OS DESTAQUES DE 2016

Na noite do dia 27 de dezembro, foram divulgados os primeiros homenageados do “Destaque Imprensa Digital” do ano de 2016. Uma ação organizada pelo parceiro Acesso Irrestrito, que convidou A Broadway é Aqui, Acesso Cultural, Circuito Teatral SP e Opinião de Peso. E contou com o apoio do Blog Funny Girl e Perdido in Sampa.

Para assistir o programa completo e ver as análises e as mensagens de final de ano dos elencos – clique aqui.

Agora é esperar por 2017! Feliz Ano Novo e #VáAoTeatro!

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DESTAQUE IMPRENSA DIGITAL

Para comemorar o final do ano, o parceiro Acesso Irrestrito resolveu fazer um programa especial de final de ano como forma de reconhecer o trabalho das pessoas que trabalham no Teatro Musical paulistano (atores, técnicos e produtores).

Foi assim que nasceu o programa “Destaque Imprensa Digital” (DID), que vai ao ar hoje. E pela primeira vez, reuniu outros cinco sites especializados em Teatro Musical para participar do programa.

São eles: A Broadway é Aqui, Acesso Cultural, Circuito Teatral SP e nós, do Opinião de Peso. Contou também com o apoio do Funny Girl e do Perdido In Sampa.

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No programa, serão apresentados quem os cinco parceiros reconheceram como destaques em 12 áreas neste ano de 2016. E como forma de reconhecimento, eles receberam um certificado e uma caixa com brigadeiros, feitos pela parceira Cookies by Priscila.

O programa “Destaque Imprensa Digital” pode ser visto hoje, a partir das 19 horas, aqui. Não perca!

Aproveitamos para desejar um feliz 2017 a todos nossos parceiros e leitores. Com certeza, nos reencontraremos com muitas novidades referentes ao mundo do Teatro e Teatro Musical da cidade de São Paulo.

TEATRO EM 2017

 

Com o final das apresentações das peças para este ano, que tal se preparar para o que volta e o que estreia em 2017?

Muitas produções já estão divulgando suas agendas. Veja abaixo o que o começo do próximo ano promete para os palcos paulistanos.

Clique sobre cada nome para saber sobre o espetáculo e o serviço.

E já aproveitando para desejar boas festas a você e todos os seus amigos e familiares. Obrigado por acompanhar o Opinião de Peso.

1-capa

Janeiro:

Jacqueline – dia 06 (SESC Consolação)

God – dia 06 (Teatro Procópio Ferreira)

Ovono – dia 07 (Centro Cultural Banco do Brasil)

Rent – dia 10 (Teatro Frei Caneca)

O Musical Mamonas – dia 11 (Teatro Procópio Ferreira)

Nove em Ponto – dia 11 (Teatro Folha)

Morte Acidental de um Anarquista – dia 13 (Teatro Tuca)

Histeria – dia 13 (Teatro Frei Caneca)

Visitando o Sr. Green – dia 13 (Teatro Jaraguá)

Osmo – dia 13 (Oficina Cultural Oswald de Andrade)

Neura – dia 13 (Teatro Gazeta)

Juro que é Verdade – dia 13 (Teatro Folha)

Acorda pra Cuspir – dia 20 (Teatro Nair Bello)

Os Homens São de Marte E é pra lá que vou! – dia 20 (Teatro Cetip)

Tróilo e Créssida – dia 25 (Teatro do SESI)

Roque Santeiro – dia 27 (Teatro FAAP)

Leite Derramado – dia 27 (Centro Cultural São Paulo)

Fevereiro:

Rocky Horror Show – dia 10 (Teatro Porto Seguro)

O que terá acontecido a Baby Jane– dia 15 (Teatro Porto Seguro)

Março:

O Homem de la Mancha – dia 09 (Teatro Alfa)

Les Misérables – sem data definida (Teatro Renault)

Infantil:

A Bela e a Fera – 07/01 (Teatro das Artes)

O Conto das Estrelas – 08/01 (Top Teatro)

Carrossel, o Musical – 20/01 (Teatro Santander)

WICKED (ÚLTIMA SESSÃO)

Emoção.

O sentimento que dominou a noite do dia 18 de dezembro no Teatro Renault foi emoção.

