SOLO

Eleito o melhor compositor em 2014 pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), o cantor Marcelo Jeneci sobe ao palco do Teatro Porto Seguro, no dia 2 de maio, terça-feira, às 21h, para apresentar o seu repertório de sucessos e algumas canções inéditas em show solo. Os ingressos estarão disponíveis para compra partir de 23 de fevereiro, terça-feira.

Pela primeira vez, Marcelo Jeneci se despe completamente de toda a estrutura de banda para mostrar suas canções em estado bruto, do jeito que vieram ao mundo. O show solo nasceu da vontade de explorar ainda mais as funções de cantor, instrumentista e compositor que o artista vem amadurecendo ao longo de sua vida.

No show Solo, canções já conhecidas e adoradas pelo público, como Felicidade, Pra Sonhar, O Melhor da vida, Quarto de Dormir e A vida é Bélica, chegam em novos arranjos. Jeneci promete surpreender apresentando músicas do próximo álbum, ainda inéditas.

 

Solo
Com Marcelo Jeneci
Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos, São Paulo)
Duração 75 minutos
02/05
Terça – 21h
Classificação livre
 
Lote 1 – de 21 de fevereiro a 31 de março – R$ 60,00 plateia / R$ 40,00 balcão e frisas.
 
Lote 2 – de 1º de abril a 2 de maio – R$ 80,00 plateia / R$ 60,00 balcão e frisas.

RIBANCEIRA

Texto inédito do autor Aramyz, o espetáculo RIBANCEIRA estreia dia 10 de março, sexta-feira, às 21h, no Teatro de Arena Eugênio Kusnet. A peça aborda a questão dos desastres ambientais e as tragédias ocasionadas por eles na vida das pessoas menos favorecidas. Com direção de Maria Basilio, a montagem é encenada pela Cia Trilhas da Arte – Pesquisas Cênicas e traz o ator Antonio Ginco em seu primeiro solo após 45 anos de carreira.

RIBANCEIRA, apresenta as lembranças do personagem Zé, sobrevivente de uma catástrofe na qual perdeu mulher e filhos, mas, que tenta refazer a sua vida resgatando o antigo sonho de ser escritor. Zé é humano, tem preconceitos, comete erros e chega a ser cruel. Atribui a Deus as responsabilidades pelo que acontece aos seres humanos, se vê em uma situação da qual só sairá se tomar as rédeas da própria vida.

O texto fala sobre perdas e ganhos, dos valores e direitos pelos quais esquecemos de lutar. Zé representa a vida dessa gente esquecida e que aos poucos foi perdendo a consciência do que é certo e errado, mas nem por isso para de sonhar e rir de suas próprias desgraças”, afirma o autor Aramyz. “Quando escrevi o texto ainda não tinha acontecido a tragédia de Mariana, mas acho que ela tem um diálogo direto com o texto”, completa.

A peça é inspirada na observação de uma realidade vivida por muitas famílias no Brasil e em diversos outros países. Zé, personagem sem sobrenome, representa os diversos sobreviventes de catástrofes sejam as causadas por enchentes, pela falta de recursos financeiros, ou pela impotência de quem vive do lado reservado a uma parcela menos privilegiada da humanidade, demarcado pelo capital e pelo poder”, declara o ator Antonio Ginco.

A montagem tem como norteadores o Teatro Documentário e o Teatro de Narração, além de Eugenio Barba, Piscator e Rudolf Laban, que embasaram o trabalho corporal e de interpretação. “A peça se realiza no plano da memória e no plano da realidade, e ainda que a realidade de Zé seja atemporal, ele nos fala do aqui e do agora. Alguns objetos cênicos criam imagens lúdicas que contrapõem o forte teor dramático”, afirma a diretora Maria Basilio.

