IMPROVISORAMA – OFICINAS DE IMPROVISAÇÃO TEATRAL

A 3ª edição do Festival Nacional de Improvisação Teatral – “Improvisorama” – além de oferecer vasta programação artística, também contemplará o público com diversas oficinas de improvisação teatral gratuitas. O Improvisorama acontecerá no período de 18 de julho a 01 de setembro em São Paulo, Paulínia, Campinas e Valinhos. As inscrições já estão abertas no site www.improvisorama.com.br.

Os artistas convidados a ministrar as oficinas estão entre os principais profissionais do improviso de todo o Brasil e Colômbia. O curador do Improvisorama, Ian Soffredini, diz que o objetivo é oferecer exercício para atores que já conhecem a arte do improviso e também dar oportunidade para o público em geral que deseja se aventurar na improvisação teatral. “É uma ação de democratização do projeto que pretende difundir as pesquisas na arte da improvisação teatral no Brasil”, diz Ian.

Estas são as oficinas de improvisação teatral disponibilizadas gratuitamente ao público:

– Improvisação, ministrada por Adriana Ospina em Paulínia

Conteúdo: A oficina oferece um treinamento baseado em uma série de jogos e exercícios práticos que colocam o ator em um “perigo cênico”, treinando-o para resolver os problemas imediatamente. Acorda em seus participantes a sensibilidade, a capacidade de escutar, a atenção, a concentração, o trabalho em equipe e a aceitação das propostas próprias e do seu companheiro, criando um ambiente lúdico e divertido em que podem refletir e analisar sem bloqueios e criar com confiança.

 Currículo: Adriana Ospina é formada em Arte Dramática pela Universidade de Antioquia e pioneira na técnica Impro na Colômbia. Uma das fundadoras da Cia. Acción Impro com quem participou de festivais internacionais de improvisação desde o ano 2003. No teatro esteve nas peças “La Escala Humana”, “Los Campanarios del Silencio”, “Rinoceronte” e “Navalha na carne”. Na TV participou do primeiro programa de improvisação da televisão colombiana “Los Impredecibles” na emissora Caracol TV.

Mora em São Paulo há quatro anos e em 2014 foi Campeã do mundial de improviso IMPROFESTS. Participa como improvisadora convidada do espetáculo “Improvável” da companhia Barbixas. Atriz do espetáculo “Subsolo”, do coletivo Bassusseder, assim como no espetáculo “Improvisações Mínimas” da Cia. Do Quintal em parceria com o diretor argentino Sergio Paris e o Pequeno Ato. Atualmente é a diretora do grupo de estudos em Improvisação “Sinestesia” ganhadores do edital de ocupação 2016 na FUNARTE. Fez parte do grupo de cinema AP43 e participou do laboratório de atuação dialética com a Cia. do Latão em 2015. Ministrou workshops de improvisação em Madrid, Rio de Janeiro e Medellín. Atualmente é professora de atuação e improviso na escola Casa do Humor e ministrou aulas de criatividade e inovação na FIA (Fundação Instituto de Administração) na pós-graduação de Gestão de negócios, inovação e empreendedorismo no presente ano.

 Serviço:

Oficina de Improvisação com Adriana Ospina

Local: Theatro Municipal de Paulínia (Av. Pref. José Lozano Araújo, 1551 – Parque Brasil 500, Paulínia–SP)

Dia: 23 de julho

Horário: 14h às 17h

Público alvo: iniciantes

Nº de vagas: 20

– Improvisação, ministrada por Edson Duavy em São Paulo

Conteúdo – A improvisação é uma exercício que favorece a  comunicação e a criatividade no trabalho, além de estimular as atividades em equipe. Esta oficina pretende fazer com que os alunos aprendam a escutar o outro e construir algo que é maior do que o individual. O improvisador é ator, diretor e dramaturgo ao mesmo tempo, sendo totalmente responsável pela criação. A improvisação se baseia em uma série de princípios: a capacidade de adaptação, de não se frustrar diante do fracasso, de arriscar-se ao desconhecido, de confiança no outro, de desenvolvimento do sentimento de  solidariedade e cooperação com o coletivo.

