A CASA DE BERNARDA ALBA

A aclamada peça de Federico García Lorca, em uma surpreendente adaptação feita só com homens, nos leva ao pequeno povoado de Andaluzia, em uma Espanha pré-guerra civil.

A sociedade é machista e o nome e a honra contam mais do que a vida e os prazeres carnais.

A austera Bernarda Alba fica viúva pela segunda vez, e, segundo suas ordens, suas filhas terão de viver um luto de oito anos em regime de clausura.

Bernarda tem cinco filhas e todas se interessam por um único homem do vilarejo, que é prometido à filha mais velha: Angustias. Numa trama de intrigas e amargura, as filhas são quase como soldados, e se digladiam longe dos olhos da mãe.

Nessa montagem especial, homens interpretam essas mulheres sem amantes, mostrando o quão brutas e fortes podem ser as personagens de Lorca que metaforizam os soldados da guerra civil espanhola.

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A Casa de Bernarda Alba
Com Rafael Mallagutti, Joaquim Araújo, Ivan Radecki, Caio Gorzoni, Alexandre Nunes, Rafael de Castro, Pedro Ruffo, Thiago Marangoni, Miguel Langone, Gustavo Dittrichi e Dan Rodrigues
Espaço Parlapatões (Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo)
Duração 90 minutos
31/03 até 05/05
Sexta – 21h
$50
Classificação 12 anos

 

SILHUETAS

Kiara Sasso apresentou na noite do dia 28 de março o seu show solo, “Silhuetas“, no Teatro Porto Seguro.

O show começou de uma maneira mais intimista, falando da paixão de Kiara pela profissão e das transformações que sua carreira profissional está tendo com o passar dos tempos

A canção de abertura foi “I’m a Star” (Scott Alan). A música fala sobre a paixão que os atores/atrizes têm pelo seu ofício. Das audições, das dores pessoais, dos ensaios, para que, com a chance dada pelo produtor e diretor, eles possam estar sempre no palco.

Para interpretar este número de abertura, Kiara entrou pela lateral do teatro, com um holofote a perseguindo (escrevendo agora, lembra a cena de Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard), quando Norma Desmond pede para o iluminador que ponha o foco novamente nela).

Logo após, vieram duas canções – inéditas no palco na voz de Kiara: “I Am Changing” (Dreamgirls) e “Since I Don’t Have You” (Grease), que falam sobre o amadurecimento da carreira de todo ator.

Foi só após estas três primeiras canções, que Kiara deu as boas vindas ao público. Falou sobre o que seria apresentado no show. Silhuetas de uma menina, de uma atriz, de uma mulher, de personagens, de tudo que compõem a sua personalidade.

O segundo bloco foi destinado ao Teatro Musical. Foi quando pudemos rever a garota que pisou pela primeira vez no Teatro Abril para dar vida a primeira superprodução Disney no país – “A Bela e a Fera” (2002).

Kiara também falou que “O Fantasma da Ópera” foi quem despertou sua paixão pelos musicais. Aos 11 anos, morando nos Estados Unidos, foi levada pela mãe para assistir em Nova Iorque o musical. Depois dessa, vieram mais 20 sessões (e pensar que depois, em 2005, ela passaria quase dois anos interpretando Christine).

Foram interpretadas as canções “Um Lar” (A Bela e a Fera), “Pense em Mim” (O Fantasma da Ópera), “Eu Confio” (Noviça Rebelde) e, de Mamma Mia (um dos seus musicais favoritos): “Fugindo entre os Dedos” e “Tudo ao Vencedor“.

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Além de atriz, Kiara também dublou alguns personagens da Disney. Neste bloco, ela relembrou Ariel em “Parte de Seu Mundo” (Pequena Sereia); e como não poderá interpretar a personagem Moana, caso a Disney faça um musical (a personagem é havaiana e tem a pele morena de sol e Kiara é mais clara), aproveitou para cantar “How Far I’´ll Go” (Moana).

