PANCADÃO DO SEM DENTE

Depois de levar Dilma Ducheff aos palcos, com público de mais de 80  mil espectadores em 2016, agora é a vez de Marcelo Sem Dente ganhar vida fora da telinha. O personagem faz parte da galeria criada por Márvio Lúcio, o Carioca, do programa Pânico na Band. O show de humor Pancadão do Sem DentePague para Entrar e Reze para sair faz estreia nacional nos dias 17 e 18 de março, sexta-feira, às 21h30, e sábado, às 21h, no Teatro APCD. 

 O espetáculo promete muita interação com o público por meio da sátira ao jornalista e apresentador de televisão Marcelo Rezende (TV Record). Marcelo Sem Dente faz parte do quadro Quarto do Pânico, do programa Pânico na Band. A ideia de Carioca é mostrar ao público “o lado proibido da televisão”, com tiradas de humor que o canal nem sempre permite por causa da classificação indicativa de atração.

Nascido em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Márvio é imitador, humorista, radialista e repórter da Rádio Jovem Pan. Versátil, foi premiado no festival de humor Risadaria (voto popular), nos anos de 2014 e 2015, como melhor imitador do Brasil. O artista faz sucesso com personagens inspirados em nomes conhecidos do grande público como Amaury Jr. (Amaury Dumbo, de 2009), Zeca Camargo (Zeca Tamagro, de 2011), Bispo Edir Macedo (Bispo Didi Mais Cedo, de 2010) e Ricardo Boechat (Bom Echá, de 2014).

image005

Pancadão do Sem Dente – Pague para Entrar e Reze para Sair
Com Márvio Lúcio
Teatro APCD ( R. Voluntários da Pátria, 547 – Santana, São Paulo)
Duração 90 minutos
17 e 18/03
Sexta – 21h30; Sábado – 21h
$60 ($20 – sócios APCD)
Classificação 12 anos

 

PONTO MORTO

Ponto Morto é a história da relação de amor e repulsa entre duas pessoas, é um recorte na vida de um pai atormentado pelo fardo de ter um filho limítrofe, eternamente dependente dele, criando assim uma co-dependência sem saída. Fala de um assunto complexo, que é o autismo, mas fala de uma maneira lúdica e amorosa.

Esse recorte é característico da dramaturgia contemporânea, que Helio Sussekind mostra numa sofisticada construção, onde não importa o que aconteceu antes e nem o que vai acontecer depois, é simplesmente um recorte daquele momento de duas noites na vida daquelas duas pessoas.

Com um texto forte e contundente, nos leva a analisar e discutir um assunto pouco explorado, cercado de medo, discriminação e exclusão social.

De alguma forma, as personagens dialogam com antigas fábulas infantis, uma espécie de João e Maria às avessas onde o pai procura não deixar pista para que o filho jamais “retorne” ao ponto de partida.

Ponto Morto é o ponto de partida de uma retomada, uma espécie de ponto de inflexão num relacionamento velho e cansado. É também o ponto final de uma busca e talvez de um reencontro ou renascimento.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Ponto Morto
Com Luciano Chirolli e Marat Descartes
Tucarena (Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes, São Paulo)
Duração 60 minutos
11/03 até 02/04
Sexta e Sábado – 21h; Domingo – 18h
$70/$80
Classificação 12 anos
 
Autor: Helio Sussekind
Direção: Camilo Bevilacqua e Denise Weinberg
Cenário: Chris Aizner
Iluminação: Wagner Pinto
Figurino: Helena Afonso
Trilha Sonora: Tunica Teixeira
Produção: Marcella Guttmann
Assessoria de Imprensa: Marra Comunicação
Realização: Fixação Marketing Cultural

 

PLAYLIST MUSICAL com DIEGO MONTEZ

Playlist Musical é o novo quadro criado pelos canais Circuito Teatral SP, Opinião de Peso e Perdido in Sampa. Estará no ar, todas as quartas feiras, ao meio dia. Durante a conversa, pedimos para o ator/atriz convidado(a) escolher três canções do Teatro Musical que marcaram sua vida. A 4a e última canção é a que o ator/atriz dedica ao público.

