O MISANTROPO

O Misantropo, de Molière, reestreia no dia 13 de janeiro no Teatro Aliança Francesa.  Escrito em 1666, esta obra-prima é inédita no Brasil. O original francês foi traduzido e adaptado para esta montagem, que está sob a direção artística do premiado e reconhecido encenador Marcio Aurelio.

Esta clássica comédia da literatura universal desnuda conceitos filosóficos de visão de mundo e da humanidade, questiona o comportamento social, ditado por convenções comportamentais esvaziadas de sentido, moral e ética na Versalhes de Luís XIV.

Nesta montagem, os questionamentos do texto são tratados contemporaneamente, provocando o riso através das ideias expressadas nos brilhantes diálogos, fazendo o espectador identificar a hipocrisia nas relações humanas de nosso tempo.

Sinopse

É dia de festa no apartamento cobertura de Celimene, uma viúva alegre e rica.  Amigos, familiares e amores dessa dama da sociedade se reúnem para confraternizar, beber, dançar, comer e… falar da vida alheia!

Nesse ambiente festivo, Alceste, o misantropo, tem sua visão de mundo confrontada com as convenções sociais de sua amada anfitriã e todos os convidados.

E, como tudo pode acontecer numa grande festa, o cinismo e a incoerência do que chamamos bom comportamento vão se revelando, fazendo-nos reavaliar, sob o olhar preciso da comédia, nossas próprias atitudes e comportamentos sociais.

Sessões Populares

Do dia 08 a 100 de dezembro, haverá sessões populares com os ingressos custando R$ 20,00 (inteira). E no dia 11, a sessão será gratuita para as transexuais e travestis (limitados até 100 ingressos).

O Misantropo
Com Alexandre Bacci, Eduardo Reyes, Paula Burlamaqui, Paulo Marcello, Regina França, Renata Maia, Washington Luiz
Teatro Aliança Francesa (Rua General Jardim 182 – Vila Buarque, São Paulo)
Duração 90 minutos
A partir de 13 de janeiro
Sexta e Sábado – 20h30; Domingo – 19h
$40/$50
Classificação 12 anos
Texto: Molière
Tradução e adaptação: Washington Luiz Gonzales
Encenação: Marcio Aurelio
Assistente de encenação: Ligia Pereira
Cenário, figurino, iluminação e sonoplastia: Marcio Aurelio
Tradução e adaptação: Washington Luiz Gonzales
Preparação Vocal: Marcelo Boffat
Preparação Corporal: Marize Piva
Assistentes de produção: Roberta Viana e Rafa Souza
Fotos: Laércio Luz
Assessoria de imprensa: Flavia Fusco Comunicação
Direção de produção: Rosí Fer
Produção: Criola Filmes
Idealização: Ó Artes e espetáculos
Realização: Prêmio Zé Renato de apoio à produção e desenvolvimento da atividade teatral para a Cidade de São Paulo.

INUTILEZAS

É preciso desinventar os objetos. O pente, por exemplo. É preciso dar ao pente funções de não pentear. Até que ele fique à disposição de ser uma begônia.” A frase, adaptada do livro Uma Didática da Invenção, de Manoel de Barros, é um dos muitos trechos da obra do poeta mato-grossense que estão na peça Inutilezas, um roteiro escrito em 2002 pela jornalista e atriz Bianca Ramoneda (apresentadora do programa Ofício em Cena, da Globonews) e reconhecido pelo próprio poeta como um trabalho “do maior acerto e do maior bom gosto”. No palco estão Bianca e Gabriel Braga Nunes dirigidos por Moacir Chaves.

O espetáculo conta a possível história das memórias de um casal de irmãos que passou a infância num lugar chamado de “lacuna de gente”. Protegidos pelo abandono, fizeram da invenção suas ferramentas de pensar e brincar. E do que não serve para nada, sua matéria de poesia. A peça pode contar também a possível história de uma dupla de atores que se reúne para transformar poesia em teatro, num jogo de cena que aposta na força da palavra e no espírito lúdico. Experiente em levar à cena textos que não foram originalmente escritos para o teatro, o director Moacir Chaves concebeu uma montagem enxuta. No palco, dois atores interpretam o texto de diferentes ângulos, lembrando ora dois irmãos, ora um casal, ora o poeta.

Manoel de Barros tem uma escrita inteligente, crítica e lúdica, ao mesmo tempo. É um prazer ouvir diariamente suas construções sonoras. (…) Temos, agora, basicamente, uma maior concentração na sonoridade do espetáculo, diz o diretor.

