PLAYGROUND

A história de amor de dois casais destituídos de nomes e gêneros, e também a história do fim deste amor é o ponto de partida de “Playground”. Com ingressos gratuitos, a peça tem texto de Ricardo Inhan, direção de Pedro Stempniewski, e traz para o palco as atrizes Monique Maritan e Stella Garcia, além do músico Bruno Avoglia e da iluminadora Junia Magi.

Arriscando na obviedade do título a encenação propõe a vasculhar e (re)criar espaços em que tanto atores quanto plateia possam partilhar da área destinada a infantilidades. Em PLAYGROUND, o quarteto de dois casais heterossexuais sugerido pelo texto é subvertido: duas atrizes + uma iluminadora + um músico. Técnicos, atores e público dividem o mesmo espaço para contar a quase fábula e assim evidenciar a brincadeira teatral. Na montagem, um carro em movimento e um atropelamento. Após a batida, tempos e espaços são revividos e bifurcados, começo, meio e fim destas relações: piqueniques, encontros num lançamento de livro, discussões sobre all stars furados, falta de dinheiro, vasos quebrados, um cachorro morto, uma pá e o desejo de um futuro próspero.

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ARQUIVO 18/07/2016 CADERNO2 Cenas de ‘Playground’ do grupo Poleiro do Bando Foto: Cacá Bernardes

Plateia em cima do palco

O espaço cenográfico é formado por um gramado artificial, daqueles destinados aos playgrounds que decoram e protegem do impacto em caso de acidentes e puffs coloridos, que servem como elementos cênicos e assentos para o público. Abusando das cores primárias, a paleta de cores se complementa nos figurinos, nos pequenos objetos cenográficos e na iluminação que somando à ação das atrizes mapeiam onde as cenas se desenrolam e se limitam. A plateia, alojada em cima do palco, forma quadrantes, que por vezes lembram um jogo de tabuleiro.

Segundo o diretor Pedro Stempniewski, o público ‘acomodado’ entre as transições cênicas é intermédio e obstáculo ao isolamento dramático. “Cabe a plateia juntar as histórias e refazer a dramaturgia, passível de unidade ou não, ou seja, um playground de linguagens”, brinca ele.

Ocupação Poleiro do Bando

O grupo paulista Poleiro do Bando realiza de 1º de julho a 7 de agosto no Teatro Alfredo Mesquita a Ocupação Poleiro do Bando. Além da estreia de PLAYGROUND, o coletivo apresenta a montagem infantil Família Formigueiro Casa Condomínio (sábados e domingos às 16 horas – até 7 de agosto). A peça Tão Pesado Quanto o Céu [peça HQ] abriu a mostra de repertório. Todos os espetáculos têm ingressos gratuitos, que devem ser retirados na bilheteria do teatro uma hora antes de cada apresentação.

Playground
Com Monique Maritan e Stella Garcia.
Teatro Alfredo Mesquita (Avenida Santos Dumont, 1770 – Santana, São Paulo)
Duração 60 minutos
22/07 até 07/08
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
Entrada gratuita (Ingressos distribuídos uma hora antes de cada apresentação.
Classificação 16 anos
 
Texto – Ricardo Inhan.
Direção e Cenografia – Pedro Stempniewski.
Direção e Execução Musical – Bruno Avoglia.
Concepção de Luz e Operação – Junia Magi. 
Figurino – Stella Garcia e Playground.
Provocação Cênica – Mariana Vaz.
Projeto Gráfico – Leonardo Carvalho.
Fotos – Camila Trafimovas e Ricardo Inhan.
Produção – Ariane Cuminale e Poleiro do Bando.
Assistente de Produção e Cenário – Marcelo Roya.  
Assessoria de Imprensa – Nossa Senhora da Pauta

 

 

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