BENDITO SEJA SEU MALDITO NOME (UMA CONVERSA SOBRE O PROCESSO DE CRIAÇÃO)

Na noite do dia 14 deste mês, voltamos ao Quilombo Afroguarany Casa Amarela (ou comumente conhecido como Casa Amarela) para revermos o espetáculo “Bendito Seja Seu Maldito Nome” e conversarmos com o autor e diretor, Jean Dandrah.

Era a última apresentação desta primeira temporada, apresentada nesta mansão paulistana centenária da década de 20, que foi abandonada, e então ocupada por artistas, que queriam um espaço para poderem mostrar a sua arte e ministrarem seus cursos.

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Mesmo já tendo assistido a peça, enquanto aguardávamos o início, era como se fosse a primeira vez. Passar pela porta de entrada, decorada com mandalas e caçadores de sonhos, era como se apagasse todos os nossos pensamentos, e nos deixasse abertos para o que iríamos vivenciar no seu interior.

Mas naquele dia, a apresentação teve um quê de teatro realista. Durante a atuação, em um momento de fúria do personagem Vado, quando ele pegou o cinto para bater em Neusa Sueli, o objeto encostou no fio de luz, partindo-o e ficamos no escuro.

(Em outras apresentações, provavelmente teríamos que esperar o conserto, e se não fosse possível, teríamos que voltar em outro dia. Mas não foi o que  aconteceu.)

O Teatro fez-se presente. Os atores continuaram a encenação, umas lanternas apareceram e foram elas o foco de luz para iluminar a cena. Mas sem ser poético em demasia, a luz interna dos atores fez com que a peça chegasse ao final, sem nenhum problema para o andamento da peça. Quem estava naquela sessão, viu a magia do Teatro ser feita ao vivo.

Ainda tocados pela experiência, fomos até o salão onde a peça tem início, para conversarmos com Jean Dandrah, que também estava emocionado com o trabalho que tinha feito com um grupo de jovens atores e que se iniciou em 2015, durante um workshop preparatório para esta montagem.

O Processo de Criação

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Jean Dandrah

Jean conheceu os atores, quando era professor de teatro deles num curso profissional. Depois de feito alguns trabalhos, e por motivos pessoais, percebeu que o Grupo Palco Meu de Teatro precisava alçar voo próprio.

Por causa de sua paixão pela dramaturgia brasileira e pela obra do ‘autor maldito’, Plínio Marcos, desde a época que era estudante no curso de Artes Cênicas (EAD – USP), Jean resolveu montar um workshop de 60 dias, onde Plínio seria estudado.

No inicio, foram 35 atores inscritos, mas somente selecionados 14. Isso porque a proposta que Jean tinha, era de fazer um trabalho de imersão na obra do dramaturgo. Iriam estudar a década de 70, que é quando passa a maior parte das peças de Plínio Marcos, e suas personagens – prostitutas, vagabundos, ladrões, traficantes. Seres humanos que estão à margem da sociedade, que preferimos não vê-los, como se não existissem.

A pergunta que Jean fez para os inscritos, no momento da seleção, foi decisiva para a escolha dos selecionados.

Você está preparado para por a mão no lixo? Não só a mão, mas o corpo inteiro? Porque de repente você vai entrar num bueiro e não sabe o que tem lá dentro. É inóspito, escuro, cheio de rato. Você está disposto a encarar a sombra da sua personagem?

Os aprovados viram todas as entrevistas de Plínio Marcos que puderam encontrar na internet, além de lerem todas as resenhas das obras e de assistirem as peças que foram transpostas para o cinema.

Mas Jean ainda não sabia qual peça iria fazer com os 14 atores. Afinal, tirando o texto “Homens de Papel” (1968), que fala sobre a vida de catadores de papel, e que tem várias personagens; os outros textos não comportariam todos os atores juntos. E a divisão em pequenos grupos não passava pela cabeça do autor e diretor.

Foi quando ele resolveu que “apenas vou pegar as personagens, tirá-las dos livros e criar o meu texto. Como saíram do contexto delas, e as catorze convivem agora numa mesma história, são as minhas personagens. Eu faço é uma homenagem a elas, crias de Plínio Marcos. E trouxe também a marginalidade empregada por ele“.