No cenário de Fernando Mello da Costa, duas poltronas e gaiolas de passarinho sobre o chão de madeira. Pontuando os versos, entram intervenções sonoras criadas por Pedro Luís, um dos fundadores do grupo Monobloco e da banda Pedro Luís & A Parede, executadas ao vivo pelo músico Chico Oliveira.

A peça, segundo Bianca Ramoneda, é uma ode às coisas “que não servem para nada”, supostamente inúteis no nosso cotidiano e que, ressignificadas, transformam-se em matéria-prima da poesia, em beleza e alimento para o espírito. Essa “inutilidade” é também metáfora para falar do ofício do artista. Tanto o poeta quanto a peça propõem a inversão de uma chave: a de que tudo o que fazemos precisa ter um sentido utilitário.

Ao estudar a produção do poeta há 14 anos, a autora percebeu que havia uma espécie de diálogo entre um livro e outro. O roteiro criado por ela foi encenado na época e visto pelo poeta, que deu sua bênção, escrevendo: “Não estou acreditando no que vi! Um teatro verdadeiro. Não é declamação de versos. É uma representação da palavra. Com os personagens vivos e as suas contradições“.

O encontro da escritora com Manoel de Barros aconteceu em uma edição do extinto Prêmio Nestlé de Literatura Brasileira em 1998, quando Bianca era estreante na literatura e o poeta estava sendo homenageado. Ela deu o livro de presente a ele e os dois passaram a trocar cartas.

À medida que lia os livros do Manoel, ficava com a sensação de estar ouvindo uma conversa, como se os diálogos existissem, mas estivessem espalhados em vários livros diferentes. Marquei com inúmeros papeizinhos as páginas que endereçavam para outras páginas e assim sucessivamente. (…) Trabalhamos arduamente para fazer o desnecessário, como diria o poeta. E erguemos a peça”, conta Bianca.

A dramaturga e atriz ressalta que os poemas de Manoel são atemporais, universais e de qualidade inquestionáveis, capazes de renovar o sentido a cada leitura e criar novas conexões. “Num mundo desesperançado como o nosso, pautado pela economia, pela política, pela ciência e pelo pragmatismo, acho que é nosso dever puxar para a arte o lugar do encontro onde podemos perceber a realidade de outra forma. Mais lúdica, mas nem por isso mais frouxa”, diz Bianca.

Gabriel Braga Nunes também conta de suas impressões ao interpretar depois de 14 anos os diversos personagens possibilitados pela poesia do mato-grossense: “Manoel partiu, nós envelhecemos, mas os textos não. Revisitá-los agora é perceber diferente (…) Além disso, a peça não tem personagens definidos, então pode ser feita por qualquer pessoa em qualquer momento. Manoel situa a gente. Tem que olhar de tempos em tempos pra não sair da rota. Me animou a ideia de revisitar o tema tanto tempo depois. Afinal, 14 anos é a idade em que se deve assumir as irresponsabilidades.”.

Sobre a morte do poeta, ocorrida em 2014, aos 97 anos, Bianca o homenageia: “Existem muitas peças dentro de Inutilezas e é por isso que estamos aqui, nos reencontrando. A mesma equipe de 14 anos atrás, com uma integrante a mais: a saudade do poeta. Repetir, repetir, até ficar diferente’, Manoel ensinou. Ao repetir, percebemos que somos outros e nossa peça também. Inutilezas, hoje, conta a possível história do reencontro de artistas que um dia montaram uma peça e precisam testar seus deslimites por receio de amanhecerem normais”, finaliza.

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Inutilezas
Com Bianca Ramoneda e Gabriel Braga Nunes
Teatro Morumbi Shopping – Shopping Morumbi (Av. Roque Petroni Júnior, 1089 – Jardim das Acacias, São Paulo)
Duração 50 minutos
29/10 até 27/11
Sábado – 20h; Domingo – 18h
$60
Classificação 12 anos
 
Texto: Manoel De Barros.
Direção: Moacir Chaves.
Roteiro: Bianca Ramoneda.
Músico Convidado: Chico Oliveira.
Direção Musical: Pedro Luís.
Cenário: Fernando Mello Da Costa.
Iluminação: Aurelio De Simoni.
Figurino: Bia Salgado.
Fotos: Marco Terranova.
Ilustrações: Eduarda De Aquino.
Direção de Produção: Jaqueline Roversi
Assessoria de Imprensa: Arteplural Comunicação

