leite, Juliana Sanches e Tatiana Caltabiano.
Produção Executiva: Vanessa Candela.
Produção: Grupo XIX de Teatro.
Duração: 70 minutos.
Classificação: 14 anos.
Capacidade: 120 lugares.

Teorema 21_332_crédito Cherri 

Teorema 21, com dramaturgia de Alexandre Dal Farra (Prêmio Shell de Melhor autor em 2012 pela peça Mateus, 10 e indicado ao Prêmio APCA em 2014) foi livremente inspirada na obra Teorema, do italiano Pier Paolo Pasolini (1922-1975). A direção é de Luiz Fernando Marques e Janaina Leite.

A peça gira em torno de uma família que retorna ao seu antigo lar. Ao buscar novas possibilidades de existência nesse ambiente antigo, recriam as suas relações e experimentam novas formas de contato. O núcleo familiar é constituído por um patriarca, a mãe, o filho e a filha. Vive na casa, ainda, a criada Emília. Tudo parece estável. Mais do que isso, estagnado. A chegada de um estrangeiro ameaça transformar a estrutura dessa família.

A trama se passa na casa onde a família morou há alguns anos e agora volta sem nenhum motivo aparente. A montagem é encenada ao entardecer na antiga escola de meninas, hoje desativada, localizada dentro da Vila Maria Zélia, um lugar quase sem teto, com as paredes em ruinas, em meio aos escombros. Ao entrar no espaço e ocupar as cadeiras giratórias dispostas aleatoriamente, o público é inserido na sala de estar e pode girar as cadeiras para escolher o melhor ângulo para cada cena.

O cineasta, escritor e poeta Pasolini é considerado um artista visionário e fazia duras críticas ao consumismo. Em 2015, muitas homenagens foram feitas pelos 40 anos de sua morte.

Realização Grupo XIX de Teatro.
Dramaturgia Alexandre Dal Farra.
Direção Luiz Fernando Marques e Janaina Leite.
Atuação Bruna Betito, Emilene Gutierrez, Janaina Leite, Juliana Sanches, Paulo Celestino, Rodolfo Amorim e Ronaldo Serruya.
Produção Executiva Vanessa Candela.
Cenografia Luiz Fernando Marques e Rodolfo Amorim.
Figurinos Juliana Sanches.
Vídeo Luiz Fernando Marques.
Contra-regra Luciano Morgado.
Preparação Corporal (parkour) Diogo Granato.
Assistência de Figurino e adereços Gabriela Costa.
Assistência de Produção Marilia Novaes.
Provocadores do processo Eleonora Fabião, Marcelo Caetano, Miwa Yanagizawa, Luis Fuganti e Bruno Jorge.
Participação no processo Mariza Junqueira.
Arte Gráfica, fotos e mídias sociais Jonatas Marques.
Duração: 75 minutos.
Classificação etária: 18 anos.
Capacidade: 40 lugares.

©TUNA_TNSJ-HYGIENEdos-9711.jpeg

Hygiene, encenada à luz do dia, nos prédios históricos da Vila Operária Maria Zélia, é baseada em uma pesquisa sobre o processo de higienização urbana no Brasil do final do século 19, onde um grande contingente de culturas e ideias dividem o mesmo teto – o cortiço. Desse caldeirão de misturas surgem os embriões de importantes manifestações de nossa identidade, assim como as desigualdades sociais que marcam profundamente os nossos dilemas atuais.

Por esta peça o grupo foi indicado ao prêmio Shell de Teatro – 2005 e ao Prêmio Bravo! Prime de Cultura como um dos três melhores espetáculos do ano e foi premiado como melhor espetáculo no Prêmio Qualidade Brasil 2005 – São Paulo.

Direção: Luiz Fernando Marques.
Pesquisa e Criação: Grupo XIX de Teatro.
Elenco: Janaina Leite, Juliana Sanches, Paulo Celestino, Rodolfo Amorim, Ronaldo Serruya e Tatiana Caltabiano.
Figurinos: Renato Bolelli.
Contra-Regra: Luciano Morgado e Michel Fogaça
Produção Executiva: Vanessa Candela.
Produção: Grupo XIX de Teatro.
Duração: 80 minutos.
Classificação: Livre.
Capacidade: 80 lugares.
grupo-xix
Mostra REPERTÓRIO GRUPO XIX DE TEATRO
28/05 até 03/07
Teorema 21
Domingo – 16h
Hygiene
Sábado – 16h
Hysteria
Domingo- 13h30.
Vila Maria Zélia (Rua Mário Costa 13 – Belém, São Paulo)
$40 (cada peça)
Acesso para deficientes físicos.
Informações e reservas, de terça a sexta-feira das 14h às 18h.
Estacionamento gratuito.