O nosso primeiro convidado é o ator Diego Montez (Rent, Wicked, Chacrinha o Musical).

As músicas citadas durante a matéria são:
The Bitch of Living (Spring Awakening) – https://youtu.be/CSagsMcak4Q
Satisfied (Hamilton) – https://youtu.be/2MfUw1rYJBM
Climbing Uphill (The Last 5 Years) – https://youtu.be/79DJRDN0fm4
Waving Through a Window (Dear Evan Hansen) – https://youtu.be/wwIF0RsfBeg
City of Stars (La La Land) – https://youtu.be/IqAs8Uq-nsY

E o link para o canal “Topa Tudo por Diego” – https://goo.gl/NOL6yn

 

 

TEATRO DE CONTÊINER MUNGUZÁ

As enormes caixas metálicas coloridas instaladas em uma antiga praça abandonada no bairro da Luz, centro da cidade de São Paulo, chamam a atenção de moradores e pedestres. A intervenção artística e arquitetônica, obra da Cia Mungunzá de Teatro, já tem nome: TEATRO DE CONTÊINER MUNGUZÁ e abre suas portas ao público no dia 11 de março (abertura para convidados dia 10 de março) com a apresentação do premiado espetáculo Luis Antonio – Gabriela, que cumpre temporada de sexta a segunda-feira até 17 de abril.

Levantado em praticamente dois meses o TEATRO DE CONTÊINER MUNGUZÁ é formado por 11 contêineres marítimos. No espaço cênico, que pode ser utilizado como arena, semi-arena ou palco italiano, dois deles quebram o escuro das caixas com paredes de vidro que possibilitam que atores e plateia possam ver e ser vistos por quem passa pela rua. Lanchonete, escritório, banheiros, camarim e área técnica completam a estrutura, que ocupa 40% do terreno. Na lateral superior da edificação, a pintura branca vai servir como tela de cinema para projeções ao ar livre.

Já do lado externo, todo gramado, um domo geodésico será palco para pequenos shows e contação de histórias. A ideia é que o local se torne uma área de convivência com playground e mobiliário feito com tambores de aço reutilizados, desenvolvido pelo grupo espanhol Basurama e pelo coletivo Assalto Cultural. A área externa conta também com uma horta hidropônica que será mantida por moradores da região.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Precedente para novos polos culturais

A utilização do terreno, que servia como estacionamento da Guarda Civil Metropolitana, foi firmada em um “termo de cooperação” com a Prefeitura Municipal de São Paulo, onde a Cia Mungunzá será responsável por zelar pelo local durante três anos. Até o momento, já foi investido cerca de R$ 300 mil, em serviços como limpeza do terreno, terraplenagem, instalação elétrica e a compra dos contêineres, vindos de um caixa próprio do grupo, que ano que vem completa 10 anos.

Para Marcos Felipe, um dos integrantes da Cia Munguzá, a ideia é criar uma nova dinâmica para os grupos culturais de São Paulo. “Acredito que abrimos um precedente para a instalação de novos polos culturais”, afirma ele. Já Lucas Beda, outro integrante do grupo, acha que o diálogo com os moradores do entorno e com a própria sociedade é o caminho para repensar a cidade. “Queremos que o TEATRO DE CONTÊINER MUNGUZÁ se transforme em um local de encontro, onde a população ocupe o espaço sem, necessariamente, ter a obrigação de assistir algo”, explica o ator.

O projeto do espaço foi realizado pela própria Cia Mungunzá de Teatro. O objetivo era fazer uma intervenção arquitetônica e artística sem agredir a cidade. “Optamos pelos contêineres pela concepção sustentável com a possível retirada dos módulos e mudança para outro local”, conta Marcos Felipe.

Programação

Até 17 de abril o espaço sediará apresentações, de sexta a segunda-feira, do espetáculo Luis Antonio – Gabriela. “É o tempo que precisamos para ver efetivamente como funciona o local e assim pensarmos em uma programação dinâmica”, explica Lucas. O TEATRO DE CONTÊINER MUNGUZÁ já vem recebendo alguns eventos que servem como testes para a futura programação.