Kiara Sasso

Nesta parte do show, o que seria o “Entreato“, a atriz aproveitou para fazer uma homenagem as duas mulheres mais importantes de sua vida, e que estiveram sempre a apoiando – sua mãe e sua avó. Dedicou para elas a canção “La Vie en Rose” (Edith Piaf).

A iluminação muda. Novo Bloco. É quando Kiara resolve se abrir e contar um pouco mais de sua carreira, que como todas, tem ganhos e perdas. Brinca com o que muitas pessoas dizem, sobre ela ter feito todos os musicais no país (“Não sou onipresente!“), e explica à plateia que faz audição como todo mundo, revelando-se uma fã agradecida à muitas produções e seus criativos responsáveis, independente do resultado.

Conta então que em “Chicago“, após não ter sido aprovada para o papel principal, resolveu audicionar para o coro, processo onde passou em cinco testes de dança e quando chegou ao de canto, foi reprovada (?!?).

Interpretou as canções “Roxie” (Chicago), “I Dreamed a Dream” (Les Misèrables) e “Popular” (Wicked). (Será que tem algo por trás destes dois últimos números? Uhm?)

Abaixa o telão e é projetada uma colagem de um espelho de camarim com fotos dos personagens interpretados por ela. Kiara se lembra que no colegial, nos Estados Unidos, em um show de talentos, ela resolveu interpretar a canção de um filme do momento – “I Will Always Love You” (Whitney Houston). A professora a pôs para encerrar o show. (Será que já previa o talento da aluna?)

Na última parte, ela brindou o público com interpretações únicas de “I’m Here” (A Cor Púrpura), “At Last” (Etta James) e “Empire State of Mind” (Alicia Keys).

Durante todo o show, Kiara esteve acompanhada de uma bande de quatro músicos, com direção musical e arranjos de Guilherme Terra. A produção foi de Tatiana Véliz, os figurinos de Geraldo Couto e o visagismo de Anderson Bueno. Direção geral, roteiro e cenografia foi do seu marido, Lázaro Menezes.

Para o bis, foram interpretadas “Defying Gravity” (Wicked) e “Dancing Queen” (Mamma Mia), que você pode ver no final da matéria.

Silhuetas” mostrou ao público novamente o carisma e a voz desta atriz, que com certeza, já tem há tempos seu nome gravado no Panteão do Teatro Musical Brasileiro. É um show não apenas para ‘one night only‘ (uma noite apenas), mas sim para uma temporada e para excursionar pelo país. (Que venham boas novas!)

PLAYLIST MUSICAL com RUY BRISSAC

Playlist Musical é o quadro criado pelos canais Circuito Teatral SP, Opinião de Peso e Perdido in Sampa.. Estará no ar, todas as quartas feiras, ao meio dia. Durante a conversa, pedimos para o ator/atriz convidado(a) escolher três canções que marcaram sua vida. A 4a e última canção é a que o ator/atriz dedica ao público.

O nosso convidado hoje é o ator Ruy Brissac (Palavra Cantada, O Musical Mamonas).

As músicas citadas na matéria são:

Con te Partirò (Andrea Bocelli) – https://youtu.be/mQQSQMX8lRU
Bring me to Life (Evanescence) – https://youtu.be/4rTofvb1xkk
The Phantom of the Opera (Nightwish) – https://youtu.be/8VgLKXD-BoY
Formas de Amor (Ruy Brissac)

SÍNTHIA

Espetáculo que nasceu e foi gestado no Instituto Cultural Capobianco, Sínthia reestreia dia 3 abril, com sessões às segundas e terças, às 20h, no espaço onde fez sua primeira leitura dramática, em 2013, no Projeto Terceira Margem III. A nova temporada do espetáculo é também uma realização do Instituto Cultural Capobianco e tem patrocínio da Construcap e Goiasa.

