OS MÚSICOS

A Companhia de Teatro Vizinho Legal, uma das iniciativas do projeto social PALCO – Projeto Para Arte, Lazer, Cultura e Orientação – apresentará o espetáculo “OS MÚSICOS”, de Patrick Marber, no Teatro Cultura Inglesa de Pinheiros, em duas sessões, às 16 e 20 horas no domingo, 30 de outubro.

O grupo comemora seus 10 anos de existência com um espetáculo jovem, inédito no Brasil e com trilha sonora original, composta pelos participantes do projeto.

O espetáculo é dirigido por Jorge Alves, jovem que participou como aluno da Companhia de 2006 a 2012 e como assistente de direção de 2013 a 2015. A peça aborda temas como preconceito, xenofobia e resiliência.

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A orquestra da escola vai apresentar a IV Sinfonia de Tchaikovsky em Moscou no Festival de Música para a juventude, mas seus instrumentos estão presos na alfândega. Um garoto russo, fã de “Pinball Wizard” tem um plano para salvar a todos.

A partir do texto, o grupo refletiu e ampliou horizontes sobre questões como os padrões de perfeição impostos pela sociedade, o preconceito com culturas diferentes e, sobretudo, maneiras simples de solucionar muitos problemas”, diz o jovem diretor.

 “Essa peça, com direção do Jorge, que iniciou sua participação nas aulas do projeto, aos 12 anos, expressa o amadurecimento deste projeto social e os impactos promovidos em termos individuais e coletivos. Completar 10 anos de existência é uma grande conquista para esta companhia de teatro jovem e uma mudança significativa no panorama cultural da região, que, atualmente, apresenta coletivos culturais independentes formados por ex participantes do projeto, como a Tô em Outra Cia de Teatro e o grupo Encantasamba.”, afirma Leandro Oliva, criador e gestor do projeto.

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Os Músicos
Com alunos da Companhia de Teatro Vizinho Legal
Teatro Cultura Inglesa de Pinheiros (R. Dep. Lacerda Franco, 333 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 70 minutos
30/10
Domingo – 16h e 20h
Entrada gratuita (ingresso distribuído uma hora antes
Classificação 12 anos

ABISMO

O grupo Chá de Atores, formado por Beto Paixão, Breno Furini, Chris Fabricio e Tiago Melo está em cartaz com a segunda temporada do espetáculo Abismo no Viga Espaço Cênico

Convida o público para uma experiência sensorial muito diferente, vagando por um local em que acaba de acontecer um desmoronamento. Após uma temporada de estreia de sucesso, o grupo retorna ao Viga para apresentar novamente a montagem que propõe uma reflexão sobre os diferentes conflitos enfrentados por cada um de nós, desafiando padrões e questionando: Qual é o seu abismo?

A noite começa com um chá servido pelo elenco, que se aproxima do público de forma amena, já que um grande abismo esta prestes a começar. Os espectadores são levados ao palco, passando por espaços que os remete a túneis obscuros, com a utilização de lanternas, como se estivessem buscando por vítimas de um grande desmoronamento. Em uma apresentação intimista, o grupo de utiliza de um palco em formato 360°, o que dá às pessoas a sensação de estarem, de fato, com os atores dentro deste local soterrado.

O drama psicológico Abismo apresenta a relação entre dois homens, pai e filho, que são obrigados a conviver sem qualquer expectativa, em uma condição inóspita: o soterramento. É neste espaço que eles farão indagações sobre passado, presente, futuro e terão de se deparar com distintos sentimentos como angústia, alegria, frustração, raiva, compaixão, amor. Perpassando erros do passado e movidos pela vontade de sobreviver, os personagens conduzirão o público a se questionar como se comportariam em uma situação como esta. Uma situação que nos coloca em xeque, nos força a uma análise da vida e a lutar pelo recomeço. A obra propõe acima de tudo, uma reflexão sobre como cada um de nós se depara com os grandes conflitos de nossa existência.

