FORTUNA

Comemorando 16 anos, o Grupo Gattu estreia o espetáculo “Fortuna”no Teatro do Sol, em Santana. As apresentações acontecem de quinta a domingo, com entrada franca. O texto e a direção são de Eloisa Vitz.

Ambientado no ano de 2120, o espetáculo Fortuna conta a história de Maria que após passar por um método de criogenia humana é descongelada sem nenhuma memória e com e desafio de reconstruir sua vida. Buscando os fios da teia que tecem sua Fortuna, ela irá descobrir um novo mundo com ajuda dos cientistas e equipe da clínica onde acontece seu novo despertar.

Com poesia, pitadas generosas de humor e surpresa, Fortuna traz aos palcos uma reflexão acerca do destino, do que esta ou não traçado.

Na montagem de “Amor” (2015), primeira parte da nossa trilogia, apresentamos um espetáculo onde era possível viajar, rir e se emocionar numa trama que permitia as pessoas saírem flutuando do teatro“.

Desta vez o Grupo Gattu me pediu um novo texto, provocativo e que tratasse de determinação, do poder de decisão e de ter as rédeas da nossa vida. Além disso, depois do “Amor”, naturalmente viria a “Fortuna”, brinca Eloisa Vitz sobre o sétimo texto assinado por ela para o Grupo Gattu. Eloísa, já foi indicada ao Prêmio FEMSA Coca-Cola em 2012, como Melhor texto adaptado para teatro infantil por “Rapunzel”, e venceu em 2014 o Prêmio de Melhor texto original do Portal R7, com “Reino”.

Eloísa Vitz, é também a mulher que mais montou Nelson Rodrigues no Brasil, foram 4 montagens, e este ano, o Grupo Gattu foi contemplado com o Prêmio Zé Renato para Montagem de “A Falecida” (que estreará em 2017).

Fortuna
Com Eloisa Vitz, Miriam Jardim, Daniel Gonzales, Laura Vidotto, Mariana Fidelis e Angelo Gatti
Teatro do Sol (R. Damiana da Cunha, 413 – Santana, São Paulo)
Duração 75 minutos
29/09 até 27/11
Quinta – 21h; Sexta – 21h30; Sábado – 21h; Domingo – 20h
Entrada gratuita (retirar ingressos com uma hora de antecedência)
Classificação 16 anos

 

 

O FINO NO SAMBA

O musical O Fino no Samba voltou para uma nova temporada no teatro Itália, em temporada com ingressos populares.

No espetáculo, três cantores da noite convidam o público a um passeio pelo melhor do samba. Esse é o mote que traz à cena: Rosa do Morro, João do Pandeiro e Zé da Quebrada, vividos pelos atores Heloísa Jorge (novela Gabriela e a mini serie Liberdade Liberdade), Guilherme Silva (microserie O Canto da Sereia) e Esdras de Lúcia (musical Ary Barroso e Mudança de Hábito), respectivamente.

Crooners de uma casa de shows, em uma noite de estreia o trio recebe a plateia para um novo espetáculo de samba. Só que as canções desse repertório vão ganhando um contorno especial durante o espetáculo, pois desnudam as relações pessoais, e histórias de vida das personagens.

No roteiro musical contamos com letristas como: Paulinho da Viola, Paulo Cesar Pinheiro, Benito de Paula, Caetano Veloso, Agepê, entre outros, todos pertencentes à elite do samba brasileiro.

As músicas serão executadas ao vivo e um corpo de baile dará o contorno às cenas, mostrando toda a elegância do samba. O Fino no Samba conta, ainda, com direção de arte de Adriana Hitomi e coreografia de Anderson Rodrigo.

