NA MEDIDA DO POSSÍVEL

Na Medida do Possível” reestreia no dia 03 de março de 2017 e fica mais um mês em cartaz no Teatro Itália, apresentando um retrato bem-humorado da sensibilidade desses machões. São quatro esquetes escritas sob encomenda pelos autores Luíz Carlos Góes, Léo Jaime e João Batista e do próprio diretor Marcelo Saback

A dupla Martini e Saback, amigos há 25 anos, procurava um texto com personagens masculinos que fugissem dos estereótipos, quando resolveu montar um “clube da bolinha” e criar sua própria peça. A partir daí, convidaram outros três homens, é claro, para escrever os textos que enfocam os questionamentos de um desquitado, um viúvo, um solteirão e um casado.

Os homens de hoje em dia fazem parte de uma geração que não sabe para onde ir. Eles estavam sendo criados por seus pais machistas enquanto as mulheres se emancipavam. Os nascidos na década de 60 acabaram ficando perdidos sem saber se deviam trocar a fralda, chorar e falar sobre amor“, explica Eduardo Martini ao contar sobre a inspiração para montar o espetáculo.

Enredo

No primeiro esquete “Coisinhas Pequenas“, de João Batista, Adamastor é um homem separado que diz não sentir saudades da mulher, mas só do que ela fazia. Em “Virou Estrela“, de Luiz Carlos Góes, o personagem, numa tocante interpretação, é um viúvo de uma mulher vinte anos mais velha. O quarentão que nunca se casou protagoniza “O Julgamento Final” escrito por Léo Jaime, mostrando situações hilárias de um solteirão convicto. O autor João Batista assina também junto com Marcelo Saback o último esquete do espetáculo, “O Dia Seguinte“, em que Adamastor descobre que está completamente apaixonado pela sua esposa.

Em meio a situações engraçadas, estes diferentes homens se veem obrigados a questionar e encarar suas crises, chegando a admitir sua porção sensível, o que lhes dá o direito de derramar algumas lágrimas, e quem sabe até sofrer de TPM, sem jamais esquecer, é claro, de manter sua masculinidade.

O espetáculo “Na Medida do Possível” foi a grande surpresa do projeto Grandes Baratos, apresentado pelo teatro Folha, onde cumpriu temporada por dois meses com filas imensas e ingressos esgotados.

 

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Na Medida do Possível
Com Eduardo Martini
Teatro Itália – Sala Drogaria SP – Edifício Itália (Av. Ipiranga, 344 – República, São Paulo)
Duração 75 minutos
03 a 31/03
Sexta – 21h30
$50
Classificação 12 anos
 
Texto: Luíz Carlos Góes, Léo Jaime, João Batista e Marcelo Saback
Direção: Marcelo Saback
Assistente de Direção: Viviane Alfano
Figurino: Adriana Hitomi
Trilha Sonora: Paulo Ivanovitch
Cenário: Adriana Hitomi e Eduardo Martini
Assessoria de Imprensa: Flavia Fusco Comunicação
Operador de Luz: Marcus Filomenus
Operador de Som: Ale Rocha
Produção: Eduardo Martini, Valdir Archanjo e Bira Saide
Administração: Valdir Archanjo e Bira Saide
Realização: Martini Produções

COISA DE MULHER

A comédia Coisa de Mulher estreia no dia 10 de março, às 22h45, no Teatro Gazeta. Escrita por Walter Jr, a direção é de Maximiliana Reis e Octávio Mendes, que também integra o elenco ao lado de Márcia Manfredini e Deise Paz. Adriana Lessa faz uma participação especial.

Coisa de Mulher faz uma paródia bem-humorada do cotidiano de Núbia de La Canastra, uma famosa apresentadora de Tv,  que está a frente de um programa feminino de sucesso, esgotada  com sua rotina enfadonha de trabalho. Infelizmente ela não tem outra saída a não ser continuar cumprindo o seu papel.

