BRUTA FLOR

Intolerância e homofobia marcam Bruta Flor, espetáculo em cartaz no Teatro Viga Espaço Cênico, sempre às quartas e quintas às 21h. A montagem tem direção de Márcio Rosário, texto de Vitor de Oliveira e Carlos Fernando de Barros. O elenco conta com Fabio Rhoden, Walquiria Ribeiro, Pedro Lemos, além dos stand-ins: Erika Farias e Adriano Arbol.

Na trama, os atores mergulharam sem rede de proteção em um texto denso que trata da homofobia internalizada e sua possível consequência trágica. A dramaturgia aborda o relacionamento de dois homens, Lucas e Miguel que se encontram presos em um lugar desconhecido e começam a relembrar a trajetória deles, desde a adolescência.

Miguel vai estudar em Londres e eles se afastam. Mais de 10 anos depois, ele volta para o Brasil e reencontra Lucas no metrô. Um reencontro que traz à tona sentimentos que até então desconhecia. A relação vai ganhando contornos dramáticos envolvendo a aceitação da homossexualidade.

O texto inédito chegou em boa hora porque eu queria muito falar sobre preconceitos e homofobia. A abordagem é profunda e há uma dose de espiritualidade. Soube de cara que era a peça que eu procurava e pela receptividade do público”, conta o diretor.

Após emplacar uma série de trabalhos na teledramaturgia, o ator Márcio Rosário decidiu voltar ao teatro, onde começou a carreira, porém trocando de lado. Assumiu as funções de diretor e produtor do espetáculo Bruta Flor.

Para a nova temporada, ele conta com três talentos da nova geração do teatro, cinema e da televisão: Fabio Rhoden que em seu ultimo trabalho na TV interpretou Marcelo na novela Alto Astral na TV GLOBO; Walkiria Ribeiro que interpretou Maria do Socorro em Mascaras na TV Record, Pedro Lemos interpretou Tobias em Chiquititas no SBT, Erika Farias, atriz, desenhista, cantora e compositora; Adriano Arbol atua desde 2002 e já tem em seu currículo mais de 16 espetáculos, dentre eles Os Saltimbancos e A Sogra que pedi a Deus.

A peça tem trilha sonora de Cida Moreira e efeitos sonoros de Pedro Lemos, somada a cenografia de Reinaldo Patricio e Maureen Miranda, além do figurino de Rogério Almeida. Um dos pontos fortes do espetáculo está no desenho de luz feito por Guilherme Orro em conjunto com Marcio Rosario. A montagem fez temporada no Teatro Raposo Shopping no final de 2016.

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Bruta Flor
Com Fabio Rhoden, Walquiria Ribeiro, Pedro Lemos. Stand-ins: Erika Farias e Adriano Arbol.
Teatro Viga Espaço Cênico (Rua Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 75 minutos
18/01 até 30/03
Quarta e Quinta – 21h
$70
Classificação 16 anos
Texto: Vitor de Oliveira e Carlos Fernando de Barros.
Cenografia: Reinaldo Patrício e Maureen Miranda.
Figurinos: Rogério Almeida.
Cenotécnico: Reinaldo Patrício.
Trilha Incidental e Músicas: Cida Moreira.
Efeitos Sonoros: Pedro Lemos.
Efeitos Visuais: Rick Ramos.
Desenho de Luz: Guilherme Orro e Marcio Rosario.
Operador de Luz: Roberto Herrero.
Operador de Som: Adriano Arbol e Jamile Godoy.
Expressão Corporal: Rodrigo Eloi Leão.
Preparação Vocal: Marcello Boffat.
Fotos: Ronaldo Gutierrez.
Maquiagem e Cabelos: Edi Rodrigues.
Assessoria de Imprensa: Renato Fernandes.
Produção Executiva: Daniel Silveira.
Coordenação de Produção e Palco: Rogério Almeida.
Mídias Sociais: Angel Jackson.
Direção e Produção Geral: Marcio Rosario.
Realização: Três Tons Visuais.
Apoio Cultural: Braapa Escola de Atores, Hostel Alice, Arf Folheados Bijuterias, Clínica Flúor, Jaja Modas, Charles Veiyga Boutique Beauty, First Class, Pintou & Bordou, Restaurante Planeta’s, Cantina Luna di Capri, Rede Biroska, Goa Vegetariano e RG Gastronomia.