O Fino no Samba
Com Heloisa Jorge, Guilherme Silva, Esdras de Lúcia, Michelle Tobias, Adeilton Ribeiro, Kauê Ribeiro e Rafael Leal.
Banda/ Músicos: Bruno Elizsabetsky (violão), Marcelo Kurchal (cavaquinho), Franklin Santos e André Kurchal (percurssão)
Teatro Itália – Sala Drogaria SP (Av. Ipiranga, 344 – República, São Paulo)
Duração 90 minutos
04/10 até 24/11
Terça, Quarta e Quinta – 21h
$20
Classificação 14 anos
Autor: Elísio Lopes Jr
Direção Geral: Kleber Borges Sobrinho
Direção musical: Bruno Elizsabetsky
Diretor vocal: Daniel Maia
Coreografia: Anderson Rodrigo
Direção de arte e figurinista: Adriana Hitomi
Iluminação: Dahriel Souza
Operação de Luz: Giba
Operação de Som: Sidnei Rodrigues
Arte gráfica: Alessandro Romio
Foto: Thiago Borba
Administração Financeira: Valdir Archanjo e Bira Saide
Assistente de Produção: Wagner Luciano
Produção: Bira Saide e Valdir Archanjo
Coordenação de produção: Erlon Bispo
Realização: Sazarte Produções Ltda.
Assessoria de Imprensa: Flavia Fusco Comunicação

 

PEJÍ TI IYÁMÍ – ALTAR DE MINHA MÃE

Partindo de dois ícones religiosos – Maria e Iemanjá, PEJÍ TI IYÁMÍ – ALTAR DE MINHA MÃE discute o papel da mulher na sociedade, mostrando desafios como preconceito, repressão e violência, permeados com poesia e lirismo. O Grupo Quilombo está em cartaz no Teatro Leopoldo Fróes. Fazendo uso de muitas imagens e referências a mitos, o espetáculo é altamente performativo e mistura dança, música e teatro, contando com a participação ativa do público.
O diretor e também um dos criadores Vinicius Alves diz que o tema religioso sempre esteve muito próximo de sua rotina. “Fui criado em uma família ecumênica e de muitas mulheres. Esse olhar feminino para a religião sempre esteve por perto e me chamou atenção. Sempre prestei atenção na força e representação das figuras femininas religiosas. O que tratamos aqui são as diferenças que existem entre as figuras de Maria e Iemanjá, não só no religioso, mas no social. Em PEJÍ TI IYÁMÍ – ALTAR DE MINHA MÃE gostaríamos que as pessoas se permitissem olhar para o feminino por meio de diversos prismas”, explica.
Dar voz às mulheres
O espetáculo está sendo criado há cerca de dois anos pelo grupo. Todos os envolvidos contribuem e muito para o todo. A dramaturgia e as cenas foram criadas em conjunto e as atrizes são responsáveis pelas ideias que compõe as cenas que interpretam. “É um espetáculo sobre mulheres. A participação delas e suas visões de mundo são extremamente importantes para a construção da obra”, afirma Vinicius Alves. As artistas participantes do projeto atuam como criadoras. Cenário, figurino, propostas cênicas, dramaturgia, enfim, todos os pontos foram pensados e executados realmente em grupo.
E nessa criação e pesquisa intensa sobre o principal tema do espetáculo é que se viu que, mesmo no Candomblé, onde a mulher tem uma grande representatividade, algumas funções dos ritos eram dedicadas única e exclusivamente aos homens. “Nos terreiros, só quem toca os atabaques são os homens. Mulheres não podem exercer essa função. Em PEJÍ TI IYÁMÍ – ALTAR DE MINHA MÃE, essa regra não será seguida”, diz o diretor.
Três partes
O espetáculo se divide em três: a primeira delas é inteiramente dedicada à Iemanjá com suas diversas facetas e os seus mitos, seguindo a lógica do candomblé. Na segunda parte do espetáculo, a Maria pregada pela Igreja Católica sobe ao palco em cenas que seguem a estrutura ritualística de uma missa. Na terceira e última parte de PEJÍ TI IYÁMÍ – ALTAR DE MINHA MÃE, batizada pelo grupo de Brasil, mostra-se um encontro dessas mulheres com os dias de hoje, além de uma representação de mulheres ícones, regada pelo congado. Esse final acontece do lado de fora do teatro.
Todas as atrizes se revezam nos papéis de Maria e Iemanjá e das outras mulheres apresentadas na peça, assim, cada uma empresta um pouco de sua história, visão de mundo e experiência para as personagens.
O cenário tem como elemento principal paletes de madeira e também tecidos (com a renda predominando). Além disso, para compor as cenas, são usados uma série de adereços. A trilha sonora do espetáculo é executada em cena e alterna canções composta pelo próprio grupo e outras de domínio público.
Sinopse
Iemanjá e Maria são figuras que representam grandes mães do divino. Qual a relação, proximidades e as diferenças entre essas duas entidades? O quanto seus cultos influenciam nas representações que constroem o feminino? PEJÍ TI IYÁMÍ – ALTAR DE MINHA MÃE é uma vivência performativa com dança, música, teatro, candomblé, catolicismo e manifestações populares.
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Pejí Ti Iyámí – Altar de Minha Mãe
Com Kamila Capozzi, Renata Cesar e Suely Agon.
Músicas – Kelly Martins e Samantha Rebelles
Teatro Leopoldo Fróes (R. Antônio Bandeira, 114 – Vila Cruzeiro, São Paulo)
Duração 120 minutos
07/10 até 20/11
Sexta e Sábado – 20h; Domingo – 19h
Ingresso – O espectador decide o quanto quer pagar no final da apresentação
Classificação 14 anos
 
