DOS À DEUX

Em Dos à Deux, primeira montagem da companhia franco-brasileira de mesmo nome, estavam em cena apenas os seus fundadores, André Curti e Artur Luanda Ribeiro. Dezoito anos depois, a dupla de atores e diretores volta a trabalhar em duo, como no início da parceria, no espetáculo Gritos. Com concepção, dramaturgia, cenografia e direção de André Curti e Artur Luanda Ribeiro, a nova peça da Cia. Dos à Deux é formada por três poemas gestuais metafóricos criados a partir de um tema: o amor. Gritos faz temporada de 10 de março a 24 de abril, no CCBB São Paulo.

Em uma atmosfera onírica, os três poemas que compõem Gritos são revelados por meio de uma partitura gestual sutil e minuciosa. Inspirada em temas da atualidade, a dramaturgia foi criada durante o processo de pesquisa e de criação artística. As pessoas invisíveis na sociedade, o preconceito, o desprezo, os refugiados a guerra e o amor permeiam os três poemas gestuais – os três gritos.

Há anos trabalhando com teatro gestual, a dupla experimenta, neste novo trabalho, a transformação de seus próprios corpos em bonecos de proporções humanas, como se estivessem refletidos no espelho. Com colaboração da marionetista russa Natacha Belova (responsáveltambém pelos bonecos do espetáculo Irmãos de sangue) e do brasileiro Bruno Dante, André e Artur tiveram partes dos seus corpos – cabeça, mãos, pés e braços – esculpidos com gesso e depois trabalhados em diferentes materiais.

Essa pesquisa, na fronteira entre artes plásticas, formas animadas, teatro e dança, nos fez ter uma nova sensação gestual que, até então, não havíamos experimentado. Um gestual potente, complexo e contido”, explica Artur. “Ao longo da criação, na pesquisa de formas animadas, nós fomos dando vida ao invisível dos corpos, aos poucos. Como se a vida tivesse arrancado um pedaço desses personagens, nos obrigando a dar poesia e intenção a objetos que se tornaram corpos, e corpos que se tornaram objetos”, explica André.

A cenografia de Gritos é uma instalação plástica composta por estruturas de colchões de mola, que vão se transformando em objetos insólitos ao longo da peça. Em alguns momentos, os colchões formam labirintos de onde os personagens procuram uma saída. Em outros, um quarto para um encontro amoroso. Na pesquisa da Cia. Dos à Deux, a cenografia é mutável, com arquitetura servindo organicamente à dramaturgia – à qual, assim como nas criações anteriores, a luz se funde, sublinhando os espaços cenográficos criados pela dupla. “Trabalhar a luz como um personagem sempre fez parte de nossa pesquisa”, conta Artur. “Nosso universo é construído pensando num todo: luz, cenário, bonecos e dramaturgia caminham juntos”, complementa André.

OS TRÊS POEMASOS TRÊS GRITOS 

Grito 1: Louise

Louise nasceu num corpo de homem que ela não quer, deseja ser invisível aos olhares dos outros, convivendo com um turbilhão de preconceitos, Cuidando de sua mãe, uma velha senhora doente,também invisível perante a sociedade, Louise busca o amor e a aceitação.

Grito 2:  O homem

Um poema metafóricoe metafisico sobre o homem que perdeu a cabeça. Um muro os divide. Um poema gestual entre o sonho, o onírico e o absurdo.

Grito 3:  Amor em tempos de guerra

Numa atmosfera surrealista, uma mulher vestida de negro surge revelando sua beleza e seus gestos lentos. Em meio a guerra, uma dança de amor misteriosa começa, revelando a trajetória e a luta de uma mulher do Extremo Orientena sua existência.

Mais informações no site oficial da Cia. Dos à Deux: www.dosadeux.com

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Gritos
Com Artur Luanda Ribeiro e André Curti
Centro Cultural Banco do Brasil (R. Álvares Penteado, 112 – Centro, São Paulo)
Duração 75 minutos
10/03 até 24/04
Sexta e Sábado – 20h; Domingo – 19h; Segunda – 20h
$ 20
Classificação 14 anos
 
Concepção, dramaturgia, cenografia e direção: Artur Luanda Ribeiro e André Curti
Pesquisa e realização objetos/bonecos: Natacha Belova e Bruno Dante
Assistente de realização objetos/bonecos: Cleyton Diirr
Criação Musical Grito 1: Fernando Mota
Colaboração: Beto Lemos e Marcelo H
Gritos 2 e 3
Direção Musical: Beto Lemos
Criação Musical: Marcelo H
Cenotécnico: Jessé Natan
Iluminação: Artur Luanda Ribeiro e Hugo Mercier
Figurinos: Thanara Schonardie
Contramestra: Maria Madelana Oliveira
Comunicação visual: Bruno Dante
Técnico de Luz : PH
Técnico de Som: Gabriel Reis
Contrarregra: Jessé Natan e Leandro Brander
Direção de Produção: Sergio Saboya 
Produção executiva: Ana Casalli
Difusão – França:Drôles de Dames
Realização próteses: Dra. Rita Guimarães de Freitas
Fotos: Renato Mangolin
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

 

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