CÍNICOS

Há algo de assustador no ar. Uma desconfiança generalizada. A diversidade que deveria ser o combustível para o total e pleno avanço de nossa sociedade, a política que deveria ser o “órgão regulador e organizador” dessa mesma sociedade tornam-se ameaçadoras. Os valores que até um recente passado norteavam a desenvolvimento da espécie humana, parecem repentinamente ter caído em descrédito.
Hoje a desconfiança em nossos iguais nos mantém alertas contra nossos próprios princípios. Um olhar mais apurado sobre nossos pensamentos e sentimentos nos revela que nos tornamos inimigos e desconfiamos de nós mesmos. A opção é pelo confronto entre a realidade cotidiana e as contradições de uma juventude sem modelos efetivos de formação.
Portanto propomos um “diálogo entre contradições” por meio de “desaforismos” cômicos, desconexões com as certezas e as mentiras que de tão verdadeiras confundem-se com as verdades. Não se assuste se a não linearidade das idéias te esclarecerem ao invés de te confundir.
Lembre-se: a realidade anda mais fragmentada que nunca. Faz parte do nosso tempo. Relaxe e deixe-se levar pelo humor ou pela falta dele. A brincadeira é essa. Rir cinicamente de nosso próprio tempo.

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Cínicos

Com Caio Silviano, Carolina Jorge, Fabio Átila, Fernanda Cunácia, Laura Carvalho, Rafael Anastasi, Talita Olivieri, Tatiana Passarelli, Ulisses Amorim, Wesley Leal.
TOP Teatro (Rua Rui Barbosa, 201 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 50 minutos
03 a 24/02
Sexta – 21h
$40
Classificação 12 anos
 
Produção: Nosso Grupo de Teatro
Produção Executiva: Fora da Chuva Produções
Dir. Geral e Dramaturgia: Tony Giusti
Assistência de Direção: Rafael Anastasi
Adm. e Produção Geral: Paulo A. Pfeifer
Assessoria de Imprensa: Rhommel Bezerra
Cenografia e Figurinos: Tony Giusti
Designer de Luz: Fernando Azevedo
Fotografias: Cosmo Anastasi
Designer Gráfico: Rafael Anastasi
Preparação Corporal e Coreografias: Laura Carvalho e Wesley Leal

NA LAJE, O MUSICAL

No ápice dos anos 90, o pagode viveu o seu auge com diversas músicas e grupos. Com inspiração nessa atmosfera, o musical Na Laje estreia dia 10 de março às 21h no Teatro Viradalata. A montagem tem concepção e direção geral de Fezu Duarte e dramaturgia de Marcos Ferraz.

O elenco é formado por Diego Rodda, Fábio D’Arrochella, Fernando Fecchio, Juliana Romano, Paula Flaibann, Pedro Passari e Veridiana Toledo. A direção vocal e supervisão musical é de Ivan Parente, arranjos e direção musical de Crikka Amorim. Juliana Sanches (coreografia) e Janice Rodrigues (sonoplastia e sonorização) completam a ficha técnica.

O espetáculo é uma comédia romântica musical conduzida por canções do universo do pagode que fizeram sucesso nos anos 90. Apresenta personagens cativantes e os clássicos que estão na ponta da língua dos espectadores. Na Laje eleva o conceito de teatro a uma experiência musical, envolvendo todos em um clima de bar com amigos, já que o espectador conta com serviço de bar durante a encenação.

Lançando mão de recursos cênicos megalomaníacos, que satirizam os grandes musicais, a produção conta a história de um grupo de pessoas que vive na Cohab. Pimpolho (Diego Rodda) é um cara bem legal que quer levar sua vida simples, administrando seu boteco, tocando seu pagode com os amigos e casando com sua namorada, Tânia (Paula Flaibann). Contudo, o concurso de televisão nacionalmente conhecido como “A Garota da Laje” vai fazer uma seleção no bairro, algo que mudará a vida dos dois e da produtora do concurso Inara (Juliana Romano).

A diretora Fezu Duarte contou sobre os pilares que movem a peça. “O espetáculo traz a reflexão do público sobre a importância da música em nossas vidas, pegando carona na temática que resgata o espírito e os clássicos do samba e do pagode dos anos 90. A música brasileira, anda,permeia come e bebe como a antropofagia. O pagode é uma mistura para se obter uma nova sonoridade, livres de preconceitos, afinal a música brasileira é feita do povo para todos os povos“.