Escrita e dirigida por Kiko Marques, a peça ganhou prêmio APCA de Melhor Direção, além de receber indicação ao Shell por Direção e Atriz para Denise Weinberg, convidada da Velha Companhia. O espetáculo recebeu também indicações Prêmio Aplauso Brasil de Melhor Diretor e Autor para Kiko Marques, Melhor Trilha Original para Tadeu Mallaman e Melhor Atriz coadjuvante para Virgínia Buckowski.  No elenco estão Henrique Schafer, Alejandra Sampaio, Virgínia Buckowski, Kiko Marques, Marcelo Diaz, Marcelo Marothy, Willians Mezzacapa e Valmir Sant’anna. Sobre esta peça, segue release separado. Ambas as obras tiveram leituras dramáticas no instituto.

Sínthia tem origem numa experiência pessoal. Nasci em 31 de março de 1965, um ano exato após o golpe que depôs o presidente João Goulart, mergulhando o país numa ditadura. Meu pai era oficial da PM do Rio de Janeiro na época. Minha mãe teve dois irmãos homens e dois filhos também homens antes de mim. Muito por isso fui esperado por ela como menina. A partir do mote de uma mulher encarcerada num mundo machista, do paradigma da repressão como forma de amor, e da questão da identidade de gênero, resolvi criar uma obra que falasse de compaixão. A peça conta as histórias de Maria aparecida e seu caçula Vicente, desde seu nascimento em 1968 até o natal de 2013 quando chega para a ceia vestido como Sínthia, nome que teria se tivesse nascido menina. Fala de uma transformação necessária  e ininteligível como tudo o que é necessário, e sobre a incapacidade de aceitar aquilo que não se possui. “Matamos aquilo que não entendemos.” Escrita em 2014, a obra mais do que nunca se mostra atual  e necessária pela maneira como a intolerância alicerçada em certezas e interesses, vem se tornando o modo principal de nos relacionar tanto no campo pessoal como social”. (Kiko Marques)

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Sínthia
Com Denise Weinberg. Henrique Schafer. Alejandra Sampaio. Virgínia Buckowski. Kiko Marques. Marcelo Diaz. Willians Mezzacapa. Marcelo Marothy. Valmir Sant’anna.
Instituto Cultural Capobianco.(R. Álvaro de Carvalho, 97 – Centro, São Paulo)
Duração 165 minutos
03/04 até 13/06
Segunda e Terça – 20h
$20
Classificação 14 anos
 
Autoria e Direção: Kiko Marques.
Diretora de Produção:  Patricia Gordo.
Cenografia: Chris Aizner.
Desenho de Luz: Marisa Bentivegna.
Figurinos: Fábio Namatame.
Direção Musical e Trilha Original: Tadeu Mallaman.
Preparação e Desenho de Movimento: Fabrício Licursi.
Consultora Vocal: Fernanda Maia.
Consultor Histórico: Ricardo Cardoso. 
Assistente no processo dramatúrgico: Cristina Cavalcanti.
Colaboradores do processo dramatúrgico: Marcelo Laham e Maurício de Barros.
Quarteto de Cordas: Violino (Mica Marcondes), Violino (Alice Bevilaqua), Viola (Elisa Monteiro) e Cello (Vana Bock).                                                                          
Assessoria de Imprensa: Arteplural Comunicação

 

ALÔ ALÔ THEATRO MUSICAL BRAZILEIRO

Envolvida com a carreira artística desde os quatro anos, a cantora e atriz Amanda Acosta participou do grupo infantil Trem da Alegria, sucesso infantil nos anos 80, e em seguida consagrou sua carreira nos palcos, destacando-se em musicais como Grease, My Fair Lady e 4 Faces do Amor. Ao perceber a dificuldade do público em identificar as marcas de musicais criados no Brasil, a artista concebeu, ao lado de Kleber Montanheiro, o show Alô Alô Theatro Musical Brazileiro, que fará temporada no Teatro Morumbi Shopping entre os dias 4 e 25 de abril, sempre às terças-feiras, 21h.

