FRESTAS DO OLHAR

Dia 5 de novembro, sábado, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), acontecem duas apresentações do espetáculo “Frestas do Olhar”, dirigido pela premiada bailarina e coreógrafa Fernanda Amaral, da Cia. Dança sem Fronteiras –companhia que trabalha com e pela diversidade, formada por intérpretes de habilidades mistas (com e sem deficiência). No domingo, 6 de novembro, é a vez da companhia promover uma Oficina de Dança para Todos no Centro Cultural São Paulo (CCSP).

A produção faz parte do projeto “Novas Fronteiras do Olhar”, contemplado pelo 19º Fomento à Dança da Cidade de São Paulo, que envolve um vasto programa de ações da companhia para promover a dança contemporânea como um bem cultural acessível a todos. O espetáculo já passou pela Praça das Artes, pela Avenida Paulista e pelo Minhocão. As próximas apresentações acontecem no Parque da Luz, dia 20/11, e no Parque da Água Branca, dia 27/11.

Frestas do Olhar” dá continuidade à pesquisa da Cia. Dança sem Fronteiras sobre o tema da visão e da criação de um novo olhar. Durante um ano a companhia investigou as relações entre o espaço corporal e o espaço urbano para montar seu novo espetáculo itinerante, feito para espaços abertos.

Dramaturgia e coreografias do espetáculo foram criadas a partir da individualidade dos intérpretes com habilidades mistas, incluindo pessoas com e sem deficiência, e de suas formações variadas em dança. Com diversos corpos a companhia pesquisou as possibilidades dos intérpretes de se mover com o auxílio de tecnologias assistivas (muletas, andador e cadeira de rodas) ou não, tanto para facilitar o movimento como para modificá-lo e criar coreografias. Toda a pesquisa da Cia. tem como base o princípio de que não há um corpo certo ou errado, mas sim um corpo único.

Trabalhamos com e pela diversidade. Em meu trabalho celebro as diferenças e não procuro minimizá-las ou disfarçá-las. No momento estamos promovendo muitas ações pela cidade de São Paulo e o público, sempre convidado, pode ver e experimentar uma verdadeira inclusão”, afirma Fernanda.

OFICINAS REGULARES E OUTRAS ATIVIDADES

Ministradas no CCSP pela diretora Fernanda Amaral, com participação de toda a companhia, as oficinas regulares da Dança sem Fronteiras acontecem no primeiro domingo dos meses de novembro e outubro, dias 6/11 e 4/12.

Essas oficinas trabalham dança e improviso a partir de um denominador comum entre as sensações, relações, contextos, formas e habilidades específicas de cada pessoa, características da DanceAbility, criada por Alito Alessi em Nova York, que trabalha a técnica da improvisação.

 

Frestas do Olhar
Com Camilla Rodrigues, Jaqueline de Souza, Beto Amorim, Lucineia dos Santos, Icaro Rodrigues e Gabriel Sousa
Duração 60 minutos
Entrada gratuita
Classificação Livre
 
“Frestas do Olhar”
Museu de Arte Moderna de São Paulo (Av. Pedro Álvares Cabral, s/n° – Parque Ibirapuera, São Paulo)
05/11
Sábado – 11h e 15h
 
Oficina de Dança Para Todos no CCSP
Espaço Flavio Império, foyer do Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, São Paulo)
06/11 e 04/12
Domingo – 14h às 15h30
 
“Frestas do Olhar”
Parque da Luz (R. Ribeiro de Lima, 214 – Bom Retiro, São Paulo)
20/11
Domingo – 15h
 
“Frestas do Olhar”
Parque da Água Branca (Av. Francisco Matarazzo, 455 – Água Branca, São Paulo)
27/11
Domingo – 15h
 
Direção e atuação: Fernanda Amaral
Trilha original: Beto Sporleder e Daniel Muller
Fotografia: Ricardo Teles
Figurino e cenografia: David Schumaker
Produção executiva: Roberto Campos
Produção: Dança sem Fronteiras
Assessoria de Imprensa: Galeria das Letras

COREÔ

Dando continuidade à Mostra Caleidos 20 anos, que celebra as duas décadas de atividades da cia de dança paulistana, o Caleidos apresenta, de 4 a 13 de novembro, na sede do Instituto Caleidos, na Lapa, zona oeste de São Paulo, o espetáculo inédito “Coreô”, uma dança em jogo e um jogo em cena.

