HANSEL & GRETEL – A DELICIOUS MUSICAL COMEDY

A Cia Paulista de Teatro Bilíngue é uma companhia teatral inovadora em apresentar peças infantis transformados em musicais, e que são falados no idioma inglês. O primeiro trabalho foi “The Emperor’s New Hair” (“O Novo Cabelo do Imperador”)

Atualmente estão trabalhando com “Hansel & Gretel – A Delicious Musical Comedy” (“João e Maria – Uma Deliciosa Comédia Musical”). Fomos conferir o espetáculo (‘a platéia estava lotada e as crianças se divertiram muito’) e depois conversar com o elenco e as diretoras da peça.

E, no mês de julho, todos os sábados, às 18:30, eles se apresentarão no Teatro Viradalata.

 

Hansel & Gretel – A Delicious Musical Comedy
Com Matheus Polimeno, Viviane Doné, Jessica Alves, Milton Júnior e Luccas Garcia
Duração 60 minutos
Peça falada em inglês
Recomendação Livre

Direção:Danielle Andrade
Assistente de Direção: Liliane Zimermann

02 a 30/07
Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387 – Sumaré, São Paulo)
Sábado – 18h30
$25

18/08
Teatro: Santo Agostinho (R. Apeninos, 118 – Liberdade, São Paulo)
Quinta – 10h30, 14h30 e 20h
$50

5 MOTIVOS (+1) PARA ASSISTIR “GABRIELA, UM MUSICAL”

Após 58 anos de ter sua história contada em livro, através das mãos de Jorge Amado, Gabriela estreia hoje no Teatro Cetip, em São Paulo. E João Falcão, o diretor e adaptador, inovou – o livro virou um musical.

Fomos assistir “Gabriela, um Musical” e ficamos já apaixonados. O espetáculo é gostoso de se ver; surpreende pelas escolhas do diretor pela forma de contar a peça; o elenco é maravilhoso; você não percebe o tempo passar.

Com certeza, um musical que deve ser visto e revisto. Uma vez só não dá conta para tudo o que se passa no palco. Para fazer com que você vá também ao Teatro Cetip assistir “Gabriela, um Musical“, escolhemos cinco motivos (mais um).

 

1 – A história

A obra de Jorge Amado é um dos seus mais célebres romances. Já foi traduzida para mais de trinta idiomas. Foi adaptada para a televisão, cinema, teatro e até quadrinhos. A história é do ciclo do cacau. Mostra a cidade de Ilhéus (Bahia) que ainda vive sob o domínio dos coronéis do cacau (coronel Ramiro Bastos), mas que está num período de mudança pela chegada da modernidade, através da vinda do estrangeiro (o empresário Mundinho Falcão). É este que trará o novo para a cidade, através da abertura do porto da cidade aos grandes navios.

E no meio de tudo isso, tem-se a história de Gabriela, um espírito livre. Fugida da seca, ela chega a Ilhéus e conhece o turco Nacib. Vai trabalhar para ele no seu restaurante, o Vesúvio. Ambos se apaixonam. Mas no momento em que Nacib quer prendê-la – através do casamento e de todas as convenções conjugais – ela foge. Afinal, ela “nasceu assim, vai ser sempre assim…”

Em “Gabriela, um Musical”, de João Falcão, a história (e seus personagens) é o centro do espetáculo. As canções, os figurinos, a iluminação estão lá dar suporte para que ela seja bem contada.

2 – Daniela Blois

Entre cerca de 700 candidatas, João Falcão apaixonou-se por Daniela Blois, uma paraense, formada em medicina e que cantava na noite de Manaus. E você também se apaixonará. Esqueça o papel de sedutora vivida por Sônia Braga na tv e no cinema. A Gabriela de Daniela Blois (e de João Falcão) mistura um quê de inocência com o frescor da juventude.

Mesmo sendo seu primeiro trabalho, Daniela solta-se no palco (na coletiva, ela estava bem mais contida). Atua e canta muito bem. Ela criou a sua Gabriela. E, sem sombra de dúvida, conquistará a plateia.

