O DIA DOS MUSICAIS

Aconteceu nesta terça feira, 08 de novembro, a primeira edição de “O Dia dos Musicais“. O evento foi organizado por Lurryan Nascimento (“A Loja dos Musicais”) e Jessé Scarpellini. O objetivo era apresentar para quem quer começar na carreira, ou conhecer novos profissionais e reciclar conhecimento, cursos de Teatro Musical que estarão vigentes em 2017.

Lurryan falou conosco sobre como surgiu a ideia de criar este dia.

Jessé Scarpellini explicou como funcionou o evento, que aconteceu nas três salas do Espaço 10×21.

Veja algumas fotos do evento, que teve aulas das 10h até as 18h.

A última atividade do dia foi um pocket show, onde atores que trabalharam em musicais neste ano, interpretaram canções que não faziam parte do repertório de seus espetáculos. O show foi comandado por Adriana Quadros e Diego Montez.

Veja abaixo os melhores momentos de Adriana e Diego:

Foram apresentados nove números musicais, passando por “Nuvem de Lágrimas, o Musical“, “We Will Rock You“, “Wicked” e “Ghost, o Musical“, entre outros.

Alírio Netto, de “We Will Rock You”, interpretou “Evidências” de “Nuvem de Lágrimas, o Musical“.

Carol Costa (“My Fair Lady”) e Thaís Piza (“We Will Rock You”), juntaram-se para interpretar um certo sentimento de “Ódio” de “Wicked“.

Davi Tápias (“Urinal, o Musical”) criou um mashup com alguns temas de “My Fair Lady” para apresentar no evento.

Giulia Nadruz e André Loddi, o casal de “Ghost, o Musical”, escolheram uma canção de “Urinal, o Musical“.

Ingrid Gaigher, de “Gabriela, um Musical” apresentou a canção tema de “Ghost, o Musical“.

Kiara Sasso, de “O Palhaço e a Bailarina” cantou uma música de “A Cor Púrpura“.

Lívia Dabarian, saiu do rock de “We Will Rock You” para o pop de “O Musical Mamonas“, a bordo de uma brasília amarela.

Talita Real (“Wicked”) fez parceria com Thiago Machado (“Rocky Horror Show”) para cantarem “Under Pressure” de “We Will Rock You“.

Thuany Parente (“Wicked”) relembrou o musical “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos“.

E como encerramento, o elenco da nova montagem de “Rent” (estreia em dezembro no Teatro Frei Caneca), se apresentou pela primeira vez, cantando dois números do espetáculo: “Dias de Amor” (“Seasons of Love”) e “Aluguel” (“Rent”).

Agora é esperar pelo próximo ano e pela nova edição de “O Dia dos Musicais“.

Abaixo, fotos do Pocket Show.

(As filmagens e fotografias foram uma parceria entre os sites Opinião de Peso e A Broadway É Aqui)

KIWI (OPINIÃO)

“Parado no trânsito, você fecha a janela do carro para eles. Na rua, desvia para não ver. Eles são os pombos e ratos sem rumo que enfeiam a cidade. São o resto da xepa jogado no chão e pisoteado. No entanto, se você vai assistir a uma peça como Kiwi (premiada duas vezes no Canadá e uma na Alemanha, atualmente indicada ao Prêmio FEMSA de Melhor Espetáculo Jovem), eles estão na sua frente. Agora é impossível desviar o olhar.

A direção de Lucianno Maza para o texto do canadense Daniel Danis engana. Você pensa que está adentrando um mundo futurista. Só que não. Pensa que está vendo jovens brancos de classe média alta. Só que não. Pensa que encenarão ali um drama muito distante da sua realidade. Só que não. Como pano de fundo, o espetáculo inicia apresentando o drama dos desalojados no processo de “higienização” das grandes cidades às vésperas de opulentos eventos esportivos.

Sim, precisamos saber que pessoas são periodicamente despejadas de suas casas porque “o mundo” quer ver coisas bonitas.

Rapidamente o foco se volta para a menina – a pirralha – sem pai nem mãe nem nome nem lar, rebatizada de Kiwi.

Sim, devemos tomar conhecimento de que crianças de 10, 11 anos são jogadas nas ruas quando se tornam inconvenientes para suas famílias desestruturadas.