Como sempre, tudo vai indo maravilhosamente bem até que chega a hora do primeiro comercial feito por Núbia durante o programa. 

Obviamente a peça não é baseada na vida real, mas sim em um conjunto de personagens peculiares que desfilam num espetáculo pintado a cores fortes no exagero. Todos deliciosamente reais e divertidos.

Sempre trabalhei em horários alternativos o que deu a oportunidade de assistir a vários programas vespertinos, direcionados ao público feminino. Certa vez me peguei pensando como seria a rotina de uma apresentadora que tivesse a obrigação de fazer programas diários ao vivo. E por muitos anos… Quais problemas ela enfrentaria? O que ela realmente pensaria dos produtos e convidados que mantinham seu programa no ar e muito dinheiro em sua conta bancária? E o que aconteceria se um dia ela chegasse ao limite? Como seria se fosse ‘eu’ essa apresentadora? Desses questionamentos – e algumas gargalhadas – brotou a semente de “Coisa de Mulher” em minha cabeça”, conta Walter Jr, que deixa uma pergunta para ser respondida pelo espectador:  Quem nunca esteve à beira de um dia de… Núbia?

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Coisa de Mulher
Com Octávio Mendes, Márcia Manfredini e Deise Paz. Participação Especial: Adriana Lessa
Teatro Gazeta (Av. Paulista, 900 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 70 minutos
10/03 até 30/04
Sexta – 22h45; Sábado – 22h; Domingo – 20h
$60/$70
Classificação 12 anos
 
Texto- Walter Jr.
Direção: Maximiliana Reis e Octávio Mendes
Trilha Sonora Charles Dalla
Iluminação Criação – Mattheus Chaves
Figurinos- Márcia Bilhasi (Brechó Vip)
Cenário- Alex Costa ( SC Stand)
Design de Arte e Comunicação Pedro Veras
Produção Executiva: Deise Paz e Maximiliana Reis
Grupos e Caravanas: rmbrasileventos@uol.com.br e deisepazrs@yahoo.com.br
Realização: R&M BRASIL PRODUÇÕES ARTÍSTICAS rmbrasileventos@uol.com.br
Assessoria de Imprensa: Flavia Fusco Comunicação

 

HISTÓRIAS DE ALEXANDRE

O Grupo 59 de Teatro estreia o espetáculo infanto-juvenil Histórias de Alexandre, da obra de Graciliano Ramos, no dia 18 de março (sábado, às 16 horas) com direção de Cristiane Paoli Quito. A temporada – que vai até o dia 8 de abril, sempre aos sábados e domingos, às 16 horas – acontece no Armazém 19, na Vila Maria Zélia, Zona Leste de São Paulo.

A peça reúne histórias e fanfarronices de um típico mentiroso do sertão, numa encenação recheada por canções inéditas. Publicado em 1944 por Graciliano, o livro traz contos coletados na memória oral do folclore nordestino, resgatando crenças, costumes e mitos da região. Na transposição para o palco, foram selecionadas algumas histórias, respeitando e mantendo na íntegra as palavras do autor.

Alexandre é um homem já velho; tem um olho torto e fala bonito: um típico contador de histórias. Está sempre acompanhado pelos moradores das redondezas e até por pessoas de consideração, que vem à sua modesta casa para ouvir as narrativas “fanhosas” que conta: Seu Libório, cantador de emboladas; o cego preto Firmino; mestre Gaudêncio Curandeiro, que reza contra mordedura de cobras; e Das Dores, benzedeira de quebranto. Cesária, mulher de Alexandre, está sempre por perto, e pronta para socorrer o marido quando ele se “engancha” ou é questionado em suas narrativas.

Apropriando-se do universo linguístico e das imagens sugeridas por Graciliano Ramos, Histórias de Alexandre dá corpo e voz à palavra escrita, tecendo uma “colcha de retalhos” onde os atos de contar, cantar e dramatizar se entrecruzam e criam uma poética propícia à invocação da memória afetiva.