Afinal, depois de um ano de apresentações, um dos musicais mais aguardados pelo público de teatro musical no país – WICKED – encerrava a sua temporada.

Pelas 19 horas, já havia um fila considerável de pessoas, na frente do teatro, aguardando pela abertura dos portões. Enquanto esperavam, um grupo de fãs realizou a entrega de presentes do amigo secreto na porta do teatro.

Tão logo o acesso foi permitido, novas filas se formaram para as últimas compras (souvenires, pipocas, refrigerantes) ou para fazerem os últimos registros fotográficos na frente de qualquer objeto que aludisse ao musical.

Até que deu-se o primeiro sinal.

Foi hora de subir as escadas para entrar na sala e aguardar o início do espetáculo.

Segundo sinal. Ainda muito murmurinho; amigos se reencontrando; mais fotos sendo feitas na frente do cenário; pessoas procurando pelos seus lugares.

Ouve-se o terceiro sinal. É chegada a hora!

Bastaram os primeiros acordes da orquestra, comandada pela maestrina Vânia Pajares, serem ouvidos, e os macacos alados entrarem no cenário, que a plateia veio abaixo. E isso foi uma repetição constante durante os mais de 180 minutos que durou a sessão.

A cada entrada de um novo personagem; a cada início (ou término) de uma canção; a cada ‘caco’ novo enxertado (e permitido hoje – sim, hoje pôde); a cada “última vez” que algum personagem falava,…. a plateia delirava e aplaudia. Em alguns números musicais, de pé.

E quando Elphaba (Myra Ruiz) e Glinda (Fabi Bang) estavam cantando “Desafiar a Gravidade”, a plateia inteira levantou varetas neon e cantou junto acompanhando as duas atrizes. Uma cena que ficará na mente de quem estava lá.

Quando chegou ao final e as luzes se apagaram, a plateia iluminou-se com os celulares e câmeras a postos para registrarem a última curtain call (levantar a cortina para os atores agradecerem).

Depois foram apresentadas os integrantes das equipes técnicas e os criativos.

E no final, a T4Fun fez um clipe com os atores do musical cantando “Desafiar a Gravidade” (gravação Opinião de Peso).

(gravação oficial)

Melhor forma de encerrar os trabalhos e esperar por 2017 e a turma do “Les Misérables“.

CARROSSEL, O MUSICAL

“Embarque neste carrossel, Onde o mundo faz de conta, A Terra é quase o céu,…”

Após ser apresentada em novela e em dois filmes, “Carrossel” se transforma em musical, com estreia prevista para o dia 20 de janeiro no Teatro Santander.

A atriz Rosanne Mulholland interpretará novamente o personagem da Professora Helena, da Escola Mundial, junto com um elenco de treze crianças. Como cenários do musical, além da escola, haverá também passagens secretas e uma casa abandonada de dois andares, além de efeitos especiais.

O espetáculo fica em cartaz até o dia 9 de abril.

(as fotos são meramente ilustrativas)

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GOD

Quando alguma coisa está errada, pode confiar: Deus toma as devidas providências. E dessa vez, o Todo-Poderoso, Rei do Universo, autor do espaço e do tempo decide vir à Terra pessoalmente… ou quase isso. Cansado dos Dez Mandamentos e de toda a incerteza que eles vêm gerando à humanidade, o criador toma forma através de Miguel Falabella para propor novas leis e esclarecer qualquer mal-entendido a seu respeito.

No espetáculo, ele e seus dois arcanjos dedicados, Miguel (Magno Bandarz) e Gabriel (Elder Gattely), respondem a algumas das questões mais profundas que têm atormentado a humanidade desde a Criação, em apenas 90 minutos. De uma forma muito particular, o Deus de Falabella vem para arrancar muitas risadas do público e desvendar os maiores segredos do universo ou, pelo menos, do Brasil. Afinal, Deus não é brasileiro?

De David Javerbaum, vencedor de Emmy Award Winner, o aclamado e premiado “GOD” fez um enorme sucesso na Broadway, sendo definido pelo jornal The New York Times como “delirantemente, divinamente engraçado”. No Brasil, o espetáculo chega ao público pelas mãos de Miguel Falabella que, além de interpretar o personagem principal, assina a versão brasileira e a direção.

