60! DÉCADA DE ARROMBA – DOC. MUSICAL (RIO DE JANEIRO)

Representante maior da Jovem Guarda, um dos principais movimentos musicais da década de 1960, a cantora Wanderléa é a “cereja do bolo” do documentário musical “60! Década de Arromba”, dirigido por Frederico Reder, com roteiro e pesquisa de Marcos Nauer e que chega aos palcos no próximo dia 1º de dezembro. A cantora participa pela primeira vez de um musical, interpretando ela mesma. O espetáculo utiliza ferramentas de documentário (fotos, vídeos e depoimentos reais), somadas a cenas, textos e canções apresentadas ao vivo por 24 atores/cantores /bailarinos para contar a história da década de 1960.

60 foi uma década muito importante em vários aspectos: nas artes, no esporte, nos movimentos sociais e políticos e no avanço tecnológico. Descobri durante o processo da peça que estávamos fazendo um documentário musical, em que cantamos toda a história sem utilizar nenhum personagem real. A única personagem que trazemos para a cena é a Wanderléa, interpretando ela mesma. Um luxo”, conta o diretor Frederico Reder.

O momento era de grande agitação política, jovens reivindicavam seus direitos pregando a bandeira o amor. Wanderléa embalava os sonhos de milhões de brasileiros com os versos bem apropriados para a época na música “É o Tempo do Amor”.

Fruto de uma extensa pesquisa feita por Frederico Reder e Marcos Nauer, “60! Década de Arromba – Doc. Musical” fica em cartaz quinta e sexta às 21h, sábado às 18h30 e 21h30 e domingo às 20h, até o dia 18 de dezembro, no Theatro Net Rio.

O espetáculo inicia com um prólogo em 1922 contando a chegada do Rádio no Brasil, para em seguida mostrar o início da Televisão e aí sim, sua popularização na década de 1960.  A partir daí a peça narra os principais acontecimentos, apresentando mais de cem canções dos mais diversos gêneros. De Roberto e Erasmo, passando por Dalva de Oliveira, Cauby Peixoto, Elvis Presley, Beatles, Tony e Celly Campello, Bibi Ferreira, Edith Piaf, Tom e Vinicius, Milton Nascimento, Gil e Caetano, Maysa, Geraldo Vandré e tantos outros nomes importantes na música.

Se hoje em dia a discussão em torno do empoderamento feminino está em alta, já em 1960 mulheres marcaram época com frases que deram o que falar. “Ninguém nasce mulher, torna-se mulher” afirmava a escritora francesa Simone de Beauvoir. Marilyn Monroe fazia sucesso e bradava “mulheres comportadas raramente fazem história”.  Aqui no Brasil, mulheres como Leila Diniz também não ficavam atrás com atitudes e frases que marcaram história, como: “Na minha cama deita quem eu quiser”.

Ícone pop da década de 1960, Wanderléa sempre foi considerada um símbolo de vanguarda. Primeira mulher a posar nua grávida para uma foto e pioneira no uso das minissaias e do silicone, contribuiu para os direitos e a liberdade das mulheres de sua geração.

Fiquei muito emocionada em receber esta homenagem justamente quando a Jovem Guarda completa 50 anos. Ainda mais estreando neste palco, onde fiz shows memoráveis como ‘Maravilha’ e ‘Feito Gente’. Nunca havia imaginado integrar um grande musical”, diz Wanderléa.

Produzido pela Brain+ em parceria com a Reder Entretenimento e a Estamos Aqui, “60! Década de Arromba” é uma superprodução com 20 cenários, 10 toneladas de material cênico e mais de 300 figurinos, e além dos 24 atores,conta também com uma orquestra de 10 músicos.