Currículo – Edson Duavy participou do programa da Band “É Tudo Improviso”; Concorreu no Concurso Melhor Stand-up e foi vencedor do quadro Maratona do Humor do programa Tudo é Possível (Record); Participação no Programa Astros – SBT; Concorrente do Prêmio Multishow de Humor;  Solo de Stand up “Pretinho Básico”. Seu currículo conta com 25 espetáculos como ator em 15 espetáculos como diretor.

Também conta com cinco espetáculos como dramaturgo e oito filmes de longa e curta-metragem em seu currículo de ator. Atualmente integra a Cia “E agora?” como diretor e improvisador.

Serviço:

Oficina de Improvisação com Edson Duavy

Local: Teatro dos Arcos (Rua Jandaia, 218. Bela Vista. São Paulo-SP)

Dia: 01 de agosto de 2016

Horário: 15h às 18h

Público alvo: Iniciados com idade acima de 15 anos

Nº de vagas: 25

 

– Improvisação, ministrada por Rhena de Faria em São Paulo

Conteúdo: A oficina pretende fazer uma introdução a improvisação teatral, abordando os princípios básicos por meio de jogos e exercícios clássicos de improvisação. Serão trabalhados nesta oficina exercícios de escuta para estar pronto e aberto para ver, ouvir e assimilar as propostas que surgem ao longo de uma cena; de aceitação das ideias dos companheiros de cena; e a importância de se dizer “sim” de corpo e alma às propostas que surgem na improvisação.

Currículo: Rhena de Faria  é palhaça, improvisadora e diretora teatral. Estudou improvisação com os mestres Ricardo Behrens (Argentina), Frank Totino (Canadá), Shawn Kinley (Canadá), Sergio Dominguez (Colectivo Teatral Mamut – Chile), Omar Medina e José Luis Saldaña (Complot Escena – México), Gustavo Miranda (Grupo Acción Impro – Colômbia),  Omar Galván (Argentina) e Keith Johnstone (Canadá).

Atua nos espetáculos “Jogando no Quintal – Jogo de Improvisação de Palhaços”, da Cia. do Quintal, desde 2004; “A Rainha Procura…”, que lhe garantiu o Prêmio Femsa de Melhor Atriz de 2013; “Caleidoscópio- um espetáculo de Improvisação Teatral”,  dirigido por Marcio Ballas; e “O Eterno Retorno”, em parceria com Marcio Ballas.

Serviço:

Oficina de Improvisação, com Rhena de Faria

Local: Teatro dos Arcos (Rua Jandaia, 218. Bela Vista. São Paulo-SP)

Dia: 11 de agosto de 2016

Horário: 15h às 19h

Público alvo: atores profissionais e iniciantes, idade superior a 18 anos

Nº de vagas: 15

 

– Palhaço, ministrada por Rhena de Faria em São Paulo

Conteúdo: A oficina parte dos princípios de que o palhaço é um ser autêntico, sincero e espontâneo e que sabe rir de si mesmo. Partindo desses princípios serão trabalhados: a relação com a máscara (o nariz vermelho), a presença (trabalhar o “aqui/agora”), descobrimento de seu próprio ridículo e a capacidade de rir de si mesmo.

Currículo: Rhena de Faria  é palhaça, improvisadora e diretora teatral. Estudou improvisação com os mestres Ricardo Behrens (Argentina), Frank Totino (Canadá), Shawn Kinley (Canadá), Sergio Dominguez (Colectivo Teatral Mamut – Chile), Omar Medina e José Luis Saldaña (Complot Escena – México), Gustavo Miranda (Grupo Acción Impro – Colômbia),  Omar Galván (Argentina) e Keith Johnstone (Canadá).