A transformação dos atores nos personagens

O processo de criação das personagens começou do zero, já que o texto seria novo e autoral. Mas para tanto, os atores precisavam saber, por onde suas personagens passaram. E não foi nada fácil.

Os atores são muito jovens. Ainda não têm o estofo que as personagens do Plínio requerem. Eles são talentosos, compreenderam o contexto durante o workshop, mas não tiinham a vivência. Afinal não são do mesmo meio sócio cultural. Eles não experimentaram a incerteza de não saber se teriam o que comer no dia seguinte.

 O meu grande desafio como diretor foi pegar estes meninos, de classe média, e falar ‘olha para essa periferia, que está à margem da sociedade. Eles existem. A gente olha, mas não os enxerga’.

Jean acredita que com o workshop e com a montagem da peça, conseguiu transformá-los em pessoas mais humanas, com uma visão mais ampla do que acontece na nossa sociedade. Durante as apresentações, fizeram campanhas para recolher agasalhos e alimentos, e os atores foram entregar os objetos para quem precisava.

O resultado do trabalho apresentado pôde ser conferido no olhar e na reação da plateia ao término de cada espetáculo durante esta primeira temporada. Muitas vezes um choro; outras uma mudez. Para muitos, era a primeira vez que estavam “vendo” estas personagens; para outros, eles são o foco do trabalho, do dia a dia.

Independente da reação, Jean Dandrah e o Grupo Palco Meu de Teatro atingiram os seus objetivos –  difundir a dramaturgia brasileira; preparar atores – e pessoas – melhores; e dar voz a quem muitas vezes nem é visto.

Se quiser ler a nossa opinião, segue o link – https://goo.gl/82iRQZ

Bendito Seja Seu Maldito Nome
Com Ana Flavia Simões, Analice Pierre, Diógenes Gonçalves, Jefferson Mascarenhas, Júlia Carone, Kadu Castro, Klauer Sampaio, Lu Monteiro, Marcus Lunardi, Milene Haddad, Rudney Souza, Thaynara Azevedo e Tom Dias
Stand-ins Miriã Silva, Kleber Lopez, Catharina Portugal, Laís Ledah, Monyke Procópio, Ivo Gandra, Nando Cunha, Dan de Almeida, Henrique Leite, Maysa Mascarenhas, Lucas Braguiroli, João Paulo Jacob
Casa Amarela (Rua da Consolação, 1075 – Consolação, São Paulo)
Duração 120 minutos
03/09 a 06/11
Sábado e Domingo – 20h45
$50
(se trouxer um agasalho em bom estado ou 1kg de alimento, tem desconto de 30%)
Classificação 18 anos
 
Texto e Adaptação livre: Jean Dandrah
Direção Geral: Jean Dandrah
Produção Executiva: Manoel Zanini
Relações Públicas: Milene Haddad
Arte: Felipe Sesoko – Sesoko Art Studio
Cenografia: Sam Valdarez e Kadu Castron
Figurino: Criação Coletiva 70
Luz e Som: Alexandre Zulu

(a matéria contou com a colaboração de Rebecca Celso, dramaturga e cineasta)

FOREVER YOUNG

Imagine que muitos anos se passaram, e os ídolos da sua juventude agora estão velhos. Quase centenários. Seus corpos, instrumentos de trabalho, não respondem mais da mesma forma. A voz falha. O humor não é o mesmo. Apenas o brilho no olhar deixa transparecer que suas essências permanecem. Eles ainda amam o bom (e velho) rock’n roll.

Num antigo teatro transformado em asilo, essas estrelas do passado se divertem e fazem mil planos de dominação mundial – enquanto a enfermeira não volta, claro. É esta a proposta da comédia musical “Forever Young”, iniciando oficialmente sua temporada dia 19 de agosto no Teatro Raul Cortez da Fecomércio.

O produtor Henrique Benjamin, que se deparou com o sucesso estrondoso da peça do suíço Erik Gedeon em Madri, esclarece que não se trata de um musical blockbuster (embora tenha sempre casa lotada por onde passe): “temos um cenário modular, o que facilita muito a circulação da peça por cidades onde não haja a estrutura gigantesca necessária a muitos musicais que conhecemos. Além disso, o elenco enxuto traz flexibilidade para a produção”.