RÓZÀ

De temperamento caloroso e apaixonado, a polonesa naturalizada alemã Rosa Luxemburgo (1871-1919) – uma das principais mulheres revolucionárias do século XX e defensora intransigente da democracia – é a centelha projetada pelo espetáculo Rózà para tratar das Rosas de todos os tempos. Com direção de Martha Kiss Perrone e Joana Levi, a peça foi atravessada pelo movimento secundarista e reestreou dia 21 de setembro, quarta-feira, na escola EMEF Professora Maria Alice Borges Ghion. Após todas as sessões, foram promovidos debates entre os artistas, estudantes, professores e público interessado em geral. A temporada aberta ao público acontecerá na Praça das Artes, a partir de 27 de outubro.

Com idealização, direção e dramaturgia de Martha Kiss Perrone, co-direção de Joana Levi e colaboração dramatúrgica de Roberto Taddei, o espetáculo traz no elenco Lowri Evans, atriz e performer inglesa, Joana Levi e a própria Martha Kiss Perrone. Renato Bolelli assina a instalação coreográfica. Após estreia no Festival de Curitiba, temporada na Casa do Povo e Circuito Paulista de Teatro, o espetáculo Rózà ganhou grande reconhecimento de crítica e público e recebeu indicação do Prêmio Shell para Melhor Iluminação e ficou entre os melhores espetáculos do ano pela Folha de S. Paulo e Estadão. Neste ano, o espetáculo foi contemplado pelo Prêmio Zé Renato de Circulação, com o projeto de apresentar a peça em escolas públicas de São Paulo.

Flertando com a linguagem da música e das artes visuais, Rózà é um espetáculo multimídia, construído a partir das cartas de Rosa Luxemburgo, em sua maioria, nas prisões alemãs do começo do século 20. Boa parte das cartas e discursos de Rosa Luxemburgo que estão no espetáculo são inéditas no teatro. Durante o processo de criação, parte da equipe viajou para Berlim por 15 dias para pesquisa, realizando entrevistas e pequenas cenas, que foram filmadas e são projetadas no espetáculo.

As cartas são interpretadas por três atrizes diferentes e trazidas ao público por meio da palavra, do vídeo e da música na busca de uma relação sutil e particular entre o momento histórico e o contemporâneo. O público de Rózà é convidado a entrar em um espaço-instalação, que se torna a prisão onde essas mulheres vivem e compartilham suas trajetórias. Nessa nova temporada, foram incluídas imagens das ocupações e manifestações dos secundaristas nas projeções do espetáculo.

Tocados pelo movimento estudantil organizado pelos secundaristas em 2015, o Coletivo Rozà se deixou ser ocupado pelos jovens da rede pública do estado. “Emerge, no Brasil, uma nova geração lutando pelos seus diretos. Em um país onde seria um consenso (de todas as sensibilidades políticas) que um dos maiores nós para mais dignidade e justiça é a educação pública de qualidade, os que têm se mobilizado para uma verdadeira e profunda transformação deste setor-chave são atores inesperados como os próprios secundaristas”, conta a atriz e diretora Martha Kiss Perrone.

Para Martha, “Rózà é uma peça sobre a paixão de Rosa Luxemburgo, conhecida como ‘a vermelha’, mas também sobre a mulher de hoje e do agora que, como ela mesma diz, não tem medo e quer tudo. Assim, também se relaciona com a primavera feminista, com as mulheres que hoje constroem sua luta. Partimos da seguinte pergunta: como a figura da Rosa nos atravessa? Resgatar a figura dessa mulher para nossos corpos. Curiosamente, quando fomos para Berlim, em junho de 2013, para filmar cenas para a peça, a Rosa nos apareceu no Brasil durante as manifestações de junho. Em 2015, estávamos aqui quando Rosa se fez presente nas ocupações das escolas estaduais”.

A relação entre a peça e o movimento secundarista começou no final de 2015, quando as atrizes montaram a “Oficina para corpos revolucionários” para os estudantes durante uma ocupação. Neste ano, Martha Kiss passou a filmar as ocupações e manifestações. Essas cenas agora são projetadas na própria peça Rózà, que está em circulação pelas escolas. Secundaristas e ex-secundaristas estão trabalhando com o coletivo no projeto, filmando a circulação e participando da montagem do cenário, nas quadras das escolas, transformando esse espaço já conhecido dos estudantes e tornando-o temporariamente um teatro, uma instalação. Além disso, depois do espetáculo, são realizados debates dos quais alguns secundaristas do movimento participarão como provocadores.