O altíssimo vem aos seus em uma versão bem mais “moderninha”, com direito à Bíblia em formato iPad, sabendo tudo sobre corte de gordura trans e glúten, e sem paciência para política. Dentre os mandamentos repaginados, estão “Honrarás teus filhos”, “Separar-me-ás do Estado” e “Não me dirás o que devo fazer” – todos peculiarmente muito bem explicados e fundamentados.

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God
Com Miguel Falabella, Elder Gattely e Magno Bandarz.
Voz em off: Bruno Garcia
Teatro Procópio Ferreira (Rua Augusta, 2823 – Jardins, SP)
Duração 90 minutos
06/01 até 19/02
Sexta – 21h; Sábado – 18h e 21h; Domingo – 18h
$90/$150
Classificação 12 anos
 
Texto: David Javerbaum
Versão Brasileira e direção: Miguel Falabella
Codireção: Fernanda Chamma
Produção Geral: Sandro Chaim
Cenário e Figurino: Marco Pacheco
Iluminação: Adriana Ortiz
Trilha Sonora: Leandro Lapagesse
Visagismo: Dicko Lourenço
Transportadora Oficial: Avianca
Promoção: Globo
Realização: Aveia Cômica e Chaim Produções
Assessoria de Imprensa: Mattoni Comunicação

 

 

 

 

 

 

OVONO

O espetáculo OVONO volta em cartaz no dia 7 de janeiro de 2017 (sábado, às 20 horas) no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em São Paulo, onde permanece em cartaz até o dia 6 de fevereiro. A montagem tem texto e direção assinados pelo artista multimídia Ricardo Karman, reconhecido por montagens ousadas e inusitadas, fundador da Kompanhia Centro da Terra.

A peça é uma aventura de ficção científica, satírica e filosófica, na qual um gigantesco osso vindo do espaço está prestes a destruir a Terra. A única esperança do planeta é Ovono, o mais perfeito cérebro artificial já criado, mas esta “máquina” está aprendendo a pensar, a ter sentimentos, e pode não estar preparada para a difícil missão de destruir o objeto ameaçador e salvar a humanidade.

Além de Ricardo Karman (texto, direção e cenografia), a ficha técnica traz Amir Admoni na direção de animação digital e vídeo, Tito Sabatini como diretor de projeto multimídia, José de Anchieta no figurino, Domingos Quintiliano na iluminação e Otávio Donasci em projeto e consultoria de inflável. O elenco é formado por Gustavo Vaz, Paula Arruda, Paula Spinelli, Fábio Herford, Bruno Ribeiro e César Brasil.

O enredo discute a ambição pelo progresso tecnológico no decorrer da evolução da civilização. Com uma linguagem multimídia inusitada a encenação ousa em técnicas de vídeo maping com projeções em suportes esféricos e infláveis (seres e imagens criadas digitalmente por Adnomi, especialmente para a peça). Ricardo Karman e a Kompanhia do Centro da Terra levam para o teatro uma reflexão fundamental sobre os rumos do progresso e o ônus do desenvolvimentismo irrefreável em nossa época. OVONO é híbrido de teatro, mímica, vídeo e animação computadorizada: as personagens interagem em perfeita sincronia com animações digitais, cujas vozes são dubladas ao vivo pelos atores na coxia, criando uma dinâmica cênica que mistura o real e o virtual – linha mestra da pesquisa de 27 anos da Kompanhia. O cenário é um inflavel, onde fica uma calota (globo) que recebe a projeção de várias cenas, inclusive a “forma sugerida” do cérebro Ovono. Quase todas as cenas ocorrem dentro desta estrutura, quando os atores têm a voz amplificada para que o som seja perfeito.

A criação de Karman foi inspirada, de forma irônica, na corrida espacial dos anos 60 e 70, em filmes de ficção científica como 2001 – Uma Odisseia no Espaço (Stanley Kubrick, 1968) e no livro de Gênesis (Bíblia). O osso arremessado para o alto por um macaco (no filme) como alusão ao brilhante futuro da raça humana, marca a utopia do final do século XX. O eloquente orgulho da inteligência humana, das conquistas tecnológicas e da exploração do espaço contrasta aqui com um futuro perverso, com o ônus do modelo de progresso insustentável. Este é o contexto da parábola de OVONO: o Osso retorna e ameaça quedar-se, gigantesco, sobre nossas cabeças com o efeito devastador de uma bomba atômica.

