HISTÓRIAS SEM FRONTEIRAS

A Cia Articularte criou o projeto Histórias sem Fronteiras – destinado a crianças, filhos de refugiados. A primeira fase do projeto busca apresentar cultura brasileira- através de espetáculos baseados nas obras da pintora Tarsila do Amaral A Cuca Fofa da Tarsila, do pintor Cândido Portinari, Portinari, Pé de Mulato e do músico Heitor Villa-Lobos O Trenzinho Villa – Lobos em diferentes regiões da cidade.

De 4 a 6 de novembro, os espetáculos se apresentam no Teatro Sérgio Cardoso. Todas as apresentações são gratuitas.

Histórias Sem Fronteiras
“Portinari Pé de Mulato” (04/11)
“Trenzinho Villa-Lobos” (05/11)
“A Cuca Fofa de Tarsila” (06/11)
Com Cia. Articularte
Teatro Sérgio Cardoso (Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 50 minutos
04 a 06/11
Sexta, Sábado e Domingo – 15 horas
Entrada gratuita
Classificação livre

MEIA-NOITE, FELIZ NATAL

Após estreia de seu primeiro espetáculo Oito Balas, a Cia do Ruído volta aos palcos com a peça Meia-Noite, Feliz Natal de Carol Rainato a partir do dia 05 de novembro nos Parlapatões para temporada até 11 de dezembro.

Em noite de Natal, os filhos de Dona Martha reúnem-se pela primeira vez sem sua presença e não imaginam que esta pode ser a noite de estopim para a família. Tradição, convenção e protocolo fazem parte de uma noite em que todos um dia já quiseram observar do lado de fora da fechadura.

A dramaturgia levanta pontos cotidianos que contam com uma especificação: relação familiar. A partir de uma visão que nos coloca em direta intimidade para com as situações vividas pela família Assunção, compreende-se como todo indivíduo é um ser de dualidade. Os conflitos que geralmente são comuns entre famílias chegam ao estopim.

Um limite (muitas vezes tênue sobre as reações e pontos de vista) dos seres humanos envolvidos ali é explorado e exposto em sua máxima potência. Uma família considerada nos “padrões” da sociedade chega em um ponto deplorável. Todas as regras e organização (também explorada na estética visual do espetáculo), é contrária à realidade da mente de cada um dos personagens, que se encontram em verdadeira bagunça psicológica.

O desenvolvimento de criação partiu desse ponto para a construção de interiorização e do “típico lar feliz”. Acessar os contrapontos que existem entre a nossa contemporaneidade e os já tão conhecidos e clássicos “assuntos de família”.

Meia Noite, Feliz Natal
Com Carolina Rossi, Filipe Pereira, Homero Ligere, Mariana Spinola, Rodrigo de Castro, Tchello Palma, Vitoria Blat e Ynara Marson
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)
Duração 60 minutos
05/11 até 11/12
Sábado – 21h; Domingo – 20h
$40
Classificação 16 anos
 
Texto: Carol Rainatto
Direção: Carol Rainatto e Lucas Romano
Cenografia: Luma Yoshioka
Cenotécnico: Alicio Silva
Iluminação: Andressa Pacheco
Assistente de cenografia/iluminação/figurino: Aline Navarro
Figurinos: Ananda Sueyoshi
Trilha Sonora Original: Yan Montenegro
Sonoplastia: Lucas Pinheiro Paiva
Preparadora Vocal: Camila Blat
Dramaturgia do Corpo: Pietro Almeida
Preparação inicial: Daví Lopes
Designer Gráfico: Lucas Sancho
Produção: Contorno Produções
Direção de Produção: Jessica Rodrigues e Victória Martinez
Assistente de Produção: Flávia Mian
Realização: Cia. do Ruído
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

THERESINHA

O espetáculo Theresinha – que tem dramaturgia e encenação assinadas por Helder Mariani e interpretação de Gabriela Cerqueirareestreia no dia 6 de novembro (domingo, às 18 horas) no Teatro do Mosteiro de São Bento de São Paulo.

A peça foi concebida a partir dos escritos autobiográficos e poéticos da jovem francesa Thérèse de Lisieux (1873-1897), freira carmelita descalça, canonizada em tempo recorde pela Igreja Católica. No Brasil, é popularmente conhecida como Santa Teresinha do Menino Jesus.

A montagem apresenta o dilema do homem moderno, o conflito entre a razão e a fé, na pele de Theresinha, não privilegiando a dimensão puramente religiosa, mas a humanidade dessa jovem que se tornou santa e, no final do séc. XIX, vivenciou as questões e contradições que marcariam o séc. XX e a pós-modernidade.

A encenação de Helder Mariani apresenta a personagem através de uma jovem atriz, sozinha, que conduz a plateia até o século XIX, na França, e nos traz a jovem freira, sozinha; ambas diante do mesmo vazio. Essas duas jovens mulheres de épocas tão diferentes têm em comum a ânsia da busca pelo sentido da existência humana e o desejo compulsivo de transformar a realidade vazia de sentido, num tempo onde um racionalismo exacerbado e prepotente domina – e já dominava no XIX – nossas cabeças.