Martha continua: “uma característica marcante dessas ocupações, que se inspiraram no movimento secundarista do Chile, é a horizontalidade, a ausência de liderança, a presença forte de mulheres, de negros, e do movimento LGBT. Seus discursos não estão à frente de suas ações: são jovens extremamente articulados, que mantêm suas falas bem atadas ao real da prática. A experiência das ocupações, como eles dizem, é de uma ‘escola dos sonhos’ onde todos participam coletivamente de sua construção.

Martha comenta que “cada momento de revolta, em todo canto do mundo, sem dúvida, nos traz o espectro de Rosa, o seu fogo revolucionário. Esse espectro está pairando sobre tantas manifestações, diante de tantos ativistas presos como ela. Em seu último artigo, horas antes de ser assassinada, Rosa nos deu uma pista quando diz: ‘Eu fui, eu sou, eu serei’”.

O dispositivo do gravar, do filmar e do ser filmado é muito familiar para a geração dos estudantes. Pensando nisso, foi criado um grupo com três secundaristas que irão filmar a circulação para um curta sobre Rózà nas escolas. “A ideia é que esse filme seja feito com a participação dos olhares e visões deles também. Um filme que nasce de dentro da luta, e não a partir de um olhar externo, jornalístico.

Rózà
Com Lowri Evans, Joana Levi, Martha Kiss Perrone
Praça das Artes (Av. São João, 281 – Centro, São Paulo)
Duração 70 minutos
27/10 até 19/11
Quinta, Sexta e Sábado – 20h
Entrada gratuita (retirar com uma hora de antecedência)
Classificação 12 anos
 
CONCEPÇÃO: Martha Kiss Perrone.
DIREÇÃO Martha Kiss Perrone, Joana Levi.
DRAMATURGIA Martha Kiss Perrone, Roberto Taddei.
CRIAÇÃO. VÍDEO E FOTOS Marília Scharlach.
VÍDEOS SECUNDARISTAS Martha Kiss Perrone.
DIREÇÃO MUSICAL Edson Secco.
INSTALAÇÃO CENOGRÁFICA Renato Bolelli Rebouças.
ASSISTENTE DE DIREÇÃO Olívia Niculitcheff.
COMPOSIÇÃO Edson Secco, Ligiana Costa.
ILUMINAÇÃO Beto de Faria, Joana Levi e Martha Kiss Perrone.
FIGURINO Daniela Porto.
PREPARAÇÃO VOCAL Ligiana Costa.
ASSISTENTE DE ARTE Camila Vieira, Dora Coelho.
BATERIA E OPERAÇÃO DE SOM: Charles Tixier.
OPERAÇÃO DE VIDEO-PROJEÇÃO: Olívia Niculitcheff.
OPERAÇÃO DE ILUMINAÇÃO: Mauricio Mascarenhas.
CENOTÉCNICO Jeff Leme.
EDIÇÃO DE VÍDEO SECUNDARISTAS Daniel Varotto.
COLABORAÇÃO COREOGRÁFICA Rodolfo Amorim.
PRODUÇÃO: Simone Lopes de Lira.
REGISTRO EM VIDEO Pedro Fernandes, Murilo Salazar..
CO-PRODUÇÃO Busca Vida.
ARTE CARTAZ Carlos Perrone e Samy Makino.
ARTE GRÁFICA LIVRETO E SITE Karen Ka.
EDIÇÃO LIVRETO Leda Cartum

COMPULSÃO

Quatro pessoas com diferentes transtornos compulsivos se encontram presas num consultório médico durante uma noite chuvosa. Este é o ponto de partida de “Compulsão”, nova comédia escrita por Regiana Antonini, com direção de Ernesto Piccolo, que estreia dia 20 de outubro, noTeatro dos Grandes Atores, na Barra da Tijuca. No elenco, Simone Soares, Rafael Zulu, Regiana Antonini e Cacau Hygino. “Compulsão” fica em cartaz na Sala Vermelha, de quinta a sábado às 21h, e domingo às 20h, até o dia 18 de dezembro.

O espetáculo retrata de forma leve e divertida o sintoma compulsivo na cultura contemporânea. Se antes se buscavam soluções para os conflitos próprios dos desejos, hoje nos deparamos no meio social, com um número crescente de sujeitos envolvidos na satisfação imediata, no gozo, gerando assim, novas maneiras pessoais de ser, ou novos sintomas.