Ovono é um computador dotado de inteligência artificial; é o paroxismo do intelecto humano, a mais sofisticada idealização da tecnologia, a mimese da inteligência humana (é uma criação digital que contracena com os atores, dublado por Paula Spinelli). Segundo o diretor, a sociedade do consumo confunde evolução tecnológica com desenvolvimento civilizatório. “Há uma certa hipnose gerada pela tecnologia que nos ilude, infla nossa autoestima e nos faz sentir orgulho da nossa raça. Percebemos de forma irrefutável um evolucionismo sempre benéfico. Tecnologia não deveria ser a única referência para o desenvolvimento da civilização. O verdadeiro progresso deveria ser o da evolução humana e dos ganhos sociais de toda a população”, explica Karman.

O espetáculo procura refletir com bom humor sobre essas questões da evolução. Há dois conflitos dramáticos, duas linhas de discussão no texto. Uma crê no progresso e quer manter o Osso no ar: acredita que a humanidade vai conseguir superar seus problemas e continuar evoluindo (e o osso continuará voando no espaço). A outra quer destruí-lo: não acredita na superação dos problemas (e o Osso cairá e nos destruirá). O computador Ovono defende a primeira hipótese, mas, diferentemente do HAL do filme de Kubrick, ele adquiriu fé no Osso. Afinal, ele seria o seu “pai”, a razão única de sua existência. E, contra todas as evidências científicas, “acredita” que ele não destruirá o planeta.

Para Ricardo Karman “o desafio em OVONO é manter a ‘simplicidade’ teatral sem deixar transparecer o inerente rigor técnico e a sofisticação eletrônica para que a história tenha um curso natural e envolvente, diante de uma dramaturgia que assume meios digitais de comunicação como ponte para a estética contemporânea”. Ele ainda explica o significado do título: “ovon-o” remete a novo, a grafia é o contrário de “o-novo”.

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Ovono
Com Gustavo Vaz, Paula Arruda, Paula Spinelli, Fábio Herford, Bruno Ribeiro e César Brasil
Participação/vídeos: Lulu Pavarin, Vivian Bertocco, Beatriz Bianco e Vivian Vineyard.
Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Álvares Penteado, 112 – Centro, São Paulo)
Duração 90 minutos
07/01 até 06/02
Sábado – 20h; Domingo – 19h; Segunda – 20h
$20
Classificação 16 anos
 
Texto e direção geral: Ricardo Karman
Diretor de animação e vídeo: Amir Admoni 
Diretor de projeto multimídia: Tito Sabatini
Assistência de direção: Bernardo Galegale
Figurino: José de Anchieta
Iluminação: Domingos Quintiliano
Cenografia: Ricardo Karman
Dramaturgista: Rui Condeixa Xavier
Projeto e consultoria de inflável: Otávio Donasci
Consultor de imagem: Hugo Mendes e Damian Campos
Equipe de suporte de projeção: Angelo Bag, Damian Campos e Hugo Rodrigues
Trilha sonora: Raul Teixeira e Rodrigo Florentino
Operação de som: Rodrigo Florientino
Operação de luz e vídeo: Leonardo Patrevita
Animação: Amir Admoni e Fabrício Melo
Rigging / verme: Leonardo Cadaval
Animação verme: Diego Souza
Videorreportagem: César Brasil
Assistentes de luz para montagem: Marcos Rogério Fávero e Vinícius Requena 
Adereços: Marcela Donato, Paulo Galvão, Josué Torres
Consultoria de visagismo: Duda Marcondes
Contrarregra: César Brasil, Bruno Ribeiro e Moisés Saron Lopes
Costureira: Lande Figurinos
Confecção de inflável: Juanito Cusicanki
Fabricação da calota: Marcelo Carlos da Macplast
Coordenação de produção e produção executiva: Vivian Vineyard
Administração: Norma Lyds e Emerson Mostacco
Projeto gráfico: Keren Ora Karman
Fotografia: Leekyung Kim
Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação 
Idealização: Kompanhia do Centro da Terra
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil
Patrocínio: Banco do Brasil
Copatrocínio: Sabesp