3 – Elenco

João Falcão gosta de trabalhar com o ator. Deixa-o livre para poder receber seu feedback, e com isso, vai orientando-o em como construir o personagem. Tanto que no início dos ensaios, nenhum dos atores (excluindo Daniela Blois) sabia qual personagem faria. Ele queria testá-los, percebê-los. Queria que o personagem aflorasse no ator. E o resultado? Cada ator faz mais de um personagem (seja homem, mulher, jovem ou de idade).

O que se vê no palco é um conjunto da escolha do elenco por parte de João Falcão e equipe; o trabalho do próprio ator (um elenco primoroso); e a preparação corporal e coreográfica de Lu Brites. Para fazer jus, tem-se que parabenizar todo o elenco pelo trabalho apresentado. Realmente, um trabalho de equipe.

4 – Iluminação, Visagismo e Arte

No palco chove, faz sol, escurece, vê-se a luz da lua pela fresta do telhado, sente-se o calor insuportável do sertão nordestino,… Circulam coronéis, empresários, retirantes, senhoras de idade, crianças, estudantes,… Tudo em um palco limpo com três esteiras rolantes, por onde passam os cenários e atores. Cada cena é uma surpresa para a visão.

Resultado do trabalho das mãos de Cesar de Ramires e equipe (design de luz); Simone Momo e Roger Ferrari e equipe (visagismo), e Simone Mina e equipe (arte, cenografia e figurinos)

5 – Música

A música é mais um personagem da peça. Um não. São 30 personagens (canções) que se apresentam no palco durante os 160 minutos. Todos foram escolhidas por João Falcão em conjunto com Tó Brandileone.

No musical, estão presentes os clássicos da tv (Modinha para Gabriela, Tema de Amor de Gabriela e Vatapá) com novas escolhas. Passeiam pelo palco Gonzaguinha, Vinícius de Moraes, Milton Nascimento, Marisa Monte, Pixinguinha, Martinho da Vila, Skank, Lulu Santos, entre outros.

E todas as canções em arranjos feitos por Tó Brandileone com Guilherme Borges (que também atua na peça)

Tivemos que criar o sexto motivo para falar dele, já que se faz presente em todos os outros cinco motivos citados acima.

6 – João Falcão

João Falcão é único. Você sabe reconhecer seus trabalhos. E a cada novo, ele consegue surpreender. Por mais que você o assista, mais impressionado ficará pela forma que ele conta a nova história. Ele não se repete, ele se aprimora. Ele exerce o papel de maestro de uma orquestra. João instiga e inspira o trabalho de todos os envolvidos para transformar em um lindo espetáculo.

20160524_155802_196042.jpg

Gabriela, um Musical

Com Almério, Bruce de Araujo, Bruno Quixotte, Daniela Blois, Danilo Dal Farra, Eliane Carmo, Frederico Demarca, Guilherme Borges, Ingrid Gaigher, Isadora Melo, Juliana Linhares, Leo Bahia, Luciano Andrey, Luísa Vianna, Mauricio Tizumba, Marcel Octavio, Natasha Jascalevich, Rafael Lorga, Tamirys O’hanna, Thomás Aquino e Vinicius Teixeira.
Teatro Cetip (Rua dos Coropés, 88 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 160 minutos
09/06 até 07/08
Quinta e Sexta – 21h; Sábado – 17h e 21h; Domingo – 16h e 20h
Recomendação livre
$50 / $190

MELHOR QUE OS OUTROS STAND-UPS QUE EU JA FIZ EM 15 ANOS DE CARREIRA

O ator e comediante Bruno Motta reúne seus melhores momentos da carreira na peça “Melhor que os outros Stand-Ups que eu já fiz em 15 anos de carreira“. Ele estreou o primeiro solo em 2001, ainda em BH. É um dos pioneiros no país do humor de Stand-Up (onde o humorista, sozinho no palco, sem personagem nem cenário, faz observações hilariantes sobre o cotidiano).