Clássicos de Negritude Júnior (Cohab City), Katinguelê (Lua Vai) e Art Popular(Pimpolho e Temporal) estão no repertório. “A escolha da inserção das músicas partiu do autor (Marcos Ferraz) e da diretora (Fezu Duarte). Nos ensaios também aconteceram improvisações que trouxeram novas músicas para o repertório”, diz o supervisor musical Ivan Parente.

O musical aborda, de forma leve e despretensiosa, a discussão do que é o bom gosto. Quem define o que é boa música? O pagode dos anos 90 vem com uma força popular muito grande porque é feito por gente majoritariamente das periferias, mas, como todo ritmo popular, primeiro ele é rejeitado pela elite intelectual para só depois ser absorvido pela classe média. A peça tem como objetivo fazer o público se divertir, cantar e sair feliz do teatro”, conta o autor Marcos Ferraz.

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Na Laje, o Musical
Com Diego Rodda, Eduardo Passari, Fábio D ́Arrochella, Fernando Fecchio, Juliana Romano, Paula Flaibann e Veridiana Toledo
Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387 – Sumaré, São Paulo)
Duração 80 minutos
10/03 até 24/06
Sábado – 22 horas
$60
Classificação livre
Concepção e Direção Geral: Fezu Duarte
Autor: Marcos Ferraz
Direção Musical: Ivan Parente
Arranjos Musicais: Crikka Amorim
Assistente Musical: Rogério Matias
Desenho de Som: Bruno Reis e Janice Rodrigues
Coreógrafa: Juliana Sanches
Sonoplasta: Janice Rodrigues
Figurinista: Fernando Fecchio
Cenógrafo: Chicão Guerrero
Luz: Sylvie Laila e Fezu Duarte
Direção de Produção: Fernanda Bianco e Guilherme Maturo
Produtor Executivo: Rodrigo Castellucio
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Produção e Comunicação: Elemento Cultural

O PLANETA TÁ UM LUGAR PERIGOSO

O dramaturgo húngaro László Garaczi acumula mais de 20 prêmios na Hungria, além de outros na Itália, Áustria e Nova York. Essa é a primeira vez que um texto seu é montado no Brasil. O Planeta Tá um Lugar Perigoso estreia dia 8 de março no Teatro Augusta com direção de Kiko Marques e trilha sonora de André Abujamra.

Leonardo Miggiorin, João Bourbonnais, Andrea Tedesco e Frida Takáts (também idealizadora e produtora do espetáculo) estão no elenco.

“Procurava por um texto contemporâneo, que falasse sobre nós e nosso mundo moderno. Achei na Hungria este texto provocativo, com uma linguagem permeada de humor, ironia e muitas referências. O título é uma delas, remete a uma frase de Einstein: O mundo é um lugar perigoso de se viver”, conta Frida.

O texto trata sobre questões sensíveis, da impossibilidade do amor dentro do mundo patriarcal onde os papéis do homem e da mulher são ditados pela sociedade. Fala também sobre a frieza das relações no mundo tecnológico, o hedonismo, o individualismo e outros ismos.

Sinopse

Pedro, um menino de sete anos é uma criança exemplar, não fosse o estranho problema que leva sua mãe a procurar um psicólogo: Sempre que tenta dizer “eu te amo” é acometido por uma curiosa reação que o leva a fazer caretas, se contorcer e balir como um carneiro. No consultório, o terapeuta resolve aplicar no menino o método da hipnose progressiva. Através dela veremos tudo o que irá lhe acontecer até completar quarenta anos.

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O Planeta Tá Um Lugar Perigoso
Com Leonardo Miggiorin, Frida Takáts, João Bourbonnais e Andrea Tedesco.
Teatro Augusta ( R. Augusta, 943 – Cerqueira César, São Paulo)
Duração 90 minutos
08/03 até 27/04
Quarta e Quinta – 21h
$40
Classificação 16 anos
 
Direção: Kiko Marques
Trilha Sonora: André Abujamra            
Idealização e Direção de Produção: Frida Takáts
Criação de Luz: Adriana Dhan
Produtora Executiva: Paula Malfatti
Técnica de Som e Luz: Fernanda Guedella
Fotografia: Claudinei Nakasone
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

PÉS DESCALÇOS

Depois de um longo tempo sem realizar uma temporada na cidade de São Paulo, O grupo Morpheus Teatro volta a apresentar o seu primeiro espetáculo voltado para toda a família, o infantil Pés Descalços, contemplado com o 4° PRÊMIO ZÉ RENATO 2016, da Secretaria Municipal da Cultura, no Teatro Sérgio Cardoso com temporada de 4 a 26 de março, sempre aos sábados e domingos, as 16h.