CABRAS – CABEÇAS QUE VOAM, CABEÇAS QUE ROLAM

Após duas temporadas de sucesso na capital paulista, o espetáculo CABRAS – cabeças que voam, cabeças que rolam retorna aos palcos paulistanos em temporada popular no Teatro João Caetano, durante o mês de fevereiro.

Sétimo trabalho da Cia Teatro Balagan, a peça está indicada em três categorias do Prêmio Shell 2016 – Iluminação, Figurino e Música. Recebeu também indicações ao Prêmio APCA – na categoria Dramaturgia – e ao Prêmio Aplauso Brasil – nas categorias Direção, Iluminação, Figurino e Espetáculo de Grupo.

Cabras – cabeças que voam, cabeças que rolam tem como tema central a Guerra. Porém, a guerra que encontramos nesta última criação da Cia Teatro Balagan não é o confronto direto e dizimatório que caracteriza a maior parte dos conflitos espalhados pelo mundo.  É a guerra sonhada, esperada, que pressupõe e deseja a relação com o Outro – o Inimigo –, e que está presente em outras dimensões da experiência humana como atos de resistência e criação como, por exemplo, nas manifestações sagradas e nas festividades.

Partindo do Cangaço, dos movimentos de resistência ao Estado, das guerras não oficiais intituladas como revolta, ou banditismo, que sempre foram fortemente reprimidas – e que findaram, em geral, com a decapitação e exposição das cabeças de seus líderes – a investigação das matérias cênicas se delineou em torno da tríade Guerra-Festa-Fé, aspectos intrínsecos do que pode ser uma ação de resistência e luta. A prospecção do tema se desdobrou em outros temas que tecem e constituem o território do espetáculo: o inimigo, a vingança, os conflitos parentais, o nomadismo, a cerca, o ethos guerreiro, o valor da palavra, entre outros.

Do cangaceiro e do samurai, da mitologia hindu e da indígena, da cabra de João Cabral e da cabra de Dionísio, do pandeiro e da rabeca, da dança dos caboclinhos e dos cantos das Caixeiras do Divino, dos estudos biomecânicos e dos arquétipos animais do Kempô nascem os corpos e as vozes – dos atores e das matérias da cena – que narram as pequenas crônicas que compõem o espetáculo.

Cabras é narrado, cantado, tocado e dançado por um bando de dez atores, bando de cabras, que transitam – deixando as marcas das “vinte pegadas de alpercatas” – entre diferentes vozes narrativas – dos homens, dos animais, dos seres, das coisas -, ou seja, entre diferentes perspectivas.

Em Cabras o coro/bando se sobrepõe à noção de protagonista e nenhuma voz se consolida, se não como um lugar, uma perspectiva a ser habitada, temporariamente. Assim cada ator transita por tantos lugares quanto são as acepções dadas à própria palavra cabra: animal, gente, homem, mulher, bandido, polícia, diabo ou as expressões (e mitos) populares como “cabra macho”, “cabra safado”, “cabra marcado”, “cabra da peste”, a “cabra cabriola”, “a puta cabra”, e tantas outras. Como afirma a diretora Maria Thaís “para nós o termo evoca a potência transgressora do próprio animal, que não respeita cercas pois, como o poeta João Cabral de Melo Neto nos diz quem já viu cabra que fosse animal de sociedade?

A composição dramatúrgica, criada por Luís Alberto de Abreu e Maria Thaís, é formada por vinte pequenas crônicas escritas por Luís Alberto de Abreu, organizadas no espetáculo em quatro (04) partes (cada uma contendo cinco textos narrativos):

Guerra – a guerra parental (em que as tensões entre grupos familiares, como um fogo de monturo que, aparentemente apagado, pode reacender-se ao menor vento), do ethos guerreiro, da arma que espera a hora que vai matar.

