#BORA BALZAQUIAR

A chegada dos 30 anos é considerada um período de mudanças, questionamentos e dúvidas. Esses conflitos cotidianos da chamada “crise dos 30” são discutidos, de forma bem-humorada, no espetáculo “#Bora Balzaquiar”.

A comédia apresenta as histórias de Júlia, Joana e Janaína, personagens que enfrentam os dilemas e as dificuldades inerentes a esta fase da vida. Após a primeira temporada de sucesso no Teatro Santo Agostinho, a montagem dirigida por Paulo Goulart Filho, com texto leve e de fácil identificação (escrito por Nina Ximenes) reestreia em 30 de junho, no Teatro Raposo – Sala Irene Ravache, em meio aos eventos de comemoração do primeiro ano da sala de espetáculos, que se firmou como importante polo cultural da região oeste da capital, e os 21 anos do Shopping Raposo.

A inspiração para o nome do espetáculo surgiu do adjetivo balzaquiana, derivado da obra do escritor francês Honorè de Balzac, que valorizava a beleza, a experiência, os pensamentos, os desejos e as angústias dessa mulher que reivindica o direito de ser feliz.

A mulher de trinta anos, tema da obra de Balzac no século XIX, continua a viver com muitos questionamentos, mesmo hoje em dia, a popular expressão “crise dos 30”. No romance de Balzac a protagonista Júlia vive vários dramas e, entre eles, a relação com um homem mais jovem. Já na peça de Nina Ximenes, a Júlia vive solitária sem acreditar no amor. Este e outros conflitos atuais são parte deste espetáculo, que em vez de uma protagonista, traz ao palco 3 mulheres diferentes, ávidas pela felicidade e com um fator comum: a fase da vida!

Para a autora, as três protagonistas personificam os problemas dessa faixa etária. “A Júlia a Joana e a Janaína têm temperamentos, histórias de vida e reações distintas sobre essa fase da vida”, relata Ximenes. Com um texto escrito por uma mulher, sobre mulheres e com mulheres em cena, a direção coube a Paulo Goulart Filho, que apresenta o seu olhar masculino sensível e repleto de referências femininas. “Sempre vivi rodeado por mulheres e agora minha filha mais velha tem 32, tenho uma com 30 e outra com 29 anos. Então estou vivendo exatamente esse período como pai das balzaquianas”, revela Paulinho Goulart.

Com um texto ágil que dialoga com os roteiros televisivos, a montagem é alinhavada por vídeos que revelam momentos complementares aos episódios apresentados no palco. A estética do espetáculo funde os vídeos, que conduzem os espectadores, às cenas apresentadas ao vivo, como um guia que estabelece as passagens de tempo das personagens. “Estou gostando de experimentar a fusão da arte ao vivo com a gravada. Esse é um dos elementos que mais me instiga no espetáculo”, conclui Paulo Goulart Filho.

Para esta linguagem se estabeler, o cenógrafo Antonio Rodrigues desenvolveu uma caixa “mágica” com 3 módulos. Quando fechada é uma tela em branco que recebe as projeções de vídeo. E quando aberta pelo módulo central, surpreende o público ao virar um supermercado com perspectiva 3D. O apartamento das protagonistas, decorado com cores e elementos que representam as personagens, surge quando as pontas dos módulos são abertas e encantam o público devido a rápida transformação da estrutura cenográfica, como um grande jogo cênico.

#Bora Balzaquiar
Com Bruna Ximenes, Mariana Moraes, Vanessa Goulartt e Patrícia Junqueira (Stand In)
Teatro Raposo Shopping – Sala Irene Ravache (Rodovia Raposo Tavares, km 14.5 – Jardim Olympia, São Paulo)
30/06 até 25/08
Sexta – 21h45
$50

 

 

 

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