CALA A BOCA JÁ MORREU

Mesclando histórias de migrantes que chegam a São Paulo com as malas cheias de sonhos e ilusões, a Cia das Artes reestreia Cala A Boca Já Morreu na quinta-feira, 16 de junho às 21h no Teatro Paiol Cultural. A montagem tem direção de Antonio Netto e é um clássico da dramaturgia brasileira do autor Luís Alberto de Abreu. A temporada será quintas e sextas, às 21h até 15 de julho.

Na trama, João é um jovem interiorano que chegou na capital paulista recentemente. Já Atílio, mais velho e experiente, nasceu nesta cidade tão grande e cheia de surpresas. Juntos, vivenciam uma jornada cheia de humor e drama no mundo dos migrantes de São Paulo.

Por intermédio da trajetória dos personagens, o espectador depara-se com diversas situações que ilustram o quanto esses migrantes se tornam presas fáceis para a exploração, desemprego, desrespeito, violência e miséria.

Viaduto do Chá, bairro do Bixiga, Cracolância, as ruas do centro velho da cidade. A essência e a verve destes lugares são os cenários por onde caminham os personagens criados por Luís Alberto de Abreu, que criou a dramaturgia durante os anos de repressão política no Brasil. O mosaico de personagens traz artistas das casas noturnas, prostitutas, travestis, malandros, homens e mulheres de bem. Uma das participações especiais fica por conta de Leão Lobo, que interpreta uma verdadeira Mamma do Bixiga e uma atriz decadente.

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O texto e o autor tem uma influência muito forte por São Paulo. A cidade serve como pano de fundo para todas as ações entre os personagens. Mostra a vida noturna, a poesia e inquietude do centro, as peculiaridades dos bairros, é uma verdadeira nostalgia pela metrópole paulistana”, conta o diretor Antonio Netto.

O espetáculo integra a programação do projeto Oficina de Atores, iniciativa da Cia das Artes que objetiva a formação, por meio da pesquisa de linguagem do gesto mínimo, a montagem de textos da dramaturgia brasileira e internacional, além de fomento à criação de Coletivos Teatrais. O grupo tem mais de 15 anos de atividades e já montou mais de 70 peças. Entre as montagens já realizadas estão Homens de Papel O Poeta da Vila e Seus Amores, de Plínio Marcos; O Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues; Foi bom, meu Bem, de Luís Alberto de Abreu; Até Onde a Vista Alcança, de Reinaldo Santiago, entre outras montagens.

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calaabocajamorreu

 

Cala a Boca já Morreu
Com Alexandre Iagobucci, Alt Garcia, Ana Carolina Bardi, Ana Paula Garozo, Angélica Moura, Anguair Gomes, Celso Oliveira, Gabriela Neves, Gabriela Ribeiro, Géria Vasconcelos, Ítalo Alves, Jeane Sakaki, Kevin Santos, Leão Lobo, Lucas Pereira, Márcio Vasconcelos, Maria do Desterro, Mateus Dalcin, Michele Shebra, Mirella Martina, Monique de Cassia, Patrícia Ribeiro, Richard Germano, Sergio Buck, Sidney Nunes, Tainan Pongeluppe, Thiago Fernando, Thiago Cardoso, Ubiratan Negrão.
Teatro Paiol Cultural (R. Amaral Gurgel, 164 – Vila Buarque, São Paulo)
Duração 70 minutos
16/06 até 15/07
Quinta e Sexta – 21h
$26
Recomendação 12 anos
 
Texto: Luís Alberto de Abreu. 
Direção: Antônio Netto. 
Iluminação: Will Damas. 
Cenários/figurinos: Márcio Tadeu. 
Assistente de Direção: Adriana.  
Produção: Cia. das Artes. 
Fotos: Sérgio Massa. 
Assessoria de Imprensa: Corleone Assessoria de Imprensa Cultural

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