Neste show, Amanda apresenta ao público treze canções que nasceram para os musicais desde 1890 até 2016. “Clássicos que se eternizaram fora dos palcos, como Na Batucada da Vida (Luis Peixoto e Ary Barroso) e No Rancho Fundo ( Ary Barros e Lamartine Babo) foram interpretados no teatro musical”, destaca Amanda. Especializada no gênero, a artista emula os sotaques de cada época, situando o espectador antes de iniciar cada uma das faixas.

No repertório, há músicas do início do século XX, como Feijoada do Brasil (Chiquinha Gonzaga) e Corta Jaca(Chiquinha Gonzaga e Machado Careca), o samba-canção Linda Flor (Henrique Vogeler, Marques Porto e Luiz Peixoto) e músicas do multiartista Chico Buarque de Hollanda, como Tango de Nancy, Basta um Dia e Ode Aos Ratos.

Amanda relata ao público, em textos simples e breves, como foi a inserção do teatro de revista no Brasil no final do século XIX, da retomada deste gênero já em 1965, dos traços dos musicais legitimamente brasileiros e como segue o cenário nos dias de hoje. Ela também dá informações sobre as canções e os compositores que interpreta, sempre conferindo dinamismo e agilidade ao show.

Sobre a potência dos musicais, Amanda afirma que o gênero pode falar sobre questões importantes e pesadas a partir de uma linguagem mais leve. “O espectador, ao mesmo tempo em que está relaxado, capta informações relevantes.”A artista completa que o gênero no Brasil passa por um problema de patrocínios. “Os musicais importados já vem com uma divulgação espontânea e com atrativos por terem sido apresentados na Broadway ou serem inspirados em filmes, mas os musicais feitos aqui, com a nossa linguagem, com o nosso jeito, com a nossa identidade, que se comunica diretamente com o nosso público, não têm as mesmas facilidades.” diz Amanda.

Amanda complementa que teve o apoio do diretor Kleber Montanheiro para a composição do espetáculo, tendo estreado esse show em outro formato pelo projeto Cabaret Solo, promovido pelo Espaço Cia da Revista, no Centro de São Paulo.

É um show sobre as influências da identidade cultural do Brasil nos musicais. Um dos objetivos é reacender a interpretação de músicas maravilhosas que muitos ouvem sem saber que foram feitas para o teatro musical brasileiro”, finaliza Amanda.

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Alô Alô Theatro Musical Brazileiro
Com Amanda Acosta
Teatro Morumbi Shopping (Av. Roque Petroni Junior, 1089 – Jardim das Acácias, São Paulo)
Duração 70 minutos
04 a 25/04
Terça – 21h
$50
Classificação 14 anos
 
Direção e Roteiro: Amanda Acosta e Kleber Montanheiro.
Figurino e Iluminação: Kleber Montanheiro.
Adereço de Cabeça: Paulo Bordhin.
Arranjos e Piano: Demian Pinto.
Percussão: Daniel Baraúna.
Designer de cabelo e Maquiagem: Anderson Bueno.
Produção: Waldir Terence e Amanda Acosta.
Realização: Acosta Produções Artísticas & Terence Produções.
Assessoria de Imprensa: Arteplural Comunicação

 

 

ENTRE VÃOS

O espetáculo foi contemplado pela 29ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo e conta com a direção de Luiz Fernando Marques, o coletivo teatral A Digna reestreia o espetáculo Entre Vãos no dia 1º de abril, sábado, às 15 horas. A peça propõe uma experiência teatral que começa antes mesmo da cena.

Pelo site do espetáculo www.adigna.com/entrevaos, o público escolhe o local e a personagem que deseja acompanhar: uma balconista que trabalha numa loja de paletas mexicanas na Santa Cecília; um livreiro de um sebo no Anhangabaú; ou uma mulher, conhecida como Anjo de Corredor (pessoa que guiava os moradores nas dependências do antigo edifício São Vito, normalmente sem luz elétrica, até seus apartamentos), que mora próxima ao metrô Marechal Deodoro.

A quarta personagem é Walkyria Ferraz, uma espécie de empreendedora comercial que passa por todas as histórias.