Por falar em elenco, o produtor tirou a sorte grande. Jarbas Homem de Mello, Paula Capovilla, Marcos Tumura, Cláudia Ohana e (estreando em musicais a convite do diretor, Jarbas) Carmo Dalla Vecchia são os idosos protagonistas. Miguel Briamonte assina a Direção Musical e vive o pianista do asilo. A enfermeira “carrasca” é interpretada por Fafy Siqueira. Os stand-ins são igualmente espetaculares: nos papeis femininos, a substituição caberá a Naíma; os rapazes serão eventualmente vividos por Rodrigo Miallaret.

Em cena, os anciãos Jarbas, Paula, Tumura, Cláudia e Carmo pegam emprestado mais do que os nomes dos atores. Cada personagem tem um pouquinho da identidade de seu intérprete. “Fizemos ainda um trabalho com a preparadora Renata Melo de descobrir como os nossos corpos envelheceriam, quais seriam as limitações de movimento, de fala, de cada um”, diz Cláudia.

Já na Direção-geral, Jarbas afirma que buscaram trazer o tema para o Brasil, para “os nossos velhinhos”. Na trilha sonora, além de clássicos internacionais dos anos 60, 70 e 80, o maestro Briamonte incluiu Raul Seixas, Tim Maia, Ernesto Nazareth e outros compositores brasileiros. “Somos nós. Este é o nosso universo”, diz ele. Algumas composições incidentais são do próprio Miguel Briamonte, em parceria com Fafy Siqueira.

A conversa com a imprensa, regada a café passado na hora e amanteigados caseiros, teve clima de tarde chuvosa na casa da avó. Foi um bate-papo delicioso sobre como retratar de forma leve a exclusão social da terceira idade (sem deboche ou caricatura), longevidade no Brasil e a arte de envelhecer com otimismo. Afinal de contas, 2050 (quando teoricamente se dá a ação da peça) é daqui a 34 anos. Está logo ali.

Diante de uma questão quase filosófica (“Qual chama vocês esperam que não se apague quando tiverem 90 anos?”), os artistas responderam em uníssono: “a alegria“. Depois citaram também a curiosidade e a vontade de olhar sempre para frente como metas de vida. Fafy ainda acrescentou que tem certeza de que estará “fazendo tudo o que faz agora” (atuando, compondo, cantando, produzindo… Nós esperamos que sim!).

De fato, com um grupo tão fenomenal de “velhinhos”, a conclusão da conversa não poderia ser outra: só fica velho quem não se diverte.

(colaboração e fotos – Rebecca Celso)12278906_10153839933960337_6738104131258837289_n

Forever Young
Com Claudia Ohana,  Carmo Dalla Vecchia, Jarbas Homem de Mello, Marcos Tumura, Paula Capovilla e Fafy Siqueira
Piano: Miguel Briamonte
Stand In: Naíma 
Theatro Net SP – Shopping Vila Olímpia (R. Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo)
Duração 90 minutos
04/11 até 18/12
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 18h
$50/$100
Classificação 10 anos
Autor: Erik Gedeon
Direção Geral: Jarbas Homem de Mello
Supervisão Artística/tradução/adaptação: Henrique Benjamin
Direção Musical e canções adicionais: Miguel Briamonte
Supervisão Cenográfica: Luís Rossi
Figurino: Paulette Pink
Visagismo: Hugo Daniel
Designer de Luz: Fran Barros
Designer de Som: Rafael Caetano
Produção Geral: Henrique Benjamin e Sandro Chaim
Assessoria de Imprensa: Marra Comunicação
Lei de Incentivo à Cultura Proac
Patrocínio:  Eurofarma e Prevent Senior
Apoio:  Supermercado Sonda e Tubos Ipiranga
Transportadora Oficial:  Avianca
Promoção: Globo
Realização: Coisas Nossas Produções, Benjamin Produções,  Chaim XYZ Produções, Governo de São Paulo, Secretaria da Cultura e Ministério da Cultura, Governo Federal

DIÁLOGOS DE SALOMÉ COM SÃO JOÃO BATISTA

Oscar Wilde na prisão evoca Salomé e São João Batista para falar sobre o amor e a traição. Nessa montagem, Salomé é caracterizada como um TENGU (ser fantástico das profundezas da mitologia japonesa que apavora os sonhos dos mortais). Da obra de Oscar Wilde com direção e dramaturgia de Sérgio Ferrara, a peça  resgata a poesia Simbolista de Cruz e Souza e Baudelaire e os poemas chineses da Dinastia Tang de Li Bai.