AGRÁRIAS

A Cia. Comparsaria é um coletivo que surgiu do encontro dos artistas Bri Fiocca (72 anos), Giancarlo Mastronardi (36 anos), Murillo Marques (28 anos) e Artur Hiroyuki (26 anos). Uma reunião de quatro artistas de gerações distintas do teatro paulista, formados pela Escola de Arte Dramática, Curso de Artes Cênicas da USP e Mozarteum (Famosp). A pesquisa que une este coletivo, surgiu dos desejos de compartilhamento das memórias da atriz Bri Fiocca, formada pela EAD em 1968.

O encontro das diferentes gerações resultou na obra Agrárias. Com texto de Murillo Marques – que também compõem o elenco junto com Bri Fiocca e Giancarlo Mastronardi – e direção de Artur Hiroyuki, a peca estreia sexta-feira, dia 10 de junho, às 21h, na Cia do Pássaro – Rua Alvaro de Carvalho, 177 – Anhangabaú -, e fica em cartaz até 03 de julho.

Ao evidenciar a discussão sobre qual a consequência da especulação imobiliária sobre a memória da cidade como tema pungente da pesquisa do grupo, a discussão pelo viés da memória da cidadã que testemunhou o desenvolvimento urbano, político e artístico de São Paulo nos últimos cinquenta anos, se tornou o ponto nerval da dramaturgia.

O enredo trata do encontro entre dois agentes imobiliários e uma velha senhora que os recebe dentro de sua própria casa para tratar da venda do imóvel, visto que todo o quadrante ao redor da casa já fora desapropriado e a única casa resistente era a sua. Com a negação veemente de qualquer tipo de acordo por parte da proprietária, a dramaturgia se apoia no tencionamento entre interesses públicos e interesses privados.

A partir das figuras dos agentes imobiliários – figuras subalternas que evidenciam a esquizofrenia do poder de grandes e ricas empreiteiras, seres públicos facilmente reconhecidos, sem nome e sem distinção pessoal nos ambientes das negociatas – que ao se encontrarem com o cidadão comum –  representado no texto pela figura da senhora, que vê como objeto de barganha sua propriedade privada -, a dramaturgia de Agrárias deflagra os instrumentos utilizados para o esmagamento e a extinção dos organismos vivos de uma grande cidade”, explica o dramaturgo.

A personagem viu as grandes mudanças do mundo contemporâneo acontecerem ao seu redor: os filhos irem para a guerra, a demolição das casas vizinhas, a morte de um terceiro filho no vale das trincheiras, uma noite no teatro assistindo a fábula do Rei Lear, de William Shakespeare. Suas memórias falham, são hiatos, a realidade se mistura com os fatos históricos e a cada novo dia que nasce, os fatos ocorridos no dia anterior ficam confusos, nublados.. A mente é um fragmentário de sensações, um terreno esburacado de um quadrante em demolição.

_AGRÁRIAS_foto_Leekyung_Kim -baixa1.jpg

DRAMATURGIA

A dramaturgia de Agrárias trabalha no plano da metalinguagem, utilizando como ponto nerval de sua criação a mitologia de Rei Lear, como um velho rei que precisa distribuir suas posses entre suas filhas, “afim de que as forças mais jovens tomem conta daquilo que as forças mais velhas não querem ou não podem mais tomar”.

Assim como em Lear, a casa será confiada a quem demonstrar maior afeto. Os agentes imobiliários, como as figuras de Goneril e Regan – filhas de Lear -, demonstram seus afetos e preocupações para conseguirem seu objetivo. A velha mulher, ao perceber, neste jogo de barganha, que o que se negocia não é a casa como espaço físico, mas sim a casa como símbolo da memória e constituição de seu ser no mundo, desiste do jogo, distribui as agrárias e passa a vagar pelo deserto, sozinha como um Rei Lear em busca de seu bobo.

O texto é uma metáfora da cidade em demolição com o desaparecimento da memória da proprietária da casa. A cidade que míngua, que morre, que dá vazão a uma nova cidade vertical e apaga a memória e a história inscrita nas arquiteturas com seus tratores e bolas de ferro”, finaliza Murillo.