Atua nos espetáculos “Jogando no Quintal – Jogo de Improvisação de Palhaços”, da Cia. do Quintal, desde 2004; “A Rainha Procura…”, que lhe garantiu o Prêmio Femsa de Melhor Atriz de 2013; “Caleidoscópio- um espetáculo de Improvisação Teatral”,  dirigido por Marcio Ballas; e “O Eterno Retorno”, em parceria com Marcio Ballas.

Serviço:

Oficina de Palhaço, com Rhena de Faria

Local: Teatro dos Arcos (Rua Jandaia, 218. Bela Vista. São Paulo-SP)

Dia: 12 de agosto de 2016

Horário: 15h às 19h

Público alvo: atores profissionais e iniciantes, idade superior a 16 anos

Nº de vagas: 15

– Improvisação, ministrada por Andrei Moscheto em São Paulo

Conteúdo: A oficina intitulada “ERRO, logo existo (ou O erro como amigo de cena)” considera que um fator primordial para a criação de cenas improvisadas é que elas estão sempre propensas ao erro. Não há roteiro, não há certezas e várias coisas podem dar errado. Como é possível deixar de temer que um erro possa estragar sua apresentação e poder usá-lo como força criadora? A oficina pretende responder a esta pergunta usando os erros para construir cenas inéditas.

Currículo: Andrei Moscheto é diretor de teatro, com formação em interpretação pela UNICAMP e em direção teatral pela FAP – Faculdade de Artes do Paraná. É diretor e fundador do grupo de comédia Antropofocus, sediado em Curitiba há quase 16 anos.

Começou a atuar profissionalmente em 1991, já ganhando o Troféu Gralha Azul 2002 de Melhor Ator Coadjuvante pela peça “Cãocoisa e a coisa Homem”, dirigida por Aderbal Freire Filho. Foi diretor de palco e codiretor geral do Coral do HSBC (entre 2005 e 2010), diretor de espetáculos musicais em Curitiba e dirigiu o Concerto em Ri Maior, espetáculo de maior sucesso do grupo Cia dos Palhaços.

Como improvisador, participou dos principais projetos desta área no Brasil. Foi um dos atores do programa de TV “É tudo Improviso”, na Bandeirantes. É convidado frequente da Cia Barbixas de Humor, atuando como jogador ou Mestre de Cerimônias. Também participou de espetáculos como Jogando no Quintal, Noite de Improviso, Santo Improviso e é diretor da Impro DNA, uma empresa em sociedade com Daniel Nascimento, especializada em trazer formatos internacionais de improviso para o Brasil.

Serviço:

Oficina de Improvisação, com Andrei Moscheto

Local: Teatro dos Arcos (Rua Jandaia, 218. Bela Vista. São Paulo-SP)

Dia: 17 de agosto de 2016

Horário: 18h às 22h

Público alvo: atores acima de 16 anos com experiência em improvisação

Nº de vagas: 20

– Improvisação, ministrada por Daniel Nascimento em São Paulo

Conteúdo: A oficina de improviso para teatro utiliza técnicas e ferramentas de improvisação para atores na dramaturgia para criação de cenas e jogos.

 Currículo: Daniel Nascimento é improvisador, humorista, diretor, produtor e roteirista. Estudou Rádio e TV na Universidade São Judas Tadeu, Realização e Direção para Cinema na London Film Academy. É ator da Cia Barbixas de Humor onde fez os espetáculos “Improvável”, “Onde Está o Riso?”, “Em Lata”, “Em Breves”, “Notícias Improvisadas”, entre outras.

Na TV trabalhou como ator em “Quinta Categoria”, na MTV; “É Tudo Improviso”, na Band; e “Tomara Que Caia”, na Globo. Também fez direção na TV: “Olívias”, no Multishow; “Saturday Night Live”, na  RedeTV!; e “Chamado Central”, no Multishow.