O espetáculo é concebido como uma instalação cênica no Porão do Teatro Sérgio Cardoso dando continuidade à pesquisa do diretor Sérgio Ferrara sobre a Trilogia dos Malditos com a ocupação de espaços não convencionais que começou com “Genet: O Poeta Ladrão”, de Zen Salles na sala Beta do Sesc Consolação e encerrará com Pier Paolo Pasolini.

Diálogos de Salomé com São João Batista estreia dia 30 de agosto no Porão do Teatro Sérgio Cardoso comFransérgio Araújo, Camila dos Anjos, Gustavo Haddad, Tony Lee, Pablo Ginevro e Ruben Espinoza. Completam a ficha técnica Maria Bonomi (cenário), Caetano Vilela (iluminação) e Kleber Montanheiro (figurino).

Oscar Wilde e Salomé
Buscamos resgatar por meio da encenação do texto Salomé do autor Oscar Wilde a estética do movimento Simbolista fazendo um paralelo com a poesia Simbolista na figura de Cruz e Souza: o Cisne negro do simbolismo brasileiro”, conta o encenador Sérgio Ferrara. 

Uma das peças mais conhecidas de Oscar Wilde, Salomé foi escrita no ano de 1891, quando o escritor passou uma temporada em Paris. O tema para a peça já martelava a cabeça de Wilde desde, pelo menos, sua visita a uma exposição do pintor francês Simbolista Gustave Moreau voltado para o mesmo assunto.

Inspirada em uma história presente em passagens bíblicas e escrita originariamente em francês a peça conta, em um único ato, com os requintes típicos da elaboração estética de Wilde, a história de uma festa celebrada no palácio do tetrarca Herodes Antipas. Nesta festa, Salomé se revela apaixonada pelo profeta Iokanaan (mais conhecido como São João Batista), que estava preso no palácio por ter denunciado publicamente o casamento incestuoso entre Herodes e Herodíade, a qual fora casada com o irmão do tetrarca, bem como a corrupção reinante no governo.

A tensão da peça é grande: há sinais de que algo ruim ocorrerá, os quais se manifestam todo o tempo através de falas dos personagens principais ou mesmo os secundários, como alguns guardas. Salomé, então, pede a cabeça de Iokanaan em uma bandeja de prata. Embora Herodes tente, com as mais diversas e ricas ofertas, dissuadir sua enteada e sobrinha da solicitação feita, a promessa não pode ser quebrada e a cabeça do profeta é entregue a Salomé em uma bandeja de prata. Ela, então, pega a cabeça e beija a boca de Iokanaan, alcançando seu objetivo e atingindo um êxtase doentio. Vendo a cena, Herodes se exaspera e ordena que seus soldados acabem com a vida de Salomé porque nesse momento ele sente o prenúncio que um grande crime foi cometido contra um Deus desconhecido.

A figura de Salomé foi um dos mitos maiores na produção artística do fim do século XIX e uma fonte de inspiração constante para pintores, poetas, músicos, dramaturgos, escritores daquela época. Salomé representa a divindade mais afortunada do eterno feminino e tornou-se uma figura central do Simbolismo/Decadentismo francês e para ela, convergiram os sonhos e os fantasmas dos contemporâneos.

Em Diálogos de Salomé com São João Batista, “a encenação irá se voltar para o interior das personagens, buscando, através de uma linguagem de signos, colorida e vibrante do texto simbolista, sugerir as angústias do homem. Pelo seu aspecto enigmático, místico (até religioso) não estará preocupada com a descrição do mundo e sim com a sugestão de realidades (materiais ou abstratas) que compõem esse mundo”, conta o diretor.