Ainda que a interpretação seja feita por apenas um ator, o personagem dialoga com a plateia e com outros personagens que estão em sua memória e que, às vezes, ganham corpo e voz”, finaliza a diretora. A peça tem iluminação de Décio Filho, cenografia e sonoplastia de Maria Basílio e Antonio Ginco, figurinos de Paulo de Moraes e adereços de Eduardo Mena. O trabalho contou também com a colaboração dos pesquisadores Sol Verri e Diego Pereira.

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Ribanceira
Com Antonio Ginco
Teatro de Arena Eugênio Kusnet (Rua Dr. Teodoro Baima, 94 – República, São Paulo)
Duração 60 minutos
10/03 até 02/04
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 19h
$40
Classificação 12 anos

O CORPO QUE O RIO LEVOU

Disparado pelo assombro causado com a ascensão do conservadorismo e do fascismo no Brasil, O CORPO QUE O RIO LEVOU parte da necessidade de investigar e criar uma reflexão cênica sobre a permanência e a duração dos resquícios sentimentais, comportamentais e identitários dos crimes cometidos pela ditadura civil-militar dos anos 1964-1989. A montagem, do Laboratório de Técnica Dramática – LABTD, estreia dia 4 de março, sábado, às 21 horas, no Centro Cultural São Paulo com direção de Diego Moschkovich, dramaturgia de Ave Terrena e elenco formado por Diego Chilio, Fredy Állan, Maria Emilia Faganello, Sofia Botelho e Sophia Castellano.

 Ganhador da 4ª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro, da Secretaria Municipal de Cultura da cidade de São Paulo, O CORPO QUE O RIO LEVOU parte de relatórios da Comissão Nacional da Verdade (CNV) para articular o material documental com a experiência empírica de um coletivo teatral que vive um momento de acirramento das posições políticas da sociedade. O resultado desta fricção é a criação de um texto dramático que ao mesmo tempo remete à memória e desperta a atenção para o caminho a que podem levar as posturas políticas tomadas no presente.

 Ofélica Latina

Em O CORPO QUE O RIO LEVOU Elza, uma atriz em início de carreira, alheia aos conflitos sociais e à radicalização do conservadorismo em sua época, se preocupa apenas com o teste para um espetáculo chamado Ofélica Latina, uma versão latino-americana de Hamlet dirigida por um renomado diretor norte-americano. No entanto, seu marido, Abelardo, tesoureiro da Caixa Econômica, é repentinamente convocado a prestar depoimento numa delegacia, onde, sem que Elza saiba, é torturado e assassinado.

Elza passa a procurá-lo, sem entender ao certo o que pode ter acontecido e ao mesmo tempo, se iniciam os ensaios para o espetáculo, para o qual foi selecionada. Um órgão do governo, contudo, proíbe a realização do espetáculo, e Elza se vê impedida de trabalhar, e de realizar o sonho de sua vida. Vivendo, então, as consequências da violência política de seu tempo, sem saber como agir e nem como resistir, ela volta às pressas para sua cidade natal, no interior. Entremeadas à linha dramática principal da peça, vemos cenas da tortura institucionalizada, todas inspiradas nos manuais de tortura das Forças Armadas nas décadas de 60 e 70. Nelas, um locutor de rádio descreve, como num jogo de futebol, as técnicas de interrogatório aplicadas pelos oficiais do Exército durante o regime militar, e pelos policiais militares até os dias de hoje.

Dramaturgia muralista

Escrita por Ave Terrena em conjunto com os atores do Laboratório de Técnica Dramática – LABTD, a dramaturgia de O CORPO QUE O RIO LEVOU tem a proposta de ser uma dramaturgia muralista, conceito de Oswald de Andrade inspirado na proposta criativa de pintores mexicanos, como José Orozco e Diego Rivera.

Para Ave Terrena, a ideia de uma dramaturgia muralista é ter muitos olhares sob a mesma realidade social. “São cenas que se sucedem com vários pontos de vista e formam um grande mural, exatamente como nas pinturas dos mexicanos”, explica.