O trabalho é um desdobramento dos estudos realizados no Núcleo de Pesquisa Coreológicas do Caleidos Cia de Dança. “Coreô” compartilha cenicamente jogos que, ao longo dos 20 anos da Cia, vem sendo desenvolvidos tanto para o aprendizado da Linguagem da dança/Laban quanto para a construção cênica dos espetáculos do Caleidos. Os bailarinos compartilham com o público propostas que podem ser jogadas ou assistidas, criando cenas em tempo real a partir de jogos que proporcionam dança.

“Coreô” se relaciona com outros trabalhos emblemáticos do Caleidos Cia, como a série “Coreológicas”, “Ludus” e “Tria”. Mantem-se a relação artística com o público, a criação compartilhada com os participantes e o caráter lúdico destes espetáculos anteriores. Em “Coreô” os jogos que proporcionam dança e criam as cenas são propostos por meio de combinados que são apresentados verbalmente ao público. Os participantes que querem jogar a cena com os bailarinos assumem o espaço de dança e constroem em tempo real o espetáculo.

“Coreô” é um espetáculo em permanente processo de construção, seja pela forma como se relaciona com o público, seja pela escolha dos jogos que estruturam cada apresentação. “O inventário de jogos que podem ser compartilhados em ‘Coreô’ nasceram da trajetória de 20 anos de ensino e criação do Caleidos cia de Dança. São jogos baseados na linguagem da dança que utilizamos em nossas aulas e na criação das cenas que são experimentadas em nossos espetáculos” – relata a diretora do Caleidos, Isabel Marques.

Com a estreia de “Coreô”, quarto espetáculo da Mostra Caleidos 20 Anos, a Cia de dança dá prosseguimento às comemorações de suas duas décadas de trabalho. Em 2016, o Caleidos Cia de Dança completa 20 anos de atividades; parte da comemoração será a mostra de alguns trabalhos do repertório construído nessa trajetória e a estreia de dois novos trabalhos, sendo um deles “Coreô”.

Coreô
Com Caleidos Cia. de Dança (Nigel Anderson, Renata Baima, Kátia Oyama e Ágata Cérgole)
Instituto Caleidos (Rua Mota Pais, 213 – Lapa, São Paulo)
Duração 50 minutos
04 a 13/11
Sexta e Sábado – 20h; Domingo – 19h
Entrada gratuita (ingresso retirado com 30 minutos de antecedência)
Classificação livre
 
Direção: Isabel Marques
Cenário e identidade visual: Fábio Brazil
Trilha: Divan
Preparo corporal: Ana Paula Mastrodi
Iluminação: Rafael Lemos
Produção: Mobilis Ltda – ME
Assessoria  de Imprensa: Rhizome Comunicações

 

KASSANDRA

Recheada de referências que vão desde os clássicos gregos até elementos do imaginário da cultura pop, KASSANDRA, a montagem da catarinense La Vaca Companhia de Artes Cênicas estreia em São Paulo no dia 11 de novembro (pré-estreia para convidados no dia 10 de novembro), sexta-feira, às 20 horas, na boite L’Amour. Com direção de Renato Turnes para o texto do franco-uruguaio Sergio Blanco, o espetáculo traz a atriz Milena Moraes na pele de uma performer transgênera.