“Oscar Wilde é a simples supremacia do cotidiano sobre os dogmas cristãos. Contra a fé e a crença em um mundo espiritual de ideias eternas e etéreas, Wilde rompeu com o modo platônico de pensar que vem se perpetuando através da cristandade por séculos. Ao contrário do que a sociedade da época estabelecia, tinha a crença de que a estética aflorava internamente no homem, onde o bom, o belo e o agradável são determinados pelo indivíduo e não em interesses diversos baseados na economia e religião. Preocupado com a possibilidade do ser humano tornar-se prisioneiro do mundo objetivo, encontra na imaginação a utilidade e beleza da mentira sem confundi-la com aquilo que é real”, completa.

O Teatro Simbolista, por Sérgio Ferrara
O teatro simbolista tem, como base, a união da poesia e da música. O teatro de Maeterlinck, por exemplo, oferece dramas líricos, em que se enfatiza o isolamento, a solidão e a nostalgia. O que importa, acima de tudo, é a valorização dos símbolos. No palco, as peças não devem apresentar uma temática realista, mas seu objetivo será, através da poesia, da música e da dança, criar um clima onírico, que expresse “estados de alma.”A iluminação irá ressaltar o ambiente onírico, através dos claros e escuros, ou seja, a criação de uma atmosfera lunar. Além de libertar o espaço de suas limitações, dando-lhe mais profundidade. Daí,ocasos, crepúsculos, noites de luar… As cenas são introspectivas, voltadas para uma “visão interior”. Figurinos terão cores, baseadas nos símbolos: o azul, por exemplo, significa o infinito; o branco, a paz; o vermelho, o sangue, a guerra e assim por diante.  Enfim, esse tipo de teatro deve levar o espectador a se sentir numa atmosfera de sonho, que irá estimular a sua fantasia e ampliar as suas habilidades imaginativas.

O Simbolismo é um movimento que aprofunda e radicaliza os ideais românticos, estendendo suas raízes à Literatura, aos palcos teatrais, às artes plásticas. Ele nasceu na França, no final do século XIX, em contraposição ao Realismo e ao Naturalismo. No intenso contato com a cultura, a mentalidade, as artes e a religiosidade orientais, os artistas desta época mergulham nestes valores distintos do pensamento ocidental, mais racional, e espelham em suas criações esta outra visão de mundo.

Os simbolistas percorrem, assim, caminhos mais ousados e irracionais, recorrendo ao uso extremo dos símbolos e do misticismo, empreendendo rumo ao inconsciente uma jornada além dos limites extremos da razão, um mergulho nos recantos mais ocultos do inconsciente.

Para tanto, o simbolismo redescobre e redimensiona a subjetividade, o sentimento, a imaginação, a espiritualidade; busca desvendar o subconsciente e o inconsciente nas relações misteriosas e transcendentes do sujeito humano consigo próprio e com o mundo.

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Diálogos de Salomé com João Batista – 11/08/2016 Dir.: Sergio Ferrara fotos: Vivian Fernández (21) 9.9716.5215 vivian.fernandez@gmail.com

Diálogos de Salomé com São João Batista
Com Fransérgio Araújo, Camila dos Anjos, Gustavo Haddad, Tony Lee, Pablo Ginevro e Ruben Espinoza
Teatro Sérgio Cardoso – Porão (R. Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 50 minutos
30/08 até 27/10
Terça, Quarta e Quinta – 20h
$50
Classificação 16 anos
 
Da obra de Oscar Wilde
Dramaturgia e direção: Sergio Ferrara
Cenário: Maria Bonomi
Concepção de luz: Caetano Vilela
Iluminador adjunto: Icaro Zanzini
Figurino: Kleber Montanheiro
Assistente de direção: Ana Lys
Contra regra: Emerson Nigro
Fotos: Vivian Fernandez
Assistente de produção: Luciana Affonso
Assessoria de imprensa: Douglas Picchetti e Helô Cintra (Pombo Correio)
Direção de Produção: Elder Fraga
Realização: Fraga & Ferrara Produções