SILHUETAS

Kiara Sasso apresentou na noite do dia 28 de março o seu show solo, “Silhuetas“, no Teatro Porto Seguro.

O show começou de uma maneira mais intimista, falando da paixão de Kiara pela profissão e das transformações que sua carreira profissional está tendo com o passar dos tempos

A canção de abertura foi “I’m a Star” (Scott Alan). A música fala sobre a paixão que os atores/atrizes têm pelo seu ofício. Das audições, das dores pessoais, dos ensaios, para que, com a chance dada pelo produtor e diretor, eles possam estar sempre no palco.

Para interpretar este número de abertura, Kiara entrou pela lateral do teatro, com um holofote a perseguindo (escrevendo agora, lembra a cena de Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard), quando Norma Desmond pede para o iluminador que ponha o foco novamente nela).

Logo após, vieram duas canções – inéditas no palco na voz de Kiara: “I Am Changing” (Dreamgirls) e “Since I Don’t Have You” (Grease), que falam sobre o amadurecimento da carreira de todo ator.

Foi só após estas três primeiras canções, que Kiara deu as boas vindas ao público. Falou sobre o que seria apresentado no show. Silhuetas de uma menina, de uma atriz, de uma mulher, de personagens, de tudo que compõem a sua personalidade.

O segundo bloco foi destinado ao Teatro Musical. Foi quando pudemos rever a garota que pisou pela primeira vez no Teatro Abril para dar vida a primeira superprodução Disney no país – “A Bela e a Fera” (2002).

Kiara também falou que “O Fantasma da Ópera” foi quem despertou sua paixão pelos musicais. Aos 11 anos, morando nos Estados Unidos, foi levada pela mãe para assistir em Nova Iorque o musical. Depois dessa, vieram mais 20 sessões (e pensar que depois, em 2005, ela passaria quase dois anos interpretando Christine).

Foram interpretadas as canções “Um Lar” (A Bela e a Fera), “Pense em Mim” (O Fantasma da Ópera), “Eu Confio” (Noviça Rebelde) e, de Mamma Mia (um dos seus musicais favoritos): “Fugindo entre os Dedos” e “Tudo ao Vencedor“.

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Além de atriz, Kiara também dublou alguns personagens da Disney. Neste bloco, ela relembrou Ariel em “Parte de Seu Mundo” (Pequena Sereia); e como não poderá interpretar a personagem Moana, caso a Disney faça um musical (a personagem é havaiana e tem a pele morena de sol e Kiara é mais clara), aproveitou para cantar “How Far I’´ll Go” (Moana).

Kiara Sasso

Nesta parte do show, o que seria o “Entreato“, a atriz aproveitou para fazer uma homenagem as duas mulheres mais importantes de sua vida, e que estiveram sempre a apoiando – sua mãe e sua avó. Dedicou para elas a canção “La Vie en Rose” (Edith Piaf).

A iluminação muda. Novo Bloco. É quando Kiara resolve se abrir e contar um pouco mais de sua carreira, que como todas, tem ganhos e perdas. Brinca com o que muitas pessoas dizem, sobre ela ter feito todos os musicais no país (“Não sou onipresente!“), e explica à plateia que faz audição como todo mundo, revelando-se uma fã agradecida à muitas produções e seus criativos responsáveis, independente do resultado.

Conta então que em “Chicago“, após não ter sido aprovada para o papel principal, resolveu audicionar para o coro, processo onde passou em cinco testes de dança e quando chegou ao de canto, foi reprovada (?!?).

Interpretou as canções “Roxie” (Chicago), “I Dreamed a Dream” (Les Misèrables) e “Popular” (Wicked). (Será que tem algo por trás destes dois últimos números? Uhm?)

Abaixa o telão e é projetada uma colagem de um espelho de camarim com fotos dos personagens interpretados por ela. Kiara se lembra que no colegial, nos Estados Unidos, em um show de talentos, ela resolveu interpretar a canção de um filme do momento – “I Will Always Love You” (Whitney Houston). A professora a pôs para encerrar o show. (Será que já previa o talento da aluna?)

Na última parte, ela brindou o público com interpretações únicas de “I’m Here” (A Cor Púrpura), “At Last” (Etta James) e “Empire State of Mind” (Alicia Keys).

Durante todo o show, Kiara esteve acompanhada de uma bande de quatro músicos, com direção musical e arranjos de Guilherme Terra. A produção foi de Tatiana Véliz, os figurinos de Geraldo Couto e o visagismo de Anderson Bueno. Direção geral, roteiro e cenografia foi do seu marido, Lázaro Menezes.

Para o bis, foram interpretadas “Defying Gravity” (Wicked) e “Dancing Queen” (Mamma Mia), que você pode ver no final da matéria.

Silhuetas” mostrou ao público novamente o carisma e a voz desta atriz, que com certeza, já tem há tempos seu nome gravado no Panteão do Teatro Musical Brasileiro. É um show não apenas para ‘one night only‘ (uma noite apenas), mas sim para uma temporada e para excursionar pelo país. (Que venham boas novas!)

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