ABOIO

Neste mês, o Teatro VI compartilha seu processo de trabalho vivenciado de 2015 a 2016 no curso de teatro da Escola Viva de Artes Cênicas. A turma focou seus estudos nos conceitos e práticas da atoralidade, da criação coletiva e da condição humana coisificada, entremeados por investigação da cultura brasileira a partir do bumba-meu-boi.

Trata-se de abertura de processo, caracterizando-se em momentos em que o coletivo da escola mostra percursos de trabalho, promovendo relação com o público, entendendo-a como parte fundamental da arte contemporânea a da obra aberta, processual.

Assim, o caráter de “espetacularização” é substituído pelo conceito e prática do encontro, pressuposto fundamental da completude artística. Realizadas a cada módulo, as atividades são essenciais à formação crítica dos aprendizes-artistas.

Sinopse

“Bois que nascem como fios de esperanças para uma humanidade. Fiandeiras que parem seus filhos meio bois e meio humanos. Num pasto verde e também terroso, cantigas e brincantes ali são apresentados. Bois que trabalham exaustivamente e bois que simplesmente sua função é manter-se parado para que a mais bela e suculenta carne seja preparada para á mesa. O destino de todos: o abate!

Dentro desse universo eis que surge de forma lúdica a Catirina e os Bois Bumbá, seu encanto e seu desejo pelas línguas são fervorosamente aguçados, línguas desconhecidas, línguas que são gritadas gradualmente são cortadas, abafadas e silenciadas. Sinos que anunciam sua manada. Saias que dançam suas alegrias. O nascimento, o batismo, a morte e a ressurreição são realizadas de forma poética e inusitada”.

O espetáculo foi criado a partir dos textos: “Totonha”, Marcelino Freire; “Ornitorrinco” e “Porém”, Sergio Vaz; “Já deu”, As Despejadas; “Triste, louca ou má”, Francisco, El Hombre; “Catirina”, Papete; “O touro e o homem”, Câmara Cascudo; “Governados pelos mortos” e “ “, Mia Couto; “ “, Eduardo Galeano; “ “, Luiza Romão; “Se”, Haroldo de Campos; “Da primeira vez em que me assassinaram”, Mário Quintana;

Com Bruno Felix, Cris Mota, Diego Pinheiro, Matheus Bortolatto, Matheus Scheneider, Mayane Andrade, Mel Farago, Thiago Silva, Vitor Silva.
Aboios e Viola: Mário Cabral
Teatro Padre Bento – Escola Viva de Artes Cênicas de Guarulhos (Rua Francisco Foot, 3, Jardim Tranqüilidade – Guarulhos, São Paulo)
19 até 27/11
Sábado – 20h; Domingo – 19h
Entrada gratuita (reserve seu Ingresso através do link – Aboio)
Classificação 16 anos
 
Em caso de chuva o espetáculo será cancelado
 
Direção: Eduardo Cesar
Dramaturgia: Eduardo Cesar, Wellington Campos e Turma VI
Coordenação Pedagógica: Simone Carleto
Provocação práxica: Lúcia Kakazu, Rodrigo Morais Leite, Fernanda Peninciotti
Fotografia: Marcos Campos e Turma VI
Arte Gráfica: Aldrey Tarrataca
Iluminação: Fernanda Carvalho e Turma VI
Operação de luz: Tirza Araújo
Contra Regragem: Letícia Nuvem
Realização: Escola Viva de Artes Cênicas de Guarulhos e Secretaria de Cultura de Guarulhos.

 

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