LUA DE CHOCOLATE

Com dramaturgia de Adriana Gattermayr e Patrícia Franco – esta última também na direção -, o espetáculo começa no quarto de duas irmãs que tentam fugir da hora de dormir, simbolizada pelo copo de leite que a mamãe traz para elas. Num momento de desatenção, uma delas derruba a bebida. O vovô, que tem o costume de tomar todos os copos de leite para evitar o desperdício, conta uma história que começa lá atrás, na época em que os astecas moravam na América Central, e vem até os dias de hoje, em que o chocolate e os doces feitos a partir dele são industrializados e vendidos em escala industrial mundo afora.

No século XVI, região da civilização Asteca, época em que a lua era reverenciada como um deus e o cacau era matéria-prima do xocoátl – uma bebida voltada para as elites e consumida com pimenta e água -, os espanhóis invadiram a região a fim de colonizar seus povos e ampliar as terras.

Numa dessas incursões, o cacau e a receita do xocoátl foram levados para a Espanha. O cacau não foi bem aceito a princípio e passou anos tendo o acesso restrito ao uso dos monges, sendo terminantemente proibido para o restante da população. Anos depois, o fruto se popularizou e foi utilizado como moeda de troca até cair no gosto da realeza com uma adaptação no sabor que tornou a receita mais próxima do que a que conhecemos hoje: com leite e açúcar em vez de pimenta e água.

Da Espanha para o resto da Europa foi um pulo! Um dos motivos para isso acontecer é que a aristocrata Ana de Áustria, que foi, ao mesmo tempo, infanta da Espanha e Portugal, arquiduquesa da Áustria e mais tarde rainha da França, fez com que a bebida se popularizasse nesses países e em outros em que exercia influência.

Na peça, toda essa história é contada a partir dos objetos do quarto das meninas e com adaptações de nomes e lugares que tornam a narrativa lúdica e compreensível para os pequenos.

Elementos do teatro negro, que fazem aparecer e sumir seres marinhos e pássaros lendários, dividem a cena com bonecos espanhóis e até com o próprio público, que sobe ao palco para brincar de vivo ou morto em referência à guerra que dizimou parte da civilização asteca, na tentativa da Espanha de conquistar seu território.

Além do espetáculo, o teatro receberá também um estande com exemplares à venda do livro em versão literária. Escrito por Patrícia Franco e Adriana Gattermayr, o livro está sendo lançado agora, simultaneamente à estreia do espetáculo.

Lua de Chocolate
Com Patrícia Franco, Eduardo Coutinho, Laila Dawa, Luara Bolandini e Adriana Gattermayr.
Teatro Alfa – Sala B (Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo)
Duração 55 minutos
08/10 até 27/11
Sábado e Domingo – 16h
$30
Classificação livre
 
Dramaturgia: Adriana Gattermayr e Patrícia Franco.
Direção: Patrícia Franco.
Criação, Direção e Produção Musical: Ruriá Duprat e Sérvulo Augusto.
Cenografia, Bonecos e Figurino: Márcio Vinícius – Mais Cenografia. 
Direção de Produção: Adriana Gattermayr.
Designer de Luz: Silviane Ticher.
Assessoria de Imprensa: Arteplural Comunicação

 

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