A diretora fala da importância que teve a apropriação das palavras pelos atores no processo criativo, já que o texto foi escrito há mais de 70 anos, com um vocabulário distinto do atual: “é fundamental que as histórias sejam compreendidas por todas as crianças, tanto as menores quanto os adolescentes, por isso as experimentações que fizemos com a presença do público foram tão importantes para encontramos o caminho da encenação”, explica Cristiane Paoli Quito.

A montagem reflete a atmosfera aconchegante da obra literária para receber os ouvintes das histórias de Alexandre: o espectador compartilha o mesmo ambiente com os atores/contadores, sem a tradicional separação entre palco e plateia. Essa proximidade promove uma experiência de troca onde a simplicidade e o despojamento do ato cênico, realizado em roda, em tom de conversa, convocam a participação e imaginação de todos.

A musicalidade, característica dos trabalhos do Grupo 59 de Teatro, tem lugar de destaque no espetáculo. Todas as canções foram criadas coletivamente a partir de passagens do livro, inclusive com algumas citações ao cancioneiro popular brasileiro. O repertório inclui embolada, repente, reza, canções populares e modas de viola que são interpretadas pelo coro de atores, acompanhados por instrumentos acústicos (violão, viola, acordeom, flautas, pífaro, berimbau e percussão) executados ao vivo. A palavra cantada não só dá suporte à narrativa como também exerce função narrativa nas formas épica, lírica e dramática.

Com a encenação de Histórias de Alexandre o grupo dá continuidade à investigação iniciada, em 2009, com O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá (espetáculo também dirigido por Cristiane Paoli Quito), na qual busca uma forma de se comunicar com a criança por meio de um jogo-brincadeira de contação de história, apoiado fundamentalmente na palavra e no trabalho corporal dos atores. A arte do grupo busca estimular nos pequenos espectadores a criatividade, a imaginação e a inventividade, características típicas das tradicionais brincadeiras de rua e de quintais.

Sinopse

Na pequena sala de Alexandre os amigos se reúnem para ouvir suas aventuras e façanhas, sempre narradas com exagero e entusiasmo. Sua mulher, Cesária, acompanha tudo de perto e nunca deixa o marido perder o fio da meada. São essas histórias de Alexandre que o Grupo 59 de Teatro “conta cantando” e “canta contando”: um convite a todas as idades para a deliciosa aventura de imaginar o possível e o impossível, pelas palavras de Graciliano Ramos.

 

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Histórias de Alexandre
Com Grupo 59 de Teatro – Carol Faria, Felipe Alves, Felipe Gomes Moreira, Fernando Oliveira, Gabriel Bodstein, Gabriela Cerqueira, Jane Fernandes, Nathália Ernesto, Nilcéia Vicente, Ricardo Fialho e Thomas Huszar.
Vila Maria Zélia – Armazém 19 (Rua Maria Costa, 13 – Vila Maria Zélia, São Paulo)
Duração 60 minutos
18/03 até 09/04
Sábado e Domingo – 16h
$20
Classificação 06 anos
 
Estacionamento no local: grátis.
 
 
Texto: Graciliano Ramos.
Roteiro: Cristiane Paoli Quito e Grupo 59 de Teatro.
Direção geral: Cristiane Paoli Quito.
Figurino: Claudia Schapira.
Iluminação e ambientação: Cristina Souto.
Preparação corporal: Letícia Sekito.
Direção musical: Felipe Gomes Moreira e Thomas Huszar.
Registro audiovisual: Vítor Meloni.
Produção: Grupo 59 de Teatro.
Realização: Prêmio Zé Renato de Apoio à Produção e Desenvolvimento da Atividade Teatral para a Cidade de São Paulo – 3ª edição.
Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação.