O dramaturgo Sergio Blanco escreveu KASSANDRA como um monólogo que parte do personagem mítico da princesa de Troia, mas apresenta ao público de hoje uma versão atualizada. O texto foi escrito propositadamente em um inglês precário para ser encenado exclusivamente dessa maneira, no que seria a representação de um idioma de sobrevivência, que permite que Kassandra seja entendida em qualquer lugar do mundo. Para a montagem, o autor propõe duas condições: que o texto seja encenado no idioma em que foi escrito, ou seja, o inglês rudimentar próprio dos imigrantes, e que as apresentações aconteçam sempre em espaços não convencionais.

A montagem brasileira optou por estabelecimentos de diversão adulta (casas de shows eróticos, casas de swing, etc) e no caso da capital paulista será realizada na Kilt Shows. “Kassandra é apresentada como performer de uma boate, na qual a heroína troiana ressurge nos dias de hoje para recontar a sua história e desmitificar seu próprio mito. O espetáculo é escrito em um inglês tosco, de imigrante, em referência às várias meninas que vão à Europa na esperança de melhores condições de vida”, conta o diretor Renato Turnes.

Experiência teatral única

Na visão de Renato Turnes, KASSANDRA apresenta-se como uma artista da boate e recebe seus clientes para contar sua história. Além de profissional do sexo, ela é uma performer que apresenta seus números como uma espécie de guerreira fetichista e sensual. Os aspectos trágicos, eróticos e cômicos do texto são reforçados usando elementos cenográficos presentes na própria casa noturna, trabalhando com o conceito de site-specific, quando a obra dialoga diretamente com o espaço no qual está inserida. A direção se apropria da ambiência da casa, na forma de seus equipamentos de luz e som, e explora a arquitetura específica de cada estabelecimento, para construir a narrativa visual do espetáculo.

O público pode beber e circular pela casa, representando ele próprio o papel de um cliente. A ideia é que o público seja tomado pela experiência de visitar a tradicional casa noturna, explorando a curiosidade que o próprio lugar provoca, e que viva uma experiência teatral única, sensual, perigosa, divertida e impactante”, explica o diretor.

Para a atriz Milena Moraes, KASSANDRA é uma mulher forte e fascinante que encarou com resiliência, mas sem resignação, o seu destino trágico. “As escolhas da encenação refletem diretamente na atuação. A apropriação do espaço e a tensão que se estabelece na relação entre performer e público estão diretamente ligadas. O público assume o papel de cliente da casa e o espaço da cena não é claramente limitado, o que dá vazão ao flerte, à cumplicidade e à empatia, que se alternam a cada transição vertiginosa e que demanda lapidação constante”, conta ela.

Figurinos da Rua Augusta

As referências ao universo do erotismo estão inseridas em diversos aspectos da montagem, da arte gráfica aos elementos cenográficos e figurinos. Os figurinos foram pesquisados e adquiridos em lojas específicas da Rua Augusta, em São Paulo, compondo um visual poderoso e sexy, ao estilo das travestis performers reais.

A maquiagem e os cabelos desenvolvidos por Robson Vieira procuram realçar a androginia presente na construção da personagem. A trilha sonora desenvolvida com exclusividade por Ledgroove remete a sonoridades gregas antigas envoltas pela modernidade do estilo do DJ, compondo uma atmosfera sonora eletrônica de forte impacto, ao misturar ancestralidade e contemporaneidade, enquanto dialoga de forma coerente com o espaço da noite na boate.

O mito de Kassandra

Segundo a mitologia grega Kassandra é uma das princesas de Troia – filha de Príamo e Hécuba – e um dos personagens citados nos escritos que relatam o sangrento episódio da célebre Guerra de Troia. A princesa era uma jovem tão bela que o deus Apolo por ela se apaixonou. O deus lhe ofereceu o dom de prever o futuro em troca de um filho dos dois.

Kassandra aceitou o presente, mas logo se arrependeu e se recusou a cumprir a promessa. Inconformado, Apolo lançou uma maldição: ninguém jamais acreditaria em suas predições. A partir de então, a jovem seria atormentada por visões da futura queda de sua cidade, sem que nenhum dos troianos lhe desse ouvidos. Tida por louca, foi encerrada em uma torre. De lá somente sairia com Troia consumida pelas chamas, destruída pelos soldados gregos.