Segundo o dramaturgo, “Thérèse de Lisieux” entendia a espiritualidade e a arte como únicas formas possíveis de subverter a realidade humana, dando-lhe um novo significado, transcendendo. Na dramaturgia, ela conta sua história, valendo-se das palavras e do teatro; e representando de maneira crítica e bem humorada os personagens que aparecem na sua trajetória, revelando as suas diferentes e ambíguas facetas, e seu desejo obsessivo de se tornar uma “santa”.

Theresinha
Com Gabriela Cerqueira
Teatro do Mosteiro de São Bento de São Paulo (Largo de São Bento, s/n – Centro, São Paulo)
Duração 60 minutos
06 a 27/11
Domingo – 18h
$30
Classificação 12 anos
 
Dramaturgia e encenação: Helder Mariani
Direção musical: Dagoberto Feliz
Desenho de luz: Gabriel Greghi
Cenografia: Flávio Tolezani
Figurino: Marcela Donato
Pesquisa: Thiago Britto
Orientação artística: Denise Weinberg
Produção: Gabriela Cerqueira e Helder Mariani.
Fotos: Thiago Bugallo e Luciney Martins
Realização: Cia. da Palavra e Pulo do Gato Produções Artísticas
Assessoria de Imprensa: Verbena Comunicação

ZENÓBBIA – A SECRETÁRIA DO PRESIDENTE (RIO DE JANEIRO)

O Teatro Municipal Café Pequeno apresenta a partir de nove de novembro, a comédia “Zenóbbia – a Secretária do presidente” cujo texto de Marcelo Aoiula e Lígia Ferreira, irmã de Bibi Ferreira,  teve montagens clássicas nos anos 90, nos tempos em que o Brasil passava por maus bocados na nos cenários político e  econômico.

Considerando a atual situação política brasileira, a montagem ganha agora uma nova adaptação, bastante humorada, com um contexto bem similar ao que é noticiado acerca dos escândalos políticos e denúncias que envolvem grandes empresas e membros do governo.

Em cena, Fran Rorato, Nando Moretzsohn e Rodrigo Correa dão vida a 11 personagens que contam a história de Zenóbbia, secretária de confiança, de um funcionário do alto escalão de uma multinacional. Ela chega ao escritório e lê nos jornais uma reportagem acusando a empresa em que trabalha de superfaturamento de verbas; por causa desses desvios, todos os empregados estão sendo investigados numa Operação da Polícia Federal.

Ela se vê em um dilema: entregar o chefe para a Polícia Federal ou salvar o emprego de todos que trabalham na empresa? Para complicar ainda mais a balança de decisão, Zenóbbia traz à tona um momento no passado em que era apaixonada pelo chefe e ele a rejeitou, casando-se com outra. A trama conta ainda com um jornalista infiltrado na empresa, que tentará forçá-la a contar detalhes do que sabe e descobrir mais sobre a rotina da organização.

A direção fica por conta de Rogério Passos, considerado um dos melhores diretores de comédia da televisão brasileira, e diretor de algumas novelas e séries da Record e também da segunda temporada de “Tudo Pela Audiência”, de Fábio Porchat e Tatá Werneck, no Multishow.

Produzida pela Dots – Projetos Culturais, e coprodução da Arrastão de Ideias, a peça promete uma grande interação com a plateia e intérprete de Libras para que deficientes auditivos possam acompanhar esse imperdível espetáculo que cumpre temporada até dia 24 de novembro, sempre as quartas e quintas-feiras, 20h30.

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Zenóbbia – a secretária do presidente
Com Fran Rorato, Nando Moretzsohn e Rodrigo Correa
Teatro Municipal Café Pequeno (Av. Ataulfo de Paiva, 269 – Leblon, Rio de Janeiro)
Duração 60 minutos
09 até 24/11
Quarta e Quinta – 20h30
$40
Classificação 14 anos
 
Texto: Marcelo Aouila e Lígia Ferreira
Direção: Rogério Passos
Iluminação: Genilson Barbosa
Fotos: Vinicius Mochizuki
Designer Gráfico: Fabio Nobrega
Figurino: Filomena Mancuzo
Assessoria de Imprensa: Minas de Ideias
Assistente de produção: Marcela Rosário
Produção Executiva: Dots Projetos Culturais
Co-Produção: Arrastão de Ideias

LUDWIG/2 (RIO DE JANEIRO)

Depois de estrear em solo alemão e de uma bem-sucedida temporada no ano passado, o espetáculo “Ludwig/2” chega ao Teatro Ipanema, no dia 19 de novembro. Dirigida por Henrique Gonçalves e Gustavo Bicalho, que também assina o texto, a peça cumpre temporada de sábado a segunda, às 20h, até o dia 19 de dezembro.

A peça trata sobre a vida do controverso rei Ludwig II, da Baviera. Pacifista, amante da música e da arquitetura, o rei viveu um intenso conflito com sua sexualidade. Contrariado com a política de sua época e enfrentando o processo de unificação da Alemanha, o rei acabou isolando-se em castelos, que foram por ele construídos, sendo deposto e, provavelmente assassinado, aos 41 anos de idade, após ser declarado mentalmente incapaz.

