TRÓILO E CRÉSSIDA

A peça foi pensada não apenas pelo ineditismo da obra no Brasil, mas também sobre seu caráter político e fomentador de uma discussão ampla sobre os temas ligados à ética em todas suas instâncias. A grande crítica Bárbara Heliodora dizia que “Tróilo e Créssida” é a peça que mais tem a ver com o nosso Brasil, justamente por tratar dessa temática da ausência da moral e da ética em vigor naqueles que detém o poder. É Uma peça sobre ética, politica, poder, conspiração, traição e corrupção.

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Tróilo e Créssida é uma obra considerada “comédia conflito” de autoria de William Shakespeare. Acredita-se ter sido escrita por volta de 1602, pouco depois de completar Hamlet.

O trabalho da Cia da Matilde está baseado na possibilidade de abordar essa história como uma grande metáfora circense. Quase não há personagens fixos, os atores se revezam em diversas atividades e contam a história a partir de cenas, imagens e músicas interpretadas por todos. A peça apresenta uma linguagem inspirada em máscaras (principalmente a de bufão) porque os personagens são identidades “notórias” que permeiam a história da humanidade e podem facilmente ser encontradas hoje em nosso país.

Para a diretora Bete Dorgam Shakespeare é sempre um grande desafio porque os textos são fantásticos e a questão é como entender, escavar as camadas e trazê-las à cena sem perder sua potência e beleza. “Tróilo e Créssida é um texto complexo, uma comédia irônica e amarga que não poupa a guerra, o amor, a fama, a ilusão da imagem, do poder. Assustadoramente moderna, talvez o grande desafio seja dialogar com essa desilusão sobre todas as instituições e a própria condição humana sem perder a perspectiva de uma sempre possível luz no fim do túnel”, comenta a diretora.

Como parte das comemorações dos 400 anos da morte de Shakespeare, em abril A Cia da Matilde também organizou encontros gratuitos entre profissionais do teatro para discutir sobre o autor. Os encontros aconteceram no Universo Cultural da Matilde (sede Cia da Matilde).

TroiloCressida_FotoAdryelaRodrigues_(Gregos)

Sinopse

Durante a guerra de Troia, Tróilo, um dos filhos do rei Príamo, está apaixonado por Créssida, filha do sacerdote Calcas, que passou para o lado dos gregos após profetizar a derrota de Troia, sendo, portanto, considerado traidor. Tróilo conta com a ajuda de Pândaro, tio de Créssida, para aproximar – se dela. Créssida também está interessada por Tróilo, mas finge indiferença como forma de se proteger. Em meio à guerra, disputas de poder e paixões essa história de amor e paixão se desenrola mostrando personagens e episódios conhecidos da guerra de Tróia.

Shakespeare – Projeto 39

O PROJETO – A ideia de encenar todas as 39 obras de Shakespeare nasceu em 2011 durante a montagem do espetáculo ‘A Tempestade’. “Lançar um olhar latino sobre essa produção é estimular que as pessoas daqui possam se juntar e desenvolver ações sobre o trabalho dele”, diz o presidente da Cia da Matilde, Erike Busoni que hoje capitania o projeto. Em 2013, foi dado início às produções com a montagem de “Ricardo III”, tendo no elenco Mayara Magri (como Rainha Elizabeth) e Chico Carvalho (como Ricardo III, vencendo o Prêmio Shell de melhor ator). Em 2014, Kleber Montanheiro dirigiu “Os Dois Cavalheiros de Verona”, imprimindo um caráter nômade dos artistas da época e inspirado na comédia Dell’ Arte e pelo teatro popular, o espetáculo esteve em cartaz em 2015 no Teatro João Caetano e no Espaço da Cia da Revista e ganhou o prêmio de melhor espetáculo, melhor atriz e ator coadjuvante, melhor ator, melhor maquiagem e prêmio especial no 17º Festival Nacional de Teatro de Guaçuí, ES. O projeto é da Cia. da Matilde com co-produção da SE4 produções.

Tróilo e Créssida
Com Beto Dessordi, Caco Mattos, Caio Merseguel, Cristiano Carvalho, Erike Busoni, Isis Valente, Letícia Martin, Magali Costa, Marcelo Guedes, Rafael Senatore, Rodrigo Scarpelli,  Walmir Bess.
Teatro João Caetano (R. Borges Lagoa, 650 – Vila Clementino, São Paulo)
Duração 110 minutos
05 a 28/08
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
$20
Recomendação 12 anos
Direção: Bete Dorgam
Adaptação de texto: Bete Dorgam  e Lécio Rabello
Direção Musical: Rafael Senatore
Figurino: Claudia Schapira
Cenário: Marcos Thadeu e Karina Diglio (Palhassada Atelie)
Iluminação: Yuri Cumer
Produção: Adryela Rodrigues e Erike Busoni.
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

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