Ave, que em 2014 fez parte do Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council, conta ainda que Ofélica Latina, a versão latino-americana de Hamlet presente na montagem, também é um texto seu. “O CORPO QUE O RIO LEVOU traz uma peça dentro de outra. Fiz uma brincadeira de colocar um texto meu a serviço de outro. Quem sabe um dia ele também ganha os palcos em versão solo.

Mosaico

A direção de Diego Moschkovich está sendo construída na prática dos ensaios, pois a dramaturgia muralista de Ave Terrena propõe algo novo. “É uma experiência bem diferente das minhas outras direções. Aqui, a ideia é construir um quadro, um painel, um mosaico transversal de cenas”, conta o diretor.

Para ele, a direção bebe na fonte dos princípios da arte dramática, mas também flerta com algo do cinema. “Para mim a necessidade da montagem é, antes de tudo, a urgência de assumir uma posição clara frente aos atuais acontecimentos políticos que tem levado a um golpe de estado no Brasil, traduzindo-a em linguagem de teatro”, afirma Diego.

A investigação do material documental (relatórios da Comissão Nacional da Verdade) trouxe também a necessidade do diretor na busca por uma fundamentação teórica consistente, que desembocou na teoria social latino-americana, especificamente em pensadores ligados à Teoria da Dependência, como Theotônio dos Santos, Ruy Mauro Marini e Vânia Bambirra.

O espaço cênico, criado por Wagner Antônio, que também assina a iluminação, pode ser visto como uma instalação, que se transforma ao longo das cenas e onde luz e cenário se confundem. Projeções de imagens e vídeos completam o espaço cenográfico.

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O Corpo que o Rio Levou
Com Diego Chilio, Fredy Állan, Maria Emilia Faganello, Sofia Botelho e Sophia Castellano.
Centro Cultural São Paulo – Sala Adoniran Barbosa (Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, São Paulo)
Duração 120 minutos
04/03 até 09/04
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 20h
$20
Classificação 14 anos
 
Direção – Diego Moschkovich.
Dramaturgia – Ave Terrena. Direção Musical – Felipe Pagliato e Gabriel Barbosa.
Direção de Vídeo – Camila Márquez (NIT).
Iluminação e Cenografia – Wagner Antônio.
Figurino – Diogo Costa.
Produção – Laura Salerno.
Realização – Laboratório de Técnica Dramática.
Assessoria de Imprensa – Nossa Senhora da Pauta

 

O EMPRÉSTIMO

A comédia “O Empréstimo”, de Jordi Galceran, estreia dia 03 de março no Teatro Folha e tem no elenco os atores André Mattos e Leonardo Miggiorin, sob a direção de Isser Korik.

A peça traz situações hilárias que beiram o absurdo. Tudo acontece na sala do gerente de um banco, quando atende um homem desesperado em obter um empréstimo absolutamente necessário para seguir com a sua vida. O possível cliente não tem garantias nem propriedades. Oferece apenas a sua palavra de honra para o banco, o que coloca o gerente em uma situação delicada. O resultado deste conflito é um dinâmico e engraçado diálogo, que leva as personagens a um caminho inesperado, contagiando o espectador do início ao final do espetáculo.

O homem desconhecido usará todas suas possíveis cartadas para conseguir o empréstimo, cujas intenções nada ortodoxas levam o gerente ao desespero.

O texto “El Crédito” (O Empréstimo) é de Jordi Galceran, o mesmo autor de “O Método Grönholm”, já encenado no Brasil com o ator Lázaro Ramos. O diretor Isser Korik diz que o texto “O Empréstimo” lhe chamou a atenção pela atualidade da história. A crise econômica no Brasil como em todo o mundo tornou comum a necessidade de, em algum momento, as pessoas solicitarem empréstimos a uma instituição financeira. Mas o que na peça surpreende é o argumento que o cliente encontra para convencer o gerente a conceder os recursos.