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Kassandra
Com Milena Moraes
Coco Bongo (Rua Augusta, 598 – República, São Paulo)
Duração 60 minutos
11/11 até 03/12 (não haverá espetáculos dia 20/11)
Quinta, Sexta, Sábado e Domingo – 20h
$50
Classificação 18 anos
Dramaturgia – Sergio Blanco.
Direção – Renato Turnes.
Assistente de Direção – Vicente Concilio.
Trilha Sonora Original – Ledgroove.
Figurino –Renato Turnes.
Maquiagem – Robson Vieira.
Máscara – Roberto Gorgati.
Desenho de Luz – Renato Turnes.
Pesquisador –Esteban Campanela.
Produção – Renan Salvetti.
Assessoria de Imprensa – Nossa Senhora da Pauta

PALAVRAS ESQUECIDAS – O EVANGELHO SEGUNDO TOMÉ

Depois de atuar no musical Ciao Amore Ciao – sobre a vida e a obra do cantor italiano Luigi Tenco -, no Theatre Petit Saint Martin, em Paris, o ator, bailarino e cantor radicado na França, Antonio Interlandi, volta ao Brasil para estrear o espetáculo Palavras Esquecidas – O Evangelho Segundo Tomé, no Teatro Eva Herz, em temporada de 15 de setembro a 9 de dezembro (sessões quintas e sextas-feiras, às 21h).
A montagem tem a participação da atriz portuguesa Maria de Medeiros em uma locução que abre o espetáculo. O texto foi traduzido e adaptado por Jean Gillibert e Antonio Interlandi, com supervisão de direção da diretora francesa Nita Klein e estreou em Paris, no Theatre Bichat, em 2012.
O espetáculo é baseado no texto do Evangelho Segundo Tomé (Século II). Uma série de 114 dizeres atribuídos a Cristo e encontrados na década de 1940 durante escavações no Egito. Diferente dos demais evangelhos, este texto apócrifo (que não está na Bíblia) não narra a vida de Jesus, mas traz uma coletânea de dizeres que teriam sido por ele pronunciados.
A peça mostra o apóstolo Tomé no instante em que se depara com estas palavras. Perplexo, atônito e atormentado pelo conteúdo, transmite, intuitivamente, com a sua voz e com o seu corpo, estes dizeres. “Imaginei o impacto que este texto poderia causar, conectando o personagem com pensamentos tão diferentes de sua época. Ao mesmo tempo perdido e encantado, confiante e assombrado. Por meio das palavras transmitidas por Tomé, a peça traz a ideia de que há em cada um de nós uma essência imortal que transcende o próprio homem”, explica Interlandi.
O ator tomou conhecimento da obra folheando livros na biblioteca de sua professora de teatro em Paris. “Fiquei surpreso com o conteúdo e com a forma, tão inesperados para um texto do gênero. Me veio a ideia da utilização contemporânea do movimento e da palavra para transmitir este texto”, conta.
O espetáculo expõe a noção da não-dualidade e questiona certos posicionamentos dogmáticos cristãos, como o conceito de culpa ou a visão maniqueísta de bem e mal. O texto defende ainda o pensamento gnóstico de que há em cada um de nós uma essência imortal que transcende o próprio homem, provendo sentido à nossa existência.
Para o ator, a montagem é uma imersão poética, na qual palavra, dança e canto coexistem em um só corpo, em uma só voz. “Quando li este texto pela primeira vez, encarei-o como um grande poema. Imediatamente senti a necessidade da dança, do movimento para poder contar esta aventura. Foram dois anos de um trabalho novo para mim, solitário, que conjugava as diferentes linguagens que eu possuía e que foi polido pelo diretor e escritor Jean Gillibert e pela diretora e atriz Nita Klein, tentando elaborar o justo equilíbrio entre o texto, o gesto e o som.
A atriz portuguesa Maria de Medeiros assistiu a um ensaio geral da peça, em Paris, quando Interlandi trabalhava na adaptação da montagem para o Brasil. “Fiquei feliz de poder de alguma maneira participar do espetáculo. Gosto da ideia de ‘dançar’ os textos, algo que procuro sempre fazer quando estou em cena. Antonio leva essa ideia muito longe, precisamente porque ele é também bailarino”, conta a atriz que está no México gravando um longa metragem.
Criamos esta peça inteiramente em francês. O fato de adaptá-la agora para o português trouxe uma nova respiração, uma cadência mais íntima, mais instintiva. A voz da Maria de Medeiros contribui para traçar este novo caminho, no qual o personagem de Tomé poderá se aventurar a cada noite de apresentação” conclui Interlandi.
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Palavras Esquecidas – O Evangelho Segundo Tomé.
Com Antonio Interlandi
Voz: Maria de Medeiros
Teatro Eva Herz – Livraria Cultura Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2.073 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 70 minutos
15/09 até 09/12
Quinta e Sexta – 21h
$50
Classificação 14 anos
 