A montagem propõe uma experiência cênica pulverizada que transita entre fronteiras de linguagens, oferecendo ao espectador um encontro vivo com histórias reais, ficcionais e paisagens paulistanas.

Durante o processo, A Digna mergulhou na realidade do Edifício São Vito, um prédio de arquitetura modernista, popularmente conhecido por Treme-Treme, que foi concebido como opção de moradia popular na baixada do Glicério e acabou demolido em 2011.

No site do espetáculo, as personagens fazem um convite ao espectador por meio de vídeos. As cenas, imagens e textos funcionam como prólogo da peça e dão pistas sobre as histórias. Após finalizar a compra do ingresso, o espectador recebe um e-mail com orientações e o endereço para o ponto de encontro próximo a cada história.

No ponto de encontro marcado, cada grupo, formado por até 15 pessoas, caminha para os locais onde se desenrola cada história individual. Após o término dessa cena, os espectadores são convidados a acompanhar sua personagem em um percurso a pé e por meio de transporte coletivo até outro ponto da cidade. No trajeto, o público é guiado por um áudio composto de músicas e textos que sugerem colagens entre sons, a história contada e as paisagens do caminho. Ao fim do percurso, as quatro personagens e os três grupos de espectadores se encontram para a cena final.

Para sincronizar as ações, o uso da tecnologia é determinante, por isso a parceria com o coletivo Um Cafofo – Núcleo de criação artística que mescla variadas vertentes das artes e das tecnologias em suas obras – que propõe novas camadas de fruição, além de estabelecer os elos entres as cenas.

O desafio do diretor Luiz Fernando Marques foi potencializar essa dinâmica. “A proposta dialoga com a linguagem que eu costumo trabalhar, por ser num espaço não convencional, pelo envolvimento do público e a ideia do seu deslocamento. Durante o processo fiz provocações no sentido de trabalhar a relação com a plateia, transformando esse texto pronto numa conversa e deixando que o espaço também conte a história”, explica.

Por afetar a vida particular de centenas de cidadãos, a demolição do Edifício São Vito serve de ponto de partida para a reflexão sobre o despejo físico e simbólico de inúmeras pessoas. A cidade se transforma e obriga os cidadãos a refazerem suas histórias, ao mesmo tempo em que essas novas histórias colaboram para a contínua transformação da cidade. A intimidade mais profunda de cada um e a sua relação com o que é público permeia todos os meus textos”, explica o autor Victor Nóvoa.

Esta segunda temporada de Entre Vãos faz parte do projeto 3 ATOS POR SP,  que envolve diversas ações cênicas nas cinco regiões da cidade. A peça é parte da Trilogia do Despejo, uma série de obras que buscam compreender como os modos de vida do paulistano se alteraram com a gentrificação do espaço urbano. A pesquisa originou o espetáculo Condomínio Nova Era (2014), Entre Vãos (2016) e prevê uma série de ações intitulada 3 Atos Por SP, que nortearão o terceiro espetáculo.

 

 

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Entre Vãos
Com Ana Vitória Bella, Helena Cardoso, Laís Marques e Plinio Soares
Duração 110 minutos
01/04 até 16/05
Sábado, Domingo, Terça e Feriados – 15h
$20
Classificação 16 anos
Capacidade 15 lugares (por personagem)
 
Endereço de cada ponto de encontro – A peça acontece nas imediações das estações Marechal Deodoro, Santa Cecília e Anhangabaú. As reservas, assim como as informações de logística de encontros só serão passadas via site da obra – http://www.adigna.com/entrevaos
Telefone para informações: 11 98846-6080
 