“El Crédito” faz sucesso por onde passa e já pode ser considerada uma das peças de Galceran com maior número de montagens. O texto já foi encenado na Espanha (Madri, Barcelona, Galícia, País Basco, Valença), Hungria, Itália, Áustria, Alemanha, Grécia, Turquia, Bulgária, Estônia, Suíça, Polônia, Romênia, Finlândia, Peru, Chile, Costa Rica, Venezuela, Colômbia, Porto Rico, Argentina, Uruguai, México e Estados Unidos. O texto foi publicado pela Ediciones Antígona

Isser Korik conta que a encenação dá total foco aos atores e ao texto. “Temos um texto muito bem escrito e excelentes atores. Não há necessidade de muitos recursos de cenário ou qualquer efeito visual. O mais importante é desenvolver o jogo na atuação de André Mattos e Leonardo Miggiorin. Eles são atores de gerações diferentes e cada um carrega influências diversas. Cada um tem seu estilo e por isso decidi trabalhar com este contraste, inclusive energético”, explica.

O ator André Mattos conta que se interessou pelo projeto imediatamente após a leitura do texto. “Gosto porque é comédia bastante contemporânea. O texto mostra o conflito entre o indivíduo e a instituição financeira. Antigamente a palavra era valorizada. Hoje a palavra não vale nada. Minha personagem não é o banqueiro, é um homem que tem o poder de tomar decisões. Mas ele está amarrado a uma série de regulamentos que determinam e limitam o seu poder”, comenta o ator que atualmente mora em Los Angeles e voltou ao Brasil especialmente para fazer “O Empréstimo”; gravar “Belaventura”, próxima novela da TV Record; e divulgar quatro longas-metragens: “O Nome da Morte”, de Henrique Goldman; “Divórcio 190”, de Pedro Amorim; “Aconteceu na Quarta-feira”, de Domingos Oliveira; e “Ninguém Entra, Ninguém Sai”, de Hsu Chien.

Leonardo Miggiorin, que vive o cliente do banco, diz que encontra no texto todos os ingredientes para fazer uma comédia ágil e muito inteligente. “O início do texto apresenta uma situação engraçada. Depois a peça vai mostrando aspectos das personagens, como, as diferenças sociais e o sentimento de impotência do indivíduo diante da força institucional. Todas as informações vão entrando na peça para valorizar ainda mais o efeito cômico”, diz.

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O Empréstimo
Com André Mattos e Leonardo Miggiorin
Teatro Folha – Shopping Pátio Higienópolis (Av. Higienópolis, 618 – Consolação, São Paulo)
Duração 80 minutos
03/03 até 28/05
Sexta – 21h30; Sábado – 20h e 22h; Domingo – 20h
$40
Classificação 14 anos
 
Texto – Jordi Galceran
Tradução e direção- Isser Korik
Cenografia e figurinos – Paula de Paoli
Cenotécnico – Wagner José de Almeida
Serralheria – Kalango
Trilha sonora composta – Jair Oliveira    
Criação gráfica – Lab 212
Fotografia – João Caldas
Equipe técnica – Jardim Cabine
Coordenação de produção  – Isabel Gomez
Assistente de produção – Pedro Pó                          
Administração – Isabel Gomez  e Pedro Pó                
Assistentes de direção – Ian Soffredini e Mariana São João
Iluminação –  Isser Korik
Realização – Conteúdo Teatral

 

 

ALICE, RETRATO E MULHER QUE COZINHA AO FUNDO

Depois do sucesso da última temporada, o espetáculo Alice, Retrato e Mulher que Cozinha ao Fundo volta em cartaz a convite da Oficina Cultural Oswald de Andrade para uma nova série de apresentações de 14 a 30 março. Terças, quartas e quintas às 20h.