Interpretando Janet, uma mulher viciada em sexo, a atriz Simone Soares é produtora do projeto.

Há tempos procurava um texto que abordasse uma situação cotidiana atual, com personagens bem escritos e que fosse divertido para o público. É impressionante como a compulsão está presente na vida de tantas pessoas e como podemos fazer graça em torno do assunto, claro, tudo com muito respeito – diz Simone.

Há pouco tempo não havia diagnóstico para quem tivesse sintomas compulsivos e essas pessoas eram tratadas como irresponsáveis. Principalmente ao se tratar de assuntos específicos: compras, comidas, exercícios, álcool, medicamento, sexo, redes sociais, entre tantos outros. É neste universo de temas que se encontram os quatro personagens, envolvidos em uma trama com final surpreendente.

A história se passa numa sala, no vigésimo nono andar de um edifício antigo da Zona Sul do Rio de Janeiro. Mary Help, Stuart, Eduard e Janet ficam presas na sala devido a falta de luz causada por uma tempestade que alaga toda a cidade. A partir daí iniciam uma terapia em grupo sem a presença da Dra. Spellman. Falam de sexo, morte, manias, desejos e frustrações de uma maneira hilariante. O que o público não sabe é o que está por trás deste encontro e o desfecho inusitado da trama.

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Compulsão
Com Simone Soares, Rafael Zulu, Regiana Antonini e Cacau Hygino / Stand in: Bruno Seixas e Mayara Lepre
Teatro dos Grandes Atores – Sala Vermelha – Barra Square Shopping Centre (Av. das Américas, 3.900 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, RJ)
Duração 90 minutos
20/10 até 18/12
Quinta, Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 20h
$80
Classificação 14 anos
 
Texto: Regiana Antonini
Direção: Ernesto Piccolo
Direção de Produção: Mário Meirelles
Produção Executiva: Roberto Bianchi
Assistente de direção: Dora Pellegrino
Trilha Sonora: Rodrigo Pena
Iluminação: Tiago Mantovani e Fernanda Mantovani
Figurino: Maria Estephania
Operador de luz: Marcos Bille
Difusão sonora: Rodrigo Braga e Fábio Negroni (assistente)
Programação visual: Ismael Lito
Assessoria de Imprensa: Minas de Ideias
Foto cartaz: Nana Moraes
Redes sociais: Deivid Andrade
Realização: Simone Soares e Boca de Cena

 

SHAKESPEARE, O INDIVÍDUO, A NOZ E NÓS

O professor e historiador Leandro Karnal fala sobre o tema Shakespeare, o Indivíduo, a Noz e Nós, no dia 24 de outubro, segunda-feira, às 20h, no Teatro do SESI-SP. O ingresso é gratuito e para participar é preciso fazer reserva pelo site www.sesisp.org.br/meu-sesi. A palestra integra a programação do 8ª Ciclo do Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council.

Com o tema Dramaturgia e Relações de Poder, o 8o. Ciclo do Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council  propõe uma referência para reflexão sobre os novos modos de produção teatral e aos 400 anos de morte William Shakespeare. Vencedor do 28º Prêmio Shell de Teatro, na Categoria Inovação, o Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council tem coordenação da jornalista e dramaturga Marici Salomão e assistência do diretor e dramaturgo César Baptista.

A programação, que começou no dia 17 de outubro segue até 1º de novembro com bate-papo, oficina, mesa-redonda, além de leitura de texto em processo do Núcleo de Dramaturgia. Todas as atividades são gratuitas e abertas ao público.

Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council

O Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council foi lançado em 2007, a partir de uma parceria estabelecida entre as instituições com o objetivo de descobrir novos dramaturgos e desenvolver suas habilidades na escrita.

O projeto estimula a invenção e descoberta de novos paradigmas para a criação de dramaturgias que expressem diferentes visões de mundo, linguagens e experimentações estéticas, livres dos padrões do teatro tradicional e comercial.

Inspirados nessa prática pedagógica, foram criados o Núcleo de Dramaturgia SESI-Teatro Guaíra, no Paraná, em 2009, e o Núcleo de Dramaturgia SESI Cultural, no Rio de Janeiro, em 2014, comprovando a capacidade de replicação de boas práticas em outros centros importantes de produção teatral.

Sobre o British Council

O British Council é a organização internacional sem fins lucrativo do Reino Unido para relações culturais e oportunidades educacionais. Seu trabalho busca estabelecer a troca de experiências e criar laços de confiança por meio do intercâmbio de conhecimento e de ideias entre pessoas ao redor do mundo. A organização está presente em mais de 100 países e trabalha com parceiros como os governos em diversas instâncias, organizações não governamentais e iniciativa privada, em ações relacionadas à promoção da língua inglesa, cultura, artes, educação e programas sociais.  Informações: www.britishcouncil.org.br.

