O BRASIL DE CUECAS

Os Silva e Souza são um retrato de muitas outras famílias brasileiras – sofre com o descaso do governo e vive em dificuldades. Para reforçar o orçamento, na comédia O Brasil de Cuecas, de Aziz Bajur, a típica dona de casa, que cuida de todos da família e de tudo do lar, Isolina Silva e Souza quebra-galho como manicure. O marido desempregado Genô era garagista na Assembleia Legislativa até o governo enxugar a máquina do Estado. Ambulante, o filho do casal faz bicos diversos. O pai de Isolina, Genival perdeu os movimentos das pernas após sofrer um erro médico e pegar sarna no SUS – ele se coça sem parar. A avó dela, Elizarda , esclerosada, vive no passado e é cheia de manias. Sob a direção do experiente Jacques Lagôa, a trama se desenrola de forma divertida.

Numa linguagem divertida com pitadas de tragicomédia, o espetáculo mostra o embate entre os Silva e Souza e Dirceu João, corrupto deputado federal do partido governista PBPT (Partido Brasil para Todos), e sua amante, Gesuína, candidata a deputada e sindica do prédio onde mora a família.

Nas vésperas de uma eleição, os Silva recebem a visita do politico e da sua amante, que querem usar como palanque do partido o velho apartamento da família, que fica de frente para uma grande praça. Eles usariam a janela do imóvel para fazer um grande comício para milhares de pessoas. Vítimas do governo corrupto que se instalou no país, os Silva, furiosos, negam o pedido e os expulsam.

A revanche não demora. Isolina fica em um fogo cruzado entre seus parentes revoltados e poderosos corruptos. Um golpe é aplicado na família, deixando-a mais frustrada com a sua situação financeira. Só que por um descuido, a prova da corrupção do deputado e da síndica aparece. É o trunfo que os Silva precisavam para o embate, que se desenvolve com surpresas, além de barrigas postiças, dólares, transformismo, tiros e sangue.    “O texto do Aziz é atual e representado por um time de primeira linha. Esperamos arrancar boas risadas com esta história”, afirma o diretor Jacques Lagôa.

obrasildecuecas

O Brasil de Cuecas
Com Arlete Montenegro, Daliléa Ayala, Delurdes de Moraes, Jorge Cerruti, Roberto Arduin, Wagner Maciel e Adriano Arbol
Teatro APCD (Rua Voluntários da Pátria, 547 – Santana, São Paulo)
Duração 70 minutos
04/06 até 28/07
Sábado – 21h; Domingo – 19h
$60
Recomendação 14 anos
 
(Não haverá sessão nos dias 18 e 19 de junho nem nos dias 16 e 17 de julho)
Texto Aziz Bajur.
Direção Jacques Lagôa.
Trilha sonora Servulo Augusto.
Cenário: Chico Spinoza.
Figurino: Priscila Palumbo.

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