Idealização: Antonio Interlandi
Tradução e adaptação: Jean Gillibert e Antonio Interlandi
Supervisão de direção: Nita Klein
Iluminação: Nádia Luciani
Coreografia: Malavika
Trilha sonora original: Khalid Kouhen
Supervisão de texto: Silvia Bittencourt
Cenografia: Augusto Vieira
Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli
Projeto Cultural incentivado pelo Fundo de Arte e Cultura de Goiás.
Produção Executiva: Maria Júlia Interlandi e Berta Lucia de Freitas Campos

UMA SAUDAÇÃO A WHITNEY HOUSTON

O Theatro NET São Paulo, na Vila Olímpia, recebe Vanessa Jacksonno dia 15 de novembro, terça-feira, às 21h15, para nova apresentação do show Uma Saudação a Whitney Houston.

Depois do sucesso do primeiro show em homenagem cantora e também atriz norte-americana Whitney Houston, Vanessa Jackson acompanhada por back-vocals, músicos e grande elenco, traz canções que encantaram públicos de todo o mundo.

Algumas das músicas que os fãs poderão ouvir são Wanna Dance With Somebody, Saving All My Love For You, I Look fazem parte do repertório, além de uma sessão especial dedicada aos filmes que interpretou como Falando de Amor, Cinderela, Um Anjo Em Minha Vida e o clássico O Guarda Costas.

Com figurino baseado nos originais que marcaram a carreira de Whitney e com coreografia do americano Nathan Aaron Coder, o espetáculo é dirigido e montado pelo carioca Rafael Mello, formado em Dança e que entre 2007 e 2015 viajou o mundo em turnês dos shows Side Story, Saturday Night Fever e HairSpray.

Sobre Whitney Houston

Ao longo da carreira, Whitney gravou sete álbuns, teve três compilações lançadas e integrou três álbuns de trilhas sonoras de filmes, com um total de 55 singles lançados e 11 em 1º no Hot 100 da Billboard USA. Vendeu mais de 200 milhões de álbuns e ganhou mais de 600 prêmios, que incluem sete Grammys, 31 Billboards, 22 AMA’s, a Emmy in 1896 e um Óscar em 1999 pela canção When You Believe (dueto com Mariah Carey).

Sobre Vanessa Jackson

Vanessa Magno Moraes, mais conhecida como Vanessa Jackson (São Paulo, 19 de outubro de 1981), é uma cantora, compositora e atriz brasileira. Ficou famosa por vencer a primeira edição do programa Fama, na Rede Globo em 2002. Doze anos depois, também saiu vencedora do programa Esse Artista Sou Eu, no SBT. Atualmente faz shows e eventos corporativos.