Agrárias
Com Bri Fiocca, Giancarlo Mastronardi e Murillo Marques.
Espaço Cia. do Pássaro (Rua Alvaro de Carvalho, 177 – Anhangabaú, São Paulo)
Duração 55 minutos
10/06 até 03/07
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 20h
Recomendação 12 anos
$20
Cia Comparsaria.
Texto: Murillo Marques.
Direção: Artur Hiroyuki.
Trilha Sonora, composição e desenho de som: L. P. Daniel.
Desenho de Luz: Artur Hiroyuki.
Cenário: Marcelo Andrade e Artur Hiroyuki.
Fotos: Leekyung Kim
Assessoria de Imprensa: Renan Ferreira

GABRIELA, UM MUSICAL (MATÉRIA)

Gabriela, um dos personagens mais icônicos da nossa literatura (e também da nossa televisão), saiu das páginas do livro de Jorge Amado e chegou aos palcos do Teatro Musical Brasileiro. A partir de 9 de junho, “Gabriela, um musical” estará em cartaz, de quinta a domingo, no Teatro Cetip, com direção de João Falcão e produção da Caradiboi Arte e Esportes.

O espetáculo é baseado no livro “Gabriela, Cravo e Canela”, um dos mais célebres romances de Jorge Amado, lançado em 1958.

Vinda do agreste, Gabriela chega a Ilhéus em 1925, em busca de trabalho. É levada do ‘mercado dos escravos’, lugar onde acampam os retirantes, pelo árabe Nacib. O dono do bar Vesúvio não atenta de imediato para a beleza da moça, escondida sob os trapos e a poeira do caminho. Não tarda, porém, a descobrir que ela tem a cor da canela e o cheiro do cravo. Em breve, todos os homens da cidade vão se render aos encantos de Gabriela.

Ela assume a cozinha do bar, e o Vesúvio ferve por conta do tempero e da presença inebriante de Gabriela. Apaixonado, o ciumento Nacib decide que o melhor é se casar. Gabriela passa a ter obrigações que não combinam com seu espírito livre e rústico. No entanto, não se deixa subjugar. Nacib a flagra na cama com Tonico Bastos e manda anular o casamento. Mas Gabriela ainda voltará a ser sua cozinheira e a frequentar sua cama.

Gabriela, cravo e canela narra o caso de amor entre o árabe Nacib e a sertaneja Gabriela e compõe uma crônica do período áureo do cacau na região de Ilhéus. Além do quadro de costumes, o livro descreve alterações profundas na vida social da Bahia dos anos 1920: a abertura do porto aos grandes navios leva à ascensão do exportador carioca Mundinho Falcão e ao declínio dos coronéis, como Ramiro Bastos. É Gabriela quem personifica as transformações de uma sociedade patriarcal, arcaica e autoritária, convulsionada pelos sopros de renovação cultural, política e econômica.(site Jorge Amado)

“Gabriela, um Musical”

1-IMG-20160524-WA0003.jpg

Almali Zraik (Caradiboi Arte e Esportes), Daniela Blois, Maurício Tizumba, João Falcão (diretor), Tó Brandileone (diretor musical) e Kevin Wallace (produtor)

O projeto de transformar o livro em um musical, começou quando o produtor irlandês, Kevin Wallace, conheceu o trabalho do diretor João Falcão, quando viu o espetáculo “Clandestinos“. Kevin ficou encantado com o que assistiu e resolveu que gostaria de produzir algo com João Falcão.

Não sabia que ele trazia este teatro físico, o uso do texto e esta ‘fisicalidade’ do trabalho do ator em conjunto. É uma linguagem teatral única, não vista em qualquer outro lugar do mundo“, disse Kevin.

Ao ser questionado sobre qual obra gostaria de levar aos palcos, João foi assertivo – “Gabriela“. Neste meio tempo, Almali Zraik, sócia da Caradiboi Arte e Esportes, também foi sondada para produzir a peça e trabalhar com João Falcão. A parceria estava formada. Mas isto foi em 2010. Tiveram que aguardar até 2016 para conseguirem transformar o projeto em realidade.

O processo de criação

Tirando Daniela Blois, que viverá Gabriela, todo o elenco selecionado não soube qual papel faria no início dos ensaios. Isto porque João Falcão gosta de ser inspirado pelo ator enquanto vai construindo a montagem.

Todos tiveram oportunidade de viver e experimentar os personagens. Com isso, João ia vendo como eles reagiam, o que agregavam ao personagem. Como o diretor também foi o roteirista da peça, ele “mudava o rumo do personagem, o tamanho da participação dele, de acordo com o que vejo, com o que me inspira“.