Inscrevemos o projeto na Lei Roaunet, mas também estamos tentando fechar parcerias com a Prefeitura de São Paulo e com o Governo do Estado. Também vamos procurar o Sesc para assim conseguirmos montar uma programação multifacetada e que contemple várias linguagens”, acredita Marcos.

Luis Antonio Gabriela7.jpg

Luis Antonio – Gabriela

Com direção de Nelson Baskerville, Luis Antonio – Gabriela estreou em 2011 e recebeu alguns dos mais importantes prêmios teatrais do estado, como o Shell, da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) e da Cooperativa Paulista de Teatro (CPT).

Em Luis Antonio – Gabriela o diretor Nelson Baskerville coloca em cena sua própria história, onde o irmão mais velho, homossexual, Luis Antonio, desafia as regras de uma família conservadora dos anos 1960. O documentário cênico tem início no ano de 1953, com o nascimento de Luis Antonio, filho mais velho de cinco irmãos, que passou infância, adolescência e parte da juventude em Santos até ir embora para Espanha aos 30 anos, onde se transforma em Gabriela.

O espetáculo narra a história de Luis Antonio até o ano de 2006, data de sua morte na cidade de Bilbao, na Espanha. Luis Antonio – Gabriela foi construído a partir de documentos e dos depoimentos do ator e diretor Nelson Baskerville, de sua irmã Maria Cristina, de Doracy, sua madrasta e de Serginho, cabeleireiro na cidade de Santos e amigo de Luis Antonio.

Luis Antonio – Gabriela
Com Marcos Felipe, Lucas Beda, Sandra Modesto, Verônica Gentilin, Virginia Iglesias e Day Porto.
Teatro de Contêiner Mungunzá (Rua dos Gusmões, 43 – Luz, São Paulo)
Duração 90 minutos
11/03 até 17/04
Sexta, Sábado, Domingo e Segunda – 20h
$30 ($5 – moradores da região)
Classificação 16 anos
A partir do argumento de Nelson Baskerville com intervenção dramatúrgica de Verônica Gentilin.
Direção – Nelson Baskerville.
Diretora Assistente – Ondina Castilho.
Assistente de Direção – Camila Murano.
Direção Musical, Composição e Arranjo – Gustavo Sarzi.
Preparador Vocal – Renato Spinosa.
Trilha Sonora – Nelson Baskerville.
Preparação de Atores – Ondina Castilho.
Iluminação – Marcos Felipe e Nelson Baskerville.
Cenário – Marcos Felipe e Nelson Baskerville.
Figurinos – Camila Murano.
Visagismo – Rapha Henry – Makeup Artist.
Vídeos – Patrícia Alegre.
Produção Executiva – Sandra Modesto e Marcos Felipe.
Produção Geral – Cia Mungunzá de Teatro.
Assessoria de Imprensa – Nossa Senhora da Pauta
Maiores Informações – www.ciamungunza.com.br

UMA DESPEDIDA FIEL

“Amar é ter um pássaro pousado no dedo. Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que, a qualquer momento, ele pode voar…” (Rubem Alves)

SOBRE O ESPETÁCULO, por Fernando Martins:

Uma Despedida Fiel é, antes de mais nada, uma indagação: o que é o amor, afinal? Na peça, dois personagens surgem numa estação de trem, motivados pelo fim de seus relacionamentos. Bento aguarda o retorno de quem um dia o abandonou, e Lourenço, ao contrário, assume o lugar de quem, agora, parte. Aparentemente antagônicos, tanto Lourenço quanto Bento, são personagens de uma mesma cena: a separação. Esse encontro é o ponto de partida para se discutir o conceito de amor, tendo, ao fundo, a temida cena do abandono. Com opiniões divergentes, estes personagens incitam uma reflexão tão profunda quanto complexa a respeito do amor e seus limites. O amor tolera a liberdade? É possível amar com a convicção de que o outro pode partir?

Ao tratar o amor sob a ótica da liberdade, o espetáculo discute a noção de amor eterno e as condições normalmente associadas à ideia de amor duradouro. O trabalho ressoa com o pensamento de Rubem Alves – “amar é ter um pássaro pousado no dedo” – ao lançar um olhar poético sobre a cena da despedida, não atribuindo a ela, necessariamente, o fim do amor.