Direção: Luiz Fernando Marques
Diretor assistente: Paulo Arcuri
Dramaturgia: Victor Nóvoa
Videografismo e Tecnologias: Um Cafofo (André Grynwask e Priscila Argoud)
Cenografia e iluminação: Marisa Bentivegna
Assistente de cenografia e iluminação: Amanda Vieira
Trilha sonora: Carlos Zimbher
Figurinos: Eliseu Weide
Cinegrafista e Edição de vídeo: Bruno Araújo
Atriz convidada (vídeo Anjo de Corredor): Maria Flora Gonçalves
Equipe de Apoio: Anderson Vieira, Rodrigo Bertucci, Tatiana Vinhais e Vivian Petri
Fotos: Alécio Cezar
Programação visual: Vertente Design
Assistência de Produção: Catarina Milani
Concepção: A Digna e Um Cafofo.
Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli

FLUTUANTE

Com direção de Mauro Baptista Vedia e dramaturgia do cartunista Caco Galhardo, a peça Flutuante estreia dia 7 de abril no Teatro Sérgio Cardoso, na Sala Paschoal Carlos Magno. As sessões acontecem às sextas, sábados e domingos, sempre às 20h até 30 de abril. O elenco conta com Martha Nowill, Rafael Losso e Paulo Tiefenthaler.

A montagem é uma comédia dramática sobre uma professora de alemão que, sem motivo aparente, não consegue mais sair de casa para trabalhar. Essa súbita alteração em seu comportamento é o estopim para uma sucessão de acontecimentos que acaba por conduzi-la, na companhia de seu namorado e seu aluno das cinco, em um redemoinho de desejos, incertezas e obsessões que, aos poucos, os eleva a um estado de suspensão.

Neste texto, há um tipo de humor mais denso, ritmo mais ágil, mudança de cenários e divisão em dois atos e um epílogo. Uma comédia com elementos de reflexão, com temas pertinentes à sociedade atual, mais especificamente os desejos e neuroses dos habitantes de grandes metrópoles, tema sempre abordado pelo autor em seus quadrinhos diários na imprensa e que ganha maior profundidade na linguagem do teatro.

O projeto também consolida a parceria estabelecida entre o autor e a atriz Martha Nowill, que ganha corpo com este segundo texto. É uma peça sobre um momento na vida em que “perdemos o chão”. No epílogo, temos o desfecho com a saída encontrada por cada personagem após aquele “dia estranho”.

O texto tem humor bem contemporâneo e pop e o desafio da direção é fazer uma peça ágil, inteligente, sutil e extremamente divertida, que ao mesmo tempo passe a ideia de ser paulista e brasileira e universal. Flutuante tem tudo a ver com peças que já dirigi como A festa de Abigail e Jantar, por exemplo. Há uma inteligência no texto de assumir uma certa banalidade do contemporâneo, personagens sem eixo, sem uma âncora, perdidos na sociedade globalizada“, diz o diretor.

Este é o terceiro texto para teatro de Caco Galhardo, que teve sua estreia em 2010 com o espetáculo Meninas da Loja, produzido por Martha Nowill, dirigido por Fernanda D’Umbra, com Martha Nowill, Chris Couto, Cinthya Falabella e Mari Noguera no elenco. A temporada foi de três meses no Espaço Parlapatões, em São Paulo.

Pac-Woman, segundo texto do cartunista, foi apresentada no Satyrianas de 2012, com Marina Person e Tiago Martelli, direção de Fernanda D’Umbra, remontada em 2015 na programação Quintas em Cena do Teatro Cemitério de Automóveis, com Carcarah, Antoniela Canto e direção de Mauro Baptista Vedia.

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Flutuante
Com Martha Nowill, Rafael Losso e Paulo Tiefenthaler.
Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno ( Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paulo)
Duração 70 minutos
07 a 30/04
Sexta, Sábado, Domingo – 20h
$40
Classificação livre
 
Texto: Caco Galhardo.
Direção: Mauro Baptista Vedia.
Cenário e Figurino: Frank Dezeuxis.
Luz: Aline Santini.
Fotografia: Luciana Nunes.
Arte Gráfica: Caco Galhardo.
Direção de Produção: Martha Nowill, Gustavo Sanna e César Ramos.
Produção: Complementar Produções.  
Realização: Mil Folhas Produções Artísticas.
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio.