#broncadequê?

Albert Einstein disse certa vez: “Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Inspirados pelo pensamento do gênio da ciência, a comédia juvenil #broncadequê? é um projeto artístico de desintegração de preconceitos que vem para mostrar um outro olhar sobre os jovens com síndrome de Down.

O espetáculo bem humorado coloca em cena um ator profissional, Pedro Baião, portador de síndrome de Down, vivendo um personagem também nesta condição. Com essa escolha, a dupla Rogério Blat (texto) e Ernesto Piccolo (direção) propõe um diálogo a respeito dos preconceitos e da dificuldade do ser humano em se relacionar com o diferente. Filho de uma prima do diretor, o carioca Pedro Baião, 25 anos, ingressou no Tablado (conceituada escola de teatro idealizada por Maria Clara Machado, em 1951, no Rio) pelas mãos do diretor, há seis anos. Hoje tem DRT e trabalha como ator profissional.

O elenco conta, ainda, com Karina Ramil (integrante do canal humorístico Porta dos Fundos), Lorena Comparato (integrou elenco fixo do seriado Pé na Cova, de Miguel Falabella e a  série E aí comeu?, Multishow), Darlan Cunha (conhecido por seu trabalho no personagem Laranjinha na série Cidade dos Homens, Globo) e Théo Nogueira (interpretou Rosival na segunda temporada da série Desenrola Aí, do Multishow, e fez participações especiais na série Malhação e na novela Babilônia.

Juntos no palco há quase um ano, quando a peça estreou no Rio, Karina, Lorena, Darlan e Theo falam do prazer da convivência com Pedro e não poupam elogios. “Foi o primeiro a decorar o texto, é um cara disponível e aplicado“, lembra Karina. “É uma ator exigente consigo mesmo, tem comprometimento e responsabilidade“, diz Darlan.

Narrativa simples, linguagem direta e temática humana, a peça tem conquistado o público adulto também.Parceiros em várias montagens teatrais, a produtora Dadá Maia e o diretor Ernesto Piccolo acreditam que um dos pontos fortes está no fato do protagonismo ter sido dado para um ator com síndrome de down. “Essa questão acaba aumentando nossa faixa de espectadores. Trata-se de um espetáculo profissional, com um ator protagonista diferente“, diz a produtora.

A proposta do espetáculo é tocar numa das questões mais importantes dos dias de hoje – tratar o diferente para além da tolerância. “Queremos mostrar o quanto pode ser enriquecedora essa experiência de vida e de mundo, que é o compartilhamento com o diferente”, afirma Dadá. “Todos nós somos diferentes essencialmente. Faz parte da vida esse convívio”, diz Ernesto, completando que “o diferente não é pior“.

Como a história se passa em vários lugares, a montagem faz referência lúdica a um centro urbano. Com duraçãode 60 minutos, a montagem tem trilha sonora pop criada pelo DJ Rodrigo Pena (responsável pela festa BAILINHO), e tem músicas como O Trenzinho Caipira ( Villa Lobo, versão Egberto Gismonti ), Brothers ( Hot Chip), Diamond on the soles of her shoes (Paul Simon), Happy – Pharrell Wiliams (remix de Cousin Cole), Groove Holmes ( Beastie Boys), My Offence ( Hercules & Love Affair) e Fluorescent Adolescent (Artic Monkeys).

#broncadequê. Foto - divulgação (14)

Sinopse

 De família abastada da zona Sul carioca, a estudante de psicologia Clara (Karina Ramil) é muito amiga de Nick (Lorena Comparato), apelido de Nicole. Filha de pais hippies, Nick é uma jovem super-responsável que toma conta de si própria e dos pais. Ambas são amigas de Lupi (Darlan Cunha), um cara meio desligado, um gênio incompreendido da informática, e de Jorge (Theo Nogueira), que largou a faculdade de Belas Artes para se formar em publicidade.

Os quatro amigos inseparáveis conhecem Guilherme (Pedro Baião) em uma passeata pela “Liberdade Down”, convocada pela internet por um anônimo de apelido “Célula 47”. A passeata é um “mico”. No dia e hora marcados ninguém aparece, ou melhor, aparecem apenas Clara, Nick, Lupi, Jorge e Guilherme.

Desse encontro nasce uma relação de amizade e companheirismo entre os cinco jovens. Da manifestação “Liberdade Down”, liderada por Guilherme, que protesta de forma artística, os cinco jovens partem para uma aventura na noite carioca, com direito à balada, romance, serenata e muita diversão.

Como lidar com as diferenças? Como transformar o pensamento ignorante que determina que o sujeito que nasce diferente da maioria é inferior ou aberrante? Quais os meios para interromper a exclusão em que vivem alguns indivíduos rotulados como diferentes? A montagem aborda algumas dessas questões de forma delicada, sensível e humorada. Fugindo das soluções mágicas ou lições moralistas, a proposta é que o espectador saia do teatro e possa levar para o seu cotidiano um olhar renovado sobre o assunto.

Visite o site www.broncadeque.com.br

#broncadequê?
Com Karina Ramil, Lorena Comparato, Pedro Baião, Darlan Cunha, Theo Nogueira.
Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno (Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 60 minutos
14 a 24/07
Quinta, Sexta, Sábado e Domingo – 19h
$30
Classificação 12 anos
 
Texto Rogério Blat.
Direção Ernesto Piccolo.
Direção de Movimento Marcia Rubin.
Cenário Clívia Cohen.
Figurinos Maria Estephania.
Trilha musical Rodrigo Penna.
Iluminação Luis Paulo Nenen.
Preparação vocal Rose Gonçalves.
Designer gráfico Ana Luiza Mello e Rodrigo Barja.
Fotos Nana Moraes e Camilla Maia .
Assistente de Direção João Maia.
Direção de Produção Dadá Maia.
Captação de patrocínio ON TIME Leila Garcia e Jorge Abreu.
Realização Expressão Piccolo Produções.
Assessoria de Imprensa  Arteplural Comunicação

 

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