 

Uma Saudação a Whitney Houston
Com Vanessa Jackson
Theatro NET São Paulo – Shopping Vila Olímpia (Rua Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo)
Duração 90 minutos.
15/11
Terça – 21h
$60/$140
Classificação 12 anos

ROQUE SANTEIRO

Uma das novelas que mais fez sucesso no Brasil chega aos palcos do teatro musical brasileiro. “Roque Santeiro” tem estreia prevista para 27 de janeiro de 2017, no Teatro FAAP.

A novela, de Dias Gomes, foi apresentada entre junho de 1985 e fevereiro de 1986. Tinha uma média geral de 67 pontos de audiência, o que fez com que fosse a novela de maior audiência da televisão brasileira.

No elenco, nomes de peso como José Wilker, Regina Duarte, Lima Duarte, Yoná Magalhães, Ary Fountoura, Eloísa Mafalda, Armando Bógus, Lucinha Lins, Cássia Kiss, Cláudio Cavalcanti, Lídia Brondi e Carlos Augusto Strazzer. Foi nesta novela que Claudia Raia, Alexandre Frota e Maurício Mattar ficaram conhecidos pelo grande público.

A novela, além de seus três álbuns, influenciou no vestuário feminino (turbantes da personagem Viúva Porcina); foi capa de várias revistas; e foi transformada em álbum de figurinhas.

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O Musical

Esta é a primeira vez que Roque Santeiro será montada, em formato musical, em São Paulo. O texto, tornado clássico depois de proibido e adaptado com grande sucesso para a TV, será finalmente encenado no formato pensado originalmente pelo autor Dias Gomes – como uma opereta popular.

O elenco desta montagem é composto por 13 atores: Jarbas Homem de Mello é Chico Malta; Livia Camargo faz a viúva Porcina; Flávio Tolezani é Roque Santeiro; Mel Lisboa interpreta Mocinha, filha de Dona Pombinha, vivida pela atriz Nábia Villela, e do prefeito Florindo Abelha, interpretado por Dagoberto Feliz.

Edson Montenegro é Padre Hipólito; Luciana Carnieli vive a dona do bordel da cidade, Matilde, e as duas prostitutas – Rosali e Ninon – são vividas respectivamente pelas atrizes Yael Pecarovich e Giselle Lima. O músico e ator Marco França faz o papel de Toninho Jiló. Samuel de Assis é Zé das Medalhas, e Cristiano Tomiossi faz o papel do General.A estreia acontece dia 27 de janeiro no Teatro FAAP.

A trilha sonora composta por Zeca Baleiro é executada ao vivo pelos atores com o apoio de dois músicos – André Bedurê (baixo e violão) e Érico Theobaldo (guitarra, percussão e eletrônicos). Baleiro musicou algumas letras do autor que já existiam na versão original do texto e compôs outras canções especialmente para a peça.

“A trilha traz um toque levemente marcial, um certo tom militar, mas também tem elementos de bolero, tango, baião, valsa, muita brasilidade e brejeirices. Mas é bom deixar claro: a peça é diferente da novela, desde o texto até a música”, comenta Zeca Baleiro.

Roque Santeiro marca a quarta parceria da diretora Debora Dubois com o compositor. Juntos, eles já fizeram “Quem tem Medo de Curupira?”, “Lampião e Lancelote” e “A Paixão Segundo Nelson”. “Essa parceria é longa porque nos entendemos muito artisticamente, o Zeca é um artista muito completo, que entende o teatro e coloca a música a seu serviço de uma forma linda”, conta a diretora. “Optamos por uma trilha musical original. Resistimos à tentação de usar músicas da trilha da novela, que foi muito marcante. Mas, como uma espécie de ‘homenagem’ à novela, incluímos dois trechos de canções de Sá & Guarabyra”, continua Débora.

A direção de movimento é de Fabrício Licursi que, junto com Debora Dubois, optou por coreografias mais orgânicas, que misturam gestos e traços característicos dos personagens com a movimentação coletiva nos números musicais, como se reproduzissem festas populares na fictícia cidade de Asa Branca.