Serviço:

Oficina de Improvisação, com Daniel Nascimento

Local: Teatro dos Arcos (Rua Jandaia, 218. Bela Vista. São Paulo-SP)

Dia: 18 de agosto de 2016

Horário: 10h às 13h30

Público alvo: público com ou sem experiência acima de 16 anos

Nº de vagas: 20

– A Estética de Interpretação Teatral Popular Brasileira Aplicada ao Improviso, ministrada por Isser Korik em Valinhos e Campinas

Conteúdo: Isser Korik teve sua formação profissional trabalhando com Carlos Alberto Soffredini no Núcleo EsTeP (Núcleo de Estética Teatral Popular). Soffredini desenvolveu uma pesquisa sobre a estética de interpretação dos atores populares brasileiros que atuavam nos pavilhões de Circo-Teatro, que, julga-se, estavam mais próximos das origens da arte popular brasileira. Essa linguagem de interpretação estabelece formatos de comunicação direta com a plateia, colocada sempre no centro da representação, e se mostra um instrumento muito eficaz na maximização do efeito teatral.

Entre 1993 e 2001, atuando no espetáculo Vacalhau e Binho, Isser começou a utilizar essa linguagem de interpretação em momentos de improviso que existiam no espetáculo, logrando ótimos resultados. O objetivo do workshop é apresentar os fundamentos dessa linguagem aos improvisadores contemporâneos, como um recurso suplementar na comunicação com o público.

 Currículo: Diretor, ator, produtor, tradutor e dramaturgo, Isser Korik coleciona trabalhos marcantes como comediante em quase 30 anos de carreira, como “Vacalhau & Binho”, de Zé Fidélis, que permaneceu oito anos em cartaz; “O Dia que Raptaram o Papa”, de João Bethencourt; e, recentemente, “E  o Vento não Levou”, de Ron Hutchinson, e “Toda Donzela Tem um Pai que é uma Fera”, de Gláucio Gill. Como diretor se destaca na comédia.

Concebeu “Nunca se Sábado…”, apresentado por quatro temporadas sob sua direção-geral, que marcou a cena paulistana.

Dirigiu o sucesso “A Minha Primeira Vez”, de Ken Davenport; a trilogia cômica de Alan Ayckbourn “Enquanto Isso…”; “O Mala”, de Larry Shue; o projeto “Te Amo, São Paulo”, que reuniu grandes nomes da dramaturgia paulista; além dos infantis “A Pequena Sereia”, de Fábio Brandi Torres; “Grandes Pequeninos”, de Jair Oliveira; “Cinderela”, “O Grande Inimigo” e “Ele é Fogo!”, de sua autoria, tendo recebido por esse último o Prêmio APCA. É diretor artístico da produtora Conteúdo Teatral e do Teatro Folha, e no momento está em cartaz com os espetáculos “Jogo Aberto” e “Pra Inglês Ver”.

 Serviço:

A Estética de Interpretação Teatral Popular Brasileira Aplicada ao Improviso, com Isser Korik

Local: Auditório Municipal de Valinhos (Rua Vinte e Um de Dezembro, 66 – Centro, Valinhos –SP)

Dia: 09 de agosto

Horário: 13h às 17h; 18h às 22h (segunda turma)

Público alvo: Atores e estudantes de teatro a partir de 18 anos.

Nº de vagas: 15 em cada uma das turmas

Local: Central de Cursos do Parque D. Pedro Shopping (Av. Guilherme Campos, 500 – Jardim Santa Genebra, Campinas-SP)

Dia: 10 de agosto

Horário: 13h às 17h; 18h às 22h (segunda turma)

Público alvo: Atores e estudantes de teatro a partir de 18 anos.

Nº de vagas: 15 em cada uma das turmas

O Improvisorama tem como patrocinador principal a empresa 3M e a programação completa do festival está divulgada no site www.improvisorama.com.br.

WORKSHOP COM SEMIMARU

Atenção, bailarinos (profissionais ou amadores com base em dança) e pessoas ligadas às artes marciais leves (não lutadores)!

Seguem até dia 15 de julho, sexta, as inscrições para o workshop gratuito com Semimaru, um dos criadores e principais bailarinos da companhia japonesa de dança butô SANKAI JUKU (que se apresenta no Teatro Alfa, nos dias 23 e 24 de julho).