1-20160524_153223_1

Para narrador do espetáculo, João escolheu o personagem Tuísca, já na sua velhice (vivido por Maurício Tizumba). São apresentadas as lembranças deste menino vendedor de doces de Ilhéus e que apresentou Gabriela para o Nacib; da sua amizade com Gabriela, com quem brincava de corrupio e de soltar pipa; e que quando cresceu, foi para o circo, por isso de suas roupas coloridas.

A cenografia é abstrata, ao invés de retratar fielmente onde acontece a história. “O que eu gosto no teatro é a representação. Você tem que imaginar o seu entorno. A gente nunca vai ficar parecido com a realidade como o cinema e a televisão. O teatro para mim é exatamente ser distante da realidade e mesmo assim te tocar, porque você fantasia e te provoca, como a literatura“.

No palco, há muitas armações de metal e também esteiras rolantes, uma característica do teatro de João Falcão em parceria com Simone Mina. Os cenários se completam com a linda e eficaz iluminação desenhada por Cesar de Ramires.

Quanto as canções que compõem a parte musical do espetáculo, João Falcão e Tó Brandileone, que é o diretor musical, resolveram escolher músicas já existentes, que “algumas parecem ter sido compostas para o musical, tamanho o grau de integração com o que acontece em cena’, revela o diretor.

Tó Brandileone disse que trabalha sempre com a dramaticidade da canção. Para o espetáculo “a minha visão dramatúrgica dos arranjos fica elevada a ‘teatralésima’ potência. Tudo que está sendo cantado é fala de personagem, faz parte do texto. O meu trabalho é fazer com que o arranjo sirva a canção e não o contrário“.

Com isso, há um verdadeiro caldeirão de ritmos brasileiros. Encontramos canções clássicas de Dorival Caymmi (“Vatapá”), Milton Nascimento (“Cais”) e Martinho da Vila (“Disritmia”), com pérolas pop de Arnaldo Antunes (“Volte Para o Seu Lar”) e Marisa Monte (“Vilarejo”).

A importância do romance

O livro é um sucesso de público e crítica. No ano seguinte ao seu lançamento, ganhou os prêmios: Machado de Assis (Instituto Nacional do Livro – RJ) e Jabuti (Câmara Brasileira do Livro – SP), entre outros. Jorge Amado foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, em 1961, graças também ao livro.

Gabriela, Cravo e Canela” foi traduzido para mais de trinta idiomas, sendo o livro de Jorge Amado, com o maior número de traduções. Foi adaptado para novela (TV Tupi, em 1961; e TV Globo, em 1975 e 2012), cinema, teatro, espetáculo de dança, quadrinhos e agora teatro musical.

Gabriela, um Musical
Com Almério, Bruce de Araujo, Bruno Quixotte, Daniela Blois, Danilo Dal Farra, Eliane Carmo, Frederico Demarca, Guilherme Borges, Ingrid Gaigher, Isadora Melo, Juliana Linhares, Leo Bahia, Luciano Andrey, Luísa Vianna, Mauricio Tizumba, Marcel Octavio, Natasha Jascalevich, Rafael Lorga, Tamirys O’hanna, Thomás Aquino e Vinicius Teixeira.
Teatro Cetip (Rua dos Coropés, 88 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 160 minutos
09/06 até 07/08
Quinta e Sexta – 21h; Sábado – 17h e 21h; Domingo – 16h e 20h
Recomendação livre
$50 / $190
Adaptação e Direção: João Falcão
Direção Musical: Tó Brandileone
Músicos: Antonio Loureiro, Danilo Penteado, Edson Santanna, Maria Beraldo Bastos e Rafa Barreto
Produção Geral: Almali Zraik
Colaboração na Adaptação de texto: Adriana Falcão
Arranjos Vocais: Tó Brandileone e Guilherme Borges
Diretora de Arte e Figurinos: Simone Mina
Cenografia: Simone Mina e João Falcão
Coreografia e Preparação Corporal: Lu Brites
Visagismo: Simone Momo e Roger Ferrari
Design de Som: Tocko Michelazzo
Design de Luz: Cesar de Ramires
Diretor Técnico: Rinaldo Marx
Coordenadora de Produção: Martha Lozano
Diretor Assistente: Clayton Marques
Diretora Residente: Sabrina Mirabelli
Preparação Vocal: Rafael Barreiros
Assistente de Diretor Musical: Guilherme Borges
Assessoria de Imprensa: Factoria Comunicação