Com o espaço totalmente estruturado no formato de um território onde acaba de acontecer um grande desmoronamento, o público é levado a imergir em uma experiência sensorial intensa, que aguçará os sentidos, dando a ideia de estar vivendo junto com os atores uma grande situação conflituosa. A proposta é unir os espectadores e o palco, reduzindo o espaço como um todo, aproximando as pessoas das sensações que estes personagens passarão durante a trama.

Abismo convida o espectador a experimentar não só as sensações vividas pelos personagens, mas também a se deparar com suas próprias questões, provocando em cada um que se permite viver essa experiência, o encontro impactante com seu próprio abismo” – explica Beto Paixão, que assina o seu segundo trabalho de dramaturgia com esta obra e faz sua estreia como diretor.

Além da utilização de um palco restrito, limitado, para instigar e caracterizar a situação, a iluminação basicamente criada por luz negra, remete o público a um visual de penumbra, onde só será possível enxergar as cenas, quando o olhar se acostumar e compreender essa necessidade. Com o efeito da luz sobre os cenários e figurinos brancos, personagens e plateia se encontrarão no mesmo período-tempo, no qual começarão juntos a buscar por sobrevivência.

Abismo
Com Chris Fabrício, Beto Paixão, Breno Furini, Tiago Melo
Viga Espaço Cênico ( R. Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 70 minutos
07/10 até 16/12
Sexta – 21h
$30
Classificação 14 anos
Texto e Direção: Beto Paixão
Cenógrafo: Chá de Atores
Cenotécnico: Claudecir Tardivo
Sonoplasta: Carol Lopes
Figurinista: Gabriela Sanches
Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini

CÍNICOS

 

 Há algo de assustador no ar. Uma desconfiança generalizada. A diversidade que deveria ser o combustível para o total e pleno avanço de nossa sociedade, a política que deveria ser o “órgão regulador e organizador” dessa mesma sociedade tornam-se ameaçadoras. Os valores que até um recente passado norteavam a desenvolvimento da espécie humana, parecem repentinamente ter caído em descrédito.

Hoje a desconfiança em nossos iguais nos mantém alertas contra nossos próprios princípios. Um olhar mais apurado sobre nossos pensamentos e sentimentos nos revela que nos tornamos inimigos e desconfiamos de nós mesmos. A opção é pelo confronto entre a realidade cotidiana e as contradições de uma juventude sem modelos efetivos de formação.

Portanto propomos um “diálogo entre contradições” por meio de “desaforismos” cômicos, desconexões com as certezas e as mentiras que de tão verdadeiras confundem-se com as verdades.

Não se assuste se a não linearidade das idéias te esclarecerem ao invés de te confundir. Lembre-se: a realidade anda mais fragmentada que nunca. Faz parte do nosso tempo. Relaxe e deixe-se levar pelo humor ou pela falta dele. A brincadeira é essa. Rir cinicamente de nosso próprio tempo.

Sinopse

Uma realidade atual conflituosa e desafiadora. A cada minuto da existência o excesso de alternativas possíveis para o presente e o futuro nos amedronta e nos confunde. Uma das alternativas é o riso. Amargo, cínico ou indiferente? A opção é de cada um de nós.

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Cínicos
Com Carolina Jorge, Fabio Atila, Fernanda Cunácia, Laura Carvalho, Rafael Anastasi, Roberto Savioli, Talita Olivieri, Tatiana Passarelli, Ulisses Amorim e Wesley Leal
Top Teatro (Rua Rui Barbosa, 201 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 60 minutos
05/10 até 01/12
Quarta e Quinta – 21h
$40
Classificação 12 anos
 
Produção: Nosso Grupo de Teatro
Produção Executiva: Fora da Chuva Produções
Dir. Geral e Dramaturgia: Tony Giusti
Assistência de Direção: Rafael Anastasi
Adm. e Produção Geral: Paulo A. Pfeifer
Assessoria de Imprensa: Rhommel Bezerra
Cenografia e Figurinos: Tony Giusti
Designer de Luz: Fernando Azevedo
Fotografia: Cosmo Anastasi
Designer Gráfico: Rafael Anastasi

 

ESPELHOS

O espetáculo Espelhos – estrelado por Ney Piacentini e dirigido por Vivien Buckupestá em cartaz na Oficina Cultural Oswald de Andrade, com entrada franca.