Escrever um doc. Musical foi começar do zero. Definimos que não seria biográfico e não seria ficcional, sem dramaturgia clássica. Tudo que está em cena se originou do documental, do fato, da história real. Não há personagens definidos, o elenco em cena são todas as pessoas que viveram aquela época. As músicas cantadas na cronologia em que foram lançadas e fizeram sucesso. O espectador acompanha a narrativa do espetáculo ano a ano, relembra sua história e descobre novos acontecimentos”, conta o autor Marcos Nauer.

Um espetáculo construído a partir de canções conhecidas de todo o público, feito para toda a família, que mistura humor, números de circo, ilusionismo e cheio de emoção. Uma história cantada com fatos e músicas memoráveis. No repertório não faltam sucessos como Banho de Lua, Biquíni de Bolinha Amarelinha, Beijinho Doce, Lata D’água, Travessia, Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores, Era um Garoto que como eu Amava os Beatles e os Rollings Stones, Ponteio, Nós Somos Jovens, Filme Triste, Prova de Fogo, Pare o Casamento, Calhambeque, e outras internacionais como Blue Moon, La Bamba, Non Je Ne Regrette Rien, Yellow Submarine,  I say a litlle prayer for you, entre tantos outros. Uma verdadeira viagem no tempo!

60! Década de Arromba – Doc. Musical
Com Wanderléa, Amanda Döring, Analu Pimenta, André Sigom, Bel Lima, Cássia Raquel, Deborah Marins, Erika Affonso, Fabiana Tolentino, Giu Mallen, Jadde Flores, Jullie, Leandro Massaferri, Leo Araujo, Marcelo Ferrari, Mateus Ribeiro, Pedro Arrais, Rachel Cristina, Raphael Rossato, Rodrigo Morura, Rodrigo Naice, Rodrigo Serphan, Rosana Chayin e Tauã Delmiro
Theatro NET Rio – Sala Tereza Rachel (Rua Siqueira Campos, 143 – Sobreloja – Copacabana, Rio de Janeiro)
01/12/16 até 25/03
Quinta e Sexta – 21h; Sábado – 17h30 e 21h30; Domingo – 18h
$50/$180
Classificação 12 anos
Roteiro e Pesquisa: Marcos Nauer
Direção: Frederico Reder
Direção Musical: Tony Lucchesi
Coreografia: Victor Maia
Figurino: Bruno Perlatto
Cenário: Natália Lana
Iluminação: Dani Sanchez
Diretora Assistente: Alessandra Brantes
Videografismo cenário: Thiago Stauffer
Designer de Som: Talita Kuroda
Direção de Produção: Juliana Reder e Frederico Reder
Produtores Associados: Tadeu Aguiar e Eduardo Bark
Produtor Executivo: Leandro Bispo
Produtor Assistente: Allan Fernando
Estagiária de Produção: Joelma di Paula
Diretor Executivo: Léo Delgado
Gerente de Marketing: Mauricio Tavares
Direção de Arte: Barbara Lana
Assistente de direção musical: Alexandre Queiroz
Figurinista Assistente: Teresa Abreu
Estagiária de Figurinista: Tayane Zille
Estagiária de Figurinista:Jemima Oliveira
Estagiária de Figurinista:Gabriela Silva Fernandes
Coreógrafa Assistente:Clara Costa
Dance Captain: Rodrigo Morura
Cenógrafa Assistente:Marieta Spada
Assistente de Cenografia: Guilherme Ribeiro
Camarins: Vivi Rocha
Assessoria de Imprensa: Minas de Idéias

O MUSICAL MAMONAS

Há vinte anos cinco garotos de Guarulhos viravam a música brasileira de ponta cabeça. Em uma carreira meteórica os “Mamonas Assassinas” fizeram história por sua irreverência, conquistando o país através de um escrachado rock’n roll combinado com diversos ritmos e letras bem humoradas. Os mesmos jovens que encantaram, também comoveram pela maneira abrupta que tiveram suas carreiras interrompidas.

Agora imagine se os Mamonas pudessem contar sua própria história?