A peça teve todas as suas apresentações lotadas desde a estreia, em agosto de 2016, na Sala Beta do Sesc Consolação. A repercussão do espetáculo e grande procura na retirada de ingressos da Oficina Cultural Oswald de Andrade levaram os programadores a convidar a produção para mais um período no local. Sabendo do interesse da diretora Malú Bazán de dialogar com diferentes espaços e arranjos arquitetônicos, a peça volta em outra sala, dedicada de hábito às artes plásticas.

A temporada prevê ainda uma tarde de aula-conversa no dia 01 de abril, com a jornalista e pesquisadora Gabriela Longman, em que estarão presentes a dramaturga Marina Corazza, a diretora Malú Bazán e a atriz Nicole Cordery. O encontro faz um apanhado sobre o período retratado na peça – em especial sobre as relações entre os movimentos artísticos e literários e o contexto de guerra. A programação contará ainda com projeção de filmes trechos de música e leituras breves.

A dramaturgia de Alice, retrato de mulher que cozinha ao fundo assinada por Marina Corazza partiu de duas importantes referências: The Alice B. Toklas Cookbook, escrito por Alice e A autobiografia de Alice B. Toklas, escrita por Gertrude Stein. No primeiro, Alice, companheira de Gertrude Stein, já doente, descreve as receitas servidas em um dos endereços mais badalados da Paris dos anos 20 onde viveu com Stein, o 27 Rue de Fleurus. Em meio às receitas, de forma absolutamente prosaica e autêntica, Alice revela fatos e anedotas de sua vida ao lado de Stein e sobre a efervescência cultural da qual faziam parte.

Já o segundo, se tornou o livro mais conhecido de Gertrude no qual escreve a “autobiografia” de sua companheira. Ao assumir a voz de Alice, Gertrude conquista a popularidade literária que tanto almejava de forma a ampliar o alcance de suas pesquisas literárias na direção de uma estética cubista na literatura. Mas e a própria Alice: quem era? O que vivia? O que dizia e como dizia?

Depois da morte de sua companheira, Alice viveu ainda mais 20 anos nos quais se ocupou em preservar e divulgar a obra de Stein.

A peça discute as fronteiras entre realidade e ficção, entre as histórias e suas dissonantes interpretações. Nela, Alice passeia por diferentes tempos e espaços, numa espécie de mosaico. Escolher a personagem real, ao mesmo tempo fictícia, de Alice B. Toklas potencializa múltiplas miradas sobre a relação de amor entre essas duas mulheres e sobre como influenciaram e foram influenciadas pela efervescente Paris dos anos 20 e 30.

Desde o início do trabalho, criar um jogo de espelhos, que embaralha a noção do eu e do outro, que confunde as fronteiras entre a ficção e o real foi um dos objetivos do projeto. A perseguição foi por uma dramaturgia que ousasse friccionar as pesquisas estéticas de Stein, as memórias de Alice, e também a posição de quem olha com certo distanciamento histórico, se reconhecendo e se estranhando com essas duas mulheres.

Para compor esse caleidoscópio Nicole Cordery, Malú Bazán e Marina Corazza contaram com o grande apoio do dramaturgo, professor e pesquisador americano Leon Katz. Em 1952, Katz foi premiado com uma bolsa da Fundação Ford que lhe possibilitou passar um ano com Alice, entrevistando-a a partir de anotações nunca publicadas de Stein que na eminência da II Guerra foram enviadas às pressas para a Yale Library nos Estados Unidos. “Estimulado com o fato de procurarmos por materiais sobre Alice Toklas, Katz nos enviou não só seu relato sobre o ano que passou como Alice, como uma primeira versão de seu monólogo “Nurturing Alice”, nos autorizando a fazer uso desses materiais para a composição da peça”, conta a atriz Nicole Cordery.

Além das obras já citadas e do material cedido por Leon Katz, foram consultados também trechos dos livros: Paris, França, Lifting Belly, Q.E.D., Melanctha, Ada, entre outras obras de Gertrude Stein, e Staying on Alone (lettres of Alice B. Toklas) e What is Remembered, ambos de Alice B. Toklas.