A peça coloca um zoom no modus operandi do amor romântico, dando vazão ao tema do desejo e da mecânica que opera os padrões dos relacionamentos humanos. O reconhecimento de um imaginário sobre o amor, perpetuado no discurso produzido pela arte ao longo do tempo, nos permite apontar a mecânica da simbiose como motivo do amor romântico. De fato, teatro, canção popular, TV, cinema e literatura exercem um poder massificante sobre a afetividade social. Personagens emblemáticos como Ulisses e Penélope, Tristão e Isolda, Romeu e Julieta e tantos outros que os sucederam, nutrem uma noção de experiência amorosa a partir de uma unidade: o par. EmUma Despedida Fiel, a cena da separação surge para questionar a ideia de finitude do amor. A peça ilumina o caráter massivo que tal lógica de afetos assume na cultura contemporânea, dando lugar à liberdade como condição essencial a uma noção de amor que não se restringe à ideia de “dois” ou “para sempre”.

O espetáculo integra uma série de trabalhos sobre o amor, intitulada Anti Romântico. Esse projeto foi contemplado pelo Prêmio Myriam Muniz 2014 e circulará pelo Rio de Janeiro, Fortaleza, São Paulo e Recife.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Uma Despedida Fiel
Com Fernando Martins e Luiz Felipe Ferreira
Teatro do Ator (Praça Franklin Roosevelt, 172 – Centro, São Paulo)
Duração 60 minutos
10 a 12/03
Sexta – 21h; Sábado – 22h; Domingo – 19h
$20
Classificação livre
Dramaturgia e Direção: Fernando Martins
Trilha Sonora Original: Diogo Vanelli e Fernando Martins
Figurino: Luiz Felipe Ferreira
Cenografia: Fernando Martins, Luiz Felipe Ferreira e Marley Oliveira
Iluminação: Marina Zoé
Produção: Teatro dos Ventos – Confraria Artística
Assessoria de Imprensa: Flavia Fusco Comunicação

 

 

DIAS PERFEITOS

Scott Turow, um dos autores policiais de maior prestígio no mundo, disse que Raphael está “entre os mais brilhantes ficcionistas jovens” da atualidade. “Ele certamente redefinirá a literatura policial brasileira e vai surgir como uma figura da cena literária mundial.” Seu segundo livro, Dias perfeitos, cuja adaptação e tradução de César Baptista estreia no palco do Teatro Candido Mendes dia 3 de março para curta temporada.

Nesse suspense, Téo, um jovem e solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e dissecar cadáveres nas aulas de anatomia, conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema. Téo fica viciado em Clarice: quer desvendar aquela menina diferente de todas que conheceu. Começa, então, a se aproximar de forma insistente. Diante das seguidas negativas, opta por uma atitude extrema. Passando por cenários oníricos, que incluem um chalé em Teresópolis e uma praia deserta em Ilha Grande, o casal estabelece uma rotina insólita, repleta de tortura psicológica e sordidez.

Dias perfeitos tem clima sombrio e claustrofóbico, personagens em tensão permanente e diálogos afiados. Angustiante e repleto de reviravoltas, a montagem é uma história de amor obsessivo e paranoico que consolida Raphael Montes como uma das mais gratas surpresas da literatura brasileira.

Com sessões sexta e Sábado, ás 20h30 e domingo, ás 19h30, a temporada segue até o dia 30 de abril.

Raphael Montes está entre os mais brilhantes ficcionistas jovens que conheço. Ele certamente redefinirá a literatura policial brasileira e vai surgir como uma figura da cena literária mundial.” – Scott Turow.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Dias Perfeitos
Com Dani Brescianini, Helio Souto Jobim, Arno Afonso, Leonardo Vasconcelos e Virgínia Castellões
Teatro Cândido Mendes (R. Joana Angélica, 63 – Ipanema, Rio de Janeiro)
Duração 100 minutos
03/03 até 30/04
Sexta e Sábado – 20h30; Domingo – 19h30
$ 50
Classificação 16 anos
 