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Shakespeare, o Indivíduo, a Noz e Nós
Com Leandro Karnal
8ª Ciclo do Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council
Centro Cultural FIESP – Ruth Cardoso (Av. Paulista, 1313 – Cerqueira César, São Paulo)
24/10
Segunda – 20h
Entrada gratuita
 
*Evento com transmissão ao vivo pelo site www.sesisp.org.br/trasmissao-online

 

 

LUIZA POSSI

Luiza Possi apresenta canções do mais recente CD LP, no dia 25 de outubro, terça-feira, às 21h, no Teatro Porto Seguro.

Lançado em março deste ano, LP foi gravado na sala da casa de Luiza. Não em um estúdio em casa, mas na sala mesmo. A busca era pelo que ela ouvia o tempo todo, música pop legitimamente brasileira.

No repertório do show, Insigth (Jaloo), Me Beija (Luiza Possi/Arthur Gomes/Rafaela Andrade), Sigo, de sua própria autoria em parceria com os produtores do CD Rodrigo Gorky e Arthur Gomes, além de Como Eu Quero (Leoni/Paula Toller), em uma releitura do Kid Abelha e sucessos de discos anteriores, como Tudo Certo e Me Faz Bem.

Difícil escolher qual das músicas novas entraria no show quando montei o set list dessa turnê. Procurei referências para um show novo, que não fossem só músicas do meu repertório. É uma apresentação prá mostrar tudo o que eu tenho”, completa a cantora.

Com direção musical de Bruno Coppini, Luiza é acompanhada pelos músicos que gravaram o CD, Ramon Montagner (bateria), Bruno Coppini (baixo), Ivan Teixeira (teclado), Will Bone (sax e violão) e Zeca Loureiro (guitarra).

Luiza Possi no show LP
Com Luiza Possi
Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 90 minutos
25/10
Terça – 21h
$60/$80
Classificação: 14 anos.

A CONFISSÃO DE LEONTINA

Principal escritora brasileira viva, Lygia Fagundes Telles, terá o conto A Confissão de Leontina adaptado para os palcos a partir de 28 de outubro. Protagonizada pelo ator Márcio Trinchinatto, com direção de Kléber Montanheiro, a peça fará temporada no Teatro Viradalata até 26 de novembro.

Imortal da Academia Brasileira de Letras, Lygia Fagundes Telles venceu o Prêmio Jabuti em 1973 e o Camões em 2005. Neste ano, foi indicada ao Nobel de Literatura.

A Confissão de Leontina é um conto no qual a protagonista suplica por outra chance social. Ela faz uma retrospectiva da vida, de momentos de felicidade, de amores, das traições, dos instantes de solidão e das desilusões.

Reconhecendo-se mais uma habitante da grande cidade, sujeita às injustiças da vida, Leontina reconstitui o seu percurso, desde os tempos de criança em que vivia em um pacato povoado – Olho d’Água. Uma infância árdua e pobre que a obrigou a trabalhar desde pequena, mas mais feliz do que os tempos que se seguiriam.

A autora busca, esteticamente, desnaturalizar o preconceito enraizado na sociedade, em que os mais fracos sofrem as consequências do dominador. Do início até o fim do conto ela faz súplicas, por isso que esse corpo se enquadra no conceito de Foucault de “corpo supliciado”.

Uma das grandes marcas da obra de Lygia Fagundes Telles está presente na peça que é a sua preocupação com as questões políticas e sociais de seu País, e ouvir a dor de Leontina passa a ser metáfora da dor e da beleza de ser brasileiro.

O diretor Kléber Montanheiro trabalha com poucos itens de cenário e adereço. Todos, porém, se transformam e têm várias funções, uma alusão de que nada é o que parece realmente.

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A Confissão de Leontina
Com Márcio Trinchinatto
Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387 – Perdizes, São Paulo)
Duração 75 minutos
28/10 até 29/11
Sábado – 19h
$40
Classificação 10 anos
 
Texto: Lygia Fagundes Telles
Direção, cenário e figurino: Kléber Montanheiro
Iluminação: Rodrigo Oliveira
Produção: Jefferson Calli
Fotos e programação visual: Victor Iemini
Assessoria de Imprensa: Fabio Camara