A BELA E A FERA

Uma adaptação de Tina Mendes sobre o apaixonante conto de fadas francês escrito por Jeanne-Marie LePrince de Beaumont.

Em uma pequena aldeia da França, Bela, uma jovem inteligente e sonhadora é considerada estranha por todos, e seu pai Maurice, um inventor que é visto como um louco. Ela é cortejada por Gaston, o bonitão da aldeia que quer casar com ela. Mas apesar de todas as jovens da aldeia o achar um homem bonito, Bela não o aceita, pois vê nele uma pessoa exibida e arrogante.

Quando o pai de Bela vai para o concurso de Lyon demonstrar sua nova invenção, ele acaba se perdendo na floresta e é atacado por lobos. Desesperado, Maurice procura abrigo em um castelo, mas acaba se tornando prisioneiro da Fera, o senhor do castelo, que na verdade é um príncipe que foi amaldiçoado por uma feiticeira quando negou abrigo a ela.

Quando Bela sente que algo aconteceu ao seu pai vai à sua procura. Ela chega ao castelo e lá faz um acordo com a Fera: se seu pai fosse libertado ela ficaria no castelo para sempre. A Fera concorda e todos os “moradores” do castelo, que também foram transformados em objetos falantes, sentem que esta pode ser a chance do feitiço ser quebrado. Mas isto só acontecerá se a Fera aprender a amar e ser amado.

O que parecia impossível, enfim acontece. Bela consegue enxergar além das aparências e o ensina o verdadeiro significado do amor.

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A Bela e a Fera
Com Andresa Gavioli, Mauro Pucca, Aguiberto Santos, Erika Farias, Fernanda Gavioli, Guilherme Costenaro, Thalita Drodowsky, Zé Alberto Martins e Wellington Firmino
Teatro das Artes – Shopping Eldorado (Av. Rebouças, 3970 – 404 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 60 minutos
07/01 até 26/03
Sábado e Domingo – 16h
$60
Classificação Livre
 
Adaptação: Tina Mendes
Direção: Andresa Gavioli e Mauro Pucca
Assistente de Direção: Guilherme Costenaro
Diretor de Produção: Mauro Pucca
Assistente de Produção: Fernanda Gavioli
Figurinos: Arlete Castro
Cenografia: Rafael Junqueira e Daniel Amaral
Iluminação: Rodrigo Souza
Sonoplastia: Sérgio Luís
Arte Visual: Vicente Queiróz
Realização: OSCARDEPAU Produções Artísticas

ILHA DOS MACACOS

Um cientista que realiza pesquisas utilizando uma asa delta cai em uma ilha de macacos. Perdido, começa a estudar os animais e descobrir um mundo novo de possibilidades, respeito e aprendizado com o outro. Contemplado pelo Edital Xamego de Apoio ao Circo para a Cidade de São Paulo, o espetáculo circense Ilha dos Macacos, do tradicional Circo Marambio, realiza curta temporada a partir do dia 3 de março, sexta-feira, 20h, no Teatro Flávio Império, zona leste de São Paulo.

O espetáculo utiliza elementos tradicionais e contemporâneos do circo para compor a sua narrativa. Como elementos tradicionais, constam o modo corrido dos números e a apresentação de habilidades variadas. Já a concepção cênica e a dramaturgia são inspiradas nas do circo contemporâneo.

Na apresentação, em que se destacam os números de acrobacia – marca registrada do Circo Irmãos Marambio – há também números de malabarismo, equilibrismo, aéreos e palhaços, com artistas se revezando em todas as modalidades. Os espetáculos serão apresentados em um picadeiro montado atrás do Teatro Flávio Império.

O Circo Marambio, hoje, é composto pelos irmãos Ramon, Paulo e Jessica Marambio, a quarta geração circense de sua família, seus pais, outros artistas tradicionais e artistas da nova geração, formados em escolas de circo. Em 2002 fundaram um grupo para trabalhar em espaços alternativos as lonas de circo.