O espetáculo, falado em português e alemão (com legendas),é um estudo sobre o homem por trás do mito, apostando na universalidade de seus conflitos internos, que ultrapassam as barreiras culturais e geográficas, falando, igualmente, para o público de ambos os países.

Apaixonado pelo mestre de sua cavalaria – Richard Hornig, mas sentindo-se culpado pelos seus sentimentos, tenta casar-se com sua prima mais nova, Sophie-Charlotte, irmã de Sissi – a imperatriz da Áustria. Porém logo percebe que esse casamento não passa de uma mentira que traria a todos infelicidade e sofrimento.

Buscando refúgio na solidão e nas belas paisagens da Baviera, Ludwig começa a perder a noção do limite entre o real e o imaginário, até que é deposto sob a alegação de loucura, indo encontrar uma morte misteriosa nas águas do Starnberger See, apenas dois dias depois de sua deposição.

LUDWIG/2, foi desenvolvido em uma residência artística de 3 meses vivenciada por parte da Cia. em Munique, na Alemanha, com patrocínio da Secretaria de Cultura da Cidade de Munique (Kulturreferat München) e da Casa Internacional do Artista Villa Waldberta (Internationales Künstlerhaus Villas Waldberta).

Ludwig/2
Com Cleiton Rasga, Manoel Madeira e Suzana Castelo
Teatro Ipanema (Rua Prudente de Moraes, 824 – Ipanema, Rio de Janeiro)
Duração 70 minutos
19/11 até 19/12
Sábado, Domingo, Segunda – 20h
$20
Classificação 16 anos
 
Projeto, Dramaturgia e Texto: Gustavo Bicalho
Direção Artística: Daniel Belquer, Gustavo Bicalho e Henrique Gonçalves 
Tradução: Lilli-Hannah Hoepner e Manoel Madeira
Desenho de Luz: Rodrigo Belay
Direção Musical: Daniel Belquer e Gustavo Bicalho
Desenho de Som: Luciano Siqueira
Vídeo Mapping: Felipe Gomes
Cenário e adereços: Karlla de Luca e Linda Sollacher
Figurinos e Adereços: Fernanda Sabino e Henrique Gonçalves
Direção de Movimento: Paulo Mazzoni
Programação Visual: Andrea Batitucci
Fotografias: Jackeline Nigri
Produção: Gustavo Bicalho e Manoel Madeira
Direção de Produção: Henrique Gonçalves
Realização: Artesanal Cia de Teatro / 2015
Assessoria de Imprensa: Minas de Ideias

 

 

E POR QUE JOHN CAGE?

Dois artistas pensando em voz alta. Dois atores falando do próprio trabalho e do produto artístico que querem criar juntos numa conversa na qual são discutidos aspectos como controle, inspiração e obsessão.

E por que John Cage? leva o público para este lugar de construção artística enquanto joga com a linguagem teatral e seus significados. Um espetáculo que desconstrói frases, orações e palavras e transforma o processo criativo das personagens em som, movimento e coreografia.

A versão brasileira da obra dos espanhóis Guillem Mont de Palol e Jorge Dutor estreou, em única apresentação, durante o Festival IC9 como resultado de uma residência artística que envolveu a dupla espanhola e os performers baianos Daniel Farias e Talis Castro. Depois disso, o espetáculo realizou uma temporada que rendeu a indicação de melhor ator do Prêmio Braskem de Teatro a Talis Castro.

Os atores espanhóis, que assinam seus trabalhos com os sobrenomes Mont de Dutor, pautam sua pesquisa na investigação da metalinguagem, do espaço e do corpo.

A dupla brasileira, por sua vez, incluiu no trabalho, aberto ao improviso e à interação com o momento presente, referências locais como carnaval, futebol, Oswald Andrade e Gilberto Gil. “Ficamos muito livres para encaixar a expressão do nosso próprio corpo incluindo versões e até criações a partir de nossas próprias referências” explica Talis Castro. Segundo Daniel Farias “O objetivo não era engessar uma coreografia, mas provocar uma apreensão do método de trabalho.”

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E Por Que John Cage?
Com Daniel Farias e Talis Castro
Teatro Commune (Rua da Consolação, 1218 – Consolação, São Paulo)
Duração 50 minutos
11 a 25/11
Sexta – 21h
$30
Classificação 16 anos

 

ÍNTIMO

ÍNTIMO” é um espetáculo que convida à reflexão do que guardamos em nós. O que deixamos pra trás? O que nunca é revelado? O que nos marca? O que nos mata? Quais as consequências das nossas escolhas?

 

Íntimo
Com Danielle Di Donato, Felipe Calixto, Gabriela Pimenta e Willian Mello
R. Maria Antônia, 203 – Consolação, São Paulo
Duração 100 minutos
21/10 até 26/11
Sexta – 21h; Sábado – 20h
$30
Classificação 14 anos
Direção e concepção: Ana Paula Dias
Assistente de produção: Giovanna Borges
Figurino: Victória Moliterno
Direção Musical: Yolanda De Paulo
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