Guerra-Fé – a guerra inscrita nos corpos – marcados pela escravidão do negro, pela dizimação cultural do índio, pela submissão do mestiço – daqueles que persistem e revelam outras visões de mundos.

Guerra-Festa – a guerra que permite a inversão do mundo – ou a criação de um mundo sem fronteiras – no qual a sua dimensão simbólica e mítica se traduz em dança, poesia, música e vestimenta; e, finalmente,

Guerra – Fogo, Paz, Fogo – a inevitável alternância entre guerra-paz-guerra, dos cabras “que não se espantam com a aspereza das pedras”.

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CABRAS – cabeças que voam, cabeças que rolam
Com André Moreira, Deborah Penafiel, Flávia Teixeira, Gisele Petty, Gustavo Xella, Jhonny Muñoz, Maurício Schneider, Natacha Dias, Val Ribeiro e Wellington Campos.
Teatro João Caetano (Rua Borges Lagoa, 650 – Vila Clementino, São Paulo)
Duração 120 minutos
03 a 26/02
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
$20
Classificação 12 anos
 
Direção Maria Thaís
Assistente de Direção Murilo De Paula
Texto Luís Alberto de Abreu
Dramaturgia Luís Alberto de Abreu e Maria Thaís
Cenografia e Figurino Márcio Medina
Direção Musical Dr Morris     
Iluminação Aline Santini
Montagem e Operação de Luz Michelle Bezerra
Design Gráfico Regina Cassimiro
Produção Géssica Arjona
Assessoria de Imprensa: Ofício das Letras

 

MULTIALMA

A cantora Bruna Caram abre a temporada de shows no Teatro Porto Seguro com o lançamento do CD Multialma, dia 21 de fevereiro, terça-feira, às 21h. O show conta com a participação especial de Chico César.

Em seu quarto disco da carreira, Bruna Caram aposta na brasilidade com o CD Multialma. Para traduzir fielmente suas palavras, Bruna retomou a parceria com o produtor Alexandre Fontanetti. Ele, junto a cantora, deu textura às canções, salpicaram-nas com baião, cavaquinho, sanfona, Elba Ramalho, Dominguinhos.

Bruna abre o show sozinha no palco, tocando acordeon. No setlist diversificado, parcerias com Zeca Baleiro, Chico César, Paulo Novaes, Pedro Luís, Otávio Toledo, Roberta Sá e Duda Brack. Entre as canções, a autoral Vou Pra Rua, hino de empoderamento às mulheres, assim como todo o conceito do disco e a canção de trabalho Par, de sua autoria em parceria com Chico César.  “O bom humor é minha marca registrada na vida, faltava na arte”, manifesta a cantora.

Bruna também aposta em canções que exploram diversos gêneros, como o sertanejo de Chitãozinho e Xororó, em Evidências; Não Aprendi Dizer Adeus, de Leandro e Leonardo e o rock de Los Hermanos, em Último Romance, além de tocar faixas dos discos anteriores como Alquimia.

Bruna Caram será acompanhada por Bernardo Goys (baixo), Norberto Vinhas (guitarras), Ramon Montagner (bateria) e Ivan Teixeira (acordeon e piano), que assina a direção musical do show.

 

Multialma
Com Bruna Caram
Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 80 minutos
21/02
Terça – 21h
$60/$80
Classificação 12 anos

PAPO NA COZINHA com DANILO DAL FARRA (2a PARTE)

Segunda e última parte do quadro “Papo na Cozinha“, com o ator Danilo Dal Farra.

Através da conversa, vemos a importância que tem a família na sua vida pessoal e carreira (inclusive que Antonia, sua filha de 1 ano e 5 meses, foi colaboradora do diretor João Falcão na criação de Gabriela Um Musical). Danilo fala também sobre sua carreira como palhaço.

(realização e produção Rodrigo Alcobia em parceria com Rebecca Celso).