A encenação reúne os contos O Espelho, de Machado de Assis (integrante de Papéis Avulsos, publicado pela primeira vez em 1882), e O Espelho, de Guimarães Rosa (publicado em 1962, integrando seu livro Primeiras Estórias).

A montagem é o resultado de pesquisas e experimentações cênicas, realizadas ao longo do ano de 2015, para apresentar na íntegra os dois contos, compondo um único trabalho teatral que explora as relações entre literatura e teatro.

Espelhos é um solo de 50 minutos com cenografia e desenho de luz de Marisa Bentivegna, figurino de Fábio Namatame, assistência de direção de Aline Meyer, criação de som de Miguel Caldas e direção de produção de Maurício Inafre.

No primeiro ato, Piacentini investe-se de Jacobina, personagem de Machado de Assis que conta a amigos uma misteriosa passagem de sua juventude na qual precisou enfrentar a solidão. Em seguida, o ator assume a personagem criada por Guimarães Rosa que parte em busca de sua essência. O trabalho propõe o diálogo entre a aguda percepção de Machado acerca da formação do sujeito brasileiro e a poética descoberta que Rosa nos oferece com sua inquieta personagem.

Espelhos é provocador: propõe uma reflexão sobre as relações entre imagem e subjetividade por meio do pensamento de dois escritores, referências fundamentais da literatura e da arte brasileira. Ney Piacentini afirma que a peça volta-se para o Brasil colocando em cena uma literatura de qualidade inquestionável. “Em minhas leituras da obra Machadiana, encontrei em O Espelho a forma literária com grandes possibilidades de encenação. Fui seduzido pela construção do texto, carregado de elementos da formação do caráter do sujeito brasileiro, vulnerável às influências externas”.

A diretora conta que o projeto nasceu com a obra de Machado de Assis, mas tanto ela como Ney percebia a necessidade de algo mais para compor a encenação. “Foi pesquisando críticas e estudos sobre o texto de Machado que chegamos ao conto homônimo de Guimarães Rosa, escrito 80 anos depois. Era o que faltava para completar o espetáculo: estávamos diante de dois momentos do Brasil, tão diferentes na forma quanto complementares para o que buscávamos”.

Vivien Buckup ainda explica que a justificativa para montar essas duas obras “é o desejo de trabalhar com autores nacionais e fazer da língua ‘brasileira’ o ponto de partida da encenação com tudo o que se configura como sua identidade – explorando origens, influências, formas, sonoridades e dizeres para narrar e registrar histórias e tradições”.

Por não se tratarem de textos dramatúrgicos propriamente ditos, o empenho maior foi em sublinhar o caráter narrativo dos contos e permitir que a força literária de cada um encontrasse seu equivalente em teatralidade. A encenação confere ao espectador a oportunidade de entrar em contato com a lucidez e a sutileza das palavras de dois grandes intérpretes da cultura brasileira, tanto do ponto de vista estético quanto histórico. “Da mesma forma com que as palavras de Machado de Assis e Guimarães Rosa nos transformaram ao longo do processo de montagem de Espelhos, esperamos que os espectadores sejam tocados pelo pensamento desses dois grandes autores e suas obras singulares”, finaliza Ney Piacentini.

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Espelhos
Com Ney Piacentini
Oficina Cultural Oswald de Andrade – Sala 7 (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)
Duração 50 minutos
20/10 até 19/11
Quinta e Sexta – 20h; Sábado – 18h
Entrada gratuita (ingressos retirados 2 horas antes das sessões)
Classificação 14 anos
Textos: Machado de Assis e Guimarães Rosa
Direção: Vivien Buckup
Assistência de direção: Aline Meyer
Figurino: Fábio Namatame
Cenário e iluminação: Marisa Bentivegna.
Preparação vocal: Mônica Montenegro
Criação de som: Miguel Caldas
Direção de produção e administração: Maurício Inafre
Programação visual: Regilson Feliciano
Fotografia: João Caldas
Assessoria de imprensa: Eliane Verbena
Apoio: Prêmio Zé Renato de apoio à produção e desenvolvimento da atividade teatral para a cidade de São Paulo.