Na sequência, o espetáculo faz temporada no Teatro Alfredo Mesquita (de 1º a 23 de abril).

A montagem utiliza a linguagem do teatro de animação para falar da beleza do encontro, da aceitação do outro, do despojar-se de ideias pré-concebidas, da força da imaginação e do ato criativo. A história narra o encontro de um menino e uma menina e da criação de um mundo que eles são capazes de construir dentro de um simples tanque de areia. Um mundo sem muros e com os pés descalços.

O universo de um tanque de areia de um parquinho, através do encontro de Florência, uma menina intrépida e falante, com Rodolfo, um menino tímido e contemplativo, cria um mundo de possibilidades cênicas com a poesia dos personagens e suas peripécias, além de estimular o público infantil a se sensibilizar com várias emoções. Sobre os medos e anseios, sobre a timidez, a sensação de inadequação, situações que pertencem a todos serem humanos, desde a mais tenra idade.

Queremos falar de temas difíceis como solidão e medo, com lirismo e comicidade. Buscando fazer desta atividade artística, um forte instrumento de enriquecimento do imaginário infantil, sensibilizando este espectador para sua formação como ser humano.O teatro de animação é uma forma de expressão com grande força de identificação por parte das crianças. É uma linguagem íntima, lúdica e funciona como uma ponte para o aprendizado com o mundo. O resultado é uma grande cumplicidade para sentir, brincar e criar”, conta Verônica Gerchman, que assina o texto e a direção.

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Pés Descalços
Com Verônica Gerchman, João Araujo, Cassia Domingues, Dani Boni. Músicos:João Araujo e Dani Boni.
Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Magno (Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 50 minutos
04 a 26/03
Sábado e Domingo – 16h
$ 15
Classificação 3 anos
 
Direção e texto: Verônica Gerchman.
Construção de bonecos, cenário e iluminação: Morpheus Teatro.
Operação Técnica: Morpheus Teatro.
Construção da Trilha Sonora: Yuri de Franco, Dani Boni ,Mavutsinim e Mateus Pires.
Figurinos: Luana de Lucca e Denise França.
Fotos: Karim Sauro.
Produção Executiva: Deborah Corrêa.
Produção: Morpheus Teatro – Cooperativa Paulista de Teatro.
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
 

JANTAR

Jantar (Dinner) foi indicada a Melhor Comédia do Ano em 2003 na Inglaterra e sucesso de público no West End de Londres. A versão brasileira da comédia volta ao cartaz dia 4 de março, no Teatro ViradaLata, em São Paulo. O texto, o primeiro montado no Brasil da dramaturga inglesa Moira Buffini, tem direção do diretor e cineasta uruguaio-brasileiro Mauro Baptista Vedia, diretor, entre outros, do grande sucesso de público e crítica A Festa de Abigaiu. A tradução é de Andre Carvalho.

Retrato da sociedade contemporânea, onde a utopia e a esperança genuínas perderam-se no consumo desenfreado, Jantar mostra a dualidade do homem superficialmente bem-sucedido, mas capaz de se autodestruir ao revelar sua vaidade e egoísmo durante uma elegante refeição de quatro pratos.

“A peça se caracteriza pela riqueza das personagens, muito singulares e excêntricas. Procuro dirigir os atores de forma a cada um deles ter uma composição única diferente. Cada um com seu tempo, voz e corpo próprios. Tento encontrar o que chamo de interpretação polifônica”, conta o diretor Mauro Baptista Vedia.

O enredo, com vários pontos de virada, apresenta cada um deles de forma cômica e surpreendente, às vezes surreal, levando o espectador a refletir sobre o que vê, na mesma medida em que também se diverte. Como alerta, aponta para um mundo cada vez mais desigual e competitivo a todo custo, onde as relações humanas importam cada vez menos.

Em uma entrevista ao jornal londrino The Independent, à época da estreia, a autora Moira Buffini, também reconhecida roteirista de cinema e televisão, falou sobre seu processo de criação e de suas impressões a respeito da obra:

“Toda vez que eu tento escrever sobre algo realmente sério, acaba se tornando cômico. Em Dinner, queria mostrar um mundo fora do comum. Por isso, deliberadamente, criei personagens inteligentes, educados e liberais, mas miseravelmente egoístas, com um vazio espiritual e moral em seus corações. É trágico, realmente, mas segui adiante porque também é extremamente engraçado”.