Durante a temporada de Ilha dos Macacos, haverá ainda oficinas circenses gratuitas destinadas a até 30 participantes que farão parte da última apresentação, dia 12 de março. Para se inscrever, basta enviar um e-mail para ramonmarambio@gmail.com informando nome completo e telefone para contato.

Sobre o Circo Marambio

Os irmãos Marambio (Ramon, Paulo e Jéssica) são a quarta geração de artistas circenses. Nascidos e criados em circo, passaram a residir em São Paulo na década de 90 e, em 2002, decidiram formar uma trupe para trabalhar em espaços alternativos às lonas de circos.

O Circo Marambio trabalha há anos com tradicionais espetáculos circenses, desejando manter viva a arte e o modo clássico do circo. Apesar disto, incorporando elementos cênicos e propostas atuais, já realizou montagens contemporâneas de espetáculos temáticos como o Wall Street Acrobatics e Urbanus Circus Band. A trupe é composta pelos irmãos e diversos artistas circenses que faziam parte do grupo quando tinham espetáculos fechados e formaram outros artistas, oriundos de escolas de circo, que juntos aprenderam os detalhes do tradicional circo, além de clássicos números como Báscula Russa, Canastilha, Paradas de Mão, Malabares, Palhaços, entre outros.

Realizou oficinas e espetáculos nos eventos: Circuito USIMINAS de Cultura (2014); Virada Cultural Paulista (2010 a 2014);Espetáculo tradicional, na Casa Modernista (2014); Metrô Paraíso no palco do Projetos Encontros (2012); Maratona Infantil do MIS – Museu da Imagem e do Som (2011 e 2012); Festival Paulista de Circo (2009); Prêmio Funarte Carequinha de Estímulo ao Circo (2010); Criação de espetáculos inéditos (2010 a 2014); Bolsa Funarte de Incentivo à Criação ou ao Aperfeiçoamento de Números Circenses (2008); Memorial da América Latina (2008); Circuito Cultural Paulista, Circo Arte Brasil (2008); Teatro Paulo Autran, SESC Pinheiros (2007). Desde 2002 até os dias atuais realizam apresentações regularmente para reforço de espetáculos e estreias de circos itinerantes que percorrem o Estado de São Paulo.

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Ilha dos Macacos
Com Circo Marambio
Teatro Flávio Império (R. Prof. Alves Pedroso, 600 – Cangaiba, São Paulo)
Duração 60 minutos
03 a 12/03
Sexta e Sábado – 20h; Domingo – 16h e 20h
Entrada gratuita
Classificação Livre
 
 
Oficinas Circenses
 
De 7 a 10 de março, terça a sexta-feira, das 15h às 18h. 30 vagas. Local: Teatro Flávio Império. Inscrições: ramonmarambio@gmail.com (informar nome e telefone para contato).

DESTERRADOS – UR EX DES MACHINE

Uma das maiores companhias de teatro de São Paulo está comemorando quinze anos de vida com um imenso projeto que prevê mais de 140 dias de apresentações gratuitas e prepara uma programação especial para o Carnaval, reestreando um de seus maiores espetáculos: DESTERRADOS – UR EX DES MACHINE. A partir do dia 24 de fevereiro, a emblemática Companhia Antropofágica de Teatro dá início a uma fase muito especial do projeto TRAM(A)NTROPOFÁGICA (que revisita todas suas montagens realizadas desde o seu surgimento) e o palco desta importante temporada será a sala Jardel Filho, no Centro Cultural São Paulo. O público será convidado para uma experiência arrebatadora e pode participar desta programação alternativa durante os dias de folia.