Foi pensando nessa pergunta que o dramaturgo Walter Daguerre (mesmo autor do musical Jim, sobre Jim Morrison) apresenta O Musical Mamonas.  Com direção do premiado José Possi Neto, o musical apresenta a mesma irreverência e o mesmo escracho que Bento, Dinho, Júlio, Samuel e Sergio demonstravam dentro e fora dos palcos, representados pelos atores Ruy Brissac, Adriano Tunes, Yudi Tamashiro, Elcio Bonazzi e Arthur Ienzura, todos escolhidos em audições.

Apresentado e patrocinado pelo Banco do Brasil Seguridade, O Musical Mamonas é em primeiro lugar, uma grande brincadeira com o gênero musical biográfico. Convocados pelo anjo Gabriel para uma importante missão – dar um jeito na caretice que tomou conta da vida dos brasileiros – Bento, Dinho, Júlio, Samuel e Sergio resolvem contar em um musical como conseguiram passar pelo estreito funil do show business: na base da persistência e da corajosa aceitação de suas personalidades um tanto quanto divertidas.  O espetáculo traz ao público de maneira despojada e divertida a trajetória da banda desde sua “Utopia”, até a transformação desta na realidade dos “Mamonas Assassinas”, passando por todas as músicas do primeiro e único álbum de estúdio da banda até o apoteótico show no histórico “Thomeuzão” em Guarulhos.

Com direção musical de Miguel Briamonte e coreografias de Vanessa Guillen, o musical traz também músicas de bandas que fizeram a cabeça dos cinco rapazes e marcaram a década de noventa, como Titãs, Legião Urbana, Engenheiros do Hawaii, Guns’n Roses, Rush e ainda reserva espaço para paródias e músicas originais compostas para o espetáculo O Musical Mamonas .  

O Musical Mamonas
Com Ruy Brissac, Adriano Tunes, Yudi Tamashiro, Elcio Bonazzi, Arthur Ienzura, Rafael Aragão, Patrick Amstalden, Vanessa Mello, Nina Sato, Gabriela Germano, Maria Clara Manesco, Marco Azevedo, Reginaldo Sama, Bernardo Berro, Andre Luiz Odin, Davi Tostes
Teatro Procópio Ferreira (Rua Augusta, 2.823 – Jardins, São Paulo)
Duração 120 minutos
11 a 25/01
Terça, Quarta e Quinta – 21h
$50
Classificação 12 anos
Texto – Walter Daguerre
Direção Geral –  José Possi Neto
Direção Musical – Miguel Briamonte
Coreografia – Vanessa Guillen
Cenário – Nello Marrese
Figurinos – Fabio Namatame
Designer de Maquiagem e Cabelo – Anderson Bueno
Designer de Luz – Wagner Freire
Designer de som – Gabriel D’Angelo
PRODUTORES ASSOCIADOS – Rose Dalney, Márcio Sam e Túlio Rivadávia
Apresentado por Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo e Banco do Brasil Seguridade
Patrocinado por Banco do Brasil Seguridade e Besni
Realizado por MINIATURA 9
Assessoria de Imprensa: Morente Forte

AUÊ

No dicionário, auê significa farra, tumulto, confusão ou barulho causado por uma algazarra. A expressão agregou outras definições com a estreia do musical ‘Auê’, que chega a São Paulo no dia 18 de novembro para celebrar uma longa temporada de sucesso no Rio de Janeiro. O espetáculo recebeu cinco indicações ao Prêmio Cesgranrio de Teatro (“Melhor Espetáculo”; “Categoria Especial” pelo elenco; “Melhor Direção” – Duda Maia; “Melhor Direção Musical” – Alfredo Del-Penho e Beto Lemos; “Melhor Figurino” – Kika Lopes) e três ao Prêmio Shell (“Direção” – Duda Maia; “Iluminação” – Renato Machado; “Música” – Alfredo Del-Penho e Beto Lemos).