Romance original: Raphael Montes
Direção e adaptação: César Baptista
Assistentes de Direção: Diogo Pasquim e Leonardo Vasconcelos
Iluminação: Edson FM
Fotos: Marco Furlan
Cenário e Figurino: Igor Alexandre Martins
Trilha Sonora: César Baptista
Assessoria de imprensa: Minas de Ideias
Instagram: @espetaculodiasperfeitos

 

NÓS S/A

De 10 a 19 de março, o Caleidos Cia de Dança apresenta o espetáculo “Nós S/A” que explora, por meio da dança, o universo da apropriação do espaço urbano pela lógica do mundo corporativo. O espetáculo de dança discute a organização do espaço e das relações sociais a partir do fenômeno da especulação imobiliária; o mundo corporativo se refletindo no espaço urbano e nas formas de viver em sociedade.

A especulação imobiliária traduz-se como o mundo dos negócios atuando sobre o espaço e sobre os corpos do mundo. A espetacularização dos negócios, a empresarização das relações, a mercadorização e a comercialização dos corpos são postos em cenas que dialogam com o público por meio da dança.

Em “Nós S/A”, a especulação imobiliária é tratada como uma etapa desta corporativização da sociedade. A mudança que se opera com estes negócios não é apenas no modo de construir ou ocupar o espaço urbano, não se compra ou se vende apenas um apartamento, empreende-se a comercialização de um modo de vida.

Sob o olhar das corporações, o espaço redefine-se como negócio, o tempo transforma-se em moeda, o corpo entende-se como empresa e a vida em sociedade é mais um negócio no grande negócio do mundo.

“Nós S/A” convida a pensar sobre a empresarização da sociedade com seus donos, seus trabalhadores e seus excluídos. Como em outros espetáculos do Caleidos Cia De Dança o público é convidado a dialogar com as cenas por meio da leitura da dança, produzindo a significação do movimento e das imagens sugeridas pelos jogos que se constroem ao vivo a partir da estrutura dramatúrgica.

A encenação geral remete às reuniões corporativas (1º ato), aos banquetes (2º ato) e ao mapa de guerra (3º ato). A mesa – de estudos, de negócios, de planejamentos, de jogos e de comer – é personagem onipresente no espaço cênico, é nela e a partir dela que a movimentação dos bailarinos e a disposição do público de organiza, refletindo metaforicamente a organização do espaço urbano e as dinâmicas sociais sob a perspectiva das grandes corporações.

Os novos empreendimentos imobiliários exercem certo fascínio em parte da população. Os condomínios que apresentam a possibilidade de se exercitar, fazer reuniões familiares, reuniões de negócios, comprar e até ir ao cinema ou pizzarias sem deslocamentos urbanos, refletem não apenas uma ideia de praticidade, mas também a imobilidade e sistematização das relações sociais que de certa forma estão na perspectiva do modo de vida corporativo”, conta a diretora do Caleidos Isabel Marques.

Esse modo de vida diz respeito a um modo de vida empresarial. Há uma ideologia por trás dos anúncios e das falas de compradores e vendedores: é como se a pessoa que procura esse tipo de residência dissesse ‘eu quero que a minha vida e minha sociedade funcione como uma empresa’ – entender isso, para nós, foi quase um convite para explorarmos essa ideia num espetáculo de dança”, complementa o dramaturgo Fábio Brazil.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Nós S/A
Com Nigel Anderson, Renata Baima, Kátia Oyama, Ágata Cérgole, Jailson Rodriguez e Bruna Milani
Duração 50 minutos
Instituto Caleidos (Rua Mota Pais, 213, Lapa, São Paulo)
10 a 19/03
Sexta e Sábado – 20h; Domingo – 19h
Entrada gratuita
Classificação 14 anos
 
Caleidos Cia de Dança
Direção: Isabel Marques
Codireção e dramaturgia: Fábio Brazil
Música: Caleidos Cia de Dança
Cenário: Fábio Brazil
Preparo corporal: Ana Paula Mastrodi
Iluminação: Rafael Lemos
Produção: Mobilis Ltda – ME
 
Mais informações: www.caleidos.com.br