Assim, a dramaturgia de Alice, retrato de mulher que cozinha ao fundo é composta pelo choque desses inúmeros materiais que se tencionam, ora simétrica, ora assimetricamente e criam novas materialidades que se revelam a partir de seus interstícios.

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Alice, Retrato de Mulher que Cozinha ao Fundo
Com Nicole Cordery
Oficina Cultural Oswad de Andrade ( Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)
Duração 60 minutos
14 até 30/03
Terça, Quarta e Quinta – 20h
Entrada gratuita (senha retirada com 1 hora antes da peça)
Classificação 14 anos
 
Aula-encontro
 
A bomba que caía ao fundo: reflexões sobre arte moderna e guerra
Sábado, 1 de abril, das 15h às 17h
Gabriela Longman é Mestre em Artes e Linguagem pela ÉcoledesHautesÉtudes enSciencesSociales (EHESS-Paris) e doutoranda em teoria literária pela USP.
 
Dramaturgia: Marina Corazza
Direção: Malú Bazán
Cenários e figurinos: Anne Cerutti
Iluminação: Nelson Ferreira
Trilha sonora: Rui Barossi e Pedro Canales
Apoio vocal: Lucia Gayotto
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

CANTOS DE REFÚGIO

Em meio à crise de refugiados pela guerra na Síria, o Coletivo das Galochas se inspira para a criação de Cantos de Refúgio, que estreia no sábado, dia 11 de março às 16h na Ocupação Aqualtune, localizado no bairro do Butantã. A direção é de Rafael Presto e dramaturgia de Antonio Herci, Mariana Queiroz e Jéssica Paes. No elenco, os atores Daniel Lopes, Diego Henrique, Kleber Palmeira, Mariana Queiroz, Roanne Aragão e Wendy Villalobos.

Sinopse
Depois de ser expulsa de sua terra, uma família palestina busca se estabelecer em um campo de refugiados na Síria. Os gêmeos Leila e Jamal vivem sua infância entre os escombros da guerra e a esperança de estabelecer uma nova casa. Por conta das dificuldades, a família envia um dos irmãos para tentar a vida em outro país: o Brasil.

Então chega a guerra, obrigando Leila a realizar uma jornada atrás de seu irmão. O universo onde a história se desenrola, embora atravessado pela destruição, é um ambiente mágico e alegórico, recheado de música, dança e criaturas fantásticas, inspirados na rica tradição e cultura palestinas. Para contar a história, o grupo utiliza recursos de teatro de sombra, projeções e teatro de animação.

Após cada sessão, aos sábados, haverá um ciclo de aulas públicas recortando temas do refúgio palestino, sempre às 19h. No local, também haverá uma barraca com comida árabe à venda, feita por uma das famílias de refugiados sírios conhecida pelo grupo durante a pesquisa da peça.

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Cantos de Refúgio
Com Daniel Lopes, Diego Henrique, Kleber Palmeira, Mariana Queiroz, Roanne Aragão e Wendy Villalobos.
Ocupação Aqualtune (Rua Butantã, 233 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 70 minutos
11/03 até 02/04
Sábado e Domingo – 16h
Entrada gratuita
Classificação livre
 
AULAS PÚBLICAS
Depois das apresentações teremos um ciclo de Aulas Públicas recortando temas do refúgio palestino, sempre às 19h.
 