250px-BrunomottastandupBruno também já atuou em televisão, cinema e seriado, além de ser autor de peças.

Neste espetáculo, vários números são inéditos no palco (mas alguns são conhecidos dos seus vídeos, que se tornaram famosos na internet). Todos apresentam as características que se tornaram a marca registrada do comediante: ironia afiada, critica irreverente, muito improviso e a elegância ao tratar dos assuntos mais delicados e controversos sem causar polemica.

Melhor que os outros Stand-Ups que eu já fiz em 15 anos de carreira” traz algumas surpresas que brincam com tudo que cerca o gênero, sem perder as características clássicas da comedia stand up: o microfone, um banquinho, a parede de tijolos.

“Melhor que os outros Stand-Ups que eu já fiz em 15 anos de carreira”
Com Bruno Motta
Teatro das Artes – Shopping Eldorado (Av. Rebouças, 3970, loja 409 – Pinheiros, São Paulo)
02/06 até 14/07
Quinta – 21h
$ 60
Recomendação 12 anos

OS DEZ MANDAMENTOS, O MUSICAL

Com dramaturgia de Emilio Boechat, direção e coreografia de Fernanda Chamma, codireção deDaniela Stirbulov, letras, música, arranjos e direção musical de Wladimir Pinheiro, a história se passa em Pi- Ramsés, no Egito, aproximadamente em 1300 a.C., quando o poderoso Faraó Seti decreta a morte de todos os bebês israelitas do sexo masculino. Muitos recém-nascidos são jogados no rio Nilo, mas um deles é salvo por sua mãe, que o coloca num cesto de junco, confiando que Deus o levará para um lugar seguro.  O cesto é encontrado pela filha de Seti, que tem compaixão pela criança e a salva do decreto de seu pai. Moisés é criado como um príncipe egípcio ao lado de seu tio-irmão, Ramsés.

Já adulto Moisés descobre a verdade sobre sua origem e se envolve com o sofrimento de seu povo, caindo em desgraça com o faraó. Condenado a morte ele é obrigado a fugir e vai para a terra de Midiã, onde se casa com a bela Zípora.

Moisés recebe o chamado de Deus que o manda voltar para o Egito para libertar seu povo da escravidão. É lá que Moisés reencontra sua família hebreia e enfrenta aquele que um dia foi como um irmão e que agora se tornará seu pior inimigo: Ramsés, o novo Rei.

Após ter sua terra assolada pelas Dez Pragas e seu primogênito morto, Ramsés permite que o povo finalmente saia do Egito. Arrependido, resolve ir atrás de Moisés no deserto, o que resulta num dos mais grandiosos momentos do Antigo Testamento: a abertura do Mar Vermelho, onde Deus dá passagem aos hebreus.

Com uma equipe gabaritada em grandes produções, o espetáculo traz atores experientes do teatro musical como Julio Mancini, Thiago Machado, Tassia Cabanas, Bruna Pazinato, Ivan Parente e Tony Germano, entre outros.

A montagem de Os Dez Mandamentos é a primeira produção de teatro musical brasileira grandiosa ligada ao tema bíblico e conta com mais de 25 pessoas no palco. Um emocionante musical para toda a família que vai proporcionar ao público uma verdadeira viagem no tempo através de cenas com efeitos surpreendentes.

Emilio Boechat foi um dos roteiristas da novela e participou da equipe que fez a versão para o cinema. “Os episódios bíblicos são histórias incríveis, podem virar musicais perfeitos. O fato de eu ter estudado a Bíblia para escrever a novela e ter ajudado no corte para o filme me ajudaram muito nessa adaptação para o teatro musical. O foco está na história de Moisés e não há nenhuma trama paralela.”, afirma o autor. No espetáculo, As Dez Pragas foram editadas em um só número musical que usa a tecnologia para inusitados efeitos interativos com a plateia. O vídeo cenário, sob direção de Richard Luiz, conta com uma tela de LED de altíssima resolução de 13×4,5m de altura, responsável por impactantes efeitos tecnológicos, como a tão esperada abertura do Mar Vermelho.

O musical é dinâmico, com cenas curtas e uma linguagem diferente da que vemos em outros espetáculos do gênero. Responsável pela direção e coreografia, Fernanda Chamma revela que é um processo com total liberdade de criação. “Há um casamento entre coreografar e dirigir, porque um complementa o outro. As coreografias dão lugar às marcas de corpo, situações cênicas com desenhos coreográficos.”, comenta. “Estamos desenhando um teatro musical diferente, dinâmico, assumindo situações, proporcionando uma inusitada interação com a plateia, pois o que acontece no palco se esparrama pelo teatro”, completa.

Orquestradas, as músicas inéditas estão à altura dessa história milenar, clássica e universal, reforçadas pelo efeito surround 5.1. O diretor musical Wladimir Pinheiro também assina as letras e os arranjos das 25 canções do espetáculo. “Eu já conhecia bem o texto bíblico, mas procurei me aprofundar ainda mais nos detalhes. Isso me ajudou a traçar o perfil musical de cada personagem. Para criar um musical original, o mais importante é entender o que vai ser contado em forma de música. Para que no fim, as composições possam dar sequência ao texto e vice versa. A ideia é que a música também possa fazer a história avançar”, afirma. Destaque para os figurinos e caracterização de época de Eliana Liu, que apresentam duas linguagens opostas, o rústico dos hebreus, através de seus tecidos e texturas e a riqueza egípcia, com seu brilho e pedras preciosas.

Os Dez Mandamentos, o Musical
Com Julio Mancini, Thiago Machado, Thiago Lemmos, Max Grácio, Tony Germano, Ivan Parente, Arthur Berges, Danilo Coelho, Everton Granado, Willian Sancar, Marcos Lanza, Giovana Zotti, Raquel Paulin, Tassia Cabanas, Bruna Pazinato, Ana Araújo, Thay Bergamin, Larissa Andrade, Mari Saraiva, Carla Vasquez, Brenda Nadler, Lucas Righi, Vic Leite, Helena Lazarini, Paulo Marques, Eric Augustus, Laisa Forquim
Teatro Procópio Ferreira (Rua Augusta, 2.823 – Jardins, São Paulo)
Duração 120 minutos
17/06 até 02/10
Quinta e Sexta – 21h; Sábado – 18h e 21h; Domingo – 16h e 19h
$90/$150
Recomendação livre
Duração: 120 minutos
Dramaturgia Emilio Boechat
Direção e Coreografia Fernanda Chamma
Codireção Daniela Stirbulov
Letras, Música, Arranjos e Direção Musical Wladimir Pinheiro
Banda: Maristela Neves (Pianista Regente), Davi Ayres (Baterista),
Álvaro Braga (Trompista), Eduardo Brasil (Baixista), Michel Machado (Trompetista), Thais Duarte (Violoncelista), Carol Duarte (Violinista)
Direção de Conteúdo Cristiane Cardoso
Produtores Associados Antonio Guerreiro e Sandro Chaim
Produção Geral Sandro Chaim
Direção de Vídeo Cenário Richard Luiz
Cenografia Marcio Vinicius
Figurino e Adereços Eliana Liu
Visagismo Jadilson Cruz
Postiçaria Adriana Almeida
Perucaria Aline Milesi
Iluminação Paulo Cesar Medeiros
Designer de Som Tocko Michelazzo
Arranjos Vocais e Preparação Vocal Marcello Sader
Coordenação de Produção Record Bia Cioffi e Josmar Bueno Jr.
Diretora Executiva Marinês Chaim
Direção de Produção Giba Ka
Gerente de Produção Monique Persike
Gerente Artístico Beto Marden
Produção Executiva Edgar Jordão
Produtora Assistente Marilia DiDio
Realização: Record e Chaim Produções
Assessoria de Imprensa Morente Forte