Os 30 selecionados serão divulgados até 18 de julho. Informações e inscrições pelo link https://goo.gl/qwqSBz

Critério de seleção: ordem de inscrição + motivo do interesse + compatibilidade ao perfil do workshop, que acontece dia 20 de julho, quarta-feira, às 14 horas, no Centro Cultural São Paulo (r. Vergueiro, 1.000).

Facebook – https://www.facebook.com/events/908318855980548/

MEGURI – MAR EXUBERANTE, TERRA TRANQUILA

Depois de apresentações da Cia de Dança Deborah Colker e do Ballet de Santiago, a Temporada de Dança do Teatro Alfa 2016 – reconhecida por apresentar as tendências da dança contemporânea e trazer companhias criadoras de obras instigantes e significativas – apresenta a renomada companhia de dança Sankai Juku. O grupo apresenta duas sessões de sua mais recente criação, a peça Meguri – Mar Exuberante, Terra Tranquila, dias 23 e 24 de julho, sábado, às 20h, e domingo, às 18h. A companhia vem ao Brasil para apresentações no Rio de Janeiro e em São Paulo após turnê pela Europa, onde já se apresentaram em Singapura, Itália, Finlândia e França.

Coreografia para 8 bailarinos, Meguri é a criação mais recente de Ushio Amagatsu (1949), diretor artístico, coreógrafo e bailarino japonês que pertence à segunda geração de dançarinos de butô, gênero fundado em meados da década de 50, no Japão pós-Segunda Guerra, por Tatsumi Hijikata e Kazuo Ono, como um movimento de contracultura e revolta dos japoneses contra a ocupação americana. No ankoku-butoh – dança das trevas – os dançarinos experimentam com os limites do corpo numa subversão da ideia da dança, quase sem música.

Na peça, os dançarinos estão em cena completamente pintados de branco para apagar suas personalidades e também para refletir melhor a luz delicada da cena. Os figurinos não enfatizam o masculino ou o feminino, mas sim figuras andróginas.

O espetáculo é dividido em sete sequências: Um clamor à distância, Transformação do fundo do mar, Duas superfícies, Premonição – Quietude – Tremores, Floresta de Fósseis, Entrelaçamentos e Retorno. A arte no fundo do palco foi criada à imagem de fósseis de criaturas marinhas do período paleozoico conhecidos como lírios-do-mar (crinoides), e o chão recebe uma fina camada de areia que, ao fim da apresentação, registra as pegadas dos dançarinos.

Segundo Amagatsu, o cenário de Meguri é a representação de um ambiente que muda e envolve os dançarinos. Dessa forma, os intérpretes dialogam com as mudanças que acontecem neste local. “A vida na terra, incluindo a dos seres humanos, sobrevive sem cessar. No entanto, é difícil reconhecer isso na rotina. Eu espero que os espectadores sintam que nossas vidas na Terra estão entre uma linha fina que separa o presente de um passado inimaginável”, conta Amagatsu.

O estilo do coreógrafo, que no começo não foi aceito como butô pelos críticos tradicionais, reflete a experiência global de Amagatsu. Durante as turnês mundiais da companhia, o coreógrafo observou o que chama deuniversalidade entre todas as culturas: de forma mais abstrata, a expressão original das emoções; no aspecto físico, o diálogo com a gravidade que todas as pessoas estabelecem durante a vida, quando aprendem a sentar, se levantar e andar.

Eu não tento explicar algo nem contar uma história no espetáculo. Ficarei grato se as plateias sentirem cada cena – que chamamos de tableau – como um poema. Há quem diga que nossa dança é em câmera lenta, mas não é. Ela é o resultado de um diálogo cuidadoso com a gravidade– não uma repulsão, e sim uma conformidade com ela. A dança ocidental é, em sua maioria, criada pela tensão: levantar uma perna, controlar uma forma. Em contraste, nós pensamos no estado de relaxamento como a base de nossa dança”, explica Ushio Amagatsu.