11/03/2017 – 1ª Aula Pública – Literatura na construção da identidade palestina
 
18/03/2017 – 2ª Aula Pública – Conflito Israel-Palestina: a desterritorialização de um povo
 
25/03/2017 – 3ª Aula Pública – Indústria da Guerra: sobre Palestinas e UPPs
 
01/04/2017 – 4ª Aula Pública – Crise dos Refugiados no Capitalismo Contemporâneo
 
Direção: Rafael Presto.
Direção Musical & Sonoplastia: Antonio Herci.
Músicas: Antonio Herci, Kleber Palmeira, Rafael Presto.
Figurinos & Cenografia: Diego Henrique, Daniel Lopes, Kleber Palmeira e Rafael Presto.
Dramaturgia: Antonio Herci, Mariana Queiroz e Jéssica Paes.
Iluminação: Daniel Lopes e Rafael Presto.
Preparação Vocal: Antonio Herci.
Professor de Árabe: Mohammad Hmede.
Oficinas de Dabke: Anderson Vaccari.
Oficina de Sombras: Daiane Baumgartner.
Realização: Coletivo de Galochas.
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

QUARTO 19

Em março, o Sesc Pinheiros recebe Quarto 19, espetáculo com direção de Leonardo Moreira. Com estreia no dia 9 de março, o monólogo, concebido e encenado por Amanda Lyra, segue em temporada no Auditório da unidade,de quinta a domingo, às 20h30, até o dia 15 de abril.

A montagem é baseada no conto No Quarto Dezenove (To Room Nineteen), da escritora britânica Doris Lessing (1919-2013), Nobel de Literatura em 2007. Publicado originalmente em 1978, o conto apresenta Susan Rawlings, uma mulher em um caminho de auto-percepção e apreensão de seu “eu” autêntico. Os efeitos provocados pelo casamento burguês com Matthew, a fragmentação da identidade feminina daí resultante, a extenuante procura pelo significado da vida e a tensão entre o “eu social” e o “eu marginal” são tópicos evidenciados no dilema da personagem.

O enredo trata da independência feminina no mundo contemporâneo e sua identificação com os papeis sociais de mãe, esposa e organizadora do lar, representados aqui por uma personagem que, mesmo tendo conquistado o que poderia ser o ideal maternal, não encontra satisfação pessoal, buscando refúgio no silêncio, no “quarto nº 19”.

Ela está consciente de que é prisioneira de alguma coisa maior e, em seu discernimento embotado, passa a acreditar que está doente”, conta Amanda Lyra. “No entanto, vemos que o mal que a aflige está no âmago da sociedade, e não em algum lugar escondido das anomalias individuais. A personagem vive assim a luta silenciosa de muitas outras mulheres”, prossegue.

Além da narrativa de Lessing, a montagem é concebida com forte influência das artes visuais. Na pesquisa para construção do espetáculo, foram referências diretas no processo a escultora francesa Louise Bourgeois (1911-2010), com a série de pinturas e esculturas que refletem sua vida como mãe e esposa, Femme Maison; e o estadunidense Edward Hopper (1882-1967), através de suas pinturas.

SINOPSE
Quarto 19 conta a história de Susan, uma mulher de classe média, casada e mãe de três filhos. Após anos sem trabalhar fora, dedicada à criação dos filhos, ela espera o momento em que o mais novo entrará para a escola, quando finalmente terá algum tempo para si. Mas quando isso acontece, Susan não sente a liberdade que esperava. Fugindo da irritação doméstica e do ritmo familiar, ela então passa a alugar um quarto de hotel no centro da cidade, o quarto 19, onde passa todas as tardes, sem fazer nada.

A peça é construída a partir do conto homônimo da escritora britânica Doris Lessing, prêmio Nobel de Literatura em 2007.

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Quarto 19
Com Amanda Lyra
SESC Pinheiros – Auditório 3o andar (R. Pais Leme, 195 – Pinheiros, São Paulo)
Duração 80 minutos
09/03 até 15/04 (não haverá espetáculo em 14 de abril)
Quinta, Sexta e Sábado – 20h30
$25
Classificação 18 anos
 
Concepção e Atuação: Amanda Lyra
Direção: Leonardo Moreira
Preparação Corporal: Tarina Quelho
Iluminação e cenografia: Marisa Bentivegna
Fotos: Cris Lyra
Tradução: Amanda Lyra
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Produção: Aura Cunha | Elephante Produções Artísticas