“É uma dramaturgia bem contemporânea, com várias camadas. Um texto muito divertido e muito inteligente, muito político e agitado ao mesmo tempo, instigante, inteligente a ágil. O desafio da direção é conseguir dar conta de todas estas camadas com sutileza e múltiplos ritmos”
, acrescenta Vedia.

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Jantar
Com Michelle Boesche, Hélio Cicero, Alexandra Golik, Mauro Schames, Julia Diniz, Marco Barretho e Victor de Seixas
Teatro Viradalata (Rua Apinajés, 1387 – Sumaré, São Paulo)
Duração 70 minutos
04/03 até 23/04
Sábado – 21h; Domingo – 20h
$40
Texto de Moira Buffini
Direção de Mauro Baptista Vedia
Traduzida por André Carvalho
Cenografia e Figurino Mauro Baptista Vedia
Iluminação Aline Santini
Trilha Sonora Jonatan Harold
Design Gráfico Fabrício Síndice
Fotografia Heloísa Bortz
Produção Executiva: Fabricio Sindice
Direção de Produção: Edinho Rodrigues
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Realização Brancalyone Produções Artísticas e Kashmir Produções

FUENTE OVEJUNA

Fuente Ovejuna estreia dia 4 de março, sábado, às 17h no Viga Espaço Cênico. A montagem é direcionada ao público jovem e faz uma reflexão sobre o poder feminino. Espetáculo tem texto do dramaturgo espanhol Lope de Vega (1562 –1635), direção de Juliano Barone e tradução e adaptação de Marcos Daud.

Completam a ficha técnica Wagner Passos (direção musical), Joca Andreazza (preparação em máscara expressiva),Guryva Portela (direção de movimento), cenário, figurino e iluminação de Kleber Montanheiro e máscaras de Jair Corrêa.

O espetáculo é uma continuação do projeto“Trilogia da Taverna
, que busca transpor clássicos da dramaturgia mundial, para um espaço cênico alternativo, denominado “Sala Taverna”. A primeira parte da Trilogia foi a adaptação de “O Inspetor Geral” de Nikolai Gogol.

Sinopse
Em uma pacata vila espanhola, um jovem comandante é enviado para protegê-la de possíveis ameaças. Após desonrar a população de Fuente Ovejuna, enfrenta a ira de todos que clamam por justiça e vingança.

Fuente Ovejuna e sua Instalação Cênica
A apresentação acontece em uma instalação cênica, criada pelo multi-artista Kleber Montanheiro, que simula uma taverna onde os espectadores dividem o espaço cênico com os atores e músicos do espetáculo, acomodados em mesas que retratam um autêntico bar medieval.

“Trabalhar com a obra “Fuente Ovejuna” é falar diretamente para os jovens do séc. XXI sobre a questão do machismo, o autoritarismo e quais as faces da justiça. Ressalto a importância de discutir essas questões para repensarmos nossas atitudes diárias, criando um paralelo entre a ficção e a realidade”, conta Juliano Barone.

O espetáculo se conecta diretamente com o mundo atual ao expor situações que estão enraizadas na sociedade, “escancarar as ações cometidas pelo Comandante e seus capachos (personagens de Lope de Vega) é abrir para a discussão os crimes diários que vivemos. É dar voz a todas às crianças, jovens e mulheres que, a cada 11 minutos, são violentadas no Brasil; é valorizar o debate sobre a posição da mulher no séc. XXI; é discutir questões políticas relacionadas às nossas estruturas sócio-econômica-culturais; e, principalmente, questionar nossas atitudes perante as injustiças que vivemos”, enfatiza Juliano.

Fuente Ovejuna” coloca em questão a revolução imediata, a justiça feita pelo povo. Baseada em fatos reais, esta obra é uma forma de expor o hábito para assim questionar as atitudes que tomamos no dia a dia.