Em cena, a companhia Barca dos Corações Partidos – forjada nas montagens de ‘Gonzagão – A Lenda’ e ‘Ópera do Malandro’ – apresenta 21 canções autorais e inéditas, em um espetáculo que mescla teatro, dança, performance e, claro, música. Criada em processo coletivo com a diretora Duda Maia, a encenação utiliza as letras como dramaturgia e os oito atores/cantores ainda são responsáveis por tocar todos os instrumentos ao vivo nesta verdadeira farra teatral. A idealização do projeto é fruto da parceria da grupo com a Sarau Agência, da produtora Andréa Alves, também responsável pelas outras montagens.

O repertório faz jus ao nome da companhia e traz uma leva de canções cujo tema principal é o amor e todas as suas dores e delícias.  As músicas foram compostas pelos atores da Barca (Adren Alves, Alfredo Del Penho, Beto Lemos, Eduardo Rios, Fábio Enriquez, Renato Luciano, Ricca Barros) e alguns colaboradores, como o cantor e compositor Moyseis Marques, que protagonizou a ‘Ópera do Malandro’ com eles, e Laila Garin, atriz de ‘Gonzagão – A Lenda’.

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As composições foram produzidas nas muitas excursões da trupe e ‘apresentadas’ em ônibus, vans e camarins Brasil afora. Quando começaram a pensar no próximo espetáculo, foi percebido o rico material autoral que tinham em mãos. Em um processo que durou cerca de seis meses, o grupo selecionou algumas músicas, compôs outras e contaram com o retorno de Duda Maia, diretora de movimento de ‘Gonzagão’, que agora assume a direção geral.

As canções são altamente teatrais e a companhia já tem uma ligação muito forte, uma identidade. O desafio foi potencializar este encontro e integrar os instrumentos ao que acontece em cena. Brincamos ao falar que eles ‘vestem’ os instrumentos. Não é simplesmente pegar o instrumento e tocar, não é um show. A ideia é que tudo aconteça de forma natural, integrada à cena’, explica Duda, que ressalta o intenso trabalho corporal (‘não se deve confundir com força ou vigor’) do grupo.

Seguindo o conceito principal do trabalho, os atores promovem uma verdadeira celebração musical – ou um auê, como preferir – no palco. Ao longo dos números, a diversidade musical e rítmica das canções fica explícita nos arranjos assinados por Alfredo Del-Penho e Beto Lemos, que passam por samba de roda, baião, rock, valsa, ijexá, maracatu e coco. ‘A musicalidade da peça é uma grande homenagem à cultura musical brasileira, os ritmos dialogam com dança e teatro o tempo todo’, resume a diretora.

Auê
Com Ádren Alves (Percussão, sax soprano e vocais), Alfredo Del-Penho (Violão, guitarra, baixo, flauta e vocais), Beto Lemos (Guitarra, violão, rabeca, baixo, percussão e vocais), Eduardo Rios (Sanfona, sax tenor e vocais), Fabio Enriquez (Trompete, percussão e vocais), Renato Luciano (Violão, trombone e vocais), Ricca Barros (Baixo, sax alto, cavaquinho e vocais), Rick de La Torre (Bateria)
Teatro FAAP (R. Alagoas, 903 – Higienópolis, São Paulo)
Duração 90 minutos
18/11 até 18/12
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 18h
$50/$70
 
Direção: Duda Maia
Direção musical e arranjos: Alfredo Del-Penho e Beto Lemos
Iluminação: Renato Machado
Direção de Arte: Kika Lopes
Direção de produção: Andréa Alves
Diretor assistente: Eduardo Rios
Coordenação de Produção: Leila Maria Moreno
Produção Executiva: Monna Carneiro
Assistente de iluminação: Rodrigo Maciel
Assistente de direção de Arte: Rocio Moure
Preparação dos instrumentos de sopro: Gilson Santos
Fotografia: Silvana Marques
Programação Visual: Beto Martins e Gabriela Rocha
Assessoria de Imprensa: Factoria Comunicação