Thiago Reis Vasconcellos, diretor da Antropofágica, fala um pouco sobre a importância desta montagem: “Desterrados – Ur Ex Des Machine é um dos trabalhos com uma curva de inflexões críticas mais radicais do grupo. Um trabalho de extrema liberdade artística, que afirma uma ligação muito forte com a Antropofagia, o teatro dialético e o teatro de Tadeusz Kantor. É um trabalho que tem uma importância de digestão, de elementos e matizes teatrais que estamos pesquisando há 15 anos. Claro que vinculado às respostas críticas que nosso tempo exige.

Em ‘Desterrados’ a companhia deixa a palavra de lado e se dedica a experimentar a criação de imagens e movimentos para retratar os muitos DES (desterrados, desvalidos…) inseridos na sociedade. A peça é inspirada no teatro de Tadeusz Kantor, Adorno, Nona Sinfonia de Beethoven, Charles Darwin, Walter Benjamin, Duchamps, Artes Plásticas e foi apresentada em outubro e novembro de 2015, no Teatro Anchieta, no Sesc Consolação, como parte integrante da exposição “Máquina Tadeusz Kantor”, em comemoração ao 100 anos de nascimento do multiartista polonês.

Esta é uma peça que pretende ser um jogo com a história da arte e a história da humanidade a partir de um recorte histórico que se inicia com a Revolução industrial e a Revolução Francesa. Os elementos de sociabilidade e as contradições se apresentam tanto na política, como na arte e assim são capazes de imputar importantes questionamentos. São estes questionamentos que utilizamos como material para a construção da peça, nos perguntando durante o processo: como um grupo de teatro pode responder a realidade de seu tempo utilizando uma dinâmica que leva em conta a história e seus desdobramentos na memória coletiva da Antropofágica? Em linhas gerais este é um dos principais disparadores da peça.” – complementa o Thiago.

O projeto TRAM(A)NTROPOFÁGICA, contemplado na 28ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo, iniciou em 2016 com uma temporada de muito sucesso de uma Trilogia sobre o Brasil, onde a Antropofágica apresentou três espetáculos diferentes por fim de semana, chegando a atingir a lotação máxima do Espaço Pyndorama. Logo após, o grupo apresentou o Programa I: Brazyleirinhas QI, com quatro peças de curta duração apresentadas a cada final de semana, todas de autoria exclusivamente brasileira. E encerrou o ano com apresentações do espetáculo “A Tragédia de João e Maria”, na sede da Companhia do Feijão. Já em 2017, abriu novamente as portas de sua sede, o Espaço Pyndorama,  para apresentar Prometeu Estudo 1.1, terceira montagem da Antropofágica. Com enorme sucesso de público, a temporada teve quase todas suas sessões com lotação máxima do espaço.

Dona de um extenso processo de criação, estudo, experimentação e um significativo currículo com prêmios e indicações, a Companhia Antropofágica, criada em 2002, é hoje uma grande referência da cena teatral de São Paulo e convida o público para uma viagem no tempo e na história através do projeto TRAM(A)NTROPOFÁGICA, que como o próprio nome diz, propõe uma grande trama para formar uma rede unindo cada experimento realizado desde seu surgimento. O objetivo é levar ao público a história da Companhia que ao longo dos anos se esforça em responder artisticamente à trama complexa do tempo presente, investigando seus percalços políticos e travando um diálogo crítico permanente com o desenrolar histórico: a situação política da cidade, a relação fundamental entre o grupo e seu público e, num sentido amplo, as consequências históricas do próprio desenvolvimento humano.

TRAM(A)NTROPOFÁGICA é um marco para o grupo que apresenta desde espetáculos premiados até aquilo que acreditam que “não deu certo”, como forma de revisitar e investigar de fato, tudo o que foi construído com este trabalho que se destaca através de uma clara opção por pesquisar procedimentos, gêneros, autores e textos ligados ao seu ideal. Composta por mais de trinta integrantes, a Companhia Antropofágica propõe com este projeto, a realização de espetáculos, intervenções, oficinas e experimentos, atuando tanto em sua sede, quanto em outros espaços de São Paulo. Serão dezoito temporadas e mais dezenove atividades, realizadas de Setembro de 2016 a Agosto de 2017, culminando com a estreia de um novo espetáculo.