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Fuente Ovejuna
Com Alexandre Paes Leme, Dudu Oliveira, Gabriel Ferrara, Juliane Arguello, Marieli Goergen, Marcus Veríssimo, Monique Fraraccio, Pedro Casali, Pedro Monteiro, Pipo Belloni, Priscilla Dieminger, Robson Dasa e Thiago Azevedo. Musicista: Lisi Andrade.
Viga Espaço Cênico – Sala Tavera (R. Capote Valente, 1323 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 100 minutos
04/03 até 24/06
Sábado – 17h
$40
Classificação 16 anos
 
Direção Geral: Juliano Barone.
Texto: Lope de Vega.
Tradução e Adaptação: Marcos Daud.
Direção Musical: Wagner Passos.
Técnico de Luz e Som: Rodrigo Holanda.
Treinamento em Máscara Expressiva:Joca Andreazza.
Direção de Movimento: Guryva Portela:
Confecção de Máscaras: Jair Correia.
Cenário / Figurino:Kleber Montanheiro.
Iluminação: Gabriele Souza, Jorge Leal e Kleber Montanheiro.
Adereços: Michele Rolandi e Tide Nascimento.
Cenotécnico: Evas Carretero.
Maquiagem: Gabriela Jovine.
Produção Geral: Tânia Reis.
Assistente de Produção: Daniela Duarte.
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

BÁRBARA DOS PRAZERES

O musical “Bárbara dos Prazeres”, de Márco Tavolari, tem estreia prevista para agosto no novo teatro do Shopping Villa Lobos. O elenco ainda não foi divulgado.

O espetáculo conta a história da portuguesa Bárbara dos Prazeres no Rio de Janeiro do século XVIII. A fim de manter-se jovem e bela, Bárbara matava crianças e se banhava com o sangue delas. Foi uma das nossas primeiras serial killers e também ganhou a alcunha de ser uma bruxa.

A equipe criativa conta com Tania Nardini na direção cênica; Ricardo Severo na composição das canções e direção musical. Os figurinos são de Fabio Namatame e o cenário de Rogério Falcão, inspirados nas obras do artista francês Debret.

Quem foi Bárbara dos Prazeres?

Bárbara nasceu em Portugal, e aos 18 anos (1788), mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil, acompanhada do marido.

Reconhecida por sua beleza, atraía a atenção de todos os homens que a fitavam, dentre eles um que veio tornar-se seu amante. Não se sabe se porque se cansou do marido, ou se foi pega no flagra, Bárbara matou seu esposo com golpes de faca. Só que não foi incriminada.

O casal de amantes passou a viver juntos e tinham uma vida confortável, por causa da herança recebida. Só que ele passou a explorá-la financeiramente, até que acabou com o patrimônio do casal. Durante uma briga, Bárbara – novamente com uma faca – tirou a vida do aproveitador.

Abandonada e sem dinheiro – e com uma fama de viúva negra – resolveu usar da beleza para o seu sustento. Passou a fazer ponto  num lugar chamado Arco do Telles, utilizando o apelido de Bárbara dos Prazeres (pois nesse local, antes de ser uma zona de prostituição, era uma galeria com lojas de todos os tipos e tinha uma imagem da Nossa Senhora dos Prazeres, que foi retirada quando o local teve sua freguesia alterada).

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Viveu assim por 20 anos, até que a idade chegou e a beleza começou a desaparecer, e com isso seus clientes.

Para manter-se jovem e bonita, começou a procurar pessoas que prometessem a beleza eterna. Não se sabe ao certo, mas Bárbara encontrou uma bruxa que lhe deu uma fórmula. Os ingredientes? Ervas e fluidos naturais, além de sangue fresco de crianças.

Deu-se o início das atividades da bruxa, e serial killer, Bárbara dos Prazeres. Primeiro, ela começou a sequestrar crianças, que não fariam falta à sociedade: meninos de rua, filhos de escravos ou de mendigos. Quando já começou a não encontrar mais dessas crianças, passou para os filhos de pequenos comerciantes.Foi quando apareceram as notícias nos jornais, a polícia começou as investigações e o medo tomou conta da sociedade carioca.

pais_e_filhos_3A solução que Bárbara encontrou para continuar com a sua fórmula de beleza foi o hospital Santa Casa e sua “Roda dos Inocentes”. Esta roda – uma espécie de bandeja giratória – era onde as mães abandonavam seus filhos recém-nascidos, na esperança de serem acolhidos pelas enfermeiras e levados a um orfanato.

A história oficial de Bárbara dos Prazeres termina aí. Ninguém sabe se ela foi pega ou não; se morreu de velhice ou se ainda perambula pelas ruas do Rio de Janeiro através de crianças para manter-se sempre bela e jovem.