Direção e Concepção – Vinicius Alves.
Ambientação Cênica – Vinicius Brasileiro e Vinicius Alves.
Iluminação – Vinicius Alves.
Figurino e Adereços – Renata Cesar e Vinicius Alves.
Camareira – Suely Agon.
Dramaturgia – Grupo Quilombo.
Organização de Dramaturgia – Vinicius Alves.
Operação de Projeção – Vinicius Brasileiro.
Produção Geral – Suely Agon e Vinicius Brasileiro.
Assistente de Direção – Vinicius Brasileiro e Marianne Gil.
Direção de Palco – Vinicius Brasileiro.
Assessoria de Imprensa – Nossa Senhora da Pauta

A DAMA DA NOITE

Após uma temporada de 02 meses, com grande sucesso de público e crítica, o espetáculo A Dama da Noite,protagonizado pelo ator André Grecco, com direção de Kiko Rieser está agora em cartaz no Season One – Art’s & Bar.

Lembrando os 20 anos da morte do autor Caio Fernando Abreu, a peça tem a personagem-título, beirando a meia idade, em que trava uma conversa casual com um jovem garoto em um bar. Durante todo o tempo, ela conduz o diálogo, a partir de sua perspectiva de mundo, suas experiências, anseios e frustrações. A Dama da Noite fala da morte, da espera de um grande e verdadeiro amor e, principalmente, de como ela se vê à margem do mundo que a rodeia.

Este conto de 1984 foi interpretado em 1997 por Gilberto Gawronski em uma montagem histórica. Nessa versão, são destacados o estranhamento de gênero da personagem, que surge como alguém reconhecível como um homem, mas que fala sobre si no feminino, brincando com a pluralidade de gêneros e fazendo do discurso da personagem e do texto algo muito contemporâneo.

A discussão sobre a proposição de um gênero fluido faz emergir o aspecto plural da fala da Dama, a partir de um discurso que não é só de uma personagem, mas de todos os frequentadores da noite, com suas eternas buscas por algo – utópico ou tangível – que nem sempre pode ser encontrado pelos bares e baladas de uma grande metrópole.

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A Dama da Noite
Com André Grecco
Season One – Art’s & Bar (Rua Mourato Coelho 575 – Vila Madalena, São Paulo)
Duração 45 minutos
06/10 até 24/11
Quinta – 21h
$20
Classificação 14 anos
 
Texto: Caio Fernando Abreu
Direção: Kiko Rieser
Assistente de direção: Rafael Gratieri
Consultoria teórica: João Nemi
Produção executiva: Rafael Petri
Direção de produção: André Grecco
Iluminação e Figurino: Kleber Montanheiro
Trilha Sonora: Vanessa Bumagny
Fotos e arte gráfica: Rafael Petri
Assessoria de Imprensa: Fabio Camara
Realização: Cão Bravo Produções LTDA