A palavra meguri (pronuncia-se meguru) é usada para tudo o que se move ou circula seguindo uma ordem ou um sistema pré-descrito, como a passagem do tempo, o ciclo das quatro estações e as transições que já ocorreram na Terra. Na forma de verbo, refere-se a tudo o que gira.

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Meguri
Com Ushio Amagatsu, Semimaru, Sho Takeuch, Akihito Ichihara, Ichiro Hasegawa, Dai Matsuoka, Norihito Ishii e Shunsuke Momoki.
Teatro Alfa
Duração 80 minutos
23 e 24/07
Sábado – 20h e Domingo – 18h
$50/$180
Classificação livre
 
Coreografia, conceito e direção: Ushio Amagatsu.
Trilha sonora: Takashi Kako, Yas-KaZ, Yoichiro Yoshikawa.
Direção de palco: Kazuhiko Nakahara.
Iluminação: Satoru Suzuki.
Produção técnica: Keizuke Watanabe.
Som: Akira Aikawa.

SAMBA DE MARIA

O Theatro NET São Paulo, na Vila Olímpia, recebe Maria Rita nos dias 21 e 22 de julho, quinta, sexta e sábado, para show Samba de Maria.

A artista apresenta repertório composto por sambas que inspiraram sua carreira e que fazem parte da história do gênero, um dos mais tradicionais no país.

No set-list de Maria, vinte canções. Na primeira parte ela interpreta Gira, Girou, Alto Lá e Coração em Desalinho. Mais adiante uma homenagem às vozes femininas do samba.

Presto essa humilde homenagem a essas grandes mulheres. Canto Adriana Calcanhotto, canto Beth Carvalho, canto minha mãe e canto aquela que pra mim é, atualmente, a maior cantora do Brasil: Alcione”, diz Maria.

Nesta parte vem Beijo Sem, Tradição (Vai Vai), Saudosa Maloca e Não Deixe o Samba Morrer. O show traz ainda uma composição inédita,Cutuca, parceria de Davi Moraes, Fred Camacho e Marcelinho Moreira.

O conceito artístico do Samba da Maria, com Davi Moraes (guitarra), Fred Camacho (banjo e cavaquinho), André Siqueira e Marcelinho Moreira (percussão) dispostos em um semicírculo com Maria Rita ao centro, cria uma atmosfera íntima, próxima e repleta de cumplicidade entre plateia, músicos e a artista.

Theatro Net São Paulo – Com capacidade para 799 pessoas, o teatro foi inaugurado em julho de 2014 com o show Gilbertos Samba, de Gilberto Gil, fica no quinto andar do Shopping Vila Olímpia, na zona Sul de São Paulo – região reconhecida como o Vale do Silício brasileiro por sediar empresas como Google, Facebook e Twitter.

A casa segue a mesma linha de programação e conceito chique-nostálgico do Theatro Net Rio. Com curadoria pautada pelo critério da qualidade e privilegiando a MPB, entre os nomes que passaram pela casa estão Maria Bethânia, Elba Ramalho, Bibi Ferreira, Fafá de Belém, Martinho da Vila, Arnaldo Antunes, Toquinho, Lenine, Leoni, Zizi Possi e João Bosco, além da nova geração encabeçada por Clarice Falcão,  Alice Caymmi e Filipe Catto.

Também integraram a grade de programação da casa espetáculos teatrais como Raia 30 o Musical (espetáculo em cartaz até outubro), Chaplin o Musical, O Grande Circo Místico (com músicas de Chico Buarque e Edu Lobo), Sexo, Drogas e Rock and Roll (com Bruno Mazzeo), Bem-Vindo Estranho (com Regina Duarte) e As Noviças Rebeldes (direção de Wolf Maia).

Samba de Maria
Com Maria Rita
Theatro NET São Paulo – Shopping Vila Olímpia (Rua Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo)
Duração 90 minutos
21 a 23/07
Quinta – 21h; Sexta e Sábado – 21h30
$120/$240
Classificação 12 anos