Abaixo o tema da novela, interpretado por Sá e Guarabyra.

Enredo da Novela

A história acontece na cidade de Asa Branca, um microcosmo do Brasil. No passado, Roque Santeiro, que era um artista que esculpia imagens sacras, foi assassinado ao defender os habitantes da cidade dos capangas do bandido Navalhada. Por causa disso, Roque foi santificado pela população. Os poderosos da cidade criaram um comércio e fizeram com que Asa Branca prosperasse por causa do seu filho mais ilustre.

No presente, Roque Santeiro, que não morreu, volta para acabar com esse comércio criado ao redor do seu nome. Isso irá mexer com as bases políticas, religiosas e econômicas da cidade e não deixará muita gente feliz.

E como se isso fosse pouco, há uma viúva que nunca foi (Porcina); a namorada de Roque que vive perseguida por um lobisomem;  a abertura da boite Sexus em uma cidade tradicional; e a vinda de uma equipe de cinema para gravar a história do herói.

Curiosidade

A novela é baseada em uma peça teatral de Dias Gomes, cuja primeira montagem é de 1965, mas que foi censurada pela ditadura militar brasileira. Dez anos depois, a rede Globo tentou fazer uma primeira versão da novela com o nome de “A incrível história de Roque Santeiro e sua fogosa viúva, que o era sem nunca ter sido”, mas que também foi censurada. Só 20 anos após a primeira montagem do texto teatral, é que as aventuras de Roque Santeiro foram apresentadas ao público.

trilhas

Trilha Sonora

Outro sucesso foi a trilha sonora criada para a novela. “Roque Santeiro” teve algo inédito. Sempre que uma novela era lançada, a gravadora Som Livre lançava um álbum com músicas nacionais e outro com internacionais.

Mas, por ser uma novela cuja trama original era regional, foram lançado dois álbuns com músicas nacionais: “Volume 1” e “Volume 2″, para depois lançar o internacional. O primeiro álbum nacional chegou a vender mais de 500.000 cópias em três meses.

“Roque Santeiro” produziu sucessos no ano de 1985 como: “Dona” (Roupa Nova), “Vitoriosa” (Ivan Lins), “Sem Pecado e Sem Juízo” (Baby do Brasil), “De Volta pro Aconchego” (Elba Ramalho), “Chora Coração” (Wando), “Isso Aqui Tá Bom Demais” (Dominguinhos e Chico Buarque), “Coração Aprendiz” (Fafá de Belém), entre outras.

Para encerrar a matéria, vamos relembrar a música tema da viúva Porcina (Regina Duarte), interpretada pelo conjunto Roupa Nova – “Dona“.

Roque Santeiro
Com Jarbas Homem de Melo, Livia Camargo, Flavio Tolezani, Mel Lisboa, Luciana Carnieli, Edson Montenegro, Dagoberto Feliz, Nábia Villela, Yael Pecarovich, Giselle Lima, Marco França, Samuel de Assis, Cristiano Tomiossi.
Teatro FAAP (Rua Alagoas, 903 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 120 minutos
Estreia 27/01
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 18h
$80/$90
(dias 27/01 e 03/02 – ingressos a $30)
Classificação 14 anos
 
Texto: Dias Gomes.
Direção: Débora Dubois.
Direção musical: Zeca Baleiro.
Músicos: André Bedurê e Érico Theobaldo.
Assistência de direção: Luis Felipe Correa.
Direção de movimento: Fabrício Licursi.
Cenário: Débora Dubois.
Figurinos: Luciano Ferrari.
Iluminação: Fran Barros.
Preparação Vocal: Marco França.
Produção Executiva: Fabrício Síndice e Vanessa Campanari.
Coordenação: Elza Costa.
Direção de Produção: Edinho Rodrigues.
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Realização: Ministério da Cultura e Brancalyone Produções Artísticas.