O HOMEM ELEFANTE

‘O Homem Elefante’ de Bernard Pomerance ganha sua primeira montagem no país, com encenação de Cibele Forjaz e Wagner Antônio (28 patas furiosas) e chega a São Paulo após temporada de sucesso de crítica e público no Rio de Janeiro (Oi Futuro Flamengo) – quando foi avaliada como uma das 10 melhores peças em cartaz na cidade (Veja Rio – Jan/2015) – e em Belo Horizonte (Oi Belo Horizonte) – a convite do conceituado projeto Teatro em Movimento (maio/2015).

O espetáculo cumprirá temporada de 24 apresentações no CCC (Centro Compartilhado de Criação), no período entre 03 de setembro a 03 de outubro, com uma sessão extra no dia 01/10, sábado, às 18h. A peça estreou em dezembro de 2014 e é uma parceria criativa entre a companhia aberta (RJ) e os diretores paulistas Cibele Forjaz e Wagner Antônio.

Escrita por Bernard Pomerance em 1977, a peça foi sucesso na Broadway na década de 80 e esteve em cartaz novamente, em 2014, com Bradley Cooper no papel título. No cinema ganhou adaptação de David Lynch, em 1980, com Anthony Hopkins, John Hurt, Anne Bancroft e John Gielgud no elenco. O Homem Elefante é uma história verídica inspirada na vida de John Merrick, jovem portador de uma terrível deformação física que viveu em Londres na segunda metade do século XIX. Considerada a “Era Dourada do Circo Britânico”, John Merrick passa a ser explorado como principal atração dos freak shows (shows de aberrações).

Os atores mineiros Daniel Carvalho Faria, Davi de Carvalho e Vandré Silveira fundadores no Rio de Janeiro, onde residem, da companhia aberta escolheram montar o texto de Bernard Pomerance e convidaram Cibele Forjaz e Wagner Antônio para conduzir a encenação, além da atriz paulistana Regina França para interpretar a Sra. Kendal.

O projeto é da companhia aberta. Vandré, Davi e Daniel viram O Idiota (peça dirigida por Cibele) no Rio. Pegaram um ônibus e foram até a minha casa em São Paulo para me fazer o convite. Gostei do texto e, principalmente, do desejo dos três atores de viver essa história incrível. O brilho no olhar deles me cativou. Eles se mudaram para São Paulo e, junto com Regina França, encararam oito horas de ensaios diários. Este é, antes de tudo, um trabalho de equipe.”   – Cibele Forjaz.

Durante um ano, os atores fizeram uma imersão na cidade, por meio de workshops para a construção da encenação. Atores e encenadores estudaram o texto de Bernard Pomerance e as suas referências diretas, principalmente o relato de Sir Frederick Treves (“O Homem Elefante e Outras Reminiscências”), médico inglês que conta a história de seu paciente Joseph Merrick. Este relato é a fonte de todas as demais adaptações, incluindo a peça do próprio Pomerance e o filme de David Lynch.

Em O Homem Elefante uma trupe de atores apresenta o duelo ideológico entre a chamada civilização ocidental e a barbárie, que por sua vez remete ao Terceiro Mundo. O monstro interior de cada um, que buscamos domesticar. Que monstro será esse, que leva tantas pessoas ao teatro? O que elas procuram? A história continua, porque o Homem Elefante ainda exerce um poder encantatório sobre os espectadores, talvez porque estes projetem sobre um outro o que temem em si mesmas.

A companhia aberta tem em sua trajetória uma investigação criativa por meio de parcerias artísticas, novas dramaturgias e diversas linguagens de encenação e atuação. O desejo de estabelecer uma parceria criativa com a diretora Cibele Forjaz na concepção do espetáculo “O Homem Elefante”, vem de uma identificação com seus métodos de pesquisa e direção (pouco ortodoxos e nada cartesianos), a partir de conceitos como a dramaturgia do espaço, o épico-dramático-ritual e o pensamento do aqui e agora no teatro.

SINOPSE

Uma história verídica inspirada na vida de John Merrick, portador de uma terrível deformação física, que viveu em Londres na segunda metade do século XIX, considerada a “Era Dourada do Circo Britânico”. O jovem Merrick (Vandré Silveira) passa a ser uma das principais atrações dos ‘freak shows’(shows de aberrações), além de ser explorado e maltratado pelo showman Ross (Daniel Carvalho Faria). É resgatado pelo jovem médico Dr. Treves (Davi de Carvalho), sendo acolhido para observação num prestigiado hospital londrino. No hospital, Merrick passa de objeto de piedade à coqueluche da aristocracia e dos intelectuais, com a ajuda de uma famosa atriz, Sra. Kendal (Regina França), que o apresenta à sociedade londrina. Mas a sua esperança de um dia poder ser “um homem como os outros” acaba por se revelar um sonho jamais realizado.

O Homem Elefante
Com Daniel Carvalho Faria, Davi de Carvalho, Regina França e Vandré Silveira
Centro Compartilhado de Criação. (Rua James Holland, 57 – Barra Funda, São Paulo)
Duração 100 minutos
03/09 até 03/10
Quinta, Sexta, Sábado e Segunda – 21h; Domingo – 20h
$20
Classificação 16 anos
 
*Dia 01/10/2016 sessão dupla às 18h e 21h.
 
Idealização: companhia aberta
Texto: Bernard Pomerance
Encenação: Cibele Forjaz e Wagner Antônio
Assistente de direção: Artur Abe
Iluminação: Wagner Antônio
Cenário: Aurora dos Campos
Figurino: Valentina Soares
Direção musical e trilha sonora: Dr Morris
Direção de produção SP: Carla Estefan
Assistente de produção: Erika Fortunato
Direção de cena: Wallace Lima
Operação de som: Anderson Franco
Assistente de Iluminação: Douglas de Amorim
Contrarregra: Natasha Karasek
Identidade Visual: Balão de Ensaio
Ilustrações site: Antonio Sodré Schreiber
Fotos do programa: Vitor Vieira
Fotos de cena: Rodrigo Castro
Assessoria de imprensa: Adriana Monteiro (Ofício das Letras)
Realização: companhia aberta

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