A temporada de Desterrados – Ur Ex Des Machine começa no dia 24 de fevereiro, na sala Jardel Filho, no Centro Cultural São Paulo. Ótima oportunidade de conhecer o repertório e a maneira Antropofágica de fazer teatro. Participe desta grande trama! Mais detalhes em: www.facebook.com/CiaAntropofagica ou www.antropofagica.com/

SINOPSE – DESTERRADOS – UR EX DES MACHINE

A peça parte de engrenagens kantorianas, molas propulsoras, de uma máquina inventiva que visa ocupar o espaço da realidade do palco. Desafiando a realidade cotidiana com os expedientes do sono, sonho e criatividade como forma de resistência à realidade degradada. Um jogo de espelhos e caleidoscópios que friccionam as noções convencionais de espaço e tempo. Emprestando de Adorno a noção ensaística de se entusiasmar com o que os outros já fizeram, o grupo se jogou em um ensaio genealógico sobre os mecanismos históricos que proporcionaram e proporcionam o aparecimento de desterrados, exilados, desvalidos e descontentes.

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Desterrados – Ur Ex Des Machine
Com Companhia Antropofágica
Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho (Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, São Paulo)
Duração 120 minutos
24/02 até 12/03
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 20h
Entrada gratuita
Classificação 16 anos
 
Informações: contato@antropofagica.com / 11 992690189 / 38710373

 

PUTZ GRILL…

Começa a 9ª temporada  de Putz Grill…” , de  Oscar Filho, em São Paulo. Feito raro em se tratando de um espetáculo solo, as apresentações acontecem a partir do dia 04 de Março no teatro Gazeta, com sessões sempre aos sábados às 23h59.

Vida pessoal e fatos do cotidiano fazem parte do repertório do show, porém com uma pitada do sarcástico ponto de vista de Oscar Filho. Valendo-se de seu talento como ator, mímico e com um trabalho de corpo marcante, ele vem garantido a gargalhada da plateia que é o motor para a longevidade do espetáculo.

Visto por mais de 1 milhão de espectadores, em mais de 115 cidades visitadas, “Putz Grill…” estreou em Florianópolis em 2008 e foi eleito o melhor show de stand-up no Brasil, em 2011.

Sobre Oscar Filho

Depois de merecidas férias, o ator Oscar Filho volta ao teatro para a nona temporada do sucesso “Putz Grill…” e se prepara para as gravações da segunda temporada da série Xilindró, do canal Multishow, onde vive o personagem César, um banqueiro mimado que vai para a cadeia e que passa a conviver com políticos, assaltantes e traficantes. As gravações estão marcadas para abril de 2017. O ator estará também em campanhas publicitárias para o site  Buscapé, a Sul América Seguros e a Englishtown.

O multiartista Oscar Filho ficou conhecido do grande público ao fazer parte da equipe do extinto programa CQC, da Band, e desde então pode ser visto em atuações, sempre elogiadas, em peças, filmes e séries de TVs.

No cinema,  Oscar Filho interpretou o vilão atrapalhado Gonzalito, nos dois filmes inspirados na novela infantil Carrossel,  que já atingiu mais de 1 milhão de espectadores.

Com toda esta bagagem,  ele foi convidado a ministrar palestras em empresas,  onde divide com a plateia toda a sua trajetória profissional e pessoal, traçando um paralelo entre seu dia a dia  e o da empresa.

Acreditar nos  objetivos e ir atrás deles com objetividade, dignidade e força é uma das minhas dicas“,  fala Oscar sobre esta novidade em sua carreira.

“Putz Grill…”
Com Oscar Filho
Teatro Gazeta (Av. Paulista, 900 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 70 minutos
04/03 – sem data definida de término
Sábado – 23h59
$60
Classificação 14 anos