Kiwi encontra em outros moleques e meninas de rua, todos com nomes de frutas e legumes (alguém ainda se lembra de Acerola e Laranjinha, da série Cidade dos Homens?), o que passa a chamar de família. Uma família quebrada, de regras tortas, na qual crianças sem referências de amadurecimento saudável emulam a vida adulta como elas imaginam que deva ser. Uma família cujo sustento vem dos roubos, das drogas, da prostituição e do crime.

Sim, estas famílias existem.

Muito sabiamente, os atores Rita Batata e Lucas Lentini usam uma inflexão curiosa, às vezes distante do tom coloquial, para prender a atenção da plateia (que, em condições normais, não pararia para escutar o que têm a contar esses moleques). A narrativa também é estranha, quase toda indireta – como se uma personagem Batata (o paralelo é inevitável!) lesse, em um cenário completamente antisséptico, o diário da amiga Kiwi.

Sim, vivemos distantes da realidade cruel dos menores de rua infratores, drogados, prostituídos e sem perspectiva, mas estamos todo o tempo cercados desta história. Apenas escolhemos não ouvi-la. E fechamos a janela.”

12278906_10153839933960337_6738104131258837289_nRebecca Celso, colaboradora do Opinião de Peso, foi assistir a peça “Kiwi“, que está em cartaz no Teatro Augusta, e fez sua Opinião sobre o espetáculo.

Kiwi
Com Rita Batata e Lucas Lentini
Teatro Augusta – Sala Experimental (Rua Augusta, 943 – Cerqueira César, São Paulo)
Duração 50 minutos
01/10 até 27/11
Sábado – 21h30; Domingo – 19h
$30
Classificação 14 anos
 
Texto: Daniel Danis
Direção e tradução: Lucianno Maza
Assistência de direção: Náshara Silveira
Trilha-sonora: Dr. Morris
Figurino: Anne Cerutti
Cenário e iluminação: Lucianno Maza
Assistência de iluminação: Melissa Guimarães
Arte gráfica: André Kitagawa
Projeto (programação visual): Caesar Moura
Fotos de divulgação: Arô Ribeiro
Fotos de cena: Bob Sousa
Assessoria de imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques
Produção executiva: Berenice Haddad
Produção e idealização: Lucianno Maza
Realização: Projeto Grande Elenco

A.M.A.D.A.S

Após 10 anos sem fazer peça na cidade de São Paulo, a atriz Elizabeth Savala retorna aos palcos da capital paulista para uma curta temporada do espetáculo A.M.A.D.A.S – Associação de Mulheres que Acordam Despencadas, de Regiana Antonini. A comédia está em cartaz no Teatro Brigadeiro.

Através de um humor histriônico e contagiante, o espetáculo coloca em discussão algumas das questões mais importantes sobre a condição da mulher moderna: o texto enfoca a via crucis de uma mulher que chega à meia-idade pressionada pelas demandas de uma sociedade cada vez mais fútil e superficial.

A protagonista expõe em uma reunião da A.M.A.D.A.S, suas inseguranças e angústias geradas pela impossibilidade de conservar o visual e o comportamento típicos da juventude a essa altura da vida.

Com efeito, a camada social onde a protagonista se movimenta vive de aparências e está sempre pronta a condenar quem não cultiva essa imagem à custa de academias, salões de estética, cirurgias, botox, silicone, etc.

Embora refratária a essa ideologia, Regina Antonia introjeta completamente os valores da sociedade em que vive, e se pune e se recrimina por não atender essas exigências, chegando a se rebelar contra o marido que a aceita como ela é.

Assim o espetáculo coloca o dedo na ferida de mulheres a caminho da maturidade, usando uma linguagem atual e inteligente e, principalmente, bem humorada através da sátira hilariante aos mitos e obsessões de nossa época.

A.M.A.D.A.S

A.M.A.D.A.S

A.M.A.D.A.S
Com Elizabeth Savala
Teatro Brigadeiro (Av. Brigadeiro Luís Antônio, 884 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 80 minutos
10/09 até 13/11
Sábado – 21h; Domingo – 19h
18 e 19/11
Sexta e Sábado – 21h
$90
Classificação 12 anos
 
Texto: Regiana Antonini
Direção: Luiz Arthur Nunes
Produção: Camilo Áttila
Assessoria de imprensa: Fabio